Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    O ensino baseado em projeto e a aprendizagem colaborativa com sistemas de informação geográfica

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    PROBLEM BASED LEARNING AND COLLABORATIVE LEARNING WITH GEOGRAPHIC INFORMATION SYSTEMS. Geographic Information Systems (GIS) are a branch of technology applicable to virtually all knowledge areas. Traditional GIS teaching is normally based on lectures and tutorials, which does not prepare the student to use the tool in the intercommunication among professionals and in real problem solving. This article aims to determine the impact of problem solving-based GIS teaching on the skills acquired by the GIS students. To achieve it, the course was divided in two phases; the first was based on lectures and tutorials, and the second one based on problem solving. A poll was carried out at the end of each phase through the NAVi platform questioning students on how able they feel to use GIS professionally. More than 60% of the students showed a performance improvement. The results show the importance and effectiveness of problem-based collaborative learning in GIS teaching.Sistemas de Informação Geográfica (SIG) constituem uma tecnologia aplicável a praticamente todas as áreas de conhecimento. O ensino tradicional em SIG normalmente é baseado em aulas teóricas e exercícios tutoriais, o que não prepara o aluno para seu uso na intercomunicação entre profissionais e solução de problemas reais. O objetivo deste trabalho é definir o impacto do ensino de SIG baseado na solução de problemas sobre as habilidades adquiridas pelos alunos de SIG. Para tal, a disciplina foi dividida em duas fases, sendo a primeira focada em teoria e exercícios tutoriais e, a segunda, na solução de problemas. Ao final de cada fase foi feita uma enquete na plataforma NAVi sobre quão apto o aluno se sente para usar um SIG profissionalmente. Mais de 60% dos alunos responderam ter uma melhora no desempenho. Os resultados demonstram a importância e eficácia da aprendizagem colaborativa baseada em projeto no ensino de SIG

    Criação e implantação do Curso de Graduação em Geologia na Universidade Federal do Espírito Santo

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    CREATION AND IMPLEMENTATION OF THE UNDERGRADUATE COURSE IN GEOLOGY AT THE FEDERAL UNIVERSITY OF ESPÍRITO SANTO. The undergraduate degree in geology at the Federal University of Espírito Santo was created in 2005 and the first class of students entered by 2006. The initial phase of deployment is considered completed in 2011, after graduation of the first class of geologists and the course recognition by the Education Ministery. The total course load is 4,410 hours, along five years-time; 40 places are offered annually, performing a candidate/vacancy ratio around nine. About 200 students are enrolled in six classes, coming mainly from the regions of Greater Vitória, Polo Cachoeiro and Caparao (Espirito Santo State) and from Minas Gerais and Rio de Janeiro states. The course accounts with 12 teachers and a small administrative staff; some basic laboratories guarantee the required activities and fieldwork. The current operating conditions suggest that the future self-evaluation and updating and revision of the educational project shall assist in the consolidation of the undergraduate course both at state and regional levels.A fase inicial do curso de graduação em Geologia da Universidade Federal do Espírito Santo pode ser considerada concluída após as etapas de criação, em 2005, e de implantação, a partir de 2006, que resultaram na colação de grau da primeira turma de geólogos do estado e no reconhecimento do curso pelo Ministério de Educação, ambos em 2011. Atualmente o curso tem carga horária total de 4.410 h, integralização curricular em dez períodos semestrais, oferta anual de quarenta vagas e relação candidato/vaga no último vestibular em torno de nove; conta com doze docentes e dois servidores técnico-administrativos efetivos; tem cerca de duzentos estudantes matriculados em seis turmas e oriundos principalmente das seguintes mesorregiões: Metropolitana de Vitória, Polo Cachoeiro e Caparaó no interior do estado do Espírito Santo e dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro; a evasão média é de cerca de 30% nas três primeiras turmas e de 10% nas três turmas subsequentes; está instalado em prédio próprio com alguns laboratórios básicos em funcionamento e tem garantia de custeio integral das atividades de campo. As atuais condições de funcionamento do curso, em termos de atividades de ensino, pesquisa e extensão, sugerem que a futura autoavaliação e a atualização e revisão de seu projeto pedagógico devem auxiliar na sua consolidação em níveis estadual e regional

    Boas novas: Diretrizes Curriculares de cursos de graduação aprovadas pelo CNE em 2012

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    O II Seminário Nacional sobre Cursos de Graduação em Geologia, realizado na Universidade Estadual de Campinas, em 2002, reuniu 18 dos 19 cursos existentes na época, tendo culminado na fundação do Fórum Nacional de Cursos de Geologia e em proposta de Diretrizes Curriculares (http://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v1/v1_a8.html). Ninguém imaginaria, porém, que se passariam dez anos para que a proposta fosse aprovada pelo CNE. A boa notícia ainda não está bem difundida e debatida: o governo reconheceu o mérito das preocupações legítimas de toda a comunidade e criou mecanismos de acompanhamento dos cursos, mas a realidade mudou radicalmente: o número quase dobrou e muitos ainda lutam para reunir bases para oferta de uma formação superior de qualidade.Diz-se que em geral a sociedade não faz a mínima idéia do papel que se espera de nós, geólogos, mas sabemos que a ciência geológica concilia a perspectiva integradora do conhecimento científico da natureza aos desafios da profissão. As habilidades de uso de computadores e outras tecnologias ajudam a gerar informação e transformá-la em conhecimento útil. Os atuais problemas de recursos naturais e desequilíbrio ambiental reabrem a discussão sobre importância da Geologia. É urgente incorporar temas geológicos aos níveis de ensino fundamental e médio e reforça-se a questão da licenciatura, que jamais despertou entusiasmo entre os geólogos, embora todos reconheçam a importância da difusão da ciência. Em 1966, exatos nove anos depois de criados os primeiros cursos de Geologia, encontraram-se em Porto Alegre seus diretores para debater problemas que vivenciavam. Dois fatos pedem atenção especial: (1) o Prof. Karl Beurlen assinalou "erro fundamental": o geólogo graduado poderia sair diretamente para o mercado de trabalho. Os quatro anos do curso (na época) "fornecem os fundamentos gerais da geologia", mas não pode ser atingida a especialização. No mundo inteiro, dizia ele, geólogos não "conseguem contrato definitivo, mas são obrigados a dispender um ano de preparação para a vida profissional ou para a carreira científica". Era o começo da luta pelas bolsas e pelos programas de pós-graduação. (2) Roberto Issler afirmou que, do meridiano de Brasília para oeste, o Brasil era um ilustre desconhecido. Quantos recursos minerais encerraria essa área? Por esses e outros motivos, apelava para firmes incentivos em mapeamento básico e para a transformação do DNPM em um serviço geológico nacional.Gerações sucessivas de geólogos formaram-se desde que os cursos pioneiros abriram as portas. A geologia no Brasil cresceu e prosperou, mas passou por maus períodos, no último meio século. Para constatar quanto se progrediu, basta olhar um mapa geológico do Brasil, sempre atualizado na WEB, repleto de mistérios e desafios que estão por ser pesquisados, enfrentados e desvendados. Celso Antunes [2001, Como transformar informações em conhecimento, Petrópolis: Ed. Vozes] afirma ser "impossível saber como será o mundo de amanhã. Será, entretanto, da maneira que os professores o fizerem. Nenhuma profissão, em nenhum tempo, dispõe da possibilidade presente ao magistério para modelar os seres humanos que virão".Uma função estratégica de Terræ Didatica é estimular a discussão e reunir o esforço competente daqueles que acreditam que a universidade pública brasileira, gratuita e de qualidade, tem sido e será capaz de dar grandes saltos e formar recursos humanos de classe comparável às melhores escolas do globo, quiçá mais antigas. A periodicidade semestral de Terræ Didatica, iniciada em 2011, será superada em 2014, porque o ingresso de novos artigos é constante. Atingimos a marca de 100 trabalhos originais e inéditos recebidos. Aumentar a frequência das edições é a meta do próximo ano. Para tanto, convidamos autores, professores e pesquisadores para ajudar-nos a concretizá-la. A todos que ajudaram a finalizar este número, registramos nossos agradecimentos

    Percepção dos professores do entorno do Parque Paleontológico de São José de Itaboraí (RJ) sobre aspectos geológicos, paleontológicos e arqueológicos locais

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    teachers Public understanding ABOUT the São José de Itaboraí Paleontological park (RJ) concerning LOCAL Geological, paleontological and archaeological aspects.The geological heritage of São José de Itaboraí is represented by calcareous rocks rich in invertebrates and vertebrates fossils, specially the late Paleocene mammals. At this site there is also an important archaeological heritage represented by lithic artifacts. In this context, interviews were conducted with teachers of local public schools at the basic level , seeking to evaluate the level of understanding they pursue about geological , paleontological and archaeological aspects of the São José de Itaboraí Paleontological Park. It was found that the teachers have little knowledge about the rocks, fossils and evidences of pre-history, however, the paleontological heritage is best perceived in relation to the archaeological one. This study may be used in geoconservation strategies, popular educational programs and interventions to attend geotourism.O patrimônio geológico de São José de Itaboraí é representado por rochas calcárias ricas em fósseis de invertebrados e vertebrados, destacando-se os mamíferos do Paleoceno tardio. No local existe importante patrimônio arqueológico representado principalmente por artefatos líticos. Nesse contexto foram realizadas entrevistas com professores de escolas públicas locais de educação básica da região, buscando-se avaliar o nivel de conhecimento que possuem acerca dos aspectos geológicos, paleontológicos e arqueológicos do Parque Paleontológico de São José de Itaboraí. Verificou-se que os educadores têm pouco conhecimento das rochas, fósseis e das evidências humanas pré-históricas, no entanto, o patrimônio paleontológico é mais bem compreendido em relação ao arqueológico. O presente estudo pode ser utilizado em estratégias de geoconservação e do patrimônio, em programas de educação popular e em medidas para atender ao geoturismo

    Prof. Dr. Fernando Flávio Marques De Almeida

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    Utilização de recursos de ambiente cad em geologia estrutural

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    CAD RESOURCES FOR RESOLVING STRUCTURAL GEOLOGY PROBLEMS. The article describes features, examples and resources in CAD environment for teaching-learning of Structural Geology. For practical resolution of structural problems, the features of rock bodies are treated as three-dimensional arrangements of geometric figures such as planes, lines and surfaces. The techniques involve descriptive geometry, trigonometry and analytic geometry. Based on learning of manual techniques, the resources in a CAD environment help teaching-learning techniques for representation of natural rock bodies in three dimensions. The article brings together three typical examples, solved in a CAD environment, on layer thickness, depths, apparent dips, intersection of two planes and attitude of a plane from three points. These resources and program features may assist in determining the most appropriate way, for students and professionals, for problem-solving and digital data representation.O artigo descreve exemplos e técnicas de uso de recursos em ambiente CAD para ensino-aprendizagem de Geologia Estrutural. Na resolução manual de problemas práticos, as estruturas de corpos rochosos são tratadas como arranjos tridimensionais de figuras geométricas, como planos, linhas e superfícies. As técnicas envolvem geometria descritiva, trigonometria e geometria analítica. Baseados em conhecimentos sobre o conjunto de técnicas manuais, os recursos em ambiente CAD auxiliam o ensino-aprendizagem de técnicas de representação em três dimensões. O artigo reune três exemplos típicos, em ambiente CAD, de problemas sobre espessuras de camadas, profundidades, mergulhos aparentes, interseção de planos e determinação da atitude de um plano a partir de três pontos. Os exemplos ajudam a selecionar bons caminhos para resolução de problemas, sob a restrição permanente da aquisição de licenças de softwares comerciais. A experiência estimula a busca de alternativas educacionais para superar resultados, tantas vezes insatisfatórios, do ensino-aprendizagem de Geologia Estrutural

    Entendendo o Tempo e o Clima na América do Sul

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    Underrstanding Weather and Climate in South America: South America (SA) has a diversified geography that enables the development and action of different atmospheric systems. These systems contribute to the spatial and temporal non-homogeneity of precipitation patterns. This study has as purposes: (a) to provide basic concepts from weather and climate, (b) to present the precipitation climatology and (c) to describe the atmospheric systems that contribute to the diverse annual cycles of precipitation in each region of the SA. The wet season in the continent is usually in the summer and the dry season is the winter. In these seasons different atmospheric systems are responsible by precipitation.A América do Sul (AS) possui uma geografia diversificada, propícia ao desenvolvimento e atuação de diferentes sistemas atmosféricos que contribuem para não-homogeneidade espacial e temporal da precipitação. Diante disso, os objetivos deste estudo são: (a) discutir os conceitos básicos de tempo e clima, (b) apresentar a climatologia de precipitação no continente sul-americano e (c) descrever os sistemas atmosféricos que contribuem para os diferentes ciclos anuais de precipitação nos diversos setores da AS, com base em revisão da literatura. De modo geral, a estação chuvosa da AS é o verão e a seca, o inverno. Nessas estações do ano, diferentes sistemas atmosféricos são responsáveis pela precipitação

    mergências na formação competente de geólogos e profissionais das Ciências da Terra

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    O fortalecimento da educação em todos os níveis, da pré-escola aos cursos de pós-graduação, desafia a criatividade e competência de governos e sociedades, além de interessar diretamente às empresas. Os resultados melhoram a cultura em geral e aumentam a qualidade de vida da população. Diversos países assumem hoje posições de destaque no cenário social e econômico, justamente porque investiram com firmeza, nas últimas décadas, na formação dos cidadãos. Regina Garcia afirma que muitas propostas para a educação, na prática, acabam tocando situações periféricas para, ao final, nada mudar. O texto fora publicado após a Rio-92 (Garcia R.L. 1993. "Educação Ambiental: uma questão malcolocada". In: Cadernos CEDES, Centro Est. Educ. e Sociedade). A autora alerta que, à custa de "manter o povo muito ignorante" (grifos do original), tem sido possível assegurar que 1% da população detenha 53% de toda a riqueza brasileira enquanto 49,2% vivem "à margem das políticas econômicas e sociais". O quadro parece ter se alterado pouco até 2012, ano de realização da Rio+20.O desenvolvimento sustentável tem sido considerado como meta inatingível por alguns. Para outros, contudo, tal meta é dependente da formação adequada de recursos humanos. O País precisa aumentar o número de graduados em Geologia, de modo a atender aos setores de mineração, suporte à construção civil, pesquisa e explotação de água subterrânea, meio ambiente, exploração e produção de petróleo. Geólogos e outros profissionais da área das Ciências da Terra atuam em projetos de levantamento das características naturais do país ou na implantação de obras de infraestrutura. Além disso, a despeito dos ataques à burocracia governamental, boa parcela de funcionários públicos dedica-se à educação do povo ou à sua proteção contra questões ligadas a desastres naturais.Nesse contexto, a função estratégica de publicações como Terræ Didatica é contribuir para reforçar o investimento do Estado na qualidade da educação pública. Quiçá o investimento se torne duradouro. Quando se "ensina" algo a um professor, provoca-se benéfica reação em cadeia, porque um docente mais bem preparado provavelmente estará apto a motivar melhor os alunos, durante várias décadas. Ensinar professores não é nada fácil, porque é "necessário descobrir ou inventar algo novo e útil", antes de ter algo para oferecer-lhes (Means W.D. 1991. A time for teaching teachers. Geology, dez/1991, p. 1155). A longo prazo, no entanto, os efeitos do processo são muito grandes.Terræ Didatica, volume 8, número 1, 2012Esta edição busca difundir novos conhecimentos científicos, e experiências úteis, para professores de ensino médio e superior. O conhecimento histórico e geológico da dinâmica "cidade maravilhosa", apesar da expansão urbana, pode ser visualizado no roteiro sobre rochas ornamentais e pedreiras que abre este número. Persegue a mesma linha o relato sobre oficinas de "educação para geoconservação" de sítios geológicos do Geopark Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. A edição inclui esclarecedor trabalho sobre fatores determinantes do tempo e do clima na América do Sul; dois outros especialistas discorrem a respeito da "evolução histórica e filosófica do conceito de nível de base fluvial". Esperamos que os materiais atendam a educadores e estudantes em sua busca de aprimoramento científico.A periodicidade semestral de Terræ Didatica, iniciada em 2011 e mantida em 2012, é preparatória para aumentar a frequência das edições, meta dos próximos anos. A concretização, contudo, depende do firme e decidido apoio da comunidade, leitores e autores. A todos que colaboraram na finalização deste número, registramos sinceros agradecimentos.

    O método das múltiplas hipóteses de trabalho

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    Tradução realizada em 1995 por Gilberto Amaral, IG-Unicamp, do original em Inglês: Chamberlin T.C. 1897. The method of multiple working hypotheses. J. Geology 5:837-848.

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