Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Novas formas de ensinar e aprender: geografias emergentes na cultura digital
O presente trabalho apresenta uma reflexão teórica e pesquisa empírica que buscará compreender em que medida o ensino de Geografia tem sido impactado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Embora o conceito de TICs seja amplo, nosso estudo se limitará à internet, enfatizando seu conteúdo (textos, vídeos e imagens presentes no espaço virtual) e os dispositivos utilizados para seu acesso (telefones celulares, tablets, smartphones, etc.). Para melhor entendimento sobre a temática levantada, abordaremos os impactos das TICs no processo de aprendizagem e as diferentes possibilidades para incorporação de tecnologias à dinâmica em sala de aula. Na pesquisa em campo, serão aplicados questionários para alunos e professores, realizadas observações de aulas em que docentes e discentes estiveram em contato com algum tipo de TIC e organizados grupos focais compostos por alunos e professores. De maneira geral, o impacto causado pelas TICs no ensino de Geografia na educação básica ainda é uma temática pouco explorada. Quando trabalhada no âmbito acadêmico, geralmente se restringe à análise sobre a incorporação das novas tecnologias como ferramentas didático-pedagógicas. Nesse sentido, pretendemos conceber as TICs não somente como mais um recurso didático, mas como objeto de estudo a ser analisado em seus potenciais aspectos positivos e negativos sob o ponto de vista pedagógico. Por fim, é importante frisar que, a presente pesquisa se encontra em processo inicial. Logo, poderá sofrer revisões em sua metodologia, a partir dos resultados que forem sendo obtidos ao longo das etapas de realização da mesma
UMA DISCUSSÃO TEÓRICO-METODOLÓGICA SOBRE FRAGILIDADE AMBIENTAL
O trabalho tem o objetivo de apresentar as definições de fragilidade ambiental e as contribuições metodológicas de Ross (1994) e Spörl (2007). Para alcançar o objetivo realizou-se revisão bibliográfica. A fragilidade ambiental ocorre pela desestabilização do equilíbrio dinâmico do ambiente, sendo a fragilidade um aspecto intrínseco do meio. A metodologia de Ross (1994) baseia-se na Ecodinâmica de Tricart (1977) que diferenciou três tipos de meios morfodinâmicos, a saber: estáveis, intergrades e instáveis. O meio instável Ross (1994) nomeou de Instabilidade Emergente e atribuiu diferentes graus, desde instabilidade muito fraca a muito forte. Para as unidades estáveis, que apesar de estarem em equilíbrio dinâmico, apresentam instabilidade potencial qualitativamente previsível face as suas características naturais e a possível inserção antrópica. Deste modo foram hierarquizadas de muito fraca a muito forte. Spörl (2007) elabora um modelo de fragilidade ambiental com base em Redes Neurais Artificiais-RNAs a qual utiliza especialistas e programas para coletar informações. Estes dados são aplicados nos treinamentos das RNAs para que a rede capture o padrão de avaliação de cada um dos especialistas. Com estes padrões reconhecidos as RNAs fornecem respostas para situações onde seja requerida a análise da fragilidade
ENSAIO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA “REFORMA” DO “NOVO” ENSINO MÉDIO NO ESTADO DE SÃO PAULO E A DISCIPLINA DE GEOGRAFIA POR MEIO DA ANÁLISE SATISFATÓRIA
O presente ensaio buscou aproximar a Análise Satisfatória da “Reforma” do “Novo” Ensino Médio, tendo como objeto a disciplina escolar Geografia. Nesse sentido, colocou-se esta política educacional, alvo de críticas e controvérsias, sob a ótica da descrição inferencial, da busca por causalidades e da comparação, levando em conta também o papel do Estado e a globalização na implementação da mesma (bases da metodologia utilizada). A discussão dos resultados contribui para questionar e analisar as estratégias de implementação da reforma do novo ensino médio pautadas no neoliberalismo e na visão mercadológica de mundo, assim faz-se necessário nos posicionar em defesa da Geografia enquanto disciplina curricular escolar
DINÂMICA DA ALTERAÇÃO DO USO E OCUPAÇÃO AGRÍCOLA NA AMAZÔNIA MARANHENSE: UMA ANÁLISE A PARTIR DE DADOS DO MAPBIOMAS
A Amazônia Maranhense está inserida na parte oriental do bioma amazônico, sendo uma porção estratégica ao combate à crise climática e de grande importância para a população do estado. Seu espaço sofreu intensas alterações entre as décadas de 1980 e 2020, motivadas por ideários políticos que incentivaram o avanço de atividades econômicas, sobretudo agrícolas, ocorrendo a degradação de áreas com remanescentes florestais e conflitos de terra. Atualmente, é verificado o predomínio do uso agrícola na área, enquanto a formação florestal corresponde a apenas 24% de sua área original. Nesse cenário, a análise da dinâmica de alteração das formas de uso e ocupação agrícola é necessária, visando a compreensão da conjuntura atual do espaço dessa área. Este artigo se propõe em analisar as mudanças de uso agrícola na Amazônia Maranhense, nos anos de 1985, 2005 e 2020, tendo como base os dados gerados pelo MapBiomas, visando evidenciar a necessidade de ideais que estejam direcionados ao desenvolvimento sustentável, auxiliando na preservação do bioma
USO DE GEORRADAR EM ESTUDOS GEOMORFOLÓGICOS
Os estudos relacionados à Geomorfologia, em sua maioria, anseiam compreender os processos que desencadearam a formação das paisagens atuais. Para isso, a busca por inovação e a tentativa de encontrar metodologias que possam gerar bons resultados são incessantes. Nas últimas décadas, pesquisadores das Ciências da Terra estão utilizando o Georradar como subsídio para a sondagem de subsuperfícies, a fim de obter resultados mais rápidos e precisos sobre as áreas que estudam. O Georradar também denominado de Radar de Penetração do Solo (GPR) é um equipamento que permite detectar determinada superfície em alta resolução, por meio de comandos programados e reflexão de ondas eletromagnéticas de rádio em frequências muito altas (entre 10 – 1000 MHz). Neste sentido, o objetivo principal deste trabalho foi abordar aspectos e potencialidades do uso do GPR em estudos geomorfológicos. Para isso, foram utilizadas bibliografias dos últimos cinco anos que abordam em suas metodologias a aplicação desta ferramenta como principal obtenção de dados para análise e discussão dos seus resultados. Por fim, estabeleceu-se a relação sobre os usos do GPR nos estudos geomorfológicos, demonstrando a alta capacidade que o aparelho e sua operação possuem para contribuição nas pesquisas no âmbito das Ciências da Terra
Desenvolvimento de temas ambientais a partir da confecção de vasos com pneus usados
Oficina Pedagógica que objetiva viabilizar abstração concreta dos conceitos relacionados ao desenvolvimento sustentável e temas ambientais correlatos distribuídos entre os conteúdos dispostos na proposta Curricular de Geografia do Estado de São Paulo (2010)
Grupos de estudos de Geografia: uma modalidade de formação continuada
Este trabalho tem como foco apresentar as atividades desenvolvidas por professores de Geografia em grupos de formação continuada. Esses grupos reúnem professores da rede Municipal de Campinas e tem como objetivo principal realizar estudos sobre o Currículo a partir do documento das Diretrizes Curriculares desenvolvido coletivamente por professores da rede municipal. Além disso, visam realizar estudos, pesquisas e debates de temas específicos dos componentes curriculares e de temas gerais da educação. Como metodologia, optamos por apresentar as atividades desenvolvidas nos últimos 7 anos, ou seja, desde 2010 até 2016. No ano de 2010, houve a retomada do grupo de estudos para os professores com uma finalidade específica: produzir as Diretrizes Curriculares de Campinas, os anos subsequentes, se tratam de estudos referentes a ela. Como resultado ao longo desses anos, teve-se a realização dos trabalhos por meio da leitura, reflexão, diálogo e elaboração de textos coletivos, a partir de temas como atividades didáticas com filmes, disciplina e indisciplina escolar e avaliação escolar, a questão ambiental; além disso, a elaboração de oficinas pedagógicas com as temáticas da cultura africana e indígena, uso de tecnologias e alunos-surdos. Além da participação em diversos eventos acadêmicos. Por fim, os professores destacaram a importância desta atividade formativa na SME, a sua potencial continuidade para os próximos anos, além de sugerirem abertura de espaços de discussão nas escolas para que o mesmo seja incorporado ao trabalho docente
Educação Escolar Indígena: educação para quem?
A educação escolar indígena deve respeitar o direito à uma educação diferenciada, bilíngue ou multilíngue, construída conjuntamente com os indígenas. Os processos de ensino-aprendizagem devem contemplar as reivindicações de cada grupo, sem que com isso apague ou subverta o conhecimento tradicional ou forma de transmissão oral de cada grupo. Tanto a Constituição de 1988 como o Parâmetro Curricular Nacional para Educação Indígena prevê respeito à uma educação diferenciada com material didático bilíngue. Contudo, o que observamos na realidade das aldeias é que esses direitos são corrompidos pela falta de planejamento e de engajamento
Reflexões acerca do Currículo Mínimo de Geografia do Estado do Rio de Janeiro
Este trabalho tem como objetivo analisar como o Currículo Mínimo de Geografia da rede estadual do Rio de Janeiro tem influenciado o ensino da disciplina. Será avaliado o processo de construção deste documento curricular, dentro do atual contexto das políticas públicas educacionais do estado do Rio de Janeiro, associado às avaliações externas e aos índices educacionais que se tornaram elementos centrais nos últimos anos. Também serão analisados as competências e habilidades indicadas para cada uma das quatro séries do segundo segmento do Ensino Fundamental e para as três séries do Ensino Médio, com a finalidade de identificar quais são as concepções teórico-metodológicas da Geografia presentes no documento e de que forma estas determinam, de certo modo, o ensino da disciplina
A aplicação das Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Geografia na página protótipo “Desenvolvimento Urbano” do Atlas Municipal Escolar de Ourinhos
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s), vistas pela educação, transformaram a relação dos alunos com o conteúdo escolar e trouxeram novas possibilidades para o ensino. Com ela viu-se surgir, na Geografia, mapas digitais e interativos que permitem aos alunos novas possibilidades, com maior interação. E, por outro, dão ao professor ferramentas para novas práticas pedagógicas que envolvem o uso de tecnologias. Aliado ainda ao incentivo feito pelos Parâmetros Curriculares Nacionais para o estudo do lugar e fazendo o uso das TIC’s desenvolve-se o Atlas Municipal Escolar de Ourinhos em versão digital. Para fundamentar sua proposta e compreender como se dá a aprendizagem dos alunos através desse material, essa pesquisa objetivou entender como os alunos, ao internalizar conceitos fazendo uso de animações, interações, entre outros efeitos multimídia, constroem o conhecimento; o que vai servir, sobretudo, de norteador para a elaboração da versão final do Atlas digital que anseia por contribuir com o ensino do lugar. Baseado na pesquisa qualitativa, através da pesquisa etnográfica e do estudo de caso, foi feita uma aplicação da página protótipo “Desenvolvimento Urbano” nas séries finais do ensino fundamental, buscando analisar a viabilidade e recepção desse material. Os resultados mostram que o material foi bem recebido entre alunos e professores, contribuiu para o estudo dos conceitos ligados ao Atlas, além dos conteúdos paralelos que ele pode trabalhar, demonstrando assim grande potencial para o ensino