Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    ANALISANDO MAPAS HISTÓRICOS: a cartografia enquanto potencializador do ensino interdisciplinar de geografia e história a partir do pensamento geográfico

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    O presente trabalho buscou desenvolver mapas históricos e analisá-los a partir dos conceitos de pensamento geográfico e de espaço geográfico para potencializá-los enquanto material de ensino interdisciplinar para as disciplinas de história e geografia. Para isso, foram utilizados os métodos aplicados para a criação de mapas históricos utilizados no projeto de pesquisa Amazônia Colonial desenvolvido no instituto de filosofia e ciências humanas da Unicamp, no qual atuo como bolsista de treinamento técnico. Foram desenvolvidos mapas históricos sobre a produção vegetal das vilas indígenas pombalinas. A interpretação desses mapas sob a ótica da geografia se mostrou muito útil para entender os fenômenos históricos retratados, tanto para a área de ensino quanto para a pesquisa, assim demonstrando que os conceitos da geografia podem ser utilizados para o estudo das representações espaciais históricas e também para o desenvolvimento de atividades de ensino interdisciplinar

    MAPEAMENTO PARTICIPATIVO COMO ESTRATÉGIA DIDÁTICA NO ENSINO: experiência com estudantes do 3° ano do ensino médio em Barão Geraldo, Campinas (SP)

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    O presente trabalho apresenta uma experiência didática com o uso do mapeamento participativo, realizada em novembro de 2024 com uma turma do 3º ano do ensino médio, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP). A prática educativa teve como objetivo despertar nos estudantes o interesse pelo território vivido e fomentar uma aprendizagem mais crítica e ativa. Estruturada em dois momentos, a atividade iniciou-se com uma aula expositiva-dialogada, conduzida a partir de questões norteadoras formuladas pelos proponentes e embasada por material confeccionado em PowerPoint. Em um segundo momento, desenvolveu-se uma oficina prática, na qual foi realizada coletivamente a marcação de um mapa base do distrito de Barão Geraldo, previamente elaborado, que representava os bairros Cidade Universitária, Vila Santa Isabel, Jardim Independência, Vila São João e Real Parque. Os estudantes foram convidados a identificar e localizar elementos relevantes de suas vivências cotidianas, como “residência dos alunos”, “pontos de ônibus”, “igrejas” e “espaços de lazer”. A manipulação desses elementos no mapa permitiu a vivência prática dos conceitos discutidos anteriormente, além de promover reflexões acerca do território usado, conforme proposto por Milton Santos. A prática reafirma a importância de metodologias interdisciplinares e participativas no ambiente escolar, especialmente no ensino de Geografia. O mapeamento participativo revelou-se uma ferramenta potente para que os estudantes desenvolvam um novo olhar sobre seu entorno, reconhecendo dinâmicas socioespaciais e atribuindo novos sentidos ao bairro onde vivem. Mais do que uma técnica, trata-se de uma abordagem que rompe com a lógica vertical do ensino tradicional e valoriza os saberes locais, contribuindo para uma educação emancipadora e territorializada

    RACIONAIS MCS E MILTON SANTOS: Vida Loka parte 2 e a didáticageográfica nos diferentes ambientes de ensino

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    O saber local e o saber acadêmico se encontraram e se complementam para desvendar as minúcias sensíveis do mundo nos e dos lugares, especialmente quando se concretiza em forma de arte. O RAP (Rhythm and Poetry) possui essa força pedagógica de traduzir em seus testemunhos as dinâmicas da organização espacial. A presente prática educativa tem por objetivo confluir os saberes das ruas na perspectiva dos Racionais MCs e as categorias geográficas propostas por Milton Santos como fundamentos didáticos nos ambientes de ensino (educação não-formal e educação formal). Adotei uma abordagem qualitativa, com inspiração em narrativas coletivas construídas em rodas de conversa, tendo como foco a análise do videoclipe da música Vida Loka Parte 2, dos Racionais MCs, e as categorias geográficas forma, função, estrutura e processo durante um diálogo com estudantes de um cursinhopopular pré-vestibular e uma aula com estudantes universitários do curso de licenciatura em Geografia. A prática revelou que ambos estudantes se sentiram familiarizados com o clipe musical, os estudantes do cursinho popular foram mais detalhistas em suas observações e interpretações direcionadas aos elementos cotidianos. Por sua vez, os estudantes universitários atentaram-se mais para as estruturas espaço-temporais. Ambos relacionando com as categorias mobilizadas para os respectivos diálogos/aulas. Conclui-se que a articulação entre o saber local e o saber acadêmico, mediada pela arte do RAP como instrumento didático, potencializa a compreensão das categorias geográficas e amplia os sentidos de uma interpretação crítica do espaço geográfico. A prática educativa realça a importância de propostas didáticas e metodologias dialógicas integradas às realidades dos sujeitos e sujeitas em diferentes espaços educacionais

    ALÉM DA SALA DE AULA: cartografia e experiência no cotidiano escolar do PIBID

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    Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivenciada por dois estudantes da licenciatura em Geografia, integrantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), durante o acompanhamento das aulas de Geografia do 7º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Professora Castinauta de Barros Mello e Albuquerque. A ação teve início a partir do relato espontâneo de um dos alunos, que afirmou ter encontrado um mapa no trajeto até a escola. O episódio motivou os pibidianos, com o incentivo do professor regente, a realizarem uma busca pelo objeto com base nas orientações fornecidas pelo próprio estudante. Após a coleta do mapa e seu deslocamento até o ambiente escolar, a atividade serviu de ponto de partida para o diálogo com os demais alunos sobre o objeto encontrado, seu contexto, o caminho percorrido e outras questões relacionadas à experiência espacial. A proposta evidenciou os saberes prévios dos estudantes e indicou a possibilidade de desenvolver noções cartográficas a partir da vivência cotidiana dos alunos, promovendo a construção coletiva do conhecimento geográfico em uma perspectiva participativa

    REVISITANDO O ENSINO DAS GEO-GRAFIAS NEGRAS: filmes-ilhas contrapontísticas que emergem no chão da escola

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    Este trabalho aparece como parte da investigação de pós-doutorado e propõe a noção de Geo-grafias Negras a partir do subcomum como uma chave teórico-metodológica para o ensino de Geografia por meio da partilha de experiências escolares que emergem nas Mostras Kino/Estudantis do Programa Cinema & Educação. O ponto de partida é a constatação de que, embora haja avanços na inserção das relações étnico-raciais no currículo, persiste uma superficialidade teórica no trato do racismo como estruturante da espacialidade e da própria noção de território. Tal lacuna motivou uma análise crítica das dez edições da Mostra, buscando compreender como os filmes realizados por educandos e educadores nas escolas públicas constroem práticas pedagógicas sensíveis, políticas e coletivas negras (ou não), que tensionam os marcos normativos do ensino da Geografia. A primeira parte da investigação dedica-se à análise crítica do estado da arte do ensino de Geografia no Brasil à luz das relações étnico-raciais. O ponto de partida é o reconhecimento de que, embora a Lei 10.639/03 tenha provocado importantes deslocamentos nas políticas curriculares e nas práticas escolares, ainda prevalece um esvaziamento teórico quando se trata de abordar o racismo como estrutura geográfica e espacial. As geografias negras permanecem, em grande medida, invisibilizadas nas formações docentes, nos livros didáticos e nos programas oficiais, sendo tratadas de modo fragmentado, folclorizado ou desprovido de crítica histórica. Na segunda parte, introduz-se a categoria de subcomum, conforme elaborada por autores como Fred Moten, Stefano Harney e Denise Ferreira da Silva. O subcomum designa modos coletivos de existência que escapam à gestão e à visibilidade do comum normativo, operando por ruído, improviso e partilha subterrânea. Tais formas de vida interrogam a própria noção de território como estrutura política, propondo em seu lugar zonas de contágio e de escuta sensível — como os “porões”, cineclubes e os corredores da escola. Essa inflexão permite imaginar uma Geografia negra não centrada em fronteiras, mas em encontros não mapeáveis. A terceira parte do estudo analisa, à luz da ideia de afrofabulação, filmes escolares que re-inscrevem o passado e o presente da experiência negra como forma de auto-inscrição no mundo. As obras “Unidos pela Igualdade” e “Pretos e Brancos” são lidas como ilhas contrapontuísticas: montagens espaço-temporais em que o rap encontra o maculelê, a dor se transmuta em riso e o cotidiano das pessoas negras tornam-se narrativa contracolonial escolar.

    RITMO E MOVIMENTO: aplicando a lei 10.639/03 através da capoeira e da música na escola

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    Este trabalho tem como objetivo destacar a importância da valorização do conhecimento afro-brasileiro, contribuindo para o ensino de Geografia de forma didática e inclusiva. A iniciativa educacional visa promover a cultura afro-brasileira e combater o racismo e a discriminação racial nas escolas, com o apoio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). O projeto, desenvolvido na Escola Estadual Quintiliano Jardim, em Uberaba (MG), possui grande relevância para a educação brasileira, pois colabora para a construção de uma sociedade mais justa, incentivando a inclusão e o respeito à diversidade cultural. O projeto da cultura africana foi implementado na escola nos meses de maio e abril de 2025 com oficinas na escola. Abrangendo elementos como música, dança, religião, culinária e outros. Com o propósito de resgatar essa cultura e valorizar a geografia histórica, bem como as contribuições dos povos africanos e afrodescendentes para a sociedade brasileira, este trabalho busca enfatizar a importância de projetos que promovam a construção de saberes étnico-raciais nas práticas escolares

    EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA E DISCURSOS DE ÓDIO: Reflexões Críticas sobre Modernidade Líquida e Redes Sociais na Prática Escolar

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    A educação nos tempos atuais é atravessada por desafios complexos, que exigem da escola uma postura ativa diante das transformações sociais, culturais e tecnológicas que impactam a formação cidadã. Este artigo apresenta uma experiência pedagógica desenvolvida com estudantes do 9º ano do ensino fundamental, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), voltada à problematização de temas como modernidade líquida, redes sociais e a disseminação de discursos de ódio com o objetivo de promover o uso crítico das redes sociais e desenvolver habilidades socioemocionais de convívios sociais. O referencial teórico fundamenta-se em Bauman (2004), ao abordar a fluidez e a fragilidade dos vínculos na modernidade; em Recuero (2014) e Castells (2003), que analisam a centralidade das redes sociais na reconfiguração das interações sociais; e em Souza (2017), que denuncia as dimensões simbólicas e morais das desigualdades brasileiras. A metodologia baseou-se em rodas de conversa e debates que valorizaram a escuta ativa dos estudantes e a articulação entre teoria e prática. Os resultados evidenciam que a abordagem favoreceu o engajamento discente na análise crítica de preconceitos e práticas discriminatórias presentes no espaço digital e nas relações cotidianas. Conclui-se que práticas pedagógicas críticas e dialógicas são essenciais para a construção de uma educação emancipadora, capaz de enfrentar discursos de ódio e promover a valorização da diversidade

    O LUGAR DO RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO NA BNCC E CONSIDERAÇÕES SOBRE VIOLÊNCIA

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    Essa pesquisa, síntese da monografia de conclusão de curso do autor, pretende analisar como o sistema educacional brasileiro pode ter sido apropriado pela lógica neoliberal a qual com o intuito de desenvolver a prática tecnicista na educação pública, através da desapropriação do caráter crítico do currículo, sendo nosso principal foco, a descaracterização da disciplina de Geografia para validação desse argumento. Busca-se, a partir de uma discussão teórica, demonstrar que a precarização da geografia escolar dificulta o desenvolvimento do raciocínio geográfico, ou seja, a apreensão geográfica sobre a realidade concreta de produção do espaço. Para consolidar essa compreensão, propomos uma interpretação sobre as ambição econômicas do mercado neoliberal sobre a educação, como uma forma de violência, por elitizar uma educação pública emancipatória de qualidade, impossibilitando o desenvolvimento do raciocínio geográfico. Dessa forma, buscamos associar esse processo de violência ao conceito de necropolítica, conforme o entendimento do autor sobre esse conceito, assim, considerando que a apropriação da educação pelo neoliberalismo reforce a estratificação social sobre as populações periféricas, devido à desqualificação de seus direitos por meio do domínio do interesse privado sobre as políticas públicas educacionais

    COORDENADAS GEOGRÁFICAS E INCLUSÃO: O uso do futebol de botão e o xadrez como recursos didáticos

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    Ao longo da história as pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA) não eram aceitas e foram marginalizadas pela sociedade. A mobilização de profissionais da educação e saúde, juristas e principalmente dos familiares, resultou em conferências sobre o tema, que obtiveram como resposta ao clamor social, diversas declarações que proferiam a necessidade de mudanças nas legislações, para que se tivesse garantido o reconhecimento do direito dessa parcela da população em todos os aspectos. Hoje no Brasil, temos a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência que é considerado um marco nacional, que discorre sobre diversos âmbitos, incluindo o educacional. A lei diz que é necessário que os estudantes com deficiência tenham garantido o seu pleno acesso ao currículo, e com isso é fundamental a adaptação curricular. Este trabalho tem por objetivo abordar uma pratica inclusiva em sala de aula, a partir de uma atividade de adaptação curricular de geografia, com o uso de jogos como ferramenta de aprendizagem, realizada com alunos do 6º ano do ensino fundamental dos anos finais de uma escola pública estadual do município de Cordeirópolis-SP . Como resultado, é possível afirmar que o uso do jogo no ensino inclusivo é uma excelente ferramenta de aprendizagem que auxilia a partir da ludicidade na compreensão de temas geográficos

    SOCIALIZAÇÃO COMO PRÁTICA DE ENSINO E APRENDIZAGEM: um relato de experiência

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    O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência pedagógica de bolsistas do PIBID na Escola Estadual Professora Castinauta de Barros Mello Albuquerque. O subprojeto tem como objetivo a integração de tecnologias no ensino de Geografia. A partir da constatação de que métodos tradicionais – como aulas expositivas prolongadas e transcrição de conteúdo do quadro – resultaram em baixo engajamento discente, implementou-se uma abordagem centrada em atividades práticas colaborativas, destacando-se os seminários como estratégia de elevada eficiência. Os seminários se mostraram experiências ricas em aprendizados, tanto em conteúdo formal para a compreensão crítica do espaço geográfico quanto em habilidades sociais, como trabalho em grupo, diálogo e comunicação em público

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