Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Currículo mínimo do Estado do Rio de Janeiro: reprodução, questionamentos e geografia
O presente trabalho trata da política educacional ligada à implementação do Currículo Mínimo no Estado do Rio de Janeiro, aborda questões sobre sua estrutura, avanços e limitações. Apresenta uma breve análise do Currículo Mínimo de Geografia, buscando um diálogo entre o documento currículo, e a realidade da disciplina na escola
Como trabalhar o cinema nas aulas de Geografia? Apontamentos para uma prática em aberto
Como participantes do Grupo de Pesquisa Linguagens Geográficas (GPLG), desenvolvemos uma análise para sobrepor a formação do professor e seu papel em sala de aula, a partir das linguagens imagéticas do cinema, para que o uso de filmes acrescentasse de uma forma artística e filosófica o campo do conhecimento por parte dos alunos que através do projeto de extensão financiado pela Proex/UNESP, possibilita o trabalho na escola EM Vilma Gianotti Martinez. Tendo como base a Lei nº 13.006, que o Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC), aprovou em 26 de junho de 2014, que estabelece obrigatoriedade da exibição de filmes de produção brasileira nas escolas públicas e particulares, de todo o território nacional. Como decorrência, pontuamos nosso entendimento sobre a questão da linguagem cinematográfica, estabelecendo nosso referencial para contribuir com o planejamento de atividades interdisciplinares para a melhor qualificação do professor
Ensino de Geografia e cartografia tátil: relato de uma experiência no Ensino Médio
Na atualidade, um dos maiores desafios do Ensino Básico é acolher a pluralidade das vivências pessoais e, a partir da diversidade de trajetórias particulares dos sujeitos, propiciar um processo de ensino-aprendizagem que busque a emancipação e a produção de uma consciência crítica e cidadã, para além de um ensino tecnicista e instrumentalizador. De tal forma, o ensino de Geografia precisa constantemente (re)buscar conteúdos e metodologias de ensino que auxiliem os discentes a pensar o seu espaço e as teias de relações socioespaciais na qual estão inseridos. Nesse breve relato de práticas pedagógicas apresenta-se uma gama de desafios presentes na realidade escolar, segundo as observações realizadas durante os estágios curriculares, em especial, a realidade do ensino de Geografia conduzido por um professor com limitações da capacidade visual. Esse foi o fato motivador para a escolha e o desenvolvimento da produção de mapas táteis em uma turma de terceiro ano do ensino médio. Para a organização sequencial dos conceitos, categorias, conteúdos, atividades e avaliações das aulas utilizou-se a metodologia do “Caminho Pedagógico”, uma abordagem sistemática adotada nos estágios supervisionados dos acadêmicos do curso de Geografia – Licenciatura da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapecó
Histórias e trajetórias espaciais em sala de aula: migração e ressignificação do espaço geográfico
O trabalho apresenta um relato e reflexão sobre uma experiência didática desenvolvida na disciplina de Geografia, com a colaboração da professora de Língua Portuguesa, com os alunos do sétimo ano do ensino fundamental de uma escola municipal de Campinas/SP. A prática pedagógica envolve o tema migração e teve três objetivos principais: discutir o processo migratório como um fenômeno que perpassa momentos mais específicos da nossa história, porém, ainda contemporâneos; compreender o espaço geográfico como o acúmulo de trajetórias espaço-temporais que se encontram; e desvendar algumas dessas trajetórias, aproximando os alunos de suas próprias experiências e de seus familiares. Para o desenvolvimento da proposta, foram utilizadas aulas expositivas, visita ao Museu da Imigração e entrevista com os familiares. A atividade possibilitou aos alunos conhecerem um pouco mais sobre sua história, de onde vieram e porque vieram, algo que muitos até então desconheciam, além de compreenderem a migração como um processo contemporâneo, mais perto deles do que imaginavam
A formação de professores e o pensamento da Geografia Escolar em Manaus: um passeio pelas décadas de 70 e 80
Esse texto contém os resultados de uma pesquisa de iniciação científica que reconstituiu, histórica e geograficamente, o ensino de geografia em Manaus das décadas de 1970 a 1980, períodos que antecederam a institucionalização do curso de licenciatura em Geografia na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Para isso, buscou-se responder as seguintes questões: quem, o que e como se ensinava geografia em Manaus nas décadas de 1970 a 1980, tendo em vista que a primeira Licenciatura Plena em Geografia em Manaus foi criada em 1981, na Universidade Federal do Amazonas, sendo o único do estado durante quase duas décadas. Com a pesquisa, foi possível entender o processo de formação e atuação dos professores de Geografia, e assim compreender as mudanças no ensino dessa ciência após a atuação dos professores formados. Dessa forma, essa investigação permitiu a compreensão da formação do pensamento geográfico na escola, pois este é anterior à geografia acadêmica e influencia e é influenciado por essa última
Pluralidade e hegemonia discursiva da cartografia escolar
Este ensaio tem como objetivo geral friccionar argumentos acerca da hegemonia discursiva da Cartografia Escolar no Ensino e Educação Geográfica a partir de sua pluralidade e sua expansão recente dentro da ciência geográfica. O trabalho foi desenvolvido através de revisão bibliográfica e recortes das pesquisas dos respectivos autores, visando contribuir para a discussão qualitativa do atual protagonismo da Cartografia Escolar. A Cartografia Escolar é um discurso hegemônico do ensino de Geografia e um significante vazio, isto porque, esse ramo de estudo tem seu início concomitante ao campo do ensino de Geografia e ao longo de sua história várias disputas estiveram em seu cerne. Além disso, é de primazia discutir a pluralidade da Cartografia Escolar a partir de sua expansão nas últimas décadas e o abarcamento de diferentes áreas da Geografia. A Cartografia Escolar é central antes do protagonismo e desenvolvimento das demais linguagens e áreas ou campos da Geografia que a expandem, constituindo uma hegemonia discursiva tanto no Ensino enquanto significante vazio, quanto na constituição da Geografia enquanto ciência descritiva-visual, por também dar base à entrada das demais linguagens na Geografia Escolar
A gamificação no processo de ensino-aprendizagem de Geografia no contexto do ensino remoto
Este trabalho apresenta um estudo sobre o uso da metodologia de Gamificação nas aulas de Geografia em uma turma do PRÓ-ENEM da Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande-PB, no ano 2021, destacando as contribuições dessa metodologia para a personalização do processo de ensino-aprendizagem da disciplina no contexto do Ensino Remoto. Para tanto, utilizou-se da metodologia de pesquisa bibliográfica e pesquisa empírica, realizada a partir de aulas com a utilização da metodologia de Gamificação e com a aplicação de um questionário em uma turma de 25 estudantes do projeto para constatação tanto da eficiência da gamificação como também da abrangência do Pro-Enem da UEPB Campus I
CONTRIBUIÇÕES DA ABORDAGEM GEOSSISTÊMICA À GESTÃO TERRITORIAL
O objetivo do trabalho é avaliar possíveis contribuições que a Análise Geossistêmica é capaz de oferecer à Gestão Territorial, por meio da utilização desta abordagem no planejamento territorial, um dos instrumentos de organização do território. Ao se pensar a Gestão do Território como uma das formas de arbitrar a relação do Homem com a Natureza, na medida em que estabelece diretrizes e normas para a exploração do Espaço, torna-se necessária a reflexão sobre o papel de uma abordagem que entende esta questão de forma integrada por meio do estabelecimento de sistemas ambientais e que não promova a ideia de uma cisão entre sociedade e natureza. Com base nesta reflexão, é proposto o uso da classificação do território em Unidades Geoambientais, que tem a capacidade de identificar fluxos de matéria, energia e informação da relação de sistemas naturais com sistemas antrópicos, como forma de auxiliar o planejamento ambiental