Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Educação ambiental na escola: reconhecimento dos recursos naturais presentes na cidade de Elói Mendes/MG, aliado a propostas de recuperação de áreas degradadas
O presente trabalho é resultado de um projeto de educação ambiental aplicado em uma escola estadual da cidade de Elói Mendes/MG. A proposta, realizada em quatro encontros/aulas, trabalhou a temática Educação Ambiental através de aulas expositivas em sala de vídeo e aulas práticas-dialogadas no entorno da escola, onde os alunos puderam ter um contato mais próximo com alguns tipos de recursos naturais presentes na cidade, propiciando a partir deste contato, a identificação de diferentes tipos de degradação ambiental. Foi proposto ainda, o levantamento de ações para a recuperação e uso sustentável das áreas degradadas vistas. Os resultados obtidos com a aplicação do projeto foram satisfatórios, na medida que os alunos puderam trabalhar localmente e pontualmente um tema que na maioria das vezes é trabalhado de forma distante do cotidiano dos estudantes e que por isso, é pouco assimilado
O estágio supervisionado na formação do professor: um projeto de intervenção
As atividades retratadas neste trabalho foram realizadas no âmbito da disciplina Estágio Supervisionado de Geografia I (GF806), oferecida na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) no instituto de Geociências, no primeiro semestre de 2016. Como o projeto foi realizado em grupo, primeiramente, cada integrante realizou observações semanais das aulas de Geografia das turmas do 7° ano B, 7° ano C e 8º ano E do Ensino Fundamental da Escola Estadual Gustavo Marcondes, acompanhada por dois professores supervisores de estágio. Esta observação possibilitou e fundamentou o desenvolvimento, em grupo, do projeto de intervenção aplicado nas turmas observadas durante o semestre. É importante dizer que esta observação não se resumiu à sala de aula, incluindo todos os elementos do cotidiano escolar: desde a atuação dos funcionários e corpo docente, até a interação dos alunos no intervalo, a infraestrutura da escola e o cotidiano escolar como um todo. Ao final, o projeto desenvolvido teve como tema “Preservando o espaço público: A proteção do ambiente urbano e escolar.”
O uso de materiais didáticos decoloniais do PIBID de Geografia CAP-UERJ
O presente relato visa descrever o processo de construção de práticas educativas desenvolvidas pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência- Pibid de Geografia do CAp-Uerj no segundo bimestre do ano de 2021 na Escola Municipal Olimpíadas Rio 2016, em que se realiza o subprojeto “Saber escolar e formação docente na educação básica”. O programa tem como objetivo principal a inserção dos bolsistas de Iniciação à Docência no cotidiano das escolas públicas de educação básica, proporcionando oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas em que visa elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura. Para a elaboração dessa produção optou-se pelo estudo de caso qualitativo (ANDRÉ,2019) que para a autora André (2019, p.3) estudo de caso tem um sentido mais abrangente “o de focalizar um fenômeno particular, levando em conta seu contexto e suas múltiplas dimensões. Valoriza-se o aspecto unitário, mas ressalta-se a necessidade da análise situada e em profundidade”. Assim, fez-se necessário selecionar algumas atividades realizadas entre os meses de fevereiro a julho nas turmas de 9° ano do Ensino Fundamental abarcadas pelo subprojeto. Com uma abordagem acerca da Lei 10.639/2003, que busca o ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira e Africana” (BRASIL, 2003) se fez oportuno a ramificações do Movimento Negro como o “Black Lives Matter”, o qual teve impacto mundial. Tendo em vista que as aulas foram desenvolvidas durante a pandemia da Covid-19, pensando em um formato remoto e, em geral, assíncrono, este relato de prática educativa apresenta os limites e possibilidades experienciados pelos bolsistas de Iniciação à Docência (ID) na escola básica. A pandemia dificulta a interação com os alunos de ensino básico, já que bolsistas não têm acesso concedido à plataforma sugerida pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (RioEduca em Casa) utilizada para as aulas síncronas, o qual acaba por precarizar a proposta do projeto
Linguagens de ensino e TICs na Geografia: as tiras da Mafalda e a transposição didática no ensino de Geografia Política
O emprego de inúmeras linguagens de ensino em sala de aula é uma realidade que vem propagando-se nos mais diversos componentes curriculares, entre os quais está incluso a Geografia, e muito colaboram no processo de ensino-aprendizagem, atendendo às demandas de criatividade e inovações que a área educacional tanto carece. Com o propósito de quebrar as barreiras do ensino tradicional, a utilização de recursos didáticos em sala de aula como as histórias em quadrinhos, a música, os elementos audiovisuais e as fotografias, contribuem não somente para facilitar a compreensão do educando acerca de várias temáticas apresentadas e consolidar a sua aprendizagem significativa, mas também para descomplexificar a rotina dos educadores. Além disso, tais práticas pedagógicas proporcionam a dinamização das aulas e oferecem um leque de possibilidades para que o professor possa aplicar em classe, usufruindo, também, das tecnologias disponíveis na atualidade, sendo estas grandes aliadas das linguagens de ensino. A Geografia Escolar tende a beneficiar-se com a inclusão de novas estratégicas pedagógicas na educação, buscando assim promover a identificação do aluno com determinadas áreas existentes dentro da própria ciência geográfica, como a Geografia Política. Frente a isso, achamos pertinente a realização desta pesquisa de iniciação científica voltada à elaboração de um material didático que colabore com o ensino de Geografia Política em sala de aula para os oitavos e nonos anos do Ensino Fundamental, utilizando as histórias em quadrinhos da Mafalda como base para a concepção de propostas de atividades que visem despertar o senso crítico e a autonomia do indivíduo. Para tal, optamos pela construção de um website que, por sua vez, contará com a inclusão das diferentes linguagens de ensino e o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), viabilizando um ambiente virtual ao docente com a finalidade de auxilia-lo no ensino de Geografia Política nas escolas
Mediações pedagógicas em Geografia ne educação social do Centro Comunitário do Jardim Santa Lúcia, Campinas - SP
A partir da realização do Estágio Supervisionado em Geografia do Instituto de Geociências da Unicamp no Centro Comunitário do Jardim Santa Lúcia, Campinas - SP, durante o primeiro semestre de 2021, o presente trabalho buscou compreender a potência das práticas educativas e do ensino geográfico na educação social. Para tanto, foram mobilizadas as noções de educação social, prática dialógica e cidadania pelo ângulo geográfico. Em virtude da pandemia de Covid-19, o estágio foi realizado em encontros semanais remotos, bem como se constituiu como uma primeira experiência de estágio dessa natureza tanto para o Instituto de Geociências quanto para o Centro Comunitário do Jardim Santa Lúcia. Ressaltamos a experiência com o grupo dos adolescentes, em atividade que buscou abordar a construção de políticas públicas, sobretudo a política de assistência social que rege o trabalho do educador social
Tecnosfera e psicoesfera da sala de aula mediada pelo uso de plataformas digitais na educação básica no Brasil
O modo desigual, muitas vezes excludente, com o qual os objetos técnicos vêm alterando o contexto de relações socioespaciais nos territórios é perceptível no território brasileiro e, na educação básica, afeta diretamente as relações e configurações das salas de aula. Se faz presente - ou em muitos casos ausente - a tecnosfera, quando se reconhece os objetos técnicos e as materialidades empregadas no nosso tempo e no território para reconfigurar a sala de aula; enquanto a psicosfera dá novos sentidos ao uso desses objetos, estimulando imaginários e combinando a ampliação de seus usos com concepções de que são caminhos irreversíveis para uma educação alinhada com os avanços tecnológicos, no entanto, intencionalidades são obscurecidas pela sensação de novidade. Diante desse contexto, o presente trabalho tem por objetivo tecer considerações acerca do uso de plataformas digitais, no âmbito das propostas de reconfiguração das salas de aula na educação básica que avançam desde 2015 nas escolas brasileiras e se ampliaram com a disseminação da COVID-19 em 2020. Para tanto, faz-se um estudo teórico-empírico considerando a teoria miltoniana sobre o sistema de objetos e ações, tecnoesfera e psicoesfera das propostas de salas de aula mediadas pelas plataformas digitais na educação básica, e se propõe uma análise de dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD) nos seus metadados sobre as tecnologias da informação (2016-2018) e do Censo Escolar 2020. Considera-se que, no contexto brasileiro, o acesso e uso das plataformas digitais avançam em um ritmo sem precedentes na história recente, dada a convergência entre tecnoesfera e psicoesfera, mas que ainda assim não estão efetivamente combinadas dependendo da realidade socioeconômica das escolas e das salas de aula de educação básica
ESQUADRINHAR OUTRAS CARTOGRAFIAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: MÚLTIPLAS LINGUAGENS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Este artigo tem o objetivo de elucidar leituras bibliográficas e ações práticas utilizadas em uma parte da disciplina “Representações e Linguagens no Ensino de Geografia” do Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), dedicada à dimensão da cartografia escolar nos percursos formativos à docência em Geografia. Ao nos ancorarmos metodologicamente nos diálogos teóricos de autores que foram utilizados na disciplina citada e que discorrem acerca das diversas possibilidades das linguagens cartográficas tanto no espaço escolar quanto na formação de professores de Geografia, consideramos ser indispensável o esquadrinhar de outras cartografias – contando não somente com as representações cartesianas – para que sejam elaborados estudos, pesquisas e práticas docentes em sala de aula que situem os conhecimentos cartográficos e seus múltiplos aportes nos processos de ensino-aprendizagem em Geografia
O PLANEJAMENTO SOCIOAMBIENTAL E SEU POTENCIAL DE SUBSÍDIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
As cidades podem ser caracterizadas como as áreas onde se observa uma intensa relação da sociedade com a natureza, mediada pelo modo de produção capitalista, materializando as contradições inerentes do processo de (re)produção sócio-espacial urbano. O planejamento neste quesito surge como um balizador desta relação, a princípio objetivando o atendimento das demandas das sociedades presentes e futuras. Neste estudo, discutiu-se os planejamentos urbano e ambiental e como estes tem considerado as áreas urbanas, se de fato tem ofertado subsídio para o desenvolvimento sustentável. Para isso foi realizada uma pesquisa de revisão autônoma da literatura, buscando analisar brevemente as temáticas já discutidas, identificando as lacunas que tornam possível a consolidação da concepção de planejamento socioambiental
O QUE DIFERENCIA UMA AULA DE GEOGRAFIA DAS DEMAIS MATÉRIAS DA ESCOLA? REFLEXÕES SOBRE OS CONTEÚDOS DAS AULAS DE GEOGRAFIA E SEU ESTATUTO EPISTEMOLÓGICO
Esse texto trata-se de um ensaio sobre a relação direta entre Raciocínio Geográfico e o Ensino de Geografia ou a Geografia Escolar que se pratica cotidianamente nas escolas. As ideias e sentidos trazidos aqui derivam do entrecruzamento das experiências docentes na Educação Básica refletidas e tensionadas a partir das leituras de Cavalcanti, 2013, 2019; Duarte, 2017; Mérenne-Schoumaker, 1999; Gomes, 1997, 2009, 2012, 2017; Lacoste, 1989; Santos, 2009; Roque Ascenção & Valadão, 2014, 2017; Straforini, 2018.
inseri esse parágrafo para contextualizar a escolha da forma da escrita. [UC1
SUSCETIBILIDADE E VULNERABILIDADE: UM IMPASSE CONCEITUAL QUE DIFICULTA A RESPONSABILIZAÇÃO PELO DESASTRE
A temática “desastres” tem sido posta em evidência nos últimos anos devido a intensas ocorrências desastrosas que têm causado danos a sistemas socioambientais. Essa forte discussão traz à tona um outro debate, não menos importante, acerca da compreensão conceitual dos termos vulnerabilidade e suscetibilidade, conceitos esses que são fortemente apropriados por diferentes áreas do conhecimento. Diante de tal situação, este trabalho objetiva promover uma discussão teórica dos referidos conceitos, pela ótica de distintos autores. Na busca de atingir o objetivo proposto, nos debruçamos sobre diferentes textos que abordam a questão da vulnerabilidade e da suscetibilidade, a partir dos quais selecionamos um corpus para as análises que fazemos. Como resultados, observam-se certos equívocos conceituais tanto na compreensão de vulnerabilidade quando de suscetibilidade, às vezes tomando-se esses dois conceitos como sinônimos um do outro. Este trabalho, ao se amparar numa perspectiva ontológica, procura restituir a diferença entre eles e destacar a relevância que cada um traz para análises de riscos e desastres