Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    O NOVO ENSINO MÉDIO EM PRIMEIRA PESSOA: considerações acerca do cotidiano escolar de/por jovens campineiros

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    O principal objetivo do projeto é investigar sobre as percepções de nós estudantes-pesquisadores sobre o Novo Ensino Médio e suas questões que nos incomodam, e em especial, que percebemos a partir das nossas vivências na escola e contato com colegas e professores. Para alcançar esse objetivo, utilizamos a pergunta: “Como o novo ensino médio tensiona o cotidiano escolar de jovens campineiros e a construção dos seus projetos de vida?”. A presente pesquisa utilizará a metodologia do Problem-Based Learning (PBL), também conhecido como Aprendizado Baseado em Problemas, cujo objetivo é construir o aprendizado a partir de problemáticas que acontecem na vida dos interlocutores, promovendo um senso crítico sobre a situação problema. Por consequência disso, o Novo Ensino Médio carrega consigo muitas expectativas, mas que também traz contrariedades aos jovens nas escolas públicas e estaduais do município de Campinas. Portanto, pensar no espaço em que ocupamos como estudantes, com o auxílio de criação de narrativas e análises de textos que envolvam esta reforma, que está precarizando e provocando a desigualdade educacional em relações as escolas públicas e estaduais no município de Campinas, poderá auxiliar na resolução e na compreensão desta questão-problema

    AS LINGUAGENS GEOGRÁFICAS DOS DOCENTES CURSISTAS DO PROFGEO – UFGD: contribuições e desafios da formação continuada

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    A presente pesquisa acadêmica busca descrever e discutir como os professores cursistas do Programa de Pós-Graduação (Mestrado Profissional) em Ensino de Geografia (PROFGEO), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), mobilizam as linguagens geográficas em suas práticas docentes, relacionando os resultados com o processo formativo ocorrido ao longo do curso. Utilizou-se como metodologia principal a pesquisa participativa, que envolveu registros de debates, apresentações em sala de aula e questões específicas aplicadas junto aos nove (9) cursistas da turma do ano de 2025, realizados durante as aulas da disciplina de Linguagens e Educação Geográfica. A fundamentação teórica partiu da discussão sobre a perspectiva criativa e criadora no uso de diferentes linguagens no ensino de geografia, em diálogo com os princípios norteadores da educação geográfica, além dos referenciais específicos implicados em cada uma das linguagens. Das linguagens trabalhadas (Cartográfica, Musical, Pictórica: Imagética/fotográfica e o Cinema/Audiovisual), foram apontados diferentes usos, abordagens, limites e desafios por parte dos docentes cursistas do PROFGEO. Conclui-se, com base nas reflexões dos cursistas, que há uma significativa permeabilidade entre as funções criativas e criadoras das linguagens, onde a perspectiva criadora esbarra no pouco tempo disponível para o planejamento, estudo e desenvolvimento de práticas implicadas na linguagem como expressão, além de entraves de ordem infraestrutural e técnica dentro do ambiente escolar. Por outro lado, há um entendimento de que estas linguagens carregam uma potência educativa que permite ir além do seu uso como recurso didático. Os conhecimentos e saberes compartilhados ao longo do percurso formativo indicam evidentes contribuições da formação continuada stricto sensu, oferecida pelo PROFGEO, proporcionando um maior aprofundamento teórico e ampliação dos caminhos metodológicos frente aos desafios contemporâneos do ensino de geografia

    VER E PENSAR O TERRITÓRIO A PARTIR DA VIVÊNCIA DOS ESTUDANTES

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    O presente artigo foi escrito a partir da dissertação de mestrado submetida ao Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo intitulada “Território e territorialidade do/no CEU Guarapiranga” que teve como objetivo geral analisar a importância do Centro Educacional Unificado Guarapiranga enquanto política integradora da educação com o território, compreendendo qual a contribuição desse equipamento na conexão entre escola e comunidade. Para isso uma das etapas da pesquisa consistiu em uma atividade de mapeamento colaborativo seguida de uma atividade de reflexão sobre o conceito de território realizadas com 22 estudantes do 9º ano da EMEF Mario Fittipaldi, localizada dentro do CEU Guarapiranga, para verificar quais relações os adolescentes estabelecem com o território do entorno do CEU. Assim, apresentamos aqui um recorte para analisar como os estudantes definiram o conceito de território a partir da atividade realizada, bem como para analisar a importância da vivência (Vigotski, 2018) e da mediação (Feuerstein, 2014) para a construção de um ensino de geografia que busque desenvolver nas crianças e adolescentes um modo de ver  pensar o mundo (Moreira, 2017).

    FORMAS GLOBAIS GERAM TENDÊNCIAS HEGEMÔNICAS NA ESCOLA: a plataformização da educação pública em São Paulo

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    Temos por objetivo tensionar o debate em torno das transformações recentes nas políticas educacionais brasileiras com destaque a plataformização da educação pública. Investiga-se neste prisma as articulações da lógica do New Public Management e do accountability para o trabalho docente, problematizando como essas formas globais, estruturadas por regimes de responsabilização e gestão gerencialista, reconfiguram e produzem contradições entre autonomia docente e educação via plataformização nas escolas pública de São Paulo. Com base nisso, nossa investigação parte do seguinte tensionamento: Em que medida as políticas educacionais globais, inseridas no campo da discursividade, vem disputando o sentido de educação pública em São Paulo

    ANÁLISE DE SITES DE GEOCIÊNCIAS: difusão de animações e materiais didáticos na internet

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    Este projeto atualiza resultados de pesquisas anteriores sobre qualidade de websites nacionais e internacionais em Geociências. O método utilizado consiste na recuperação dos websites de interesse, aos quais se aplicam diversos critérios de avaliação: clareza das informações; navegabilidade; adequação pedagógica e atualização periódica de dados e materiais oferecidos. Utilizaram-se bancos de dados, planilhas e produtos gerados em estudos prévios similares, que abrangeram portais e páginas da Web em Geociências. A pesquisa está em andamento; os resultados parciais indicam a existência de websites de alta qualidade nos campos da Geologia, Geomorfologia, Tectônica e outras áreas correlatas, mas ainda é limitada a diversidade de públicos atendidos. A produção de material didático nos países da América Latina permanece incipiente; poucos portais são direcionados especificamente à difusão das Ciências da Terra na Educação Básica. Identificaram-se boas iniciativas de universidades públicas do Chile e da Argentina que, embora relevantes em termos de conteúdo, apresentam fragilidades no design, na acessibilidade, na navegabilidade e na atualização dos materiais. A barreira linguística é outro aspecto crítico. Os websites mais bem avaliados estão disponíveis predominantemente em língua inglesa; concentram-se em instituições de países do hemisfério norte, como a NASA e a Agência Espacial Europeia. Esse cenário reforça as desigualdades no acesso, especialmente para contextos educacionais da América Latina, onde o inglês não é amplamente dominado pelos estudantes da educação básica. O novo levantamento permitiu reavaliar websites nacionais elaborados por instituições, universidades e órgãos de referência, como o Serviço Geológico do Brasil e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, bem como os institutos dedicados ao ensino e pesquisa em Geociências das três universidades estaduais públicas paulistas. Também foram analisados museus com exposições virtuais e páginas de Geoparques nacionais. São portais que apresentam boa aparência visual, navegabilidade satisfatória, boa qualidade de informações e grande potencial de aplicação didática. Entretanto, observa-se que, diferentemente de iniciativas internacionais como o portal Teach the Earth, tais websites ainda não oferecem propostas estruturadas de atividades pedagógicas ou planos de aula, o que limita sua utilização direta no contexto escolar. Os resultados finais da pesquisa subsidiarão as ações do Projeto Geo-Escola, cujo propósito é sistematizar dados e oferecer uma curadoria qualificada de websites em Geociências (https://geo-escola.pro.br/). Dessa forma, busca-se ampliar o acesso a materiais de qualidade, promovendo uma educação mais inclusiva, crítica e alinhada aos desafios contemporâneos do ensino de Geociências

    PRÁTICAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA EM TEMPOS DIGITAIS

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    O avanço das tecnologias digitais tem ampliado as possibilidades metodológicas no contexto educacional, exigindo dos professores a adoção de práticas que dialoguem com a realidade dos alunos. No ensino de Geografia, as geotecnologias se apresentam como ferramentas estratégicas para aproximar os conteúdos teóricos do cotidiano dos estudantes, promovendo uma aprendizagem mais significativa e crítica. Este trabalho tem como objetivo relatar uma experiência pedagógica realizada em uma escola pública de Uberaba (MG), por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), utilizando as plataformas Google Maps e Street View como recursos didáticos para o ensino dos conceitos geográficos.  A atividade foi desenvolvida com alunos do ensino médio, tendo como foco o protagonismo discente, a valorização do espaço vivido e o estímulo à leitura crítica do território. A proposta foi dividida em etapas que incluíram aulas expositivas, montagem de um quebra-cabeça da cidade de Uberaba, exploração virtual do espaço urbano e elaboração de uma produção final integrando teoria e prática. Durante a navegação pelo Street View, os alunos foram incentivados a observar transformações espaciais ao longo do tempo, a partir de imagens dos últimos 10 anos disponibilizadas pelo software. Com isso, a atividade contribuiu para ampliar o repertório conceitual dos alunos e consolidar aprendizagens significativas sobre o espaço geográfico

    A CONSTRUÇÃO DE UM RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO PARA ALUNOS DO 6°ANO DO FUNDAMENTAL: uma prática educativa acerca do ciclo da água

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    Este relato de experiência discute a construção do raciocínio geográfico em alunos do 6º ano do Ensino Fundamental a partir de uma proposta didática centrada no ciclo da água. A atividade foi desenvolvida durante estágio supervisionado e buscou integrar dimensões físicas e humanas do conteúdo, promovendo uma compreensão crítica e contextualizada do espaço. Considerando os desafios da transição entre os anos iniciais e finais do ensino fundamental, o relato destaca a importância de abordagens pedagógicas que superem a fragmentação disciplinar e estimulem a autonomia dos estudantes. Os resultados indicam que práticas interdisciplinares e baseadas em problematizações contribuem para o desenvolvimento de competências analíticas e para a formação de sujeitos mais conscientes diante das questões socioambientais

    DESAFIOS PARA O ENSINO DE GEOPOLÍTICA: estratégias metodológicas para trabalhar com educandos analfabetos funcionais.

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    O ensino de Geopolítica na educação básica apresenta desafios significativos, especialmente quando se trata de turmas compostas por educandos em situação de analfabetismo funcional. Embora esses estudantes estejam alfabetizados e avancem nas etapas escolares, muitos enfrentam limitações graves na leitura, interpretação e escrita, o que compromete a construção de uma aprendizagem significativa. Essa condição interfere diretamente na compreensão dos conteúdos geopolíticos, que exigem articulação entre conceitos complexos, como processos históricos, relações de poder, dinâmicas econômicas e culturais que moldam a ordem mundial. Nesse contexto, este artigo teve como objetivo compreender desafios enfrentados pelos docentes no ensino de Geopolítica para educandos em situação de analfabetismo funcional. Para isso, foram definidos três objetivos específicos: (1) compreender as dificuldades no aprendizado de Geopolítica entre educandos com baixo domínio da linguagem escrita; (2) identificar metodologias de aprendizagem que favoreçam a participação ativa dos estudantes; e (3) realizar revisão de literatura com as palavras-chave: analfabetismo funcional, Geopolítica e educação básica, em busca de intersecções e lacunas. A metodologia adotada foi a revisão bibliográfica, com levantamento de artigos publicados nos últimos cinco anos nas bases Google Acadêmico e Scielo. A análise das produções acadêmicas revelou que, embora existam estudos que discutem o ensino de Geografia e metodologias inclusivas, há uma lacuna importante na articulação direta entre o ensino de Geopolítica e as demandas específicas dos educandos em situação de analfabetismo funcional. Essa ausência reforça a necessidade de ampliar o debate sobre práticas pedagógicas que considerem as limitações cognitivas e sociais desses estudantes, propondo estratégias que tornem o conhecimento geográfico mais acessível e significativo. Os resultados da revisão indicam que enfrentar o analfabetismo funcional exige a revisão das práticas docentes, a valorização de metodologias ativas e o uso de múltiplas linguagens que favoreçam a aprendizagem coletiva. A construção de sequências didáticas que dialoguem com os saberes dos educandos e com o contexto local é essencial para estimular o pensamento crítico e a leitura de mundo. Além disso, destaca-se o papel ético do professor em reconhecer os saberes prévios dos estudantes e promover uma educação que respeite suas trajetórias e potencialidades. Por fim, este estudo reafirma que o ensino de Geopolítica, embora complexo, pode ser transformador quando sustentado por estratégias pedagógicas sensíveis às realidades dos educandos. A escola, como espaço de poder, deve mobilizar esforços para garantir que todos os estudantes desenvolvam as habilidades essenciais previstas no currículo, por meio de práticas que promovam autonomia, criticidade e emancipação intelectual

    AS TEMÁTICAS AMBIENTAIS NO DOCUMENTO CURRICULAR PARA O ENSINO MÉDIO EM GOIÁS: uma análise preliminar

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    Este artigo apresenta resultados parciais de uma investigação denominada “Desafios para a formação e a atuação de professores de Geografia do Ensino Médio em Goiás: por um conhecimento significativo aos jovens no atual contexto educacional” realizada por professores e estudantes de graduação e pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás, professores da Universidade Estadual de Goiás, da Universidade Federal de Catalão e da Rede Estadual de Educação de Goiás. A investigação aponta indicativos que estão numa perspectiva oposta ao projeto de formulação e implementação da Reforma do Ensino Médio e do significado da Geografia que tem se apresentado neste nível do ensino, por considerar que o conjunto desta política se insere num projeto neoliberal de educação que, a partir da reforma curricular, estabelece mudanças significativas nos sistemas de ensino e nela a Geografia que tem se apresentado. O objetivo é compreender a Geografia no contexto da reforma do Ensino Médio e das orientações curriculares efetivadas na rede pública estadual de Goiás e os desafios para a formação inicial nos cursos de licenciatura. A metodologia da pesquisa é de natureza qualitativa, com interfaces na pesquisa crítica colaborativa, com as etapas: bibliográfica, documental e em grupos de discussão com professores da rede e licenciandos em Geografia da UFG, da UEG e da UFCat. A análise do documento curricular para o Ensino Médio em Goiás revelou a presença de habilidades e objetivos de aprendizagem caracterizados como sendo do âmbito da Geografia, a qual é ministrada de forma individualizada a partir de três grupos de temáticas principais: a) globalização e dinâmicas territoriais e populacional, b) natureza e questões ambientais e c) cidade, urbano e cidadania, sendo o segundo grupo explorado neste trabalho

    Ensino de Mudanças Climáticas: a Geografia e a Interdisciplinaridade nos Cursinhos Pré-Vestibular Populares

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    As mudanças climáticas são um dos principais desafios contemporâneos, envolvendo fatores sociais, ambientais, culturais e econômicos. Na educação, especialmente a educação ambiental e para a sustentabilidade, o tema promove reflexão crítica sobre suas causas e consequências. Esta pesquisa analisa os sentidos discursivos atribuídos às mudanças climáticas nos currículos e práticas de cursos pré-vestibulares populares, com foco no Cursinho Pré-Vestibular TRIU, em Campinas (SP). Por meio de levantamento de um estado do conhecimento do tema, análise de palavras-chave em questões do Enem e Unicamp (2014–2024) e grupos focais com estudantes, investigou-se como esses discursos são incorporados e ressignificados nas aulas de Geografia, destacando abordagens interdisciplinares. Os resultados indicam que, embora as avaliações valorizem a interdisciplinaridade, predominam abordagens em macroescala sobre as Mudanças Climáticas. No Cursinho TRIU, a interdisciplinaridade emerge como princípio estruturante, integrando conteúdos e práticas de forma contextualizada, com estudantes conectando conhecimentos escolares e experiências territoriais, articulando Geografia com Biologia, Física e Química. Assim, a Geografia se destaca como disciplina central para mediar a compreensão das mudanças climáticas

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