Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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DO ASFALTO À ESTRADA DE BARRO: VIVÊNCIAS NA TABANCA DE SABOR BALANTA EM GUINÉ-BISSAU
É fundante para o nosso modo de ser a vivência no lugar, pois o mesmo longe de qualquer perspectiva que possa apresentar é dotado de dinamismo e movimento. Sendo assim o presente artigo, busca abordar o cotidiano de uma tabanca guineense, onde a experiência religiosa é capaz de conduzir a maneira como a lugaridade se vela e desvela. Com isso, através observação participante, buscamos acompanhar e vivenciar o dia a dia na tabanca de Sabor Balanta, localizada ao norte da capital Bissau, onde destaca-se a importância da oralidade para o “acontecer” da pesquisa, pois a maior parcela da população que habita na tabanca, não sabe ler e escrever
TERRITORIALIDADES FESTIVAS LGBTQIAP+: UMA CRÍTICA AO DUALISMO ESTRUTURAL DA SEXUALIDADE A PARTIR DOS MODOS DE SER-EM-SITUAÇÃO
O fenômeno da sexualidade, por um bom tempo, fora pensado em dualismos estruturais, principalmente nas relações afetivas, com isso, o dualismo estrutural da sexualidade remete aos lugares comuns da sociedade. A teoria da estruturação de Anthony Giddens nos aponta caminhos para romper com esse dualismo, apostando da dualidade existente entre agência e estrutura. O argumento da territorialidade festiva, mantém-se justamente na senda da possibilidade de rasurar o dualismo da sexualidade. Desse modo, partimos de experiências vividas a partir de festas LGBTQIAP+ para deslindar a situacionalidade das questões em voga da sexualidade e de gênero. Para tanto, nos apropriamos do método ontofenomenológico sartreano para fundamentar o campo de embate. O texto aponta para possíveis “oásis” em uma cidade interiona paulist
Expediente
Expediente dos Anais do 3º Encontro Regional de Ensino de Geografia, contendo Capa, Folha de Rosto, Ficha Catalográfica, Expediente, Comissão Organizadora, Comissão Científica, Programação e Sumári
Fotografia e trabalho de campo no conhecimento no meio geográfico
Oficina Pedagógica que objetiva discutir o papel da prática e da linguagem fotográfica para a observação e reconhecimento dos fenômenos geográficos; Reconhecer a linguagem fotográfica nas suas mais diferentes implicações de representação da realidade, a partir do olhar do autor; Apresentar aspectos metodológicos que levantem a importância da fotografia e do trabalho de campo para a prática docente em Geografia
O estágio como ferramenta para a formação profissional de acadêmicos no curso de Geografia
O estudo em questão tem o objetivo de descrever o estágio supervisionado como um instrumento de grande importância para a formação profissional dos acadêmicos do curso de Geografia. Trata-se de um conjunto de informações desenvolvidas a partir de experiências adquiridas no campo de estágio supervisionado em duas escolas do município de Santarém-Pará, uma de ensino fundamental e outra de ensino médio, no período de 29 de outubro a 20 de novembro do ano de 2015, no qual foram desenvolvidas as atividades metodológicas nas aulas de Geografia, levando em consideração as preocupações e as necessidades da sociedade humana desde os primórdios tempos em se localizar. Durante o estágio, observou-se que o processo de ensino-aprendizagem é parte fundamental da metodologia pedagógica utilizada por professores no ensino da Geografia, e que o mesmo se constitui em um instrumento de integração: em termos de treinamento prático, aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e relacionamento humano. Apresentando-se como um passo decisivo no processo de formação profissional, contribuindo para que haja um pleno desenvolvimento do estagiário, garantindo assim uma formação pautada em bases teóricas reafirmadas em bases práticas
(Des) estruturação dos conteúdos de Geografia nos livros didáticos do Ensino Médio e suas repercussões para a formação docente e discente
A sociedade contemporânea é caracterizada por constantes mudanças e pela circulação de informações a uma velocidade que ultrapassa nossa lógica, sendo o espaço geográfico constantemente transformado. Neste contexto, o professor de geografia, deve estar preparado para atender a demanda de diferentes realidades, e a escola precisa ter um currículo que contemple o diálogo entre os conteúdos geográficos, a realidade do aluno e dos demais sujeitos envolvidos na escola, assim como as propostas das Diretrizes Curriculares da Educação Básica, no nosso caso a Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias AVALIE-BA 2012/ENSINO MÉDIO, a qual apresenta Descritores que o aluno do ensino médio deve dominar ao longo das três séries de ensino. No entanto, muitos professores fazem do livro didático o único instrumento curricular, confundindo a função deste recurso didático. Este problema nos leva a uma inquietação: como são selecionados e organizados os conteúdos a serem trabalhados em cada série nesses materiais? Quais as repercussões da estruturação desses conteúdos na formação discente? Estes livros contemplam a proposta do currículo escolar? Partindo deste ponto o presente artigo elucida um estudo acerca da (Des) estruturação dos conteúdos de geografia nos livros didáticos, com foco no 2° ano do ensino médio e sua relação com a proposta curricular para esta série de ensino. A pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa, realizada através da análise de livros didáticos e da revisão de literatura sobre formação do docente de geografia, currículo de geografia e livro didático. A pesquisa surgiu a partir das experiências do Estágio Supervisionado em Geografia pela Universidade do Estado da Bahia, Campus IV, no qual a regência ocorreu numa turma de 2º ano do ensino médio, na primeira unidade de ensino do ano de 2016
Reflexão a partir das narrativas de estágio na perspectiva de atuação do futuro docente
É tempo de remexer-se por dentro, virar-se ao avesso e reconstruir. O atual modelo de ensino é formado por uma série de transformações decorrentes de um processo global de mudanças de fluxos. Isso influi na maneira como os indivíduos se apropriam do espaço e das relações, e na forma como as territorialidades e memórias são construídas no decorrer dos anos escolares. A escola como espaço de desenvolvimento e aprendizagem envolve todas as experiências contempladas no processo de apropriação escolar, considerando tudo como significativo. A instituição de ensino é o meio fomentador de convivência e coletividade que infere um caráter atuante nos estudantes. Nesse sentido, busca-se compreender o cotidiano escolar a partir de uma perspectiva individual em que prevalece a memória de questões particulares que fazem parte do ambiente da escola já vivenciado anteriormente. Dessa forma, as narrativas constituem um instrumento na compreensão das perspectivas que são construídas por futuros docentes a partir das experiências escolares, uma vez que perfazem a linha tênue entre aluno – professor. A dinâmica na qual as descrições se inserem faz parte da memória que será retomada a partir da conclusão do ciclo estudantil e influenciará em lembranças futuras
Decodificação dos discursos geopolíticos da mídia na Educação Básica
Este trabalho apresenta os resultados parciais de uma reflexão teórica e pesquisa de campo sobre a influência dos discursos geopolíticos da mídia no processo de ensino-aprendizagem em Geografia nos anos finais da Educação Básica. Nosso estudo apresenta algumas colocações sobre as relações mídia/público contempla as discussões sobre a importância da mídia na atual conjuntura geopolítica global e culmina na observação do cotidiano escolar. Embora se trate de uma pesquisa ainda em andamento, é possível constatar que, de maneira geral, apesar de não possuir o mesmo poder de convencimento registrado em outras épocas, o discurso midiático, no tocante às questões geopolíticas, ainda é o principal fator que condiciona tanto a formação de opinião do professor quanto à construção do conhecimento por parte dos alunos. Não obstante, grande parte dos docentes ainda concebe o material midiático apenas como mais um recurso didático e não como objeto de estudo a ser sistematizado em sala de aula
Etnografia e loucura: implicações epistemológicas do fazer etnográfico no campo da saúde mental a partir do Hotel da Loucura/RJ
A partir de algumas questões e problemas originados em meu trabalho de campo com o coletivo do Hotel da Loucura, pretendo ecoar aqui alguns debates epistemológicos atuais e históricos da Antropologia em torno do caráter, natureza, limites e horizontes da etnografia. A questão central levantada aqui é aquela que se pergunta pela possibilidade ou não de grafar, narrar ou interpretar, de alguma forma, a experiência da loucura ao articular duas ciências que se encontram no campo: a Antropologia e a Psiquiatria Transcultural praticada nos Teatros Rituais do Hotel da Loucura. Ao narrar sobre as negociações, impasses e alianças entres essas duas ciências, abre-se a possibilidade de coproduzir uma outra ciência que habita/inventa/cria outros mundos, realidades ou perspectivas (Roy Wagner). O “método da loucura”, em prática no Teatro Ritual, ao encontrar a etnografia, a interpela, questionando sua plausibilidade, seus limites e potencialidades. Uma Antropologia reversa (Roy Wagner) torna-se possível a partir daí, quando o coletivo do Hotel da Loucura se sente implicado em um fazer antropológico que rompe com os limites daquilo que chamamos disciplinarmente de “trabalho de campo”. No lugar de tomar os conteúdos gerados e acionados pelos participantes desse coletivo de pacientes, internos, cientistas e artistas, como metáforas ou mensagens codificadas de sujeitos conectados conosco por algum chão comum universal, proponho submeter a exame a prática de pesquisa etnográfica concomitantemente com sua prática (Paul Feyerabend), montando-a e desmontando-a. Mais detidamente, viso aqui questionar sobre o que fazer com a incomensurabilidade de mundos existente entre a Antropologia e essas outras realidades, ontologias e epistemologias que habitam o território vasto da loucura, principalmente quando falar em “etnografia” pressupõem um texto plausível, com estatuto de verdade e escrito por alguém treinado a centrar-se e descentrar-se no giro eterno em torno de sua prática narcísica. Portanto, pergunto sobre esse “basta a etnografia” (Tim Ingold), que ressoa ainda na disciplina, e sobre a possibilidade de fazer Antropologia a partir da proposta de promover uma saúde mental coletiva entres todos os seres, defendida e aplicada pelo coletivo do Hotel da Loucura