Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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O estudo do meio como metodologia de ensino de conceitos fundamentais em Geografia: uma prática pedagógica no Bosque Municipal Fábio Barreto – Ribeirão Preto/SP
Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados parciais de aprendizagens adquiridas por meio da análise de relatórios feitos com alunos do 1º ETIM (Ensino Médio integrado ao Técnico) de Administração da Etec José Martimiano da Silva. O Estudo do meio foi realizado após aulas expositivas e debates sobre o conteúdo de “Conceitos fundamentais em Geografia: Espaço Geográfico, paisagem, Ação antrópica e cultura”. A saída a campo fez parte do processo da metodologia do Estudo do meio, pelo qual os alunos preceberam a complexidade da realidade e das ações antrópicas presentes. Como referencial teórico, usamos Nidia Pontuschka (2004;2007;2009) para conceitualizar Estudo do meio e seu funcionamento, Ausubel (2003) para entender a ideia de aprendizagem significativa e Roque Moraes (1999) para fazer a análise de conteúdo. A pesquisa tem viés qualitativo de análise de material, no caso, de relatórios de alguns alunos como amostragem da própria aprendizagem dos conceitos. O ponto central do processo é levar os alunos a ampliar a leitura de mundo dentro de uma metodologia interdisciplinar e diferenciada nas aulas de Geografia no ETIM
O estudo do meio como ferramenta para a compreensão do meio técnico (Revolução Industrial)
Apresento neste trabalho uma prática pedagógica que foi realizada no ano de 2014 e 2015, com os alunos do ensino fundamental do 8º ano da Escola Estadual Núcleo Habitacional José Paulino Nogueira, localizada no município de Paulínia-SP. Todo o conteúdo foi pautado na Proposta Curricular do Estado de São Paulo, e o objetivo principal desta prática foi a realização de um estudo do meio, para que os alunos pudessem vivenciar a representação do real que é muito discutido durante as aulas. O tema escolhido foi “O meio técnico: a força das máquinas na produção e na circulação”, o tema foi amplamente trabalhado em sala, através de aulas expositivas, exercícios, vídeos e a finalização foi realizada com o trabalho de campo em duas empresas da região, elaboração de produção de texto e de uma reflexão sobre a experiência vivenciada
Estudo do meio, uma prática de ensino em Geografia: o Parque Urbano de Pituaçu, Salvador - Bahia e as percepções geográficas de alunos do Ensino Médio
A elaboração deste artigo se deu em virtude da necessidade de fomentar práticas de ensino em Geografia, uma vez que esta é uma ciência que tende a desenvolver o senso crítico e as percepções dos sujeitos envolvidos na identificação de fenômenos geográficos no seu cotidiano. Nesse sentido, vamos, através da prática “estudo do meio” tornar os conceitos e temas relacionados a esta disciplina palpáveis e de fácil compreensão, trazendo a teoria para a pratica na tentativa de torna coeso o conhecimento. A significativa representatividade socioambiental do Parque urbano de Pituaçu, na cidade do Salvador, tornou o local como exemplo a ser estudado dentro da proposta do nosso projeto, entendendo que este é um espaço de dinâmica socioambiental e físico natural, expressando de forma pertinente as evoluções ocorridas na formação da cidade, dando ao trabalho a relação empírica necessária. Alunos oriundos do ensino médio foram inseridos no meio e através de suas percepções responderam algumas matrizes de observação relacionadas com temas da Geografia. Juntamente com os professores em formação, estariam fomentando a teoria na prática e sedimentando os conhecimentos relacionados à disciplina, ancorado em reflexões teóricas e das experiências vividas na aplicação desta metodologia, na circunstância de participantes, organizadores desta atividade, tenciona- se contribuir para a melhor instrução do aluno e dos professores em formação
Trabalho de campo nos cerrados goianos: proposta metodológica para o Ensino de Geografia
Este artigo pretende apresentar uma proposta metodológica para o ensino de Geografia, no ensino fundamental II, sobre a temática: atividades econômicas em Goiás e a degradação dos cerrados. Foi desenvolvido com base na experiência formativa, vivenciada no âmbito da disciplina de Estágio Supervisionado em Geografia II do curso de licenciatura em Geografia do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás, durante a realização das atividades de estágio no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas à Educação, no ano letivo de 2015. O trabalho de campo, dentro da Geografia escolar, traduz uma prática importante na construção do conhecimento por parte dos alunos. Segundo estudos recentes, ele figura um caminho metodológico que combina teoria e prática, e que, aproximando os alunos da realidade objetiva, colabora com a ação educativa. Contudo, para que ele cumpra o seu papel no processo de ensino-aprendizagem, algumas etapas devem ser bem definidas. Assim, buscamos aqui apresentar uma proposta de trabalho de campo que estreite o caminho entre os alunos e os conteúdos geográficos. Os procedimentos metodológicos não se resumem ao trabalho em si, mas perpassam as diversas etapas que o compõem tais como: escolha do tema, aula preparatória antes do campo, escolha do local, planejamento, realização e avaliação de aprendizagem. Para tal, realizamos um levantamento bibliográfico sobre a temática a ser trabalhada e elaboramos as etapas da proposta de trabalho, com a finalidade de construirmos conceitos juntamente com os alunos em campo, tais como: Cerrados; Modernização da agricultura; Uso e ocupação do solo
Afroterritoralidade campineira: algumas possibilidades no ensino de Geografia
As políticas educacionais brasileiras estão em um momento de implantação gradativa de sua Base Nacional Curricular Comum – BNCC e, por isso, algumas reflexões acerca de suas potencialidades para se desenvolver alguns conteúdos são fundamentais. Assim, no que tange à Geografia, o presente estudo propõe avaliar como as questões étnico-raciais podem ser tratadas junto aos alunos do 7° Ano do Ensino Fundamental – Anos Finais, tendo como parâmetro a BNCC. Como resultado, elaborou-se um quadro dos conteúdos a serem ministrados, na perspectiva das questões étnico-raciais, no qual se constatou a potencialidade de se desenvolver situações de ensino-aprendizagem com foco nas territorialidades da cultura afro-brasileira, trazidas na etapa de desenvolvimento deste artigo. Acredita-se que a relevância do presente trabalho esteja no exercício de fortalecer, de maneira explícita, no dia a dia da sala de aula, o que muitas políticas educacionais trazem, por vezes, de modo implícito, com especial foco na BNCC e na Lei 10.639/03. Diante disso, averiguou-se haver ricas possibilidades de se promover, junto aos alunos, a construção de um conhecimento contextualizado, uma vez que este se ampara em questões que atravessam práticas socioespaciais e, portanto, territoriais
Os livros didáticos de Geografia no Novo Ensino Médio
O objetivo deste artigo é a discussão de considerações sobre as reformas educacionais implantadas ao longo dos últimos anos no Brasil, articuladas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e à criação do Novo Ensino Médio. Tendo como ponto de partida essa problemática, buscou-se analisar os possíveis impactos na construção do conhecimento geográfico deste nível de ensino através das mudanças nos livros didáticos de Geografia, que passaram a ser elaborados de acordo com as reformas propostas. A metodologia utilizada está baseada em revisão da bibliografia e também na análise documental a respeito das leis e editais que normatizam tanto as propostas curriculares quanto a produção de livros didáticos no país. Como resultados, destaca-se que a principal mudança identificada se refere à dissolução da especificidade da Geografia, enquanto componente curricular, a partir da modificação de sua estrutura. Isso se deve, principalmente, à aglutinação de disciplinas na grande área de Ciências Humanas e Sociais aplicadas, correspondendo também à modificação do modo de apresentação (e estruturação) das categorias e conceitos geográficos nos livros didáticos
Para além da escola democrática: percepções sobre o desejo cívico-militar no Brasil
Este trabalho tem por objetivo geral discutir a escola em suas atribuições democráticas para com o sistema de ensino e as comunidades presentes. Tendo como base o contexto cívico-militar amparados pelo Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares – PECIM, que buscamos fazer uma reflexão acerca da escola como espaço democrático pós redemocratização, levando em conta os saberes e desejos ali presentes e manifestados, dando voz as comunidades que de modo democrático optam por receber o modelo militar na escola a partir 2019. A metodologia vai de encontro de uma pesquisa qualitativa, cuja os resultados parciais foram obtidos a partir do trabalho de conclusão de curso da Universidade Federal de Roraima – UFRR. Consideramos que as escolas nunca estiveram tão expostas aos grupos, cuja influência permeiam nos projetos e programas alicerçado nas tradições militares, embora que com o contexto da militarização reverbere um desejo platônico sobre as comunidades, que o mesmo propõe um debate que vai além das ações ali estabelecidas, eis uma democracia reversa? ou a redemocratização que se opõem, alimentado discursos que muitas das vezes desvinculam-se do ato de ensinar democrático
O conceito de lugar, o método fenomenológico e a prática e ensino de Geografia num povoado sertanejo de Alagoas
Este texto traz breves reflexões acerca do conceito de Lugar, do método fenomenológico e da prática de Ensino em Geografia num povoado rural em Alagoas. Assim sendo, busca-se através deste, demonstrar a inerência presente entre a Fenomenologia, a Geografia e a valorização dos significados vivenciados e experimentados no Lugar. Para mais, sugere-se que o Ensino de Geografia considere as experiências individuais dos estudantes como meio de aproximação teórica, modelo primeiro de reflexão. Corroborando, nesse sentido, no processo de internalização dos conhecimentos transmitidos em sala de aula, no processo de reconhecimento pessoal e coletivo, no processo de afirmação de vivências e afetividades para com o lugar vivido
Mapeando sentimentos: Cartografias da quarentena
O trabalho apresenta um relato e reflexão sobre uma experiência didática desenvolvida durante o período de ensino remoto nas disciplinas de Geografia e Língua Portuguesa com os alunos do oitavo ano do ensino fundamental de uma escola municipal de Campinas/SP. A proposta principal foi abordar a cartografia como uma linguagem capaz de expressar experiências, vivências, sentimentos e percepções dos alunos durante o início da quarentena imposta pela pandemia da COVID-19. Pela plataforma Google Sala de Aula, os alunos deveriam elaborar um mapa de suas emoções no isolamento. Um encontro virtual pelo Google Meet permitiu a troca de impressões e a percepção dos sentimentos que são compartilhados como tédio, medo e esperança. A experiência trouxe à tona desconforto e surpresa relacionados tanto a vivência de um momento inédito quanto a ideia de serem autores dos mapas, mas também possibilidades de perceber e representar uma realidade subjetiva
Cinema e Geografia — possibilidade de um diálogo: o uso de filmes como metodologia alternativa para o ensino-aprendizagem
O Ensino de Geografia no decorrer de sua história, antes mesmo de sua sistematização, passou por uma série de restruturações. É preciso levar em consideração todo o seu processo de evolução, do surgimento aos modos de como este ensino está organizado nos dias de hoje. No que tange a prática de ensino, partimos do pressuposto do uso de metodologias alternativas como recurso para as aulas de Geografia. Portanto, o artigo traz discussões em relação às produções cinematográficas e alguns de seus aspectos que as tornam propícias para serem utilizadas no ensino dos conteúdos geográficos em sala de aula. Para tanto, por meio de pesquisas bibliográficas e documentais, considerando o filme um documento, procura-se discutir sobre algumas questões presentes nos filmes sob um ponto de vista geográfico. Esta pesquisa surgiu a partir do interesse primordial em assistir filmes e identificar suas mensagens entremeio a suas diversas representações que, muitas vezes, se relacionam a área de estudo da Geografia. Portanto, tratamos com maior profundidade os assuntos que dizem respeito à geograficidade dos filmes, e ainda buscamos apontar meios para a identificação deste aspecto nas produções fílmicas. Assim, verifica-se que há a existência de uma Geografia dos e nos filmes, além de, por excelência estes serem caracterizados como produtos sociais, isto é, são expressões e “relatos” diretos ou indiretos do momento (histórico, social, cultural e/ou político) em que foram produzidos