Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    “La mise en science du terroir”: implicações entre o conhecimento científico e o fomento das denominações de origem na produção de queijos AOC

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    Como uma estratégia de patrimonialização da produção alimentar, as denominações de origem são uma estrutura de classificação que incidem sobre a definição de quais artigos podem ou não fazer parte de um conjunto restrito e mais valorizado de mercadorias. Quando comparados às commodities, os produtos agroalimentares de origem protegida se diferenciam por uma imagem de tipicidade e autenticidade. O presente artigo tem como enfoque o selo de denominação de origem de maior reconhecimento na França, as appellations d’origine contrôlée. Baseada na noção de terroir, essa estrutura de certificação engaja argumentos geográficos, históricos e sociais para sustentar a singularidade do produto protegido. Ideias como tradição, savoir-faire, tipicidade se associam a fim de criar a singularidade do produto alimentar protegido. Interessado nos mecanismos de institucionalização da qualidade alimentar, o artigo investe na compreensão das transformações ocorridas no processo de internacionalização das denominações de origem para os queijos franceses. A inserção desse modelo para além do território francês, com o reconhecimento das appellations d’origine contrôlée junto à União Europeia e à Organização Mundial do Comércio, desencadeou uma série de controvérsias quanto à qualidade alimentar. Na Europa, concomitante à regulamentação dessa certificação para o conjunto de países membros, houve um incentivo para a solidificação da justificativa legal do estatuto privilegiado que as denominações de origem gozavam face às transações comerciais. Nesse contexto, foi estimulado um processo de legitimação dos selos via intensificação de critérios produtivos. A delimitação de raças bovinas tidas como tradicionais, a valorização do capim e do feno como ração de base e a interdição ou diminuição da alimentação fermentada para as vacas, o uso preferencial do leite cru como argumento de preservação da diversidade sensorial, gustativa e cognitiva do terroir, a extensão do tempo de maturação dos queijos são exemplos de critérios incentivados a partir do período de extensão das appellations d’origine contrôlée para Europa. Com uma abordagem etnográfica e uma pesquisa de campo concentrada na região Auvergne, o artigo pretende compreender o papel da expertise científica dentro da justificação de processos considerados tradicionais de produção alimentar

    Imagem, imaginação e corpos nas tecnologias do cuidado

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    A proposta deste trabalho é apresentar algumas indagações sobre o lugar da imagem nas tecnologias do cuidado tanto no corpo de quem cuida como no corpo de quem é cuidado. Partindo da expressão “corpo síntese” do indígena Yepamahsã (Tukano) João Paulo Barreto e do conceito de sensível de Emanuele Coccia, propõe-se experimentar através de perguntas o lugar da imagem ou do ato da imaginação na eficácia das ações de cuidado. Considerando as diferenças ontológicas na feitura dos corpos, para onde vão as imagens produzidas por nós? Que feitos e efeitos produzem nos corpos? O que pode causar uma planta enquanto imagem em diferentes corpos? E um medicamento? E um bicho das águas ou das serras? E um vírus ou uma bactéria? Mais do que apresentar reflexões, busca-se aqui abrir espaços para experimentações sensíveis da eficácia das imagens ou da imaginação como participação ao “mundo da vida” nas tecnologias do cuidado

    Simondon, Latour e agência técnica como sede de associações na industrialização da eletricidade

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    Segundo Simondon, o “objeto técnico primitivo não é um sistema natural, físico; é a tradução física de um sistema intelectual” (MEOT, 2020, p. 90). No registro da primitividade da concretização, a patente pode ser compreendida como o registro do começo absoluto de um vislumbre de possibilidades tecnopolíticas. No século XVIII em diante, mas aqui especialmente tratado o final do século XIX e início do século XX estadunidense, a patente pode ser compreendida, também, como uma síntese de associações e uma disparação de re-associações. Síntese de associações porque o começo absoluto patenteado é a vitória de uma corrida disputada entre grupos de inventores e seus financiadores, que associam os interesses naturais e técnicos, necessários para um modo de funcionamento exitoso, com interesses de êxitos terceiros: galgarem posições vantajosas em industrializações. Disparação de re-associações porque a tecnicidade individual, em sua natureza técnica depositária de elementos técnicos integrados num meio associado regulador de conjuntos técnicos, exerceu agência tecnoindustrial ao situar a empresa patenteadora numa posição privilegiada para se inscrever como ponto de passagem obrigatória na concretização de conjuntos técnicos comercializáveis e como centro de cálculo na gênese de setores industriais. Por esses motivos, a “tradução física de um sistema intelectual” é mediada por interesses em agência-rede, e o modo de existência dos objetos técnicos (elemental, individual e conjuntural) importa para a compreensão das agências tecnopolíticas. Como casos empíricos, aborda-se as corridas pelo patenteamento e a vida industrial de um dos primeiros elementos técnicos elétricos e um dos primeiros indivíduos técnicos elétricos a ingressarem no mercado doméstico, a lâmpada incandescente, de Thomas Edison e sua corporação General Electric, e o telefone, de Alexander Graham Bell e sua corporação American Telephone and Telegraph. Conclui-se que tais associações agiram na solidificação de: (1) um capitalismo de privatização monopolista da pesquisa, da invenção e da exploração comercial da redução da margem de indeterminação de objetos técnicos elétricos, por grandes corporações que se beneficiaram de políticas estadunidenses de desenvolvimento nacional heroicizantes de inventores e de uma nacionalidade “inventiva e líder na indústria de tecnologias”, e (2) uma cultura legitimadora da alienação da invenção técnica a corporações.&nbsp

    Redes de circulação entre manivas e mulheres nos rios da bacia do Rio Negro

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    Na bacia do Rio Negro, paisagem etnográfica de povos indígenas multiétnicos, existe um sistema agrícola de rica agrobiodiversidade, do qual foram identificadas mais de 300 espécies cultivadas e mais de centena de variedades da maniot esculenta, a mandioca brava, principal expoente do cultivo local. O sistema pressupõe uma rede de trocas de manivas – nome dado à parte aérea da planta que possibilita a sua reprodução por clonagem –, efetivada principalmente por mulheres. Tal como já argumentado por Chernela (1986), “as alianças matrimoniais criam canais que possibilitam a troca de cultivares de mandioca na bacia do Uaupés”. Onde prevalece a regra de virilocalidade, as manivas são doadas pela mãe e viajam, assim, pelo território com as mulheres. Em outros casos, as mulheres iniciam suas roças com as manivas recebidas de sua sogra, e depois incrementam com as manivas de sua mãe, de parentes consanguíneos ou de afins. As visitas a outras comunidades incluem passeios nas roças de outrem e constituem momentos oportunos de receber exemplares de manivas ainda desconhecidas. O interesse em aumentar a própria coleção é guiado pelo valor de ‘beleza’ de uma roça, posto que uma roça bonita é sempre capinada e com grande variedade de manivas. Cada mulher é a “dona da roça” responsável por cuidar e alimentar suas manivas, estabelecendo uma relação de consanguinidade com essas plantas. Neste trabalho, atualizo a discussão levantada por Chernela e desenvolvida por Emperaire (2010, 2019) com dados de agrobiodiversidade produzidos durante minha pesquisa de doutorado, expostos em duas redes moduladas a partir do programa computacional Pajek. Na primeira, as 150 variedades de manivas identificadas estão em relação com os quatro locais da pesquisa etnográfica no Alto Rio Negro, a saber: uma comunidade no rio Uaupés, duas no rio Negro, uma no rio Içana e uma no rio Aiari. Observar as manivas compartilhadas por duas ou mais calhas de rio ajuda a refletir sobre as dinâmicas de relações entre as regiões que compõem o Alto Rio Negro. A segunda rede apresenta uma aproximação dos dados por cada comunidade/rio. Como podem ser percebidas as circulações de maniva entre as mulheres doadoras? Notamos que as mulheres que possuem mais variedades de manivas em suas roças são aquelas que estabelecem quantidade mais expressiva de relações sociais. Neste trabalho, o parentesco não é objeto de análise em primeiro plano, mas se inscreve como pano de fundo das relações que orientam as trocas de cultivares

    Luto e luta: a resistência Guarani-Mbya diante de um empreendimento imobiliário na Terra Indígena Jaraguá (São Paulo/SP)

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    A reflexão que objetivo elaborar neste trabalho busca descrever como a resistência Guarani-Mbya contra um empreendimento imobiliário nos arredores da Terra Indígena Jaraguá (São Paulo) pode ser pensada a partir das relações entre os Guarani e seres outros que humanos. Ao ocuparam o terreno, os indígenas iniciaram um processo de luta em que árvores, abelhas sem ferrão, beija-flores, vento, sol, chuva reuniram-se para desacelerar um processo de urbanização que vinha sendo feito às custas da presença e dos interesses de humanos e outros que humanos que não eram e não são previstos ou levados em consideração na arena política. A recusa dos Guarani frente ao empreendimento imobiliário pautou-se justamente, por exemplo, nas relações que engendram a vida de cedros e pessoas em uma existência compartilhada – de modo que, após o corte dessas árvores, aos Guarani coube o luto pelas irmãs mortas. Busco descrever como as árvores, sobretudo os cedros (yary), ganharam relevo central na luta contra a transformação dos fluxos vitais que circulam por meio das árvores em recurso apropriável pelo capital imobiliário. A partir de uma leitura das práticas e reflexões de meus interlocutores em relação com as ideias de Ailton Krenak e Carlos Papá, eu sugiro que a cobertura vegetal no terreno do empreendimento imobiliário não é apenas um fragmento de Mata Atlântica; mas sim, antes de tudo, nhe’ëry: uma paisagem “onde as almas se banham”, nos termos de Carlos Papá, fazendo circular o princípio vital (nhe’ë) que sustenta a vida de humanos e não humanos nesta terra. Nesse contexto, entendo que a resistência guarani não é um processo que se faz como efeito dos empreendimentos de destruição; mas sim, nos termos de Isabelle Stengers, uma “política ontológica” que nos direciona rumo a uma cartografia cósmica da cidade de São Paulo

    Apontamentos antropológicos sobre a aprendizagem da arbitragem de futebol

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    O presente trabalho tem como tema o aprendizado da arbitragem de futebol. Trata-se de um desdobramento de uma investigação desenvolvida sobre a atuação de um grupo árbitros de futebol em competições masculinas amadoras na cidade de Porto Alegre-RS (Morales 2020). Partindo do contexto acompanhado nestes torneios, o objetivo desta reflexão é abordar a aquisição de valências necessárias para a atuação por parte dos árbitros alcançados pelo estudo, enfatizando como eles interpretam o próprio percurso formativo. Ao elaborar uma comparação sobre habilidades requeridas para se atuar em dois circuitos distintos - a arbitragem de jogos amadores e profissionais - articulam-se dados registrados em campo com conversas informais mantidas com dois interlocutores. O primeiro é um árbitro em formação com vistas a atuar no circuito de competições profissionais e que recorre aos campeonatos de várzea para adquirir experiência em jogos. O segundo é um ex-árbitro que atuou na primeira divisão do futebol profissional. Sustenta-se que os estágios distintos das carreiras dos interlocutores podem auferir perspectivas sobre a reprodução e as transformações no processo de aprendizado da atuação de um árbitro. O marco teórico-conceitual mobilizado ancora-se nas proposições que procuram aproximar os estudos das práticas corporais/treinamento no âmbito do esporte das reflexões sobre técnica na Antropologia Social (Daiolo & Velozo 2008; Debortoli & Sautchuk 2014; Bandeira 2018). Infere-se que para os árbitros, o zelo para com o material de trabalho, a interação com jogadores, campos de jogo e a postura com a qual aplicam (ou não) as regras do jogo são elementos que informam uma leitura técnica da atuação

    Como contar as histórias do Antropoceno? : Ou, em busca de uma antropologia da vida

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    O Antropoceno não é de todo, uma novidade tanto para a antropologia quanto para outras áreas do conhecimento como a geologia ou a sociologia, mas arrisco dizer que o assunto ganhou maior notoriedade a partir do momento presente: a pandemia do novo coronavírus. Há tempos vivemos no que parece ser uma tragédia anunciada, pois, o modo de vida capitalista tem consumido o mundo e tudo que nele cresce, floresce e brilha. A antropologia, por sua vez, tem tomado mais para si a existência da necessidade de se pensar em uma antropologia da vida como forma de construir reflexões e agir diante da catástrofe. Esse texto é a tentativa de contar algumas histórias que têm como cenário o Antropoceno e a partir de então, tentar pensar em como orientar uma antropologia da vida em meio ao Antropoceno

    Compondo coletivos inclusivos: experiências de associações parciais e perspectivas para amplas associações

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    Este é um trabalho que explora as aproximações dos estudos da deficiência com a antropologia das ciências e das técnicas, campos distintos, porém com intersecções passíveis de serem exploradas. A pesquisa parte de três narrativas a respeito de inserções parciais em coletivos que possuem, a princípio, poucas traduções capazes de garantir acesso amplo aos benefícios sociais: a história de uma mulher com poliomielite de classe média que, nos anos 1980, tentava levar uma vida com autonomia na cidade de São Paulo enquanto militava em um coletivo de pessoas com deficiência que lutava por reconhecimento e inclusão na sociedade paulistana; a experiência de uma mulher de meia idade que vive no Espírito Santo, possui baixa visão e tenta produzir uma dissertação de mestrado para um programa de pós-graduação em uma universidade federal; e a mãe de uma criança com paralisia cerebral, moradora de uma região pobre na periferia de São Paulo, que precisa sustentar a família ao mesmo tempo em que se responsabilizar tanto pelos cuidados diários da filha quanto pela sua educação formal, exigência que se tornou perene durante isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19. A partir das descrições de realidades aparentemente tão distintas, buscaremos compreender as associações e traduções que compõem os coletivos em que essas mulheres estão inseridas, levantando hipóteses a respeito dos valores morais e sociais que circulam pelas conexões de suas respectivas redes sociotécnicas. Concluiremos explorando as potencialidades de inserção de novas traduções, por meio de tecnologias assistivas, próteses, planejamento urbano e arquitetônico etc., capazes de criar coletivos mais acessíveis com circulação de valores pautados na democracia e na inclusão. Desta forma, objetivamos chamar atenção para as pessoas com deficiência enquanto minoria social cujas especificidades precisam ser levadas em conta para a composição do coletivo. A baixa adesão que o assunto recebe nos campos acadêmicos brasileiros justifica a proposição desse debate em um simpósio de antropologia

    Instabilidades etnográficas: os distanciamentos e seus impactos à pesquisa antropológica

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    Este trabalho reflete sobre algumas implicações e desafios para pesquisas de campo realizadas remotamente, sem a presença física do pesquisador no campo de seu interesse. O distanciamento social imposto pela pandemia de Covid-19 é entendido no plural, ou seja, enquanto distanciamentos, na medida em que não somente a circulação de pessoas sofreu alterações com o novo contexto, mas também outras nuances da vida e suas respectivas possibilidades de agir e interagir foram modificadas. Este cenário trouxe impactos significativos para etnografias e pesquisas de campo, principalmente no modo como estabelecemos relações de parceria com os interlocutores. Nas relações mediadas pelas TICs (tecnologias da informação e comunicação) em conexões, muitas vezes, instáveis e inacessíveis, é difícil a apreensão de fluxos e afetos fabricados e envolvidos nos temas de pesquisa investigados online. Nesse sentido, é necessário pensar como os distanciamentos variados estão produzindo instabilidades etnográficas e como os pesquisadores têm lidado com esta realidade. As experiências usadas como referência foram vivenciadas numa pesquisa de mestrado realizada no decorrer da pandemia de Covid-19 entre 2020 e 2021. A Etnografia e a pesquisa de campo são metodologias muito usadas nas Ciências Sociais e em outras áreas. O novo contexto social é uma oportunidade para aprender novos usos para ferramentas de pesquisa, que precisam acompanhar o momento presente. Estão sendo produzidas diversas reflexões sobre os modos de fazer e viver etnografias. Posto isso, queremos continuar os dialogando acerca de um momento que está redefinindo as maneiras de fazer pesquisa

    Uma Floresta em (Possível) Colapso: Torções entre infraestrutura e ambiente a partir da hipótese da savanização da Amazônia

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    A noção de que as mudanças climáticas podem afetar profundamente a floresta amazônica a ponto de transformar sua vegetação tropical em uma savana ou em uma vegetação degradada não análoga às atuais já tem mais de 20 anos. Popularizada como "Hipótese da Savanização da Amazônia", ela propõe que o futuro da floresta não depende apenas da manutenção de sua ecologia local, mas também dos longos feedbacks entre a atmosfera e a biosfera e que as consequências de seu eventual colapso serão devastadoras tanto em uma escala regional quanto global. Nesse texto, apresento como um grande projeto de pesquisa sobre as Mudanças Climáticas na Amazônia, o AmazonFACE, contribui em produzir essa floresta multiescalar por meio da reconfiguração de suas relações ecológicas em relações infraestruturais. Com base nos estudos de infraestrutura e em minha pesquisa etnográfica realizada no AmazonFACE, mostro como as incertezas associadas ao futuro da Amazônia produzem uma floresta instrumentada, computacionalmente modelável e que entrelaça o futuro do clima do planeta com o futuro de sua ecologia local. Por fim, discuto como programas como o AmazonFACE em sua proposta de criar um "laboratório a céu aberto" na Amazônia podem contribuir para pensar as ecologias emergentes do Antropoceno, que desafiam as distinções binárias, como distinções entre figura e fundo

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