Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
Not a member yet
    2307 research outputs found

    HOKKAIDO 2041

    Get PDF
    Num futuro próximo robôs de silício viram um problema mundial. Todos os dias, humanos descartam toneladas de corpos robóticos e o planeta se torna um grande depósito de lixo cibernético. Conglomerados se reúnem e lançam o Congresso “Construindo o amanhã todo de uma vez, em vez de um por um”, com o intuito de reunir pesquisadoras de pós-graduação multidisciplinares e de diversas partes do mundo. O projeto NIA (Neural Artificial Intelligence) um software com potência para a consciência e senciência da estudante Kaori Lindiwe é destaque e em conjunto com os projetos Corpo Híbrido e Design Biomimético de Ana e Wang, NIA ganha corpo e logo é fabricado em larga escala, no entanto, Kaori e suas colegas, descobrem que as cópias de NIA são utilizadas para serviços asquerosos, com isso ela muda os algoritmos de aprendizagem quando um do engenheiros de cibersegurança descobre e a denúncia, somente um modelo consegue escapar indo parar em um local desconhecido, uma espécie de outro mundo, diferente daqueles da sua programação de fábrica. Com isso o sistema operacional prevê como falha o não reconhecimento do local e, sua visão computacional se apaga, deixando-a cega. NIA é encontrada por uma aprendiz de xamã da Vila Hokkaido, Ponni. Após apresentar a criatura à Ánom, a mulher sábia da vila, está lhe diz que não há cura para o que não é doença. “Sua cegueira não é física, você só ainda não consegue enxergar além do que foi ensinada para ver”

    Desenhos produzidos durante ritual transreligioso com plantas medicinais na Arca da Montanha Azul

    Get PDF
    Pretende-se demonstrar os resultados parciais da pesquisa de campo empreendida entre os anos de 2018 e 2020 em uma casa transreligiosa no Rio de Janeiro - a Arca da Montanha Azul. Trata-se de um dos diversos centros espiritualistas espalhados pelo Brasil e que fazem o uso da ayahuasca (pensado aqui como um agente não-humano por excelência e ainda como substância capaz de facilitar o contato com outros agentes). Neste trabalho utilizo a expressão proposta por Bia Labate (2004) ao referenciar esses centros como pertencentes às religiões "neo-ayahuasqueiras". Durante o período de pesquisa em campo buscou-se interpretar a produção e o papel dos desenhos em relação ao contexto em que eram criados e de sua participação nas cerimônias. Para tanto, tratamos da questão da agência (fazendo referência ao trabalho do antropólogo Alfred Gell (1998)) que esses objetos artísticos podem exercer em relação a comunidade religiosa em estudo. Verificou-se durante a pesquisa que os desenhos produzidos durante as cerimônias sofriam agências não-humanas vinculadas a diferentes tradições religiosas.&nbsp

    Conexões Controversas entre Chefia e Parentesco Guarani

    Get PDF
    O papel das relações de parentesco na constituição e no exercício da chefia política e religiosa ameríndia aparece nos primeiros registros de viajantes e missionários, flagrando o interesse e até mesmo fascínio despertado por figuras de chefes políticos e religiosos tupi-guarani. Entretanto, é a partir dos estudos de Pierre Clastres e Hélène Clastres que os Guarani se tornam referência para a generalização de um modelo teórico da antropologia política nas terras baixas da América do Sul. O exame de fontes históricas e etnográficas revela um debate perene, recheado de controvérsias, sobre as conexões entre parentesco e chefia. Nesse sentido, observa-se que os modelos analíticos consagrados na etnologia guarani apresentam conclusões divergentes no que diz respeito à influência do parentesco na transmissão da chefia, bem como às relações entre a chefia política e o xamanismo. Nessa arena de disputas acaloradas, esta comunicação propõe que o uso de métodos computacionais pode ajudar a encontrar novos caminhos para elucidar velhos enigmas. Assim, diante de modelos teóricos conflitantes e em diálogo com etnografias clássicas e contemporâneas, este trabalho explora um corpus inédito de informações etnográficas sobre a chefia guarani com o auxílio das ferramentas computacionais MS-Access, MaqPar e Pajek. O exercício parte de um banco de dados contendo informações genealógicas de 1781 indivíduos, nascidos após a segunda metade do século XIX, e dados sobre o exercício da chefia religiosa e política em cerca de 80 localidades nos países do cone sul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). A análise desses dados traz respostas para três problemas persistentes nos debates sobre a chefia ameríndia: (1) o peso da hereditariedade na transmissão da chefia; (2) a influência de alianças matrimoniais na constituição e no exercício da chefia; e (3) a própria natureza das relações entre a chefia política e religiosa – se elas se desenvolvem como forças opostas, conforme o modelo clastriano, se são papéis que se concentram em uma única figura, seguindo as formulações de Curt Nimuendaju e Egon Schaden, ou se os laços de parentesco constituem vias de conexão entre essas duas dimensões da chefia, indicando novas perspectivas analíticas

    Perspectivismo multinaturalista como fundamento para una contracartografía audiovisual latino-americana

    Get PDF
    El propósito de la presente ponencia es vincular dos ideas metodológicas a una propuesta substantiva. Como ideas metodológicas argumento, primero, a favor del desarrollo de contracartografías como formas de integrar y contrastar perspectivas epistemológicas enraizadas en el sur global (Basualdo, Domenech & Pérez 2019); segundo, a favor de la utilización de documentos de etnografía visual y documental audiovisual como método de exploración de formas de vida específicas (Salles 2004). Como propuesta substantiva, argumento a favor de la conveniencia de utilizar las categorías perspectivismo y multinaturalismo (Viveiros de Castro 2002, 2017, 2018) como marco teórico para el desarrollo de una propuesta conceptual integral desde el sur global. El perspectivismo multinaturalista, en tanto apropiación conceptual del pensamiento de diversas comunidades amerindias, atenta contra los cimientos de las construcciones éticas, epistémicas, políticas, estéticas y ontológicas hegemónicas del norte global. En contraposición al supuesto de un mismo mundo real interpretable desde múltiples puntos de vista, asume que la misma condición o potencial de ser persona se instancia en múltiples modos específicos en el que el cuerpo, sus habilidades y sus disposiciones, habita un entorno. Si la forma de ser real es siempre dependiente del cuerpo (con sus habilidades y posibilidades de acción) que instancia la potencialidad de ser una persona, entender y conocer al Otro consiste en descubrir en qué sentido instancia atributos intencionales de agencia. La forma del Otro es la persona: el cuerpo como un vórtice de agencias. ¿Cómo estudiar al Otro como persona? Un archivo documental de audiovisuales del perspectivismo multinaturalista latinoamericano debería presentarse en consonancia con su contenido desde una forma situada e incorporada, i.e., como una narrativa cartográfica e histórica. El compendio de un archivo audiovisual documental en este sentido puede contribuir a la reconstrucción de procesos migratorios latinoamericanos, pero también a la constitución de conocimientos vinculados a procesos de experiencia local. Una verdadera herramienta de contramapeo en el sentido de Basualdo, Domenech y Pérez (2019). Proyectos de contramapeo audiovisual se tornan necesarios para revelar, más que diferentes formas de ver, diferentes formas de estar en el mundo. Brevemente, la propuesta consiste en desarrollar un proyecto de contracartografía audiovisual como forma de capturar lo Otro como un vórtice de agencias

    O dilema policial entre a vítima e o herói

    Get PDF
    Este artigo visa demonstrar como a vitimização policial no Estado do Rio de Janeiro é mobilizada politicamente em detrimento das situações contextuais em que as vítimas policias estão envolvidas, de modo a serem classificadas dentro das categorias nativas de "herói" ou "vítima"

    “Tolar de dentro”: o riacho de Extrema face ao Antropoceno

    Get PDF
    O presente trabalho aqui apresentado é uma pesquisa etnográfica, e assim, pretende abordar acerca de um riacho existente na comunidade quilombola de Extrema, situada no município de Iaciara no estado de Goiás, e sua implicação na vida dos quilombolas, bem como, de todas as formas de vidas existentes no riacho e em seus arredores face ao antropoceno, que com base em nossas ações, como elucida Krenak (2019), vem marcando o tom de nossa existência. Dessa maneira, a partir de saberes ancestrais quilombolas e de nossa relação com a natureza, trarei sobre as mudanças ambientais e ecológicas enfrentadas por nós, e que foram observadas a partir do riacho que corta a comunidade, e desta maneira, abordarei sobre as transformações que vem ocorrendo pelo uso inadequado das fontes naturais de forma indiscriminada, que há anos vem provocando mudanças das interações, e das relações entre as várias gerações de quilombolas e a natureza

    Aprender a praticar pesquisa em um tempo de catástrofes ecológicas e climáticas

    Get PDF
    Este trabalho surge a partir de um encontro ocorrido no âmbito da disciplina “Etnografias e Aprendizagens: Explorando práticas", iniciada remotamente pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais no primeiro semestre de 2021. Tal disciplina teve como objetivo tratar de diferentes perspectivas sobre aprendizagem a partir da exploração de pesquisas etnográficas. Nós viemos de áreas de conhecimento diferentes, universidades diferentes e também de distintos cantos do país e nos reconhecemos, no âmbito da disciplina, coordenadas pelas práticas de pesquisa de correspondência às agências multiespécies em paisagens perturbadas - hortas urbanas em periferias, agroecologia nos currículos de ciências agrárias em disputas e árvores afetadas por efeitos de borda. Nesse sentido, nos percebemos implicadas em perseguir uma pergunta: Como praticar pesquisa em um tempo de catástrofes ecológicas e climáticas? Para nós, adentrar o campo da antropologia da vida vem como possibilidade de aprender a habitar em um mundo em transformação a partir de uma nova sensibilidade ecológica. Entendendo a vida humana, na perspectiva de Tim Ingold, como um processo contínuo e também coletivo de descobrir como viver e afetadas por essa questão, tecemos ao longo desses encontros contingentes uma síntese sobre o que, até agora, conseguimos aprender junto aos textos, principalmente de Isabelle Stengers e Anna Tsing.  As autoras, que não têm como objetivo apontar caminhos seguros e com finais felizes, nos levam a entender que a criação de mundos não é problema da ordem da resolução, mas da insistente e permanente negociação, que leva em consideração uma resposta à intrusão de Gaia, nos dando pistas acerca de nossa pergunta. A implicação política no/com o campo, a prática de constituir comunidade e fazer pesquisa desde o exercício da hesitação são pontos de atenção em nossos percursos e encontros

    Nos bastidores de um Webinário da Agrossociobiodiversidade: notas etnográficas dos diálogos entre pesquisadores em tempos de pandemia

    Get PDF
    O presente artigo emerge da pesquisa de Pós-Doutorado, então motivada pelos desafios que afloram cotidianamente na esfera científica e na interface política, e consequentemente, na sociedade. A ideia principal é contribuir com os estudos e reflexões oriundos da Antropologia da Ciência e da Técnica, no que tange, especificamente, as relações estabelecidas entre os diferentes sistemas de conhecimentos. Para isso, estamos empenhadas(o) em seguir os caminhos da(s) ciência(s) e tecnologia(s), trazendo também como referência as relações construídas desde o Doutorado, entre o período de 2015 a 2019. Neste caminho à Embrapa Clima Temperado, através dos seus projetos no contexto denominado pelas práticas e conhecimentos dos guardiões de sementes crioulas, na conservação da agrobiodiversidade, segurança e soberania alimentar, é o fio condutor para compreendermos as construções, interações, convergências e conflitos no mundo da Ciência e Tecnologia. A partir dos bastidores do primeiro “Webinário de Agrobiodiversidade e Segurança Alimentar”, realizado pela Embrapa Clima Temperado, localizada no município de Pelotas, no Rio Grande do Sul (RS), buscamos analisar como o processo de construção e organização do Webinário, no contexto do ofício científico e suas diferentes relações, têm interferido direta ou indiretamente nas ações inscritas pelos discursos da conservação da agrobiodiversidade. Pode-se afirmar de antemão que a nossa escrita etnográfica virtual, tem sido afetada pelo entusiasmo dos pesquisadores em aprofundar seus debates, um tanto subversivos, sobre as temáticas da agrossociobidiversidade, da erosão genética, e dos riscos que se inscreve pela contaminação das sementes tradicionais por transgênicos, em um contexto formulado pela revalidação da ciência na sociedade brasileira. Além disso, pode-se dizer que tais temas em questão ganham uma nova repercussão no interior da Embrapa contribuindo com a ampliação das suas interações entre pesquisadores, instituições, e organizações civis. Acredita-se que na medida em que o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), passaram ser ferramentas essenciais no ano de 2020, diante da crise sanitária mundial ocasionada pela COVID-19, o rumo da ciência produzido na Embrapa inscreve-se por novos postulados de uma inteligência coletiva, e uma cosmopolítica local, em defesa das vidas das pessoas, das variedades e espécies de sementes, sejam elas denominadas tradicionais e/ou crioulas

    Questões teórico-metodológicas no Ensino de Geografia: o conceito de espaço e o Ensino de Geografia nas primeiras séries do Ensino Fundamental

    Get PDF
    Um dos temas centrais da geografia é a relação homem-natureza e para essa dinâmica ser entendida temos um rol de importantes conceitos na geografia como o território, paisagem, lugar e espaço. E conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais “O espaço geográfico é historicamente produzido pelo homem, enquanto organiza econômica e socialmente sua sociedade” (BRASIL, 2000). Nesta perspectiva, o espaço geográfico deve ser entendido como uma totalidade dinâmica em que interagem fatores naturais, socioeconômicos e políticos. Conforme Piaget e Vygotsky a criança tem um processo temporário de maturação psicológica para ser desenvolvida a aprendizagem, então o conceito de espaço trabalhado de forma concreta no segundo segmento do ensino fundamental, deve ser inserido para criança de acordo com seu desenvolvimento. O papel da escola, e mais especificamente do professor dos anos iniciais é indiscutível no que diz respeito à construção crítica e reflexiva deste conceito, pois será o professor que estará direcionando este trabalho de inserção do conceito de espaço. A importância da aprendizagem do espaço nas séries iniciais vai muito além de um conceito de grande importância na disciplina de geografia escolar. O entendimento do espaço, que muitas vezes se confunde com o lugar, visto que este é o primeiro conceito percebido pela criança, forma um indivíduo com um entendimento de seu papel na sociedade a qual está inserido, o torna verdadeiramente um cidadão, pois à medida que este conceito vai se desenvolvendo torna essa criança um futuro adulto crítico e consciente de sua atuação espacial. Desta forma, o presente trabalho vem contribuir para a discussão e reflexão sobre a importância de se trabalhar o conceito de espaço geográfico nas séries iniciais, além de explorar os principais autores e correntes que discutem a categoria espaço; dialogar a maturação psicológica do indivíduo de acordo com Piaget e Vygotsky e o desenvolvimento do aprendizado do conceito nas primeiras séries do ensino fundamental; discutir a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) como deve ser trabalhado o espaço geográfico nas séries iniciais, assim como analisar a abordagem do conceito espaço no livro didático

    Re-significando os espaços escolares: experiências na licenciatura em Geografia

    Get PDF
    Em uma sociedade dita pós-moderna, novos grupos sociais se formam e novas práticas vão se construindo a cada momento, muitos para re-afirmar suas identidades, outros em busca dela. A escola muito pode contribuir para a reflexão de sociedade que vivemos e buscamos. A integração da universidade com a comunidade a partir de ações junto a escolas locais é um caminho que tem demonstrado resultados satisfatórios e sólidos. A disponibilidade da escola, através da direção e corpo docente, a integração da equipe de trabalho advindos da universidade, a receptibilidade dos discentes e da comunidade onde a escola está inserida são significativos para o sucesso do que está se propondo. No entanto, esses fatores podem ser remodelados na construção do caminho do projeto. Aqui, a autora se propõe a relatar algumas de suas experiências de graduada em licenciatura e refletir sobre essas no que tange a projetos que integrem a realidade local e a identidade dos estudantes

    2,150

    full texts

    2,307

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇