Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Etnografando paisagens: entre serras e baixões no sudoeste do Piauí

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    Este escrito versa sobre as paisagens da região sudoeste do estado do Piauí; esta região de cerrado se caracteriza pelo avanço do agronegócio nas últimas décadas. A geografia do cerrado é composta pela geomorfologia característica dos planaltos (chapada), vales e baixões. Tendo a paisagem em seu processo histórico, ecológico e político chamamos atenção para a transformação constante da paisagem, pelas marcas deixadas pela ocupação e pela vivência nos baixões e pelas transformações que se dão por meio da artificialização da paisagem provocada pelas plantations nas áreas das serras. Empreendemos incursos etnográficos na região com intuito de descrever as paisagens da chapada e do baixão. Encaramos a locomoção, o caminhar e o mover–se como práticas etnográficas. Todas as descrições aqui apresentadas são consequência de incursões pelos caminhos e trilhas por entre municípios e comunidades da região. Um aspecto importante da composição paisagística da região sudoeste do estado diz respeito aos caminhos que permeiam toda região. Aprendemos e refletimos com os autores Tim Ingold (2010) e Anna Tsing (2015) que a paisagem é um processo, que conecta várias formas de vidas. Nesse sentido entendemos que a região apresenta um mosaico de paisagens que são ocupadas e vivenciadas de formas diferentes pelos povos e comunidades tradicionais e pelas grandes fazendas de monocultura. Dessa maneira intentamos descrever como essas paisagens são vivenciadas e quais as dinâmicas estão presentes nos processos vitais de cada paisagem. Podemos adiantar para efeito de resumo que as paisagens do baixão e da serra estão conectadas pelos fluxos de pessoas, animais, sentidos e significados que as percorrem

    A proposta didática de Aziz Nacib Ab’Sáber para formação de professores contida no "Projeto Brasileiro para o Ensino de Geografia" (1975)

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    Na década de 1920 no Brasil surgiu um debate sobre a educação e a inserção de um novo modelo de ensino denominado de Escola Nova. No que se refere ao ensino de Geografia tivemos as contribuições de Carlos Miguel Delgado de Carvalho, Antônio Firmino Proença, João Augusto de Toledo dentre outros professores que manifestaram suas perspectivas escolanovistas, por meio dos manuais de ensino. O movimento escolanovista trouxe repercussões na maneira de se pensar o ensino de Geografia nas escolas. Este pensamento influenciou uma geração de renomados professores que se formaram no curso de Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências (FFLC) da Universidade de São Paulo (USP), entre eles Aziz Nacib Ab’Sáber. Destacaremos assim, a contribuição de Aziz para o ensino de Geografia. O renomado professor conclui a licenciatura em Geografia em 1944, foi professor da então escola secundária, antes de se tornar docente da Pontifícia Universidade Católica (PUC SP) e professor titular de Geografia Física na (USP). Em 1975 Aziz produziu a coleção didática denominada Formas de Relevo, cuja análise propomos fazer. A pesquisa está em andamento desde 2017 a partir da participação como bolsista de treinamento técnico I, no projeto Orientações metodológicas destinadas aos professores de Geografia para o ensino secundário da escola paulista (1934 1960). Durante a pesquisa foi possível o contato com fontes documentais em formato de entrevistas concedida pelo ex alunos do curso de Geografia e História da USP, Aziz Ab’Sáber. Assim, tem se como objetivos compreender a proposta didática de Aziz Nacib Ab’Sáber, para o ensino de Geografia no então segundo grau, contida no “Projeto brasileiro para o ensino de Geografia (1975); analisar o conjunto dos textos didáticos Formas de relevo: texto básico, Guia do professor e trabalhos práticos; e identificar as orientações didáticas propostas pelo autor no que se refere a seleção dos conteúdos e metodologia de ensino de Geografia

    Pierre Monbeig, Aroldo de Azevedo e Maria Conceição Vicente de Carvalho propondo o currículo de Geografia da escola secundária (1935)

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    A temática deste artigo se aproxima do currículo para o ensino de Geografia da escola secundária dos anos de 1930. Destacamos a influência de Pierre Monbeig, Aroldo de Azevedo e Maria Conceição Vicente de Carvalho que elaboraram um projeto de programa para o ensino de Geografia à época. Trata-se de pesquisa documental e bibliográfica desenvolvida por meio de localização e análise de fontes documentais, dentre elas o texto "O ensino secundário da Geografia", publicado no ano de 1935, na revista Geografia. Destacamos o contexto em que a proposta foi produzida, assim como a contribuição dos autores para a organização do currículo de Geografia para escola secundária. O currículo de Geografia proposto considerava os pressupostos da Escola Nova, valorizando os aspectos psicológicos e metodológicos da aprendizagem. Este modelo de currículo, por sua vez, estava articulado com o modelo de formação docente em Geografia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) da Universidade de São Paulo (USP) e era discutido na Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB). A partir dos anos de 1930 o Brasil é submetido à uma lógica econômica específica, dando prioridade para uma implantação da lógica urbano-industrial. Após a revolução de 1930 ocorreram modificações em relação as necessidades educacionais. O governo de Getúlio Vargas criou o ministério da Educação e Saúde Pública, cujo primeiro ministro foi o Francisco Campos, que dentre suas medidas criou a FFCL, onde foram formados os professores do ensino secundário. A formação pedagógica se dava no Instituto de Educação da USP onde eram ministradas disciplinas como Didática Geral, Didática Especial, Psicologia Educacional, Administração Escolar, Fundamentos Biológicos da Educação e Fundamentos Sociológicos da Educação. Portanto, o aluno tinha uma formação científica na área de atuação para depois obter uma formação pedagógica. A formação do professor secundário a cargo do Instituto de Educação deveria realizar-se no esquema conhecido como três mais um. Este curso inaugurou uma tradição na formação de professores de Geografia que por sua vez trouxeram mudanças no currículo de Geografia para a escola brasileira. Dentre as orientações estavam os incentivos de leituras de cartas topográficas, excursões geográficas, inclusão de aspectos sociais e econômicos nas temáticas geográficas, a partir de uma exposição didática

    A construção do conceito de Antropoceno no Ensino Médio: abordagem interdisciplinar entre Geografia e Biologia

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    Trata-se de um relato de prática pedagógica interdisciplinar entre a Geografia e Biologia, realizado durante o primeiro semestre de 2018 na Escola Estadual Vitor Meireles, pertencente ao Programa de Ensino Integral (PEI), no município de Campinas -SP. Os resultados obtidos a partir da organização da disciplina eletiva evidenciaram como as questões relacionadas ao meio ambiente, podem tornar-se atrativas para os estudantes do Ensino Médio, quando a abertura para a temática ambiental é a partir de assuntos presentes no cotidiano deles. Nesse sentido, o ritmo musical Reggae, foi uma das abordagens utilizadas como ferramenta de sensibilização e envolvimento dos estudantes no processo de ensino- aprendizagem ligando conceitos como: evolução geológica e da vida no planeta Terra, o conceito de Antropoceno, muito utilizado atualmente e pouco presente no currículo das escolas, impactos ambientais nas esferas terrestre, além da apresentação de medidas mitigadoras de preservação dos impactos verificados no Brasil e Mundo. A iniciativa de sistematização deste relato de experiência didático/pedagógica ocorreu devido ao caráter peculiar que a musicalidade conseguiu no envolvimento dos jovens nas questões ambientais e mereceu um registro detalhado, na maneira como os resultados obtidos se mostraram bem próximos daqueles propostos na ementa criada nos primeiros dias de aula e desenvolvidas pelos estudantes da unidade escolar

    Uma experiência com o PIBID de Geografia: terceirização trabalhista, e agora José?

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    A atividade foi realizada no ano de 2017 com estudantes do 9º ano de uma escola da rede pública, integrante ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) na cidade de Votorantim - SP. A intervenção proposta teve como objetivo o debate a respeito do projeto de lei que visava a Terceirização Trabalhista, PL 4.302/1998, entrando em vigor em 11 de novembro de 2017. A intervenção ocorreu de forma dinâmica, na qual as/os estudantes participaram com autonomia na construção do conhecimento, consequentemente, formularam suas respectivas opiniões sobre o tema. Ressalta-se que esse processo de formação de opinião ocorreu sem a imposição de opiniões da estudante que conduziu a intervenção, por isso a atividade foi significativa e pertinente, de modo que as/os estudantes puderam sentir-se parte do processo de ensino e aprendizagem. Em vista disso compreenderam que esse projeto, que atualmente está em vigor favorece apenas os detentores do capital

    Formação por projetos em nível superior: experiência pedagógica da disciplina de análise da informação socioespacial

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    A formação por projetos concorre com a construção de estratégias de ensino em que os elementos teóricos e práticos de pesquisa ganham uma dimensão de concretude e ampliam a capacidade cognitiva dos discentes sobre a realidade. No campo pedagógico a “atividade” enquanto dimensão teórica e prática de apreensão da realidade integram “ações” que se interpõem e interagem de forma objetiva sobre o real. Neste sentido, a experiência pedagógica do Estágio de Docência na disciplina de Análise da Informação Socioespacial3, de caráter teórico-metodológico do Curso de Graduação em Geografia, foi desenvolvida a partir da construção de um projeto de investigação científica que fundamentasse a construção conceitual, o tratamento de dados, a espacialização e principalmente a análise de categorias que reuniram capacidade explicativa sobre a pergunta central de pesquisa

    “Por que eu tenho que trabalhar lateralidade?”: reflexões sobre a Cartografia Escolar brasileira

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    Este trabalho é resultado de meu doutorado2, que teve por objetivo central compreender a mobilização e a construção de saberes cartográficos e pedagógicos, tomando como pano de fundo o curso de formação ‘Confecção de Jogos Geográficos nos Anos Iniciais’ realizado com professoras-pedagogas da rede municipal de Campinas. A metodologia consistiu na formação de um grupo focal como dinâmica potencial na interação entre todas as participantes. Também utilizei de questionários e memoriais para a construção dos dados. Neste ‘caso em estudo’ a noção de experiência foi tratada na interface com os apontamentos de Larrosa e Benjamim, evidenciando a alteridade na perspectiva bakhtiniana. Assim, não se trata tanto de pensar e investigar os cursos de formação a partir das professoras-participantes, mas também da minha própria vivência como professora-formadora-pesquisadora e do meu encontro com elas. Neste processo os saberes cartográficos foram analisados pela perspectiva da Teoria do Discurso, entendendo o currículo não apenas como um conteúdo a ser ministrado, mas como uma seleção e validação de conhecimentos socialmente construídos a partir de disputas de comunidades acadêmicas disciplinares. Desses movimentos surgiram algumas questões: Primeiro, como essa experiência se efetivou e (trans)formou o grupo? Depois, como se estabeleceram conexões entre os saberes pedagógicos e cartográficos no processo de formação? E ainda, como as trocas de experiências transformaram a minha relação com a Cartografia e com o conhecimento? Para esse texto em especifico, centro as discussões na última questão posta, apontando como as experiências com as professoras me fizeram (re)ressignificar a linguagem cartográfica. A resposta para a pergunta-título “Porque eu tenho que ensinar lateralidade? provém do resultado desta pesquisa-formação, em que passei a defender uma Cartografia [escolar] porosa, que permita a infiltração tanto de uma representação euclidiana, como também infiltre a sensibilidade e a subjetividade

    Histórias em quadrinhos no Ensino de Geografia: possibilidades e propostas

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    O trabalho busca utilizar novas possibilidades de recursos e meios pedagógicos para o ensino de geografia, muito se tem questionado a eficácia e a relevância da Geografia no cotidiano dos alunos e na formação cidadã dos mesmo, e também a profundidade do desinteresse dos estudantes para com a Geografia, devido aos diversos desafios que se apresentam para os professores, como a falta de tempo para um planejamento mais apurado e detalhado, o excesso de alunos em uma turma e as diferentes escolas que um mesmo professor atua. Assim se reconhece as dificuldades e empecilhos dos professores no uso de linguagem alternativas em sala, com isso buscou-se de alguma maneira contribuir tanto no âmbito reflexivo quanto no aspecto de ação do processo de ensino e aprendizagem. Com isso, o objetivo desta pesquisa é o de apresentar a inserção das histórias em quadrinhos (HQs) como uma possibilidade pedagógica no ensino de Geografia

    Imagens como instrumentos para o ensino em Geografia: um foco para a educação ambiental

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    O presente artigo procura mostrar as contribuições da utilização de imagens como recursos metodológicos e educativos no ensino de Geografia para alunos do ensino básico, com enfoque para a temática da Educação Ambiental. Para tanto, parte-se de revisão bibliográfica acerca da importância do uso de imagens no ensino de Geografia, assim como levantamento bibliográfico sobre a importância da Educação Ambiental nas escolas de ensino básico. Esta pesquisa foi realizada com o intuito de melhor compreender e relacionar estes assuntos entre si, evidenciando as vantagens dessa parceria teórico-metodológica para a formação de sujeitos sensíveis, críticos e atuantes na área ambiental

    Práticas pedagógicas com trabalhos de campo em Geografia Escolar: experiências o PIBID - UFJF

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    Esse trabalho foi realizado em escolas públicas em Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais. Apresenta reflexões sobre a possibilidade do desenvolvimento de trabalhos de campo em aulas de Geografia, no Ensino Médio. Tem como princípio considerar os territórios e sua potencialidade educativa.. Utilizando conhecimentos cotidianos dos estudantes, essa prática possibilita a construção dialética dos saberes geográficos escolares. O crescimento e a dinâmica da cidade viabilizam a abordagem de conceitos elementares no ensino de Geografia: paisagem, lugar e espaço geográfico podem ser abordados de forma integrada. Tal prática pedagógica ainda contribui na formação de futuros professores além de resgatar de certa forma a escola como formadora de cidadãos conscientes e críticos no seu papel de sujeitos que produzem e são produzidos pela cidade

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