Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Mapas mentais no Ensino de Geografia : trajetórias múltiplas dos terceiros anos do Ensino Médio
Com esta prática educativa, procuramos descrever e suscitar reflexões sobre o projeto realizado a partir das disciplinas de Estágio Supervisionado I e II do Instituto de Geociências na Unicamp. A metodologia utilizada no trabalho contemplou o uso de mapas mentais com estudantes de terceiro ano do Ensino Médio em uma escola da rede pública do estado de SP. O projeto foi concebido com o intuito de satisfazer as inquietações dos discentes e docentes, identificadas em sala de aula, acerca das desigualdades instituídas e reproduzidas nos ensinos público e privado; o uso de mapas mentais almejou, assim, munir os estudantes com estratégias próprias que lhes ampliasse a capacidade de relacionar criticamente a realidade e o saber teórico, promovendo uma aprendizagem significativa. O resultado desta empreitada pode ser auferido quantitativamente, no acréscimo considerável às médias bimestrais da maior parte dos alunos ao longo do ano letivo, mas principalmente na maneira como esta mudança metodológica dinamizou o engajamento e pró-atividade nos processos de aprendizagem dos alunos, aumentando sua autonomia por disputá-los
Metodologias ativas em sala de aula: as tecnologias educacionais e o papel do professor no Ensino de Geografia
Oficina Pedagógica com o propósito de experienciar o uso de tecnologias educacionais para o ensino e Geografia a partir do entendimento conceitual sobre a Escola 3.0 e as Metodologias Ativas
A prática docente: a atividade como constructo do saber do professor de Geografia
Os conceitos e o conteúdo geográficos são a centralidade, pontos de mediação concretos entre os sujeitos sociais da escola, consubstanciam-se em elementos fundantes do processo de construção social de professores e estudantes, simultaneamente, em suas capacidades de ler, interpretar e atuar no mundo. Essa concepção sobre formação de professores nos cursos de licenciatura de Geografia implica na relação entre o campo de ensino e aprendizagem as práticas pedagógicas e como são teorizadas e articuladas ao ensino de Geografia e à trajetória do pensamento Geográfico. Partindo desse pressuposto, este artigo tem como objetivo apresentar reflexões acerca das interações entre Pedagogia e Geografia e prática docente, na formação de professores de Geografia por meio da disciplina Teoria e Atividades no ensino de Geografia, desenvolvida na Universidade Estadual Paulista, campus de Rio Claro. Demarca-se aqui uma concepção acerca da escola e a centralidade que se assume frente ao conteúdo, fundamentada nas proposições histórico-críticas e aproximações com as reflexões sociointeracionistas. Partimos da compreensão de que o conhecimento científico se constitui como um instrumento de superação das desigualdades e como o professor que “não sabe” e, portanto, “não ensina”, compromete e condena a trajetória de sujeitos sociais ao negligenciar o trabalho, seu comprometimento no processo de ensino e aprendizagem
O PIBID e a formação de professores: possibilidades e dificuldades de uma política de valorização docente e sua espacialização no Brasil
O objetivo deste artigo é tratar a política de formação de professores apresentada pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e a sua espacialização no Brasil. O PIBID visa à formação do professor, o apoio à escola pública na transformação do espaço escolar, o aprimoramento no ensino pelo viés da valorização docente e o reconhecimento do espaço da escola como de produção de conhecimento. No atual cenário de contradição e grande desigualdade social, o PIBID vem se colocando como resistência e recognição da formação de professores. Sendo um programa com poucos anos de existência, vem sendo colocado pela CAPES como uma política pública de alto impacto na qualidade da formação de professores. É preciso, portanto, levantar algumas questões que ajudem a pensar nos limites e possibilidades do programa bem como as possibilidades de materialização de propostas e projetos pedagógicos na perspectiva da construção crítica do conhecimento, considerando as condições de formação dos professores e as possibilidades e limites teóricos e práticos proporcionados do programa. Nessa perspectiva, este artigo se orienta em apresentar a proposta do programa, sua abrangência no Brasil e sua distribuição nas esferas pública e privada entre os anos de 2014 a 2017
Posso te chamar de princesa? Situação das mulheres em conto de fadas e a arte para o Ensino de Geografia
Este escrito tem como objetivo promover a potencialidade que os contos de fadas transformados em filmes pela Disney possuem para o estudo do lugar através da análise das diferenças e posições políticas das personagens. Este trabalho tem como base teórica a fenomenologia da arte, imaginação e poética de Bachelard (1978). Sendo assim, através de Marandola (2012) entendemos o lugar enquanto concretude e circunstancialidade do mundo em que vivemos. Pertencemos ao mundo e é nos encontros que temos com o mundo que vivemos os lugares. Dessa forma, entendemos o lugar a partir das vivências das personagens e não a partir de conceituações estritamente fechadas e pré-definidas. É a partir de Heidegger (2010) e Bachelard (1978) que entendemos a arte como abertura para entendimento do mundo, ou melhor, a arte e suas manifestações revelam o mundo através de seus amores, angústias, felicidades e alegrias. A arte não é imitação alguma, ela é registro do mundo assim como qualquer devaneio que possamos ter. Portanto, cada princesa estabelece relações particulares com o lugar devido aos contextos que elas estão circunscritas. Buscamos fazer uma aproximação da vivência das personagens com situações que as mulheres vivem no mundo através da recriação das estórias com os lugares da vida como cenário. Concluímos que a aceitação das diferenças, a relação que estabelecem com o mundo circundante e com os entes que o preenchem e o modo de ser dessas personagens influenciam a criação de seus lugares. Concluímos também que a abertura dos filmes é uma reflexão inicial para o exercício do olhar geográfico promovendo que o aluno enxergue seu próprio mundo através da ludicidade das estórias, reforçando assim a inevitável relação entre arte e mundo
As imagens nos livros didáticos de Geografia e suas implicações na construção de sentidos
Discutindo os meios que subsidiam a prática docente, é possível observar o papel de destaque que ocupam os livros didáticos no cotidiano escolar e, ao analisá-los, verifica-se uma grande quantidade de imagens, a começar pela capa, presentes em suas diversas páginas, abordando diferentes temas. No caso da Geografia, os conteúdos estão dispostos em uma relação entre textos, mapas e imagens, com a preponderância das últimas na constituição geral do livro. As imagens são representadas por fotos, desenhos, esquemas explicativos, gravuras, pinturas, sendo que a maioria delas são acompanhadas por uma legenda, reforçando a articulação entre múltiplas linguagens na constituição do corpo do material didático. Devido ao grande número de imagens presentes nesse meio de ensino e considerando o poder de difusão de significados através do conjunto de seus significantes, ambos compondo signos, é fundamental que elas sejam analisadas no conjunto dos livros, que são importantes objetos de estudo das pesquisas em educação, com o intuito de desvendar as intenções/sentidos que elas veiculam, independente da linguagem verbal utilizada em paralelo ou associada a elas. Para isso foram escolhidos, aleatoriamente, dois livros didáticos, de diferentes editoras, pertencentes ao Ensino Fundamental II (7° e 9° ano), e selecionados pela avaliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o triênio 2017-2019 e a partir deles analisados conteúdos referentes às temáticas das Regiões Brasileiras e dos continentes da Terra, entre os quais é possível estabelecer comparações nas abordagens realizadas pelos livros através das imagens que veiculam. Tal análise pretendeu quantificar o número de imagens presentes em cada uma das categorias selecionadas, tais como população, eventos históricos, paisagens naturais e economia, sendo essa dividida de acordo com os três setores que a compõe (primário, secundário e terciário). Nessa categorização dos assuntos representados, enquadram-se as divisões em uma concepção de Geografia baseada no tripé Natureza, População e Economia. Por último, com base nos resultados da investigação, os quais apontaram diferenças na representação de diferentes localidades, as quais colaboram para reforçar estereótipos e preconceitos, reitera-se a importância de analisar os materiais didáticos e os sentidos que são construídos e idealizados por eles. Isso deve ser considerado para que possa haver uma prática pedagógica consciente em relação aos seus objetivos e conhecedora dos meios de ensino que utiliza e também que esses livros possam ser reformulados a fim de melhorá-los com base nas críticas propostas por esse trabalho
Brincando com os municípios do Amazonas
O artigo apresenta as etapas da elaboração e a análise da aplicação de um jogo desenvolvido para os alunos da Educação Básica na disciplina de Geografia, ministrada para o 6. Ano de uma escola da rede estadual de ensino de Manaus. O jogo denominado de “Brincando com os municípios do Amazonas” teve como objetivo despertar o interesse e a curiosidade dos alunos com relação às características dos 62 municípios do Amazonas, familiarizando-os com a sonoridade dos nomes, comparando e analisando os dados do IDH, população, área territorial, densidade demográfica e PIB per capita. Os resultados da aplicação da atividade demonstram que o uso do jogo atingiu os objetivos iniciais, pois a atividade permitiu comparar, questionar, externalizar dúvidas de maneira mais espontânea, construir hipóteses e posteriormente realizar pesquisa, todo o processo mediado pelo professor que teve que disciplinar as falas e os excessos durante o desenvolvimento do jogo
A utilização de redes sociais como plataforma para videoaulas: uma possibilidade para o ensino de Geografia
Este artigo, que é a semente de um trabalho de maior fôlego, se dirige ao relato de experiência envolvendo a utilização de redes sociais como plataformas digitais de videoaulas. Debatemos neste trabalho a contextualização de formação e desenvolvimento de tecnologias, principalmente da internet. Como essas tecnologias são utilizadas no ensino. São apresentadas as formas de acesso e conteúdo acessado por parte dos brasileiros, bem como a perspectiva educacional existente no que tange a utilização de tecnologias fora do ambiente escolar. Apresentamos as publicações de videoaulas que foram feitas nas redes sociais e seus resultados
Oficinas pedagógicas no Estágio Supervisionado em Geografia no contexto do ensino remoto
O Estágio Supervisionado faz-se imprescindível no processo de formação do aluno em licenciatura, oportunizando aliar a teoria e a prática para que o graduando possa aplicar os conceitos adquiridos no curso, construindo o senso crítico e obtendo a oportunidade de colocar em prática todos os embasamentos teóricos discutidos e ensinados na universidade. Assim, este artigo tem como objetivo refletir sobre as experiências e vivências das atividades desenvolvidas no ensino de Geografia, por meio de oficinas pedagógicas, na modalidade remota, durante a disciplina de Estágio Supervisionado em Geografia II, do curso de licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia, Campus de Jacobina. A pesquisa procurou responder ao seguinte problema: como ocorre a aprendizagem em geografia por meio de oficinas pedagógicas no contexto do ensino remoto? A investigação se deu a partir da realização da abordagem qualitativa, na perspectiva da pesquisa-ação, durante a regência do Estágio Supervisionado com o projeto de intervenção intitulado “A Cartografia aplicada às temáticas geográficas”. Também foi realizada pesquisa bibliográfica, que auxiliou na sustentação dos discursos contidos no trabalho. O lócus da investigação foi a Escola Sonho de Criança, instituição de ensino infantil da cidade de Jacobina, sendo que a ação foi desenvolvida com turmas de 2° anos do Ensino Fundamental I, durante o 1º semestre de 2021, por meio de atividades síncronas e assíncronas, visando manter os protocolos de segurança e saúde referentes à Covid-19. Considerando a importância da representação do espaço geográfico a partir da linguagem cartográfica, a metodologia utilizada para a realização das oficinas pedagógicas pautou-se na aplicação do conteúdo de forma lúdica e prática, com o uso de músicas, mapas mentais, vídeos e plataformas digitas, entre outros que possibilitaram o desenvolvimento de habilidades necessárias ao domínio da linguagem cartográfica e a construção do conhecimento. Os resultados da pesquisa- intervenção revelam as contribuições das oficinas desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado em Geografia, principalmente pelo envolvimento e participação dos alunos ao compreenderem os conceitos cartográficos no processo do ensino e aprendizagem