Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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O teatro como forma de trabalhar questões ambientais
Este artigo visa relatar uma experiência bem-sucedida envolvendo três projetos realizados na E.E. Pedro de Mello, que, por terem finalidades que se complementavam, acabaram se interligando de forma a difundir o conhecimento através da utilização do teatro para trabalhar os conteúdos relacionados à questões ambientais. A crise hídrica, relacionada à questão do lixo que apareceu nos canais dos rios afetados permitiu trabalhar a questão dos problemas hídricos, do descarte adequado do lixo e a reciclagem, com a criação de figurinos para o grupo de tetro e a criação de um teatro de fantoches, além de permitir a produção de textos para a apresentação, sempre relacionados às questões ambientais. Alguns destes textos foram publicados no livro Pequenas Histórias Volume 4, um projeto interdisciplinar realizado na escola
Meu pequeno grande mundo: experiência de desenvolvimento de um projeto interdisciplinar - partir de textos para o ensino da localidade
O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de desenvolvimento de um projeto interdisciplinar que tem como ponto de partida a leitura de textos para o ensino da localidade - prática educativa voltada para a educação cidadã. Este projeto foi executado com alunos do 3º ano do Ensino Fundamental I, em uma escola de Ribeirão Preto-SP. Esta prática pedagógica, desenvolvida em conjunto por professores de diversas áreas do conhecimento, buscou instigar, ampliar e compreender os espaços de vivência do aluno, por meio das reflexões a respeito da sua localidade. A reflexão sobre as atividades pedagógicas desenvolvidas e os resultados obtidos apontam ganhos por parte dos educadores em sua busca por desenvolver projetos que ampliem as propostas do currículo escolar
A moradia, a produção do espaço e o Ensino de Geografia
Oficina Pedagógica que visa analisar a produção do espaço por meio da moradia, compreendendo o processo e os agentes envolvidos, criando estratégias para que os alunos se entendam enquanto agentes produtores do espaço, fazendo uso da linguagem cartográfica
A questão da terra no Brasil: um debate no Grupo de Estudos de Geografia e História
O Grupo de Estudos (GE) de Geografia e História da Rede Municipal de Ensino de Campinas (RMEC) é formado por professores de Geografia e História que atuam em sala de aula e reúnem-se semanalmente com o objetivo de discutir temas relevantes à sua prática educativa. Um dos temas escolhidos para o ano de 2018 foi a questão da terra no Brasil, tendo como objetivo aprofundar o debate sobre a questão da reforma agrária no Brasil, a atuação do MST e os assentamentos agroecológicos como possibilidade de uma agricultura mais sustentável, econômica e socialmente. A partir da escolha do tema, o grupo, democraticamente, foi definindo as ações para cada encontro. Entre as ações escolhidas, estão a realização de um trabalho de campo pelos professores, que consistiu em uma visita ao acampamento “Marielle Vive”, localizado no município de Valinhos. O acampamento é organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O propósito desta atividade foi conhecer de perto a situação vivida por quem luta pela terra no Brasil, saindo somente do campo teórico. Outra atividade realizada foi a participação no lançamento do Projeto de Agroecologia do Circuito das Frutas, em Valinhos. Também contamos com a presença, em uma de nossas reuniões semanais, de uma liderança da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (UNISOL), entidade que atua especialmente na formação, acompanhamento e apoio a cooperativas autossustentáveis em diversos segmentos, sendo um deles o agroecológico. Por fim, diversas leituras de textos teóricos foram realizadas pelo grupo. Como resultados das atividades, esperamos que os professores possam ter mais conhecimentos sobre a questão da terra no Brasil para que possam trabalhar o tema com os alunos com mais profundidade e pertinência, tendo como base central o olhar das pessoas que participam diretamente dos movimentos
As geografias da sala de aula: ensinando e aprendendo com os itans
Este trabalho se propôs a apresentar a leitura de itans como recurso didático para aprender e ensinar geografia. Para isso, apresentou-se o conceito de itans e uma proposta de como abordá-lo nas aulas de geografia por meio de temas/conteúdos do currículo básico. Foi exposta neste texto uma aula como exemplo de aplicação da proposta, assim como uma reflexão da mesma. Buscou-se dialogar com a geografia física a parte da ideia da integração sociedade/natureza, a geografia das representações e a perspectiva afrocentrada baseada na lei 10.639. Desta forma, espera-se contribuir para que haja diversidade nas geografias ensinadas e apreendidas mediadas pelos itans compondo uma educação afrocentrada
O estudo do meio e o trabalho de campo: práticas pedagógicas na Geografia do Rio de Janeiro
Trabalhar com ensino de geografia nos permite pensar desde as práticas pedagógicas exercidas em sala de aula até a dinâmica que envolve os territórios do espaço escolar. Repensar como a geografia escolar pode (re) existir às mudanças constantes que atingem a educação e a sociedade criando significado para quem participa foi um dos principais norteadores para o trabalho realizado com o Projeto PIBID "Trilhas e Caminhos do Saber Geográfico", que visa a aplicação das práticas de Estudos do Meio para o ensino de geografia em colégios públicos municipais localizados no Rio de Janeiro. O trabalho tem o intuito de ensinar os conceitos geográficos como Espaço Geográfico e Paisagem, bem como trazer a ciência geográfica para exemplos mais próximos do cotidiano discente, demonstrando dessa forma uma prática com um maior potencial didático. No início pensávamos que os trabalhos de campo seriam suficientes para dinamizar o processo ensino aprendizagem, posteriormente entendemos que o Estudo do Meio ampliaria todo esse processo. Neles a organização cronológica se dá na seguinte ordem: formalização de uma visita pré-campo com o intuito de reconhecer o terreno e estudar todos os pontos de interesse; criação de um material didático anexado à um questionário e um caderno de anotações; o trabalho de campo, atividades em sala sobre o que foi visto no campo e por fim a avaliação feita pelos estagiários em cima dos questionários. Até o presente momento, alguns trabalhos de campo foram realizados, tendo se mostrado de grande valia para o aprendizado dos conceitos geográficos por parte dos alunos, além do mais, o constante desafio de planejar e executar práticas pedagógicas de Geografia que sejam compatíveis com a necessidade e realidade do ensino básico gratuito na cidade do Rio de Janeiro tem permitido compreender a importância de atividades de pesquisa e iniciação à docência no espaço escolar.Possibilitando os estagiários PIBID pudessem não apenas aprofundar suas percepções sobre a escola e seus problemas, mas também buscassem soluções para a escola conveniada, além de vivenciar uma experiência única como futuro docente em geografia, levando em conta que a proposta pedagógica do Estudo do meio nas aulas de Geografia pode ser um importante aliado para o educador contribuindo para a construção do olhar geográfico em seus alunos
O Ensino de Geografia e a Pedagogia Histórico-Crítica: uma análise da problemática das videoaulas no ensino remoto
Este trabalho trata-se de um estudo exploratório e descritivo, baseado nas experiências e informações pontuadas por discentes que atuaram, por intermédio do Programa Institucional de Iniciação à Docência - PIBID, no 8° e 3° anos do Ensino Fundamental e Médio, respectivamente, nas escolas estaduais Professora Cleusa Lovato Caliari e David Campista, localizadas no município de Poços de Caldas/MG, no contexto da pandemia de COVID-19. O intuito desta pesquisa é promover reflexões acerca dos limites e desafios impostos/deflagrados frente a implementação/adoção do Ensino Remoto nestas instituições, no que tange a viabilização de práticas educacionais baseadas na Pedagogia Histórico-Crítica (PHC). Amparadas nas contribuições de Gasparin e Petenucci (2010), Cardoso (2013) dentre outros autores, observa-se que apesar das videoaulas possuírem algumas características semelhantes às aulas presenciais e que hajam discussões referentes ao aperfeiçoamento das mesmas por parte dos professores da rede pública de ensino, tornando-as o mais interativas possível, quando se trata da PHC, torna-se impraticável desenvolvê-la, já que o formato da videoaula não permite a interação necessária entre docentes e discentes
Conversando com MCs: reflexões sobre entrar em campo em meios virtuais na pandemia de COVID-19
Este trabalho apresenta um conjunto de revisões teórico-metodológicas pertinentes para o processo de entrada em campo no âmbito de uma pesquisa etnomusicológica, iniciada em nível de mestrado durante a pandemia de COVID-19, sobre as práticas sonoro-musicais de MCs e rappers atuantes em Batalhas de MCs na Região Metropolitana de Porto Alegre/RMPA (RS). As Batalhas de MCs, eventos poético-musicais do Rap e da Cultura Hip-Hop, consistem em séries eliminatórias de duelos de rimas improvisadas, realizadas em espaços públicos centrais e contando com o protagonismo de jovens negros e negras moradores das periferias urbanas de Porto Alegre e região desde o início da década passada. A interrupção desses eventos diante da crise sanitária generalizada implicou uma consideração mais atenta ao emprego de tecnologias da informação e comunicação (TICs) no trabalho de campo, com vistas à produção de uma etnografia que problematizasse aspectos da relação entre a experiência da dimensão sonora da vida social em Batalhas de MCs e as dinâmicas contemporâneas de exclusão e marginalização urbana. Concomitantemente à maior atenção destinada às TICs por meio de debates da ciberantropologia e da etnografia e do trabalho de campo virtuais, a assimilação de uma série de deslocamentos conceituais a respeito da noção de campo, elaboradas no âmbito da etnomusicologia anglo-americana a partir dos anos 1990, conduziu ao entendimento da relação de continuidade entre as práticas sonoro-musicais desenvolvidas primordialmente de modo presencial e aquelas que, dependendo de infraestruturas tecnológicas de produção e difusão musical atravessadas por desigualdades socioeconômicas e de poder, circulam preponderantemente no ciberespaço. Se, num primeiro momento, pensava-se a observação participante das Batalhas de MCs como principal meio para a construção de uma rede de relações em campo, entendendo este como um espaço-tempo delimitado, a mudança de enfoque para o acompanhamento em plataformas de streaming e em sites de redes sociais de vídeos de Batalhas de MCs e de produções fonográficas e audiovisuais de rappers e MCs participantes de batalhas na RMPA tem facilitado o estabelecimento de vínculos interpessoais apesar do distanciamento físico, segundo uma concepção do trabalho de campo como contingente à possibilidade de produzir interações sociais – mediadas, invariavelmente, neste momento, por TICs – e de “estar em campo” como "estar em relação" mais do que "estar lá"
Pular os muros da escola: em busca de territórios, experiências e expansão das imaginações na educação básica
Este relato considera os espaços fora da escola como locais para o fortalecimento da “educação da atenção” com aporte em Ingold. Estamos em busca de práticas educativas capazes de promover a sintonia fina ou sensibilização dos sistemas perceptivos. Como um rio que nasce nas cabeceiras, seguiremos seus fluxos para apresentar caminhos inovadores no ensino de ciências, atentos às conexões. O território da experiência são as aulas de campo como ponto de partida para uma educação em contato com as naturezas. Acompanha nesse fluxo, propostas de pesquisas na interlocução com o debate da educação pública, ensino de ciências, educação ambiental nas infâncias e formação nos contextos escolares. Propomos uma investigação utilizando metodologias abertas e experimentais em busca de instrumentos de investigação e, sobretudo, instrumentos de formação, como definiram Finger e Nóvoa sobre as narrativas autobiográficas. Nossos objetivos são: i) compreender limites, desafios e avanços no preparo e realização de aulas do “outro lado” da escola. Lá fora, busca-se encontrar experiências que estimulem a curiosidade e despertem a imaginação. Como é o seu mundo? Encontrar com o inusitado, com o não falado, o não visto, o novo, desperta para um ensino mais contextualizado com os territórios? É possível identificar, analisar e mapear a diversidade biocultural da cidade para encontrar salas de aula? Que tipo de território pode ser experimentado por estudantes e professores da educação básica como palco para aulas abertas? Iniciamos uma subida pela Bacia Hidrográfica do Rio Macaé em busca da “pedagogia da água”. Partir dos territórios para efetivação de direitos e buscar neles suas possibilidades educativas, dialogando com as bioculturas em prol do desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens inseridos no sistema educacional são as flechas que o nosso arco aponta. Acrescentamos uma agenda para o ensino de ciências e educação ambiental que estabeleça articulação entre o ato de desemparedar e o direito ao território. Para Tiriba, a educação deve propor formas nas quais a existência humana sobre a Terra seja uma escolha que rompa com todo controle e dominação sobre a natureza, sobre as classes trabalhadoras, sobre os povos originários, sobre as mulheres e sobre as crianças. Tais formas passam por educar em uma perspectiva que gere protagonismo para uma nova sociedade sustentável, sendo a escola, necessariamente, acolhida em seu território e na cidade aprendente/educadora