Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Mapas táteis para o Ensino de Geografia no paradigma da inclusão
Oficina Pedagógica que objetiva entender a Semiologia Gráfica e uma possível Semiologia Tátil, tratar sobre o tema da inclusão de deficientes visuais na sala de aula e aprender a construir mapas táteis
Em busca de um currículo local: o uso das representações sociais nas aulas de Geografia da Escola Estadual 31 de Março, Campinas-SP
Este trabalho pretende apresentar uma prática educativa realizada no primeiro semestre de 2014 com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental (ciclo II) da Escola Estadual 31 de Março, localizada no bairro Jardim Santa Mônica na região norte do município de Campinas. Este bairro tem nas suas proximidades a rodovia Dom Pedro I e o Aeroporto dos Amarais, sendo essas materialidades do processo de urbanização da cidade que apresentam a racionalidade do uso do território nessa região, o bairro vem passando por adequações técnicas (ampliação do aeroporto e construção da faixa adicional da rodovia) que permitem que empresas obtenham rápida fluidez na circulação de suas mercadorias. Dessa forma, tal prática teve como objetivo estruturar atividades que trabalhassem aspectos do local do aluno (entorno da escola), abordando o tema Globalização, presente na proposta curricular do Estado de São Paulo de Ciências humanas e suas tecnologias. Procurei compreender o que é a região para os alunos que nela residem ou apenas estudam a partir da teoria das representações sociais, e de que forma o processo de globalização influencia no entendimento desse lugar. Sendo assim, busquei refletir sobre a construção de um currículo local, ou seja, trabalhei conteúdos curriculares a partir da ótica do local do aluno, contrapondo a uma abordagem descontextualizada que apenas reproduz um conhecimento de forma sistematizado, generalista e fixo, e com isso tentei contribuir para um processo de ensino-aprendizagem que auxilie na formação de cidadãos que problematizem seu lugar
O uso de games e filmes no Ensino de Geografia: um estudo de caso com alunos do 3º ano do Ensino Médio
Neste trabalho, apresentamos os resultados de um estudo de caso desenvolvido com alunos do 3º ano do Ensino Médio em uma escola municipal de São Caetano do Sul, resultado do projeto “A construção do raciocínio geográfico na escola pública”, em parceria com o Laboratório de Ensino de Geografia e Material Didático (LEMADI), do Departamento de Geografia da USP. Neste projeto, foi proposto aos alunos e alunas o desenvolvimento de interpretações de filmes e jogos (eletrônicos ou não) a partir de conceitos geográficos como território, espaço, lugar, escala. Além disso, solicitamos aos discentes construíssem análises que possibilitassem a articulação entre os contextos dos filmes e jogos com os conteúdos vinculados a geografia, principalmente relacionados à regionalização do espaço mundial. A partir do estudo foi possível perceber os jogos os filmes podem ser importantes instrumentos de mediação pedagógica a serem utilizados no processo de ensino-aprendizagem em geografia, contribuindo para a construção do raciocínio geográfico pelos alunos e alunas
Criando jogos de simulação para estimular o pensamento espacial
Oficina Pedagógica com o intuito de apresentar e construir alguns jogos que permitam o pensamento espacial e o raciocínio geográfico. Pretende-se também orientar aos participantes quanto ao uso desses materiais em sala de aula
Os primeiros professores de Geografia formados na USP (1934-1960)
Apresentamos resultados parciais de pesquisa que visa a identificar quem foram os primeiros professores de Geografia para atuar na escola paulista, entre as décadas de 1930 e 1960. Trata se de pesquisa de fundo histórico, documental e bibliográfica a ser desenvolvida por meio de procedimentos de identificação, reunião, organização e análise de fontes documentais referentes aos aspectos do primeiro curso de formação de professores secundários de Geografia, oferecido na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da Universidade de São Paulo (USP) e em seu Instituto de Educação. Buscaremos refletir em que medida estes sujeitos contribuíram para a constituição de uma história da formação docente em Geografia no Brasil. Destaca se a figura da mulher professora e as contribuições de Maria Conceição Vicente de Carvalho, formada no ano de 1938 e Amélia Americano Franco de Castro, em 1940. Elas totalizaram 68% do número de formandos. A formação docente em Geografia presente na FFCL da USP e em seu Instituto de Educação traz características das teorias pedagógicas e da formação específica do geógrafo, favorecendo uma análise da transmissão de saberes e metodologias necessárias à prática docente da época
A abordagem multicultural no Ensino de Geografia: feira cultural como prática no processo de ensino-aprendizagem
Este trabalho foi desenvolvido em duas turmas de 9º ano do Ensino Fundamental II, no Colégio Estadual Benta Pereira, localizado no município de Campos dos Goytacazes, interior do estado do Rio de Janeiro. Com base no currículo mínimo da rede estadual de ensino, a partir das suas habilidades e competências previstas, e dos fundamentos do multiculturalismo aberto e interativo de Candau (2009) propôs-se como atividade avaliativa na disciplina de geografia no ano letivo de 2017 a elaboração de uma feira cultural das regionalizações mundiais com os objetivos de: estimular no aluno a capacidade de liderar, criar e organiza-se; desenvolver tanto nos alunos quanto nos professores a percepção da interdisciplinaridade dos conteúdos; possibilitar aos alunos a ampliação do seu conhecimento de mundo, relacionando os conteúdos estudados com a realidade ao seu redor, e elaborar uma pesquisa aprofundando os conhecimentos sobre os diversos aspectos da região estudada, para que também fosse feita uma exposição e apresentação no dia proposto. Esta atividade teve caráter abrangente envolvendo aspectos socioculturais, econômicos, e políticos de diversas regiões mundiais, que foram abordados através da música, dança, culinária, trajes típicos, localização geográfica, história, entre outros. A partir desta atividade observou-se que a visão do aluno em relação a culturas “primitivas” e culturas “superiores” mudou, onde os mesmos puderam ampliar o seu próprio conceito do que é primitivo e do que é superior no que tange a sociedade e a cultura. Além disso, os alunos conseguiram associar aspectos culturais de sua vivência com as demais regiões pesquisadas, articulando com os conceitos desenvolvidos acima
Apresentação
Após doze anos de interrupção tenho a satisfação de apresentar o resultado da realização do III Encontro Regional de Ensino de Geografia junto a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) – Seção Campinas, ao Centro Acadêmico dos Estudantes de Geografia da UNICAMP e ao Instituto de Geociências, por meio de seu Departamento de Geografia
Prática de ensino sobre a paisagem em região de fronteira agrícola Amazônica: aspectos estruturais e subjetivos
A disciplina de geografia no ensino médio procura trabalhar o espaço geográfico com suas categorias analíticas. Nesta perspectiva, para o estudo da paisagem com estudantes do 2º ano, procurou-se estabelecer uma ação pedagógica que entrelaçasse as dinâmicas econômico-estruturais junto da representação das subjetividades que demarcam os lugares. Para isto, utilizou-se de um conjunto com seis aulas em que os estudantes fotografaram locais que possuíam significados para si e que, ao mesmo tempo, apresentassem aspectos ligados ao desenvolvimento econômico. Esta proposta foi desenvolvida no IFMT - Campus Avançado Guarantã do Norte, numa região de fronteira agrícola em que a pressão da expansão do agronegócio é latente. Como resultado, foi possível discernir que as exposições unicamente econômico-estruturais das paisagens podem conferir predominância das justificativas lineares à razão econômica do capital. Ao contrapor as manifestações poéticas desenvolvidas pelos estudantes, foram alcançados questionamentos que incluíam as significações e as vinculações subjetivas dos diferentes povos que habitam a região. Neste sentido, a fotografia e a poesia, articuladas, permitiram um salto analítico com novas compreensões do espaço geográfico por parte dos estudantes
Atividade Álbum de Família no Ensino de Geografia: primeiras impressões de um projeto em construção
A sociedade não pode ser desvinculada do espaço em que vive e este, por consequência, só faz sentido se associado à sociedade que o criou. Como geógrafa me foi ensinado a ver o mundo desta maneira e agora, como professora, esforço-me para que meus alunos façam o mesmo. Entretanto, esta não é uma tarefa fácil. A sociedade atual, fruto do meio técnico-científico-informacional, parece estar pautada em alguns contrassensos: quanto maior a circulação de informações mais alienados ficamos; quanto mais é facilitada a comunicação mais difícil se torna se comunicar de fato; quanto mais próximos parecemos estar uns dos outros mais distantes estamos. É uma sociedade cada vez mais individualizada. E a escola, inserida neste contexto, segue a mesma lógica. Cada vez mais distante da realidade dos estudantes, a escola muitas vezes não se preocupa em ensinar seus alunos a voarem, mas sim em enquadrá-los, padronizando pensamentos e tolindo olhares. No processo educacional, alunos e professores estão tão acostumados com provas e notas que se esquecem do mais primordial: refletir. Refletir sobre o porquê de estarem ali, sobre qual o sentido da escola, sobre qual sociedade queremos e sobre o papel de cada cidadão na construção dessa. Neste sentido, o presente trabalho pretende apresentar e discutir uma experiência de atividade intitulada Álbum de Família cujo objetivo é despertar o olhar geográfico dos alunos a partir de aspectos observados em suas próprias vidas. Através da construção da sua árvore genealógica e da descrição das trajetórias familiares, os estudantes são convidados a realizar um trabalho de investigação sobre suas próprias histórias, tendo as ferramentas da análise geográfica como suporte. Este trabalho constitui um primeiro relato de experiência acerca dessa atividade, realizada no ano de 2014 no 9º ano do ensino fundamental e no 2º ano do ensino médio. Neste relato são descritas as etapas da atividade, alguns resultados preliminares obtidos a partir das experiências de aplicação, e apontamentos de perspectivas futuras de continuidade e aprimoramento do exercício na sua construção de um projeto maior
Práticas na Escola de Aplicação da FEUSP: estudo do meio
O ensino da Geografia na escola tem como um de seus objetivos desenvolver a criticidade no aluno e fazer com que aprenda a ler e perceber a sociedade e a natureza, em suas mútuas relações. O Estudo do Meio tem papel fundamental nesses objetivos. Acompanhando esta atividade metodológica na Escola de Aplicação da FEUSP, como foco central da pesquisa de mestrado, foi possível notar, ainda que parcialmente, o impacto causado pela experiência de sair da sala de aula e tratar de assuntos educacionais presentes no currículo nos locais e nas formas em que esses acontecimentos se processam. Houve experiências sensoriais de todas as formas, entrevistas, conversas informais, observações, organização de temáticas e trabalhos a serem realizados pelos alunos na volta da saída a campo. Destaca-se também nesta “metodologia” o papel do professor como constante mediador entre o estudante e o conjunto das vivências em campo: a cronologia dos acontecimentos, os horários, a recepção a ser feita e os momentos de observação, memória e reflexão