Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Atividades de simulação no Ensino de Geografia

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    Este estudo pretende investigar algumas potencialidades das atividades de simulação no ensino de geografia na Educação Básica para o aprendizado de conteúdos e desenvolvimento de competências e habilidades diversas. Revisamos alguma bibliografia nas áreas de Geografia, Educação e Ensino de Geografia e informações disponíveis online sobre algumas atividades de simulação realizadas na Universidade Federal Fluminense, na Escola Parque (Rio de Janeiro), no Colégio Pedro II (Rio de Janeiro) e no Cefet/RJ. Em seguida tratamos de refletir acerca da realização e dos resultados de uma atividade num contexto diferente dos observados usualmente, em vez de instituições reconhecidas pela excelência acadêmica e por atenderem estudantes do Ensino Médio, a referida atividade foi empreendida com alunos do oitavo ano da Escola Municipal Presidente Antônio Carlos, localizada no subúrbio do Rio de Janeiro

    Composição e segregação socioespacial: escalas de percepção e análise

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    Inseridos num contexto cada vez mais desconexo dos espaços públicos e das inflexões sociais, políticas e econômicas características das relações e conflitos que atingem mais comumente as populações marginalizadas, estudantes de classes média e alta tendem a ignorar as dinâmicas de composição e segregação socioespacial – mesmo as que estão prestes em seus restritos círculos de convivência, geralmente reduzidos a condomínios fechados, escolas particulares, clubes de lazer e recreação e shopping centers. O trabalho de análise da composição e segregação socioespacial num desses espaços, um shopping center, possibilita significar a utilização de ferramentas geográficas abarcadas pelos censo demográficos e exemplificar a importância da análise demográfica atrelada ao contexto histórico, socioeconômico e cultural em que está inserida. A escolha do shopping, onde geralmente são ignoradas as interações sociais e relações hierárquicas de poder, exploração e hierarquização, tem por finalidade provocar o estudante a perceber com um olhar crítico e reflexivo a forma materialista, consumista e excludente através da qual as relações econômicas, políticas e culturais moldam o espaço geográfico. Partindo da escala de percepção local, a análise passa a buscar outros espaços e extrapolar aqueles que fazem parte do cotidiano do estudante, provocando-o a pensar de que maneira essas mesmas relações se estabelecem em bairros periféricos de seu município, entre os municípios de seu estado, entre os estados de seu país e de que maneira são influenciados à mesma medida que influenciam a globalização dessa estrutura de poder e dominação através da segregação e da exploração

    A alfabetização cartográfica como estratégia no ensino da escala geográfica nos anos iniciais

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    O uso da alfabetização cartográfica nos anos iniciais possibilita que a criança faça a leitura do mundo através de conceitos e procedimentos que precisam desde cedo ser desenvolvidos, a fim de formar um indivíduo capaz de entender e utilizar de forma eficiente ferramentas que o levem a agir no espaço geográfico com autonomia e fazer a ressignificação do seu espaço vivido. A utilização da alfabetização cartográfica vai de encontro com a aprendizagem regular dos alunos, facilitando o entendimento do conteúdo estratégico e sistematizado da geografia posteriormente, dando-o uma maior possibilidade de construção de esquemas cognitivos para construção desses conhecimentos. O presente artigo demonstra experiências de atividades desenvolvidas com alunos do ciclo de alfabetização que tiveram como objetivo a construção e conhecimento de uma linguagem gráfica e apresentação da cartografia como meio de comunicar o espaço, através da construção de conceitos como: localização, orientação, direção, proporcionalidade, escala, representação bidimensional e tridimensional, através de atividades lúdicas e práticas, considerando características da linguagem cartográfica, como proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais

    Regiões brasileiras: compreendendo as diversidades culturais

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    Com a pretensão de promover uma prática significativa no Ensino de Geografia, a presente proposta lança luz sobre o tema Região e Cultura considerando reflexões sobre as metodologias adequadas para ocasionar a compreensão e a construção dos conceitos estabelecendo uma ligação entre as variadas manifestações culturais presentes nas regiões brasileiras. Visto a complexidade de se conceituar o tema região o intuito foi proporcionar por meio de uma experiência prática o entendimento deste conceito a partir das manifestações culturais pelo Brasil contando com o au xílio de uma atividade dinâmica objetivando a apropriação do espaço escolar, no caso a sala de aula, pelos alunos onde estes puderam ter a oportunidade de serem agentes ativos numa proposta de regionalização, que foi construtivo havendo progressos e dificuldades inerentes a toda experiência de ensino e aprendizagem que constroem a prática docente

    Desafios do Ensino de Geografia e História na construção curricular do Ensino Fundamental

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    O objetivo deste trabalho é o de discutir o processo de construção curricular nos primeiros anos de escolarização dos estudantes nas ciências humanas, especialmente nas áreas de História e Geografia, com a identificação dos principais entraves e necessidades encontradas no processo inicial de alfabetização e letramento da Educação Básica, tanto dos aspectos da construção curricular como da prática docente. Por meio de levantamento e revisão bibliográfica e análise documental, o artigo é divido em três partes principais e complementares entre si, destacando-se os processos de construção curricular nas ciências humanas, os fundamentos teóricos e elementos essenciais do processo de ensino e aprendizagem de história e geografia

    A importância da cartografia tátil na construção e representação espacial do aluno com deficiência visual no ensino regular de Geografia

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    Nas últimas décadas vem surgindo crescentes discussões e pesquisas a respeito da inclusão de pessoas com deficiências em diversas áreas sociais, dentre elas, a própria educação escolar. Nesse sentido, os trabalhos em educação defendem a necessidade de se pensar políticas e estratégias pedagógicas, que permitam aos alunos com qualquer tipo de deficiência, a inclusão no processo de ensino-aprendizagem regular. Assim, o objetivo desse estudo foi de analisar as experiências práticas do desenvolvimento e aplicação de materiais didáticos táteis, para alunos com deficiência visual do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, nas aulas de geografia da “E.E Professor Odilon Correa” em Rio Claro/SP. A metodologia de pesquisa adotada foi qualitativa, e centrou-se na construção e representação de conceitos básicos da cartografia, como orientação e representação espacial. Os materiais didáticos utilizados nas práticas pedagógicas foram confeccionados ou adaptados seguindo os parâmetros da cartografia tátil e contaram com: mapas, maquetes, globos e jogos táteis, os quais puderam ser explorados tanto pelos alunos com deficiência visual quanto pelos alunos normovisuais, tornando assim o conhecimento interessante, dinâmico e acessível a todos. Como resultados, verificou-se a eficácia dos materiais táteis para o ensino de geografia escolar, bem como dos procedimentos metodológicos e das sequências didáticas utilizadas ao longo das aulas. As turmas conseguiram atingir os objetivos propostos e as aulas contribuíram com a aprendizagem de conteúdos cartográficos, não apenas dos alunos com deficiência visual, mas também do restante da turma normovisual

    A utilização do jogo "Trilha Cartográfica" como ferramenta de ensino da cartografia escolar

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    Essa discussão surgiu de uma prática como componente curricular realizada por alunos da graduação do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT/CUA, durante a disciplina de Cartografia Temática, no ano de 2021. O objetivo desse trabalho é analisar os desafios e possibilidades que envolvem a construção de materiais pedagógicos como os jogos durante a pandemia de covid-19, além das contribuições desses mecanismos para a aplicação de conteúdos e temas da Cartografia nas práticas escolares. Dessa forma, é apresentado o processo de elaboração e aplicação do jogo de tabuleiro “Trilha Cartográfica” como ferramenta didática para o desenvolvimento de competências e habilidades, como a de interpretação de mapas. As considerações encaminham-se para o entendimento de que a eminência da pandemia de fato trouxe grandes desafios para a produção de material didático da mesma forma que também trouxe possibilidades a partir das TICs, onde os jogos se apresentam como materiais pedagógicos que podem ser utilizados nas aulas de Geografia, e por seu carácter abrangente contribui muito para desenvolvermos conteúdos da Cartografia a partir de uma nova perspectiva capaz de chamar mais a atenção dos escolares e mostrar que diferentemente do que se pensa aprender Cartografia pode ser um processo divertido e agradável

    Ensino de Geografia: estratégias adotadas durante a pandemia no Ensino Fundamental II

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    O ensino remoto na pandemia tem levado inúmeros docentes a se aprofundar nos conhecimentos sobre o uso de tecnologias e ferramentas diversas para suas aulas, para além do que a escola lhe possibilita – quadro, giz, livro didático - e pouquíssimo acesso às tecnologias. O objetivo deste trabalho é apresentar as dificuldades encontradas com o ensino remoto emergencial, ocasionado pelo Covid-19, durante o ano de 2020 e o primeiro semestre de 2021. Os residentes do Programa Residência Pedagógica em Geografia, da Universidade Estadual de Londrina – UEL, nas turmas do 8ºano B e 8º ano C do Colégio Estadual Polivalente, do Município de Londrina, no Paraná, perceberam que as atividades estavam sendo aplicadas, mas não eram devolvidas. Dessa forma, utilizou-se como metodologia, avaliar as atividades preparadas e aplicadas nas aulas pelos residentes e preceptor, até aquele momento e, dessa forma, identificar o que estava levando os alunos a não participarem das aulas ou a não retornarem com as atividades respondidas. Identificado o problema, foram apresentadas algumas metodologias que possibilitaram driblar estas dificuldades no processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Contudo, optou-se por utilizar recursos que potencializasse respostas rápidas e que pudessem gerar maior interação nas aulas. Nesse processo levou-se em consideração as principais dificuldades encontradas durante as aulas, desde a ausência de comunicação, estrutura física e tecnológica por parte dos alunos, do professor e dos residentes, até a falta de realização das atividades propostas e, foi dessa forma, que chegou-se às atividades de jogos on-line e Quiz, possibilitando a construção do processo de ensino-aprendizagem tão almejado

    O Estágio Supervisionado em Geografia: experiências formativas durante o ensino remoto

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    O estágio supervisionado no campo educacional é objeto de pesquisa, reflexão e prática. Trata-se na maioria das vezes do primeiro contato do graduando com a realidade escolar, ou seja, é um momento de relação prática com sua profissão. Vários são os desafios quando nos referimos a educação no Brasil, porém no ano de 2020 toda a comunidade escolar encontrou-se diante a pandemia da COVID-19 que obrigou uma reformulação no sistema de aulas, onde optou-se pelo ensino remoto, possibilitado por meio das tecnologias da informação e comunicação. Tal realidade teve diferentes desdobramentos para cada realidade social, a partir da desigualdade social já existente e acentuada em nosso país, houve uma desigualdade no acesso a esse sistema de aulas remotas. Portanto, objetivamos abordar experiências construídas no estágio supervisionado e sua importância para a formação docente. Buscou-se apresentar algumas contribuições no sentido da reflexão e da prática a partir do cenário educacional atual, discutindo sobre obstáculos, possibilidades e desafios para a comunidade escolar no período de ensino remoto. Como lócus para a pesquisa tivemos a Escola Estadual de Ensino Fundamental Demétrio Tolêdo localizada no município de Juripiranga – PB, e a população da pesquisa foi uma das turmas do sétimo ano do ensino fundamental II, correspondendo ao total de 25 estudantes. A pesquisa dividiu-se em três partes, sendo a primeira uma breve apresentação sobre a temática do estágio supervisionado, discutindo desafios e possibilidades, a segunda direcionou-se aos estágios na formação docente e seus desafios diante o ensino remoto, e por fim foram tecidas contribuições com base nas atividades desenvolvidas durante as aulas no estágio supervisionado. Várias foram as possibilidades de intervenções didáticas, porém optou-se pelo uso da gamificação como uma alternativa para dinamizar as aulas que aconteceram por meio de plataformas digitais como o google meet

    "Linhas de investigação": homicídios, técnicas e moralidades policiais na gestão de mortos na região metropolitana do Rio de Janeiro

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    Neste trabalho pretendo apresentar alguns dos processos de investigação de homicídios observados no âmbito da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. O objetivo é refletir sobre como ao longo de relações que envolvem o fluxo entre pessoas e coisas, os policiais responsáveis pela condução de “linhas de investigação” construíam “homicídios”. Os dados etnográficos são provenientes de trabalho de campo realizado ao longo de 2014 e que resultou numa tese de doutorado em Antropologia defendida em 2016 (PPGA/UFF). Meu interesse era compreender como no país onde ocorre o maior número absoluto de homicídios no mundo - em 2014, foram aproximadamente 60 mil casos registrados no Brasil - apenas 6% destas mortes são encaminhadas para a justiça, promovendo uma grande sensação de impunidade em relação ao “crime” de matar alguém. Uma das principais razões atribuídas a esta ineficácia na administração institucional de conflitos que resultam em morte é a ausência de investigação policial. Interessada nessa questão, observei os “homicídios” como categoria central para analisar quais técnicas e moralidades policiais eram utilizadas na gestão de mortos, considerando os procedimentos de investigação e tratamento institucional de mortes na região metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil.&nbsp

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