Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Grupo de formação de professores de Geografia: contribuições para a prática docente por meio de filmes e vídeos
Este trabalho apresenta as atividades realizadas por professores de Geografia da rede municipal de Campinas em 2015 e 2016 que participaram de uma modalidade de formação continuada por meio de Grupos de Formação (GF). O objetivo do GF é reunir professores que desejam discutir diversos temas sobre a Educação e seus componentes curriculares, além de proporcionar momentos para que o professor possa refletir sobre seu trabalho e conhecer outras práticas pedagógicas. As atividades do grupo pautaram-se no diálogo, por meio da socialização do trabalho docente e, especificamente, de estudos referentes ao trabalho pedagógico com filmes assistidos pelo grupo. Como resultado, destacamos que as atividades realizadas pelos professores no GF acabam refletindo em suas práticas na sala de aula. Diversos filmes e materiais pedagógicos foram compartilhados, bem como métodos de trabalho, além da produção coletiva de atividades. Concluímos que o trabalho proporcionado pelo GF tem um importante papel na formação continuada, uma vez que há a reflexão sobre o trabalho docente, a socialização de práticas pedagógicas e, até mesmo, a produção de novas práticas, destacando que as atividades realizadas com o apoio de vídeos e filmes contribuem progressivamente para o processo de ensino e aprendizagem
Lugar e experiência no Ensino de Geografia em Macaé
O trabalho docente na escola possibilita que cotidianamente nos deparemos com diversas realidades e experiências. Este artigo tem como proposta apresentar um estudo que considere as territorialidades e como elas são percebidas nas aulas de Geografia por meio das identidades. Para tanto, se fazem necessárias análises quanto a esta realidade a partir da realização de uma revisão e discussão bibliográfica trabalhando o conceito de lugar. Também será objeto das análises o trabalho desenvolvido junto a duas escolas públicas do ensino fundamental da rede municipal de Macaé, estado do Rio de Janeiro, para uma amostra. Neste contexto, o artigo pretende contribuir, através de reflexões acerca das práticas docentes no Ensino de Geografia, para a importância do reconhecimento das multiplicidades identitárias e as formas como estas se manifestam no espaço escolar e suas imbricações no que concerne a questão da autonomia e cidadania nos lugares
As políticas curriculares para a formação básica do Ensino de Geografia no Brasil
As Políticas Educacionais estão em constante mudança. A nova conjuntura que chega ao Brasil, a partir da década de 1990, traz reformas neoliberais não apenas para a educação, mas também para a economia e política. As Reformas Educacionais que são desenvolvidas em diferentes países do ocidente, principalmente em países da América Latina, foram marcadas por transformações na organização dos currículos, os quais passaram a explicitar a valorização da formação de competências e habilidades necessárias às transformações tecnológicas no mundo global. Tal fator decorreria da condição central conferida à tecnologia (entendida como o uso de conhecimento, meios, processos e organizações para produzir bens e serviços) na geração exponencial de informação no mundo globalizado. Assim, o trabalho busca analisar algumas propostas curriculares de escalas nacionais (Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia e Base Curricular Comum Nacional de Geografia segunda versão de 2016) e local (Currículo Mínimo de Geografia), que se iniciaram nesse contexto; e também, como a Geografia se apresenta nelas. Entende-se que o currículo é aquele que conduz a teoria e a prática de todo o processo no ambiente escolar e na dinâmica do tipo de ensino que a escola oferece, ele é um dos elementos que orienta toda a construção do conhecimento escolar. A metodologia desenvolvida refere à análise do discurso a partir do objeto: os textos curriculares. Esta metodologia possibilita que as leituras sejam realizadas pela produção de sentidos da linguagem, dando capacitação para que se consiga uma nova interpretação e releitura, e não se fazer julgamentos e criar algo novo. Assim, os documentos criados, por esse contexto, estão ancorados juntos aos objetivos de órgãos internacionais; no entanto, as novas propostas precisam respeitar as diversidades regionais, culturais e políticas. A Geografia é uma disciplina que tem como característica a formação do cidadão consciente, a compreensão das relações do homem com a sociedade e também o trabalho (produção e apropriação), gerando criticidade e complexidade na disciplina escolar. As propostas curriculares atuais diluem esses elementos, promovendo uma despolitização da disciplina e, consequentemente, do cidadão
Conjecturas sobre a história da Geografia Escolar: os livros escolares entre 1930 e 1969
Pesquisas têm buscado analisar os livros escolares enquanto objeto contextualizado de expressão da cultura, de acordo com aspectos específicos de produção, elaboração, conteúdo, currículo, significação e utilização dos mesmos. Este artigo se constitui como um ensaio teórico escrito a partir de procedimentos de uma pesquisa bibliográfica norteada por questionamentos e conjecturas acerca dos subsídios teórico-metodológicos e processos investigativos imbricados no âmbito da história da geografia escolar a partir dos livros escolares. Neste sentido, a partir de uma pesquisa de doutorado em fase preliminar, nosso objetivo central com esse texto é conjecturar e problematizar aspectos da história da disciplina Geografia a partir da relação entre as políticas curriculares e a produção dos livros escolares enquanto produção cultural escolar no período entre 1930 e 1969, realizando um ensaio teórico que nos fornece indícios para uma narrativa a respeito da história da Geografia escolar nesse período. A partir de autores como Alain Choppin, Augustín Escolano, André Chervel e Rodriguez Lestegás discutimos aspectos da constituição histórica das disciplinas escolares a partir do enredo da cultura escolar e potencializamos seus usos na pesquisa com a Geografia escolar. A partir de Demerval Saviani, Nidia Pontuschka, Rosenberg Ferracini e Eduardo Maia problematizamos algumas questões frente ao período escolanovista, à história dos livros escolares de Geografia e as conjecturas possíveis para nossa pesquisa neste momento. Contudo, inferimos alguns posicionamentos possíveis para o nosso trabalho que, sinteticamente, são: a influência de concepções econômicas e políticas nacionalistas na constituição da história da Geografia escolar a partir dos livros escolares do período a ser pesquisado; uma legitimação de conteúdos que predominaram e podem ainda predominar nas práticas de ensino da Geografia enquanto suas relações com a pedagogia da Escola Nova e sua conflitante relação com a Geografia clássica; uma relação intrínseca e, ao mesmo tempo, oscilante entre o desenvolvimento de conhecimentos científicos da Geografia sistematizada na universidade e a Geografia que se constituía na escola; e, por último, os livros escolares desse período se caracterizaram por uma produção que sistematizou um enredo cultural à Geografia escolar enquanto disciplina no Brasil
Apresentação e atuação no estágio docente: uma proposta de junção da Geografia com o Hip Hop em sala de aula
O texto trata-se de uma prática narrativa e aborda uma experiência adquirida em sala de aula nos momentos iniciais do estágio docente. A narrativa expõe a apresentação e atuação no estagio à turma de estudantes na escola como forma de aproximar-se, estabelecer conexões e trocas de conhecimentos entre os alunos e alunas. É sabido que existem diversas possibilidades ao sermos apresentados ou nos apresentarmos para outras pessoas. Optamos aqui por realizar uma intervenção em sala e elucidar parte do compromisso com a experiência docente nas disciplinas de estágio, ao relacionarmos nossas experiências de vida, vivências, conhecimentos através de um primeiro contato comunicativo, agregando as problemáticas contidas no ensino de Geografia e elementos da arte com a cultura Hip Hop e da música RAP com os alunos e alunas em sala de aula
A inclusão escolar: das políticas a realidade da Telessala
A educação brasileira vem passando por um momento intenso aprovação de políticas educacionais, algumas como a Resolução SEE N 2.957 DE ABRIL DE 2016 - Elevação da Escolaridade Metodologia Telessala, implantado no Governo de Minas, a partir de 2017 possuem um discurso de inclusão e de diminuição da evasão, no entanto, o problema social do Brasil e sua exclusão é um problema que está longe de resolver, pois a classe dominante tem cada vez mais se tornando um ponto alienante, na maior parte das escolas públicas o pensamento alienado e preconceituoso se torna mais frequente, levando aos alunos e sujeitos participantes da escola para uma exclusão escolar. Dessa forma esse artigo tem como fim apresentar uma análise da experiência vivenciado a partir de um projeto de extensão vinculado a Geografia Escolar enfatizando a inclusão e/ou exclusão de alunos na escola e buscando contribuir na elevação da autoestima destes alunos por meio da aproximação com a universidade pública
Produção de Jogos para o Ensino de Geografia
O objetivo da oficina é apresentar e construir alguns jogos que permitam trabalhar noções cartográficas e conteúdos da Geografia Escolar
PIBID Geografia e a interdisciplinaridade com a Educação Física: jogar Handbol e aprender Cartografia
Este artigo discute os elementos que compõem o ensino cartográfico. Destaca a importância de trabalhar a interdisciplinaridade para a compreensão do conteúdo em questão, a Cartografia. Visa também, as contribuições que o PIBID proporciona para fortalecer a carreira docente e a escola básica brasileira. Por fim, relata a experiência da aplicação de uma oficina denominada “Handbol Cartográfico”. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é apresentar uma oficina realizada pelo PIBID Subprojeto Alfabetização Cartográfica. A metodologia empregada no trabalho, consistiu em revisão bibliográfica de temáticas como Cartografia Escolar, lúdico e Interdisciplinaridade, e relato dos procedimentos de produção e aplicação da oficina
Ensino e pesquisa em Geografia e Climatologia: estudo do clima urbano na Escola Estadual Barnabé, Santos (SP)
Vinculada a projeto de iniciação científica, fomentado pela Universidade Metropolitana de Santos, esta pesquisa analisou o clima urbano na cidade de Santos (SP), envolveu alunos do primeiro colegial na Escola Estadual Barnabé e graduandos em geografia, aproximando conhecimento e experiências da universidade e do ensino básico. A atividade apontou para a importância de ampliar os vínculos entre a teoria e prática, bem como possibilitar aos graduandos a oportunidade de ter a primeira experiência de sua futura profissão, professor
Territórios vividos: experiências e práticas educativas do grupo de pesquisa Movimentos Sociais e Espaço Urbano no processo ensinar-aprende
A produção do espaço, nas cidades brasileiras, está moderada na subordinação de classes e nos interesses hegemônicos, evidenciando-se os modelos de intervenções urbanas pautados em projetos, nos quais os interesses privados são superiores aos públicos. Assim, por meio de atividades de reflexão crítica ao modelo de cidade, o Grupo de pesquisa Movimentos Sociais e Espaço Urbano (MSEU) propõe atividades junto aos territórios vividos, a partir da execução de atividades de assessoria fundamentadas em práticas dialógicas e libertadoras dentro e fora da Universidade. Como procedimentos metodológicos, o artigo baseou-se em pesquisa bibliográfica, atividades de promoção e trocas de experiências (ensinar-aprender) em sala de aula junto aos estudantes do ‘Vestibular Solidário’ da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O trabalho apresentará temáticas fundamentais para o debate contemporâneo dos espaços urbanos brasileiros, em especial, na cidade do Recife/PE