Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Neurobiologia das plantas: uma perspectiva interespecífica sobre o debate

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    Neste trabalho, apresento um balanço do debate ocasionado pelas ideias suscitadas nas Ciências das Plantas com o advento da Neurobiologia das Plantas - NBP, destacando a partir das tensões geradas os elementos do que Hustak & Myers (2012) chamam de “uma narrativa mais rica”, além do enfoque redutivo da biologia contemporânea sobre células e genes, ou de uma lógica evolucionista neodarwiniana exclusivamente adaptacionista, e com maior atenção ao organismo e seu comportamento no ambiente. Uma narrativa que também dê conta do modo como as plantas se expressam e permita desvelar os emaranhados nos quais plantas e cientistas estão envolvidos. Inspirado nas ideias introduzidas no campo interespecífico pelas Etnografias Multiespécies, minha hipótese é a de que estas tensões, sozinhas ou combinadas, sugerem modos de acessar a perspectiva das plantas. Assim, em um primeiro momento, introduzo os pressupostos gerais que orientam a NBP, as críticas recebidas e as respostas subsequentes. Com o debate em curso, a discussão sobre ocomportamento inteligente das plantas atraiu pesquisadores de outras áreas para o assunto, que passaram a experimentar outras abordagens teórico-metodológicas no estudo do tema. Em um segundo momento, portanto, apresento alguns artigos chaves para ilustrar esse movimento para em seguida destacar as tensões entre esses três blocos – proponentes da NBP, cientistas críticos à proposta, e outros pesquisadores que se dedicam ao tema da inteligência das plantas. Por fim, demonstro como essas tensões sugerem modos de acessar a perspectiva das plantas a partir dos modos de relação que instauram e dos emaranhados de que participam

    A CATEGORIA DE REGIÃO NA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA: CONTEÚDO E COTIDIANO EM DIÁLOGOS

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    O presente trabalho visa analisar o conteúdo regional nas escolas por meio da perspectiva humanista. Para tanto, tem como objetivo geral discutir o conteúdo sobre região sob a luz da Educação Geográfica, em vista de sua mediação dialogada ao cotidiano dos estudantes. Os objetivos específicos pretendem analisar as perspectivas existentes a respeito do conteúdo regional, compreender as possibilidades fornecidas pela Educação Geográfica de abranger o cotidiano do estudante, analisar como o conteúdo sobre região é apresentado nas escolas e, discutir o conteúdo dialogando com a Educação Geográfica. O conteúdo regional é vasto e pode ser abordado nas escolas tanto como um recorte espacial, uma escala intermediária entre o local e o global, um espaço homogêneo, uma organização econômica do espaço, quanto como um espaço produzido e organizado por grupos sociais diversos, que por seu turno, é a abordagem que guia este trabalho. Por isso, a Educação Geográfica se apresenta interessante para nós, já que permite o debate a respeito do conteúdo regional em relação à realidade dos estudantes, que também são atores sociais da organização, produção e reprodução da história, da cultura e do espaço em que vivem. A articulação entre os conteúdos geográficos escolares e o cotidiano dos estudantes aproxima o conhecimento científico ao conhecimento desenvolvido a partir das práticas cotidianas, na qual os elementos culturais dos atores sociais permitem a produção de um conhecimento dialogado com sua realidade. Compreendemos que tanto o conhecimento científico quanto o popular são essenciais no processo de desenvolvimento intelectual, pois a construção do pensamento é desenvolvida a partir das experiências vividas em sociedade e, pela mediação pedagógica, educativa e didática dos conteúdos científicos, estabelecendo-se, então, uma relação entre ambos. Desta forma, permite-se que o estudante perceba a relação entre os fatores que produzem e organizam o espaço, mesmo que estes não estejam visíveis à percepção, além de estimular reflexões sobre suas práticas e saberes cotidianos para que busquem suas questões e suas respectivas soluções. Nossa metodologia compreende observar aulas de Geografia nos 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental no município de Niterói-RJ, analisar as abordagens e os diálogos sobre o conteúdo regional apresentados nos livros didáticos e realizar entrevistas com os professores dos referidos anos escolares. Deste modo, poderemos fazer considerações sobre a categoria de região dialogada às práticas e aos saberes produzidas cotidianamente pelos estudantes, a partir da perspectiva humanista

    ESPAÇO SEM LIMITES: O PAPEL DA GEOGRAFIA NO CURRÍCULO DE ESCOLAS DE FRONTEIRA

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    O artigo trata do Ensino de Geografia nos currículos escolares em áreas de fronteiras, compreendendo como cenário de estudo as cidades gêmeas de Santana do Livramento, no Brasil, e Rivera, no Uruguai. A pesquisa parte do entendimento de que os processos educativos formais em áreas fronteiriças, por apresentarem um contexto espaço-temporal específico, precisam ser concebidos sob a ótica desta singularidade. Nesta perspectiva, é pensado que a singularidade (plural!) da fronteira, deveria ser lida, pelo Ensino de Geografia, através do que entendemos como sendo um entre-lugar: lugares de criação do novo, nos quais os sujeitos, mediante as suas vivências e do contato com o(s) outro(s), conseguem viver uma condição de multi/transterritorialidade. Destarte, o objetivo do trabalho é refletir sobre quais geografias emergem no contexto de fronteira e que podem/devem dar conta deste entre-lugar, e, assim, tornar o estudante fronteiriço mais competente para ler o mundo em suas diferentes escalas. Para tanto, a abordagem teórico-metodológica está ancorada na Epistemologia Complexa, através de fundamentos da pesquisa qualitativa. Em nossas práticas observamos que um dos problemas que parece envolver as escolas de áreas fronteiriças refere-se à perspectiva monocultural e homogênea que embasa os currículos desenvolvidos no âmbito destas instituições. Assim, este texto parte de uma pesquisa de doutorado que pensa caminhos para outros possíveis currículos, dinâmicos, atravessados por referenciais de diferentes universos que permite aos sujeitos alunos uma leitura do sentido de suas inserções no mundo a partir do lugar que (re)constroem

    DOS DEBATES TEÓRICO-METODOLÓGICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA PARA UMA PRÁTICA DOCENTE SIGNIFICATIVA

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    O presente trabalho é composto por uma discussão envolvendo os saberes docentes alicerçados aos conceitos do Ensino de Geografia. Compreende-se que o debate de conceitos e conteúdos relativos à formação de professores é fundamental nas atuais discussões no Ensino de Geografia, posto que há uma relação de causalidade entre a formação dos professores e a forma a qual a Geografia Escolar é praticada nas escolas. Neste sentido, o presente estrutura- se estruturado em três partes: primeiramente, são apresentados os saberes docentes correlacionados às temáticas do Ensino de Geografia. Em um segundo momento, a formação especializada e sua tradição nos cursos formadores de professores de Geografia é analisada. Por fim, é trazido o debate sobre a intersecção entre Geografia Acadêmica e Geografia Escolar e como sua correlação e ressignificação é importante ao professor de Geografia. Compreende- se que a discussão dos saberes docentes, alicerçada aos teóricos do Ensino de Geografia, pode contribuir para se repensar a formação e a prática docente em Geografia, descontruindo noções cristalizadas nos cursos formadores e, continuamente, corroborando nas discussões e conceitos envolvendo à Geografia Escolar. Trabalhar essa relação é imprescindível para se repensar a formação docente e, igualmente, para se traçar rotas na busca de uma prática docente significativa em Geografia, que seja teoricamente embasada e pertinente ao cenário escolar

    A CONTRIBUIÇÃO DO ESPAÇO ESCOLAR PARA O DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM

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    O ser humano é genuinamente social. Sua relação com o meio permite-lhe agregar valores, usos, costumes e aprendizagens, desenvolvendo-se como indivíduo, transformando-se em um sujeito ativo, transformador de realidades. A iniciar com a família, à medida que o homem se desenvolve de forma biológica, psicológica e social, seus laços interativos se expandem. Na escola, em contato com seus pares, constrói conhecimento, desenvolve habilidades, exercita sua autonomia, tornando-se protagonista de sua própria história e coadjuvante na vida daqueles que o cerca. Assim, em sentido amplo, objetivamos compreender a relação da criança com o espaço escolar no qual está inserida - isso possibilitará a adoção de métodos pedagógicos que estreitem os laços entre os sujeitos do processo educacional, tornando frutífera a relação ensino-aprendizagem. Em sentido restrito, temos por finalidade compreender a relação entre a teoria da aprendizagem de Henri Wallon e a concepção geográfica de lugar segundo os postulados teóricos e a realidade educacional.Esta pesquisa ampara-se na análise bibliográfica a ser contextualizada, futuramente, à análise de dados em duas unidades escolares pertencentes ao sistema municipal de ensino de Dracena, Estado de São Paulo, com o intuito de buscar compreender se a afetividade nutrida pelo discente ao espaço escolar contribui para o desenvolvimento de sua aprendizagem.Convém ressaltar que esta pesquisa está em processo de elaboração. Neste momento serão apresentados o entendimento da literatura científica sobre o objeto deste estudo e nossa reflexão a partir dele. As amostras de dados serão apresentadas e contextualizadas em tempo futuro

    A OFICINA PEDAGÓGICA COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA EXPERIÊNCIA COM O PIBID

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    No âmbito educacional é necessário que os docentes estejam sempre reinventando-se e buscando a formação continuada para que possam ser capazes de pensar em práticas e metodologias que fujam do ensino tradicional, e é neste sentido que as oficinas pedagógicas tornam-se recursos oportunos. Neste interím, o presente artigo busca caracterizar a oficina pedagógica como uma forma de construir conhecimentos a partir da ação e reflexão e traz como relato a experiência da oficina de “construção de saberes” desenvolvida para tratar sobre o tema da cultura brasileira. A atividade foi realizada com 80 alunos do 9o ano em duas escolas da cidade de Erechim-RS, durante atividades do PIBID sub projeto Geografia

    INTERCULTURALIDADE NA GEOGRAFIA ESCOLAR

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    Captar a Geografia Escolar e suas relações com a interculturalidade requer a apreensão de movimentos múltiplos e coetâneos: históricos, curriculares e do chão da escola. Assim, articulamos três movimentos de grafias e metodologias: Movimento 1 - Colonialidade do poder e do saber: sobre a necessária virada à interculturalidade. Movimento 2 - A BNCC e as estratégias de manutenção e conservação das desigualdades funcionam como um mecanismo de inserção subalterna. Movimento 3 - Pensando o jogo da Identidade e da Diferença a partir do chão da escola. Como resultados apresentamos que a concepção da escola como lócus de produção do conhecimento e do currículo como território em disputa, fruto da negociação de atores internos e externos ao ambiente escolar, numa abordagem sócio-histórica, permitem desviar o olhar para práticas insurgentes de valorização das culturas negadas. Assim, consideramos que o chão de escola e a Geografia escolar podem operar para subverter os processos de homogeneização e subalternização social, ao constituírem espaços para a proliferação da diferença

    RELAÇÃO SUJEITOS E ESPAÇO: RECURSOS, INFRAESTRUTURA ESCOLAR E A INFLUÊNCIA NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE GEOGRAFIA

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    Este trabalho compõe os resultados adquiridos durante atividade de pesquisa, simultânea e realizada no contexto do Estágio Supervisionado I, do curso de Geografia, cujo objetivo foi investigar e discutir a relação entre as condições de infraestrutura e espaço escolar com ensino-aprendizagem de geografia. Tendo em vista que a qualidade do ensino está ligada também às condições do espaço em que alunos e professores estão inseridos, a então pesquisa teve o intuito de levantar e compreender do que seria um ambiente ideal para o ensinoaprendizagem de geografia, bem como uma visão geral das relações espaço e ensino presentes na escola Estadual Dr. Antônio Batista do Nascimento, localizada no município de Piedade do Rio Grande – Minas Gerais. A metodologia consistiu na observação, no levantamento empírico e na coleta de dados através de entrevista e aplicação de questionários. Através dos resultados foi possível observar a interação que os professores possuem com a escola e com os recursos disponíveis. Segundo os professores entrevistados, os recursos multimídia (66,6%), assim como o ambiente de sala de vídeo (83,3%) são altamente solicitados na escola. Apesar disso, o uso da sala de aula (91,6%) e o recurso quadro e giz (91,6%) constituem espaço e recursos mais utilizados no ensino, na escola que apresenta, também, problemas de manutenção e necessidade de reforma na edificação. Esses aspectos interferem de maneira negativa nos resultados do ensino-aprendizagem

    NOS PASSOS DE SEVERINO: AS POSSIBILIDADES DE ENSINAR A GEOGRAFIA DAS SUB-REGIÕES NORDESTINAS COM O POEMA MORTE E VIDA SEVERINA

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    Apesar das adversidades cotidianas enfrentadas pelos professores brasileiros, muitos profissionais tentam contornar diversas situações (falta de infraestrutura nas escolas públicas e desvalorização da carreira) e buscam diversificar suas práticas de ensino com a finalidade de transformar essa prática e favorecer a aprendizagem do aluno em um processo diferenciado. No caso da Geografia, muitos recursos se apresentam como possibilidades para o desenvolvimento de atividades diversificadas, que podem facilitar a compreensão de conceitos que por vezes se mostram muito complexos e difíceis. No caso específico deste trabalho, o poema “Morte e Vida Severina” se configurou como um recurso didático para o desenvolvimento dos conteúdos sobre o Nordeste brasileiro para a turma do 7° ano

    A UTILIZAÇÃO DO TEATRO COMO PRÁTICA EDUCATIVA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO

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    Esta pesquisa vem de um projeto idealizado pelo Pibid (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) de Geografia da Universidade Federal do Espirito Santo, na escola EEEFM Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto. O Pibid é um programa da Capes que tem como objetivo integrar o aluno de licenciatura no ambiente escolar, sendo assim realizando projetos e atividades para os estudantes de educação básica. Essa prática educativa que inclui o teatro no ensino de geografia, pretende propor e ressaltar essa linguagem oral como uma possibilidade de ensinar conceitos geográficos no que tange a sua ciência. Dessa forma, esta atividade foi proposta ao 3º ano do ensino médio, para discutir e refletir sobre as características da população brasileira no tema acerca de geografia da população. A metodologia dessa pesquisa foi de forma dialogada com os estudantes, onde os tópicos de cada cena, o que fazer para melhor exprimir aquele assunto geográfico fosse melhor exposto. Assim sendo, todo o processo de início ao fim foi sendo construído e refletido dentro e fora de sala de aula, uma vez que a pesquisa sobre determinado assunto, como entender os setores das atividades econômicas, dados sobre desigualdade salarial ou o que era atividade ocupada e desocupada dentro da PIA (População em Idade Ativa). Portanto, ao pensar e produzir todo o teatro tornou-se algo interessante para os alunos, mostrando o teatro como uma forma eficaz de expressar determinadas ações do cotidiano que podem ser estudados dentro do ensino de geografia, sendo um grande artificio de para o professor, já que ao aproximar o conteúdo da realidade do educandos facilita, já que eles não são sujeitos passivos da sua história. A experiência para os estudantes em iniciação à docência também enriqueceu a vontade de continuar buscando novas práticas em sala de aula que possam enriquecer o ensino, sendo uma eterna troca de saberes entre os estudantes da educação básica e os docentes

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