Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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ENSINO DO CICLO DAS ROCHAS A PARTIR DOS CONCEITOS DA TRADIÇÃO YORUBÁ
O presente trabalho busca apresentar uma nova forma de ensinar geografia e produzir ciência, numa perspectiva baseada nos conhecimentos tradicionais africanos. E, para além, poder contribuir academicamente no ensino da geografia da África, tendo em vista a lei 10.639 do ano de 2003, que torna o ensino da história, cultura e perspectivas afro-brasileiras e africanas como obrigatórias em todas as escolas e disciplinas. Partindo desse conjunto de motivações, o trabalho busca relacionar a perspectiva afro, partindo especificamente da tradição yorubá e a correlacionando, de forma análoga, com o conteúdo de ensino das geociências, mais especificamente, o ciclo das rochas. Essa relação seria estabelecida por meio de conceitos e palavras da tradição que se equivalem analogicamente com o ciclo rochoso, permitindo, dessa forma, a construção de uma história linear das formações dos variados tipos de rochas e da formação e papéis de figuras da tradição yorubá
A PRESENÇA DAS CATEGORIAS PAISAGEM E REGIÃO NA GEOGRAFIA ESCOLAR
Este artigo é fruto de uma pesquisa de mestrado defendida no ano de 2018 na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, cujo objetivo foi analisar a apropriação de duas importantes categorias do pensamento geográfico, Paisagem e Região, no meio escolar, por um recorte histórico que abrange as quatro últimas décadas. Para tanto, a pesquisa trás como fontes documentos oficiais formados por leis e proposições curriculares, livros didáticos e o relato de professores(as) que lecionaram Geografia durante diferentes momentos deste recorte histórico. A análise das fontes evidenciou que Paisagem e Região tiveram um grande avanço no âmbito curricular, adquirindo significado teórico e metodológico para a Geografia Escolar, isso já a partir de meados da década de 1980. Esse desenvolvimento acerca das categorias estudadas se vez refletir nos livros didáticos, o que aponta para uma estrita ligação entre os documentos oficiais e a sua produção. No entanto, em relação às práticas docentes analisadas, é notado que estas categorias ainda são utilizadas de forma tímida
A INFLUÊNCIA DO NACIONALISMO E DE DELGADO DE CARVALHO NO CURRÍCULO DE GEOGRAFIA, DO ENSINO SECUNDÁRIO DE 1935, PROPOSTO POR MARIA CONCEIÇÃO VICENTE DE CARVALHO, PIERRE MONBEIG E AROLDO DE AZEVEDO
Este artigo traz um recorte de uma pesquisa vinculada a FAPESP, na qual busca-se discutir o currículo do ensino de Geografia proposto por Maria Conceição Vicente de Carvalho, Pierre Monbeig e Aroldo de Azevedo. Buscamos entender quais foram os fatores políticos e educacionais que influenciaram os conteúdos e as metodologias para o ensino de Geografia nos anos de 1930. No contexto do final do século XVIII e início do século XIX entre as necessidades do Estado estava consolidar um Estado-Nação, a partir do sentimento de pertencimento do território nacional. No campo do ensino de Geografia buscava-se combater os ensinamentos de uma Geografia tradicional com caráter mnemotécnico onde deveria ser deixado de lado os ensinamentos puramente destinados a memorização, portanto, divulgavamse as premissas de uma “Geografia moderna” onde os alunos deveriam se sentir contagiados pelo espírito geográfico. Neste sentido, o currículo pensado por Maria Conceição Vicente de Carvalho, Pierre Monbeig e Aroldo de Azevedo pretendia perpetuar essa nova concepção de Geografi
O USO DA CARTOGRAFIA NO ENTENDIMENTO DE PLANEJAMENTO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO SEGREDO NA CIDADE DE CAMPO GRANDE – MS
O processo de urbanização no contexto atual tem gerado diversos problemas em relação às condições de qualidade de vida do homem. A gestão dos recursos hídricos, os rios urbanos, e as bacias hidrográficas apresentam-se altamente degradados, especificamente pelo uso e ocupação do solo de forma desarranjada. Em Mato Grosso do Sul, a cidade de Campo Grande, evidencia cenários desse quadro em seu espaço urbano. Referindo-se a bacia do Córrego Segredo percebe-se aspectos da suscetibilidade ao risco na várzea de inundação, sobretudo no médio curso. Dessa forma, o presente estudo busca refletir e compreender por meio da cartografia a suscetibilidade ao risco da várzea de inundação na referida bacia, através da representação em uma maquete. Disciplinado nas recomendações de mapeamento para área de risco de inundação em áreas urbanas desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica, 2007, e base teórica conceitual em artigos, dissertações e teses aplicado à temática, foi possível compreender que o mapeamento de áreas de risco à inundação constitui-se numa importante ferramenta para a aprendizagem, entendimento, controle e gestão do fenômeno. Os resultados apontaram que para mitigar o risco de vulnerabilidade a inundação na área perpassa por estratégias de ações, buscando a precaução enfatizando métodos e técnicas, que repercutem no conhecimento, planejamento e gestão ambiental urbana
LITERATURA COMO PROPOSTA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
O presente artigo busca aborda a importância da literatura no ensino de geografia, e como ela pode auxiliar no processo ensino-aprendizagem, de forma interdisciplinar, permitindo ao aluno desenvolver seu campo de saberes de forma efetiva, cooperando para aprendizagem integral e reflexiva dos conteúdos geográficos. No decorrer do artigo é feito uma breve reflexão sobre geografia e literatura e uma análise do romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, publicado pela primeira vez em 1938, pela Editora José Olympio. Esta obra possibilita desenvolver uma gama ampla de conteúdos geográficos na área do ensino, com base nos conteúdos estruturantes do ensino de geografia. O artigo foi elaborado mediante levantamentos bibliográficos, através de leituras de artigos e livros que contribuíram para reflexão. Dessa forma o artigo busca contribuir para o avanço do ensino de geografia, superando as velhas praticas conteudistas e de memorização, que por muito tempo permeou o ensino tradicional
CIDADE DE UNA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: PROPOSTA METODOLÓGICA
O ensino de geografia parte do estudo da interação entre o homem o espaço e a natureza, e esse estudo na educação básica deve começar pelo lugar de vivência. As formas como se ensina é de suma importância no processo de ensino/aprendizagem dos alunos. O presente trabalho busca propor como trabalhar o ensino de geografia no município de Una - BA, comum roteiro de campo do centro da cidade, para isso foi realizada um estudo de caso, com base em uma revisão de literatura sobre a história da cidade de Una e também uma classificação a partir de fotografias dos lugares no centro da cidade.Com essa pesquisa pode ser evidenciado que é possível construir metodologias mais atrativas ao ensino de geografia, com base em elementos do próprio cotidiano dos alunos e que compõem o espaço vivido e percebido
ESTÁGIO CURRICULAR E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: O CINEMA NA REALIDADE ESCOLAR NO GRANDE BOM JARDIM FORTALEZA (CE)
Os Estágios Curriculares Supervisionados em Geografia são componentes curriculares que foram integrados de acordo com o projeto político-pedagógico do curso de Geografia, que buscam uma compreensão da prática docente em estreita interação com a teoria, analisando a partir de metodologias (sobretudo dialéticas) o ensino, oferecendo uma oportunidade aos futuros professores de refletir a respeito da realidade educacional, contribuindo fortemente para a formação de uma identidade docente consolidada. O universitário do curso de licenciatura em Geografia da UFC, ao se matricular na disciplina de Estágio Curricular Supervisionado em Geografia I, tem em mente diversas expectativas que permeiam o seu percurso como docente. Para muitos, esse momento é de integração entre a teoria e a prática, que até então (normalmente para o aluno do quinto semestre) era desassociado. Essa posição equivocada precisa ser desmitificada, e isso vai acontecendo ao longo da disciplina, que amplia a visão dos licenciados a respeito da concepção de estágio supervisionado. Nesse sentido, visando uma análise mais profunda a respeito da escola e suas problemáticas, esse trabalho tem como objetivo analisar o espaço escolar da EMEIF Catarina Lima da Silva, compreendendo seus agentes e fatores que impactam profundamente na relevância escolar onde, juntamente com uma análise de um ensino mais alternativo como o cinema, possibilita que os alunos compreendam o espaço de outra maneira, sobretudo divertida
ESPACIALIDADES LITERÁRIAS, AS IMAGENS DO SÍTIO DE DONA BENTA
Refletir sobre a relação entre as categorias paisagem, imagem e literatura é questão central do texto que se apresenta. As descrições apresentadas por Monteiro Lobato do sítio de Dona Benta, produz no leitor, viajante literário, representações espaciais descoladas das tradicionais exibições e revelações imediatas. Ampliar as possibilidades de representação espacial a partir da literatura possibilita aos educadores do espaço, o aprimoramento das metodologias sobre a educação espacial
PAISAGENS DE FÉRIAS NO SERTÃO DO CEARÁ A PARTIR DAS DISCUSSÕES DO LIVRO EXPEDIÇÕES GEOGRÁFICAS
O artigo destacou a temática paisagem presente no livro didático, Expedições geográficas, 6º Ano adotado pela escola EMTI Joaquim Francisco de Sousa Filho, localizada no Bairro Presidente Kennedy, Fortaleza-CE através de relato de vivência, representado em produção textual associado a desenhos, proposto em uma atividade de férias, ou seja, no mês de julho em que muito dos discentes viajam para o interior cearense. Esta atividade teve como objetivo fazer leitura geográfica da paisagem por meio de observação, análise e descrição atrelada às aulas, e com o retorno das mesmas, as experiências seriam relatadas aos colegas. Neste caso, possibilitou ainda a construção do ensino geográfico configurado em um contexto holístico, dinâmico e social nutrida por uma didática e prática metodológica condizente com ensino/aprendizagem proposto na atualidade, isto é, dinâmico e envolvente com sentido, significado e reflexão para os discentes
O USO DO GOOGLE MAPS NA SALA DE AULA
Este trabalho trata-se de uma oficina pedagógica aplicada por e para alunos graduandos do° ano do curso de licenciatura em geografia da Universidade Estadual de Londrina, como forma de poder inovar nas práticas pedagógicas na sala de aula. Aborda o serviço de pesquisa Google Maps, e suas inúmeras funções que podem ser utilizadas como metodologia de ensino em Geografia. Destacando também a importância de se trabalhar com linguagens alternativas nos duas atuais, saindo um pouco do ensino tradicional. Com a pesquisa-ação, trazendo maneiras de solucionar e melhorar a prática do professor. O uso de geotecnologias permite um leque muito grande de formas inovadoras de ensino de forma qualitativa, proporcionando ao professor (mediador do conhecimento) diversas maneiras de estimular o interesse do aluno. As ferramentas utilizadas são de fácil manuseio, que é apresentado pelas figuras, o que proporciona um tutorial de como podem ser ativadas. A escolha do Google Maps se trata de ser um serviço gratuito, de fácil acesso e muito conhecido, trazendo assim uma maior facilidade para ser trabalhado tanto para o professor quanto para o aluno