Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Reflexões sobre o papel do professor de Geografia na formação cidadã do aluno
O ensino de geografia, pautado apenas na metodologia tradicional, sem a inserção de ferramentas de auxílio, a exemplo de novas tecnologias, ferramentas que se ampliam cada vez mais no contexto técnico-científico-informacional e que fazem parte do dia a dia do aluno, ou a formação de um ambiente escolar que estimulem a participação do discente. O que se tem esquecido é que a geografia tem em seu fundamento a construção de um cidadão crítico, tornando assim os que a estudam terem uma compreensão de mundo em variadas escalas espaciais e seus problemas ambientais e sociais. Embora no discurso da grande maioria dos professores de geografia exista o consenso quanto à importância da mesma e de seu ensino para a formação da cidadania discente, ainda é possível detectar práticas eivadas de contradição, persistindo a propagação de posturas tradicionais. Contribuir para a formação do cidadão é um dos objetivos da Educação Básica. A Geografia, como um componente curricular da Educação Básica, contribui para esta formação. Desta forma, esse trabalho tem como objetivo apresentar algumas reflexões sobre a importância do professor de geografia trabalhar a formação cidadã dentro do ambiente escolar com seus alunos. Esse texto se desenvolveu através de levantamento bibliográfico e de autores como Santos (2007) e Cavalcanti (2012) entre outros que contribuem com as temáticas de cidadania e ensino de geografia, respectivamente. Por meio desse texto percebemos a necessidade de se desenvolverem mais trabalhos e pesquisas que tratem da geografia e da formação cidadã, pois ainda é pouco diante da sua importância
Os desafios da monitoria acadêmica: o uso do planisfério tátil como recurso didático para alunos com baixa visão dentro da disciplina de Cartografia I
O presente trabalho está dentro de uma abordagem qualitativa, buscou-se fazer reflexões e considerações sobre os desafios da monitoria acadêmica, enfatizando a cartografia tátil e a importância de recursos didáticos para auxiliar dois alunos com baixa visão e deficiência auditiva, que são alunos do curso de Licenciatura em Geografia no segundo semestre dentro da Universidade Federal do Oeste do Pará. O objetivo é trazer reflexões acerca dos desafios enfrentados pelos monitores que além de auxiliá-los teoricamente com os textos de sala de aula, eles tentam trazer recursos didáticos que facilitem o aprendizado dentro da disciplina de Cartografia I. A estrutura do trabalho está dividida em sete seções: introdução, objetivo, metodologia, fundamentação teórica, resultados da pesquisa, considerações finais e uma última contendo as referências teóricas. Inicialmente destacamos a importância da monitoria acadêmica que se constitui como ferramenta essencial para prática do ensino/aprendizagem e se mostra extremamente enriquecedora, preferencialmente para o auxílio e aprimoramento à docência e a constante revisão da disciplina cartografia. Mostramos também sobre a importância da cartografia tátil que é um ramo da cartografia que tem um destaque fundamental para que a construção do espaço e da percepção da paisagem seja possível por parte do aluno com baixa visão, utilizando-se de materiais confeccionados e específicos que possuem relevos, texturas, densidades, sensações térmicas, usando materiais em sua maioria das vezes acessível e de baixo custo, que são materiais encontrados dentro de casa. Buscou-se um material que fosse acessível de construção para os dois alunos e também que tivesse boa compreensão, após o término da atividade, diante disso, eles tiveram a ideia da construção do planisfério tátil, haja vista, que eles relataram não entender como era formação territorial e tinham muita dificuldade com as coordenadas geográficas e poderiam entender sobre os elementos do mapa: título, escala, legenda, projeção cartográfica, coordenadas geográficas, representação cartográfica, ao final da construção do Planisfério Tátil, eles teriam que fazer apresentação e explicar as suas percepções tanto da confecção quanto das texturas utilizadas para representar os continentes. As atividades práticas, bem como o auxílio teórico, foram realizadas no LAPMEG –Laboratório de Práticas e Metodologias do Ensino de Geografia, localizado na Ufopa, Campus de Santarém, Unidade Rondon. A maior dificuldade encontrada na monitoria em cartografia nos levou aos questionamentos: como trabalhar cartografia com alunos de baixa visão? Outro obstáculo foi a falta de suporte institucional e aparatos que favorecessem a aplicação de conteúdos adequados para atendimento aos discentes com necessidades específicas, contrapondo o que lhes é garantido por lei. Após as apresentações, eles nos relataram sobre a importância que a construção do Planisfério Tátil, teve para auxiliá-los em conceitos básicos, e também sobre a ampliação da capacidade de interpretar de acordo com a imaginação que eles tinham de determinado continente, desenvolveram a observação detalhada sobre as representações cartográficas. Desenvolveram pensamento crítico com relação a forma como a Geografia é lecionada pelos professores dentro da sala de aula, com relação à metodologias, ensino e avaliações, sem que haja a inclusão deles dentro dos assuntos dialogados
El conocimiento espacial y su representación en la infancia desde la escala local: un estudio de caso en Valencia
Desde los primeros años de escolaridad (segundo ciclo de Educación Infantil en España) es posible construir las bases del pensamiento geográfico a partir del contacto directo que establece el alumnado con la realidad. Niñas y niños de 4 y 5 años desarrollan algunas competencias espaciales en sus acciones cotidianas (al jugar en el parque, al desplazarse de casa al colegio…) que les ayudan a valorar algunos elementos de la morfología urbana de sus localidades y establecer relaciones con el medio. En este sentido, el conocimiento del medio ha sido un área de gran tradición pedagógica desde época histórica, pero su enseñanza ha estado ligada al estudio descriptivo de los territorios sin apenas incluirse consideraciones al componente de explicación subjetiva de la realidad. En Educación Infantil existen escasas referencias científicas que hayan analizado las posibilidades didácticas de construir el pensamiento geográfico. En el área de Didáctica de las Ciencias Sociales de la Universitat de València se han desarrollado estudios de caso que han demostrado la importancia de trabajar didácticamente el espacio geográfico desde Educación Infantil. En este trabajo se ha concedido importancia a las emociones y al estudio de la espacialidad a partir de las representaciones sociales, pues esto permite cuestionar algunos postulados teóricos que afirman las dificultades que niñas y niños de 4 y 5 años puedan comprender la complejidad del espacio geográfico. La relevancia concedida a las emociones radica en conocer cómo se generan las relaciones de los sujetos con su medio mediante un proceso de socialización que está mediado por la representación social desde esos primeros años en la escuela. La metodología de este estudio es la investigación-acción participativa en la que han participado una profesora en formación de Educación Infantil, su mentora del centro escolar y dos docentes universitarios. La hipótesis de trabajo pretende demostrar que en un grupo de alumnas y alumnos de 4 a 5 años es posible evidenciar ciertas relaciones espaciales que ayudarán a la inserción ciudadana del alunado mediante el desarrollo de una secuencia de actividades. Esta premisa se ha desarrollado en un municipio de la provincia de Valencia (España), con la finalidad de comprender si el alumnado puede entender el medio como espacio geográfico vivido. Para ello la secuencia didáctica de actividades fomenta el desarrollo de hábitos, el proceso de socialización y la educación en valores, además de algunas destrezas que favorecen la comprensión espacial del municipio donde construyen su identidad. Los resultados revelan que el alumnado de segundo ciclo de Educación Infantil se ha adentrado en la dinámica espacial de su municipio, adquiriéndose nuevos conocimientos y competencias del pensamiento geográfico. Al mismo tiempo, han adquirido una serie de hábitos de socialización y comportamiento ciudadano, que han aplicado a la escuela. Por parte del profesorado, se han mejorado algunas capacidades y se han generado nuevos aprendizajes para el desarrollo de futuros proyectos didácticos
Geografia TikToker: uso de vídeo de 60 segundos no ensino de Geografia no Ensino Fundamental II
Este artigo disserta sobre o uso do aplicativo Tiktok no ensino de geografia no ambiente remoto. O objetivo é investigar as potencialidades do uso dos vídeos de 60 segundos para introdução ou para lecionar conceitos geográficos. Para investigarmos sobre o assunto realizamos uma pesquisa com os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais da Escola Municipal José Eulálio de Andrade, na cidade de Paty do Alferes-RJ. Analisamos resultados objetivos (análise das apostilas físicas) e subjetivos (engajamento da turma) e questionários fechados aplicado aos alunos. Constatou-se que o uso dessa ferramenta promove um grande engajamento entre os alunos e que é possível ser usada para ensinar/aprender geografia de uma forma dinâmica, criativa e divertida
Globalização em sala de aula: contribuições de prática de ensino em Geografia na pandemia de covid-19
O ensino de Geografia se estabelece em paralelo, porém não necessariamente distante, do que denominamos de Geografia Acadêmica. Neste sentido muito se discute como o diálogo entre estas duas dimensões da geografia devem ocorrer e quais metodologias podem ser desenvolvidas para garantir tanto os objetivos estabelecidos pelos professores de Geografia quanto as reflexões acerca das contribuições dos autores utilizados no meio acadêmico por esses mesmos professores em seu período de graduação. Dentro deste movimento, este trabalho tem como objetivo refletir acerca do papel da Geografia em sala de aula bem como compartilhar experiências de práticas de ensino durante o contexto da pandemia de COVID 19 e as limitações existentes neste cenário para o professor de Geografia e a escola como um todo. No que diz respeito a formação do estudante enquanto sujeito e cidadão no processo de produção do espaço geográfico, se propõe neste trabalho uma experiência de prática de ensino a partir das contribuições de Milton Santos acerca da globalização e o desenvolvimento de espaços luminosos e espaços opacos e a desigualdade proveniente desta relação na produção do espaço urbano no cotidiano dos estudantes a partir de aulas remotas
ORDENAMENTO E GESTÃO TERRITORIAL DE AMBIENTES COSTEIROS: O CASO DO ESTADO DA BAHIA, BRASIL
Ao se referir às peculiaridades ambientais dispostas na zona costeira da Região Nordeste do Brasil, em especial à zona costeira baiana, no que concerne ao Ordenamento e Gestão Territorial, há um cenário desafiador. Atividades econômicas de exploração petrolífera, industrial, portuárias, turismo e especulação imobiliária são destaques no sentido da urgente necessidade de regulamentação. A proposta deste artigo é levantar reflexões acerca da legislação e efetividade da política de ordenamento territorial costeira no estado da Bahia. Frente a isso, sabe-se que na tentativa de orientar a utilização racional dos recursos na zona costeira brasileira, têm destaque a Lei Federal nº 7.661/1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC, como parte integrante da Política Nacional para os Recursos do Mar - PNRM e Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA. No estado da Bahia, o cenário de Ordenamento e Gestão Territorial é ainda mais complexo, quando comparado aos avanços em algumas partes do território nacional. Nota-se que somente em 2018, voltou-se a debater sobre a tentativa em se construir planos municipais de gerenciamento costeiro, na tentativa de atribuir aos municípios o controle de gestão litorâneos, descaracterizando os processos sistêmicos em escala supramunicipal, o que é um problema tendo em vista a dimensão no Estado e a descentralização da gestão a partir da demanda crescente pelos Planos Municipais de Gerenciamento Costeiro, seguindo indicações da própria GERCO/BA. Cabe mencionar neste momento que a implementação de tais normativas e decretos a fim de gerenciar a zona costeira, por vezes nascem de ações exigidas em acordos internacionais, em descompasso com as necessidades das populações habitantes, sua diversidade étnico-cultural e a fragilidade dos aspectos naturais presentes no litoral baiano
A arte da VIII ReACT: meia volta e desvio
Inspirada pelo tema da VIII ReACT, a arte do evento se fez a partir de um experimento imagético: uma série de 7 composições que buscaram colonizar paisagens de artistas europeus dos séculos XVII a XIX. O procedimento proposto foi o rearranjo de várias pinturas: Frans Post (1610-1680) com o rio de lama do desastre de Mariana; Friedrich Georg Weitsch (1758-1828) com o linhão de Tucuruí; Jacob Philip Hackert (1737-1807) com a hidrelétrica de Belo Monte; Johan Lundbye (1818-1848) com a escavadora Bagger 255 em uma mina de lignite; Johan Hendrik Weissenbruch (1824-1903) com uma usina nuclear ao lado de um moinho de vento holandês; John Glover (1767-1849) com o transatlântico Harmony of the Seas ancorado no Kangaroo Point do século XIX; e Henry Chamberlain (1796-1844) com plataformas petrolíferas no Mar da Noruega transpostas para o Rio de Janeiro também do século XIX
Farmacologia, hormônios e comportamento: José Ribeiro do Valle e a Seção de Endocrinologia do Instituto Butantan
Este trabalho discute os processos de materialização (BARAD, 2003) da farmacologia no Instituto Butantan, entre 1937 e 1947, tomando como ponto de partida as pesquisas realizadas por José Ribeiro do Valle. Analisaremos como os estudos sobre hormônios adquiriram legitimidade e também as alianças que proporcionaram, em 1940, a criação da Seção de Endocrinologia, chefiada por Ribeiro do Valle. Este cientista se formou na Faculdade de Medicina de São Paulo e, desde o início de sua carreira, elaborou pesquisas que mesclavam objetos e saberes em circulação no laboratório e na clínica psiquiátrica. Por meio da trajetória deste pesquisador, discutiremos como foi reputada aos hormônios a possibilidade de estabelecer uma base laboratorial, supostamente objetiva, para a compreensão das descrições clínicas.
As conexões estabelecidas entre hormônios, processos químicos e comportamentos proporcionaram a Ribeiro do Valle elaborar suas primeiras pesquisas em farmacologia, analisando órgãos genitais masculinos na Seção de Fisiopatologia do Instituto Butantan. A partir destes experimentos, da circulação de seus resultados e das interfaces com questionamentos da clínica, tornou-se possível criar um espaço para as pesquisas em farmacologia, que vinculadas aos debates sobre hormônios, foram inseridas na Seção de Endocrinologia, em 1940. Este departamento de pesquisa foi chefiado por Ribeiro do Valle e se dividia entre as subseções de Encrinologia Experimental e Endocrinologia clínica. Mobilizando o conceito de “intra-ação” (BARAD, 2003), pretendemos ir além das dicotomias e hierarquizações entre o laboratório e a clínica, destacando as dinâmicas conjuntas pelas quais estes espaços de pesquisa adquiram materialidade e legitimidade dentro do Instituto Butantan. Através destas pontes e contínuas recomposições, destacaremos os caminhos pelos quais os estudos em farmacologia, realizados por Ribeiro do Valle, inseriram-se no Instituto Butantan, entre 1937 e 1947
Como as plataformas digitais têm (re)produzido as lesbianidades? Uma abordagem decolonial dos processos de plataformização das sexualidades
O objetivo da presente pesquisa é investigar se, e de quais maneiras, as plataformas digitais têm operado na (re)produção das lesbianidades, através de um mapeamento e documentação que dê conta de como distintas plataformas (re)produzem a lesbofobia. Para isto, serão analisados, ainda, como os processos de colonialidade de dados e de tecnologias atuam em processos de acirramento das discriminações semiótico-materiais contra lésbicas. A pesquisa aborda a incidência desses processos contra lésbicas nas respostas (outputs) de plataformas advindas do Vale do Silício, e presentes em países da América Latina, com ênfase no Brasil. Percorreremos, inicialmente, as plataformas Instagram, o buscador da Google e o Twitter pelos acontecimentos e controvérsias gerados a partir dessas duas plataformas e que foram denunciados por usuárias como demonstrações de expressões lesbofóbicas engendrada em suas estruturas. Através de um enfoque teórico, baseado nas perspectivas decoloniais (ANZALDÚA, 2021; RICAURTE, 2019) e nos debates sobre enviesamentos algorítmicos (BUCHER, 2018; NOBLE, 2018; SILVA, 2019, 2020), analisaremos o enredamento entre os enviesamentos algorítmicos e a colonialidade de corpos, dados e plataformas desde a ótica das lesbianidades. Assim, busca-se compreender, também, de quais maneiras os algoritmos, e demais agenciamentos envolvidos nas plataformas digitais, acrescem aos dispositivos de sexualidade e gênero (FOUCAULT, 2013). Entende-se, para tanto, que estudar plataformas requer olhar para toda uma rede sociotécnica (LEMOS, 2013) e, para tal, propõe-se um método híbrido, de caráter cartográfico-genealógico, inspirado na Teoria Ator-Rede
Sítios do projeto Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) no Brasil: que tipo de aliança os cientistas da ecologia fazem?
Que tipo de aliança os cientistas da ecologia fazem? Com quem dialogam e encontram saídas para a crise ambiental em curso? Como a infraestrutura científica nacional pode contribuir para a diminuição dos efeitos locais da crise ambiental global? Para responder as questões introdutórias, buscaremos identificar se existem alianças entre os Sítios PELD como os campos da educação ambiental e do turismo comunitário. Estamos empenhados em identificar também as relações existentes entre as pesquisas científicas e os conhecimentos populares das comunidades inseridas ou cercadas pelos sítios PELD. Em momento posterior, objetiva-se avaliar através de metodologias quanti-qualitativas a qualidade dos instrumentos de educação ambiental dos sítios PELD em funcionamento atualmente, a fim de gerar um panorama geral dos principais instrumentos utilizados, bem como as dificuldades e potencialidades de cada um deles. Os métodos científicos filosóficos que instigam o desenvolvimento da atual pesquisa são aqueles identificados como unificadores entre os costumes sociais e étnicos, os aspectos socioeconômicos regionais e a conservação ambiental. Acredita-se que teorias como a Socioecologia ou abordagem socioecológica e a Teoria Ator-Rede são caminhos para encontrar as conexões entre a ciência e as comunidades. Qual é a realidade das comunidades próximas aos sítios de pesquisa em ecologia? Existem potencialidades para a sustentabilidade socioambiental que emergem dessas comunidades? Em relação ao turismo comunitário, entende-se que a prática social do turismo é considerada uma atividade econômica que poderia funcionar como alternativa às dificuldades socioeconômicas enfrentadas por comunidades tradicionais que vivem no entorna das UCs. Como metodologia, será utilizada uma metanálise de dados, a fim de traçar uma rede entre as pesquisas científicas e as ações de EA e Turismo Comunitário nas proximidades dos Sítios PELD. A pesquisa se realizada também com base em entrevistas com os principais atores (comunidade local e gestores) dos sítios. Espera-se como principal resultado auxiliar no processo de integração dos documentos, pesquisas e artigos relacionados aos Sítios PELD, por meio de um panorama geral dos conflitos e potencialidades nesses locais