Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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CIRCUITOS CURTOS AGROALIMENTARES: : UM ENSAIO TEÓRICO
Este ensaio teórico, com base em pesquisa bibliográfica, objetiva apresentar um panorama da compreensão sobre os Circuitos Curtos Agroalimentares (CCA’s) presente na literatura. Principalmente a partir do século XX, a modernização da agricultura e o alargamento das cadeias de distribuição agrícola no mundo trouxeram benefícios econômicos a diversos países, mas também fomentaram problemáticas de cunho ambiental, social e de qualidade dos alimentos. Os CCA’s emergem nesse contexto, e buscam mitigar os efeitos nocivos da produção convencional. Não integrados à lógica do agronegócio globalizado, esses circuitos curtos são caracterizados, de modo geral, por aproximarem a produção do consumo e valorizarem a agricultura familiar, as economias locais e a produção alimentar sustentável e segura. Apesar das dificuldades enfrentadas para sua plena reprodução, nota-se o potencial dos CCA’s em preencher as lacunas do modelo agrícola hegemônico e seus longos circuitos
Iniciação política no Ensino de Geografia
O seguinte artigo relata como a busca pela satisfação de uma curiosidade pessoal e infindável sobre o Estado, transformou a percepção de professor sobre sua disciplina, levando à criação de um projeto pedagógico de iniciação política, que alterou o currículo de Geografia da escola em que leciona
Jogos teatrais para a Educação Básica
Oficina Pedagógica com o propósito de oferecer aos participantes exercícios teatrais práticos que podem ser reproduzidos etrabalhados na educação básica com alunos de diversas seriações, a fim de buscar aprimorar o processo de aprendizagem sob a perspectiva do jogo
Do conceito de paisagem na ecologia de paisagem aos livros de Geografia Ensino Fundamental: uma análise comparativa
A paisagem não passa a existir após o surgimento do homem, ela já estava lá. Porém, só quando o homem presta atenção na paisagem é que surge seu conceito. A paisagem é o que se vê. O real, o vivido, o sentido diferentemente para cada ser humano. Estes elaboram seleções pessoais, julgamentos de valor de acordo com a análise individual da percepção, e esta análise sofre influências sociais, culturais, ambientais, emocionais conforme o tipo de uso da paisagem por cada pessoa. Inúmeras são as discussões teóricas envolvendo tal conceito-chave da ciência geográfica, em especial na dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana, porém a paisagem tal qual é apresentada aos alunos, em especial do sexto ano do Ensino Fundamental deve e necessita ser amplamente discutida, pois é comum encontrar definições conflitantes ou simplórias para tal público, elucidando tal conceito apenas como puramente visual, deixando o sensorial de lado. No presente trabalho, será realizado uma análise do que é a paisagem a luz da Ecologia de Paisagem e como esta se aproxima ou se distancia do conceito de paisagem apresentado por diferentes livros didáticos do sexto ano do Ensino Fundamental. Para isso, foram selecionandas algumas coleções utilizadas em escolas públicas no Rio de Janeiro, entre elas o Projeto Araribá, Apoema e Teláris. Busca-se com o trabalho, colaborar com a discussão envolta ao tema no meio acadêmico e nas unidades escolares
Educação do campo e sujeitos sociais: participação e elaboração de políticas públicas
O termo educação rural no Brasil se refere à oferta de educação para os povos do campo no período compreendido pelas décadas de 1950 a 1990. Em 2002, a Resolução CNE/CEB 01/2002, institui as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Desde então, a educação do campo passa a ser a denominação oficial e foco de inúmeras políticas públicas que visam à regulamentação, financiamento e execução de programas de formação de jovens, adultos e formação de professores, resultado da ação dos movimentos sociais do campo. As mudanças nas orientações da educação do campo resultam da correlação de forças entre instituições e movimentos sociais do campo. Os objetivos deste trabalho são discutir as mudanças nas orientações das políticas públicas e analisar como as experiências de educação do campo, realizadas pelos movimentos sociais do campo, levam à apropriação e conquista do território
A Cartografia no Currículo Básico Comum de Geografia de Minas Gerais
Esse artigo teve como objetivo fundamental apresentar uma análise da inserção da Cartografia no Currículo Básico Comum – CBC – de Geografia do estado de Minas Gerais, na versão impressa enviada para as escolas entre 2007 e 2008 e, que também, está disponível no site oficial do governo estadual. Demonstramos aqui como a ciência cartográfica foi pouco destacada nesse documento oficial, além de verificarmos junto aos professores da rede estadual do município de Poços de Caldas/MG qual era a visão deles acerca desse conteúdo e a como percebiam a sua presença no documento
Como os alunos percebem o espaço escolar: a Geografia encontrada nas relações simbólicas dos alunos de uma escola pública de Campinas/SP
Essa pesquisa procura compreender, a partir de conceitos geográficos, como o aluno percebe o espaço escolar. Para tanto, considera esse espaço como currículo oculto e o analisa do ponto de vista do microterritório e paisagem numa perspectiva simbólica, da geografia cultural, por meio de observação participante, questionário e mapa mental aplicados em uma escola da rede estadual de Campinas/SP, no ano de 2015, onde eram realizadas as atividades do Pibid UNICAMP, subprojeto geografia. Por meio desse trabalho foi possível perceber como os alunos compreendem o espaço escolar a partir de olhares, traços, conversas e subjetividades
Experiência de estágio: reflexões sobre o caderno do aluno utilizado como material didático
Neste trabalho, é apresentada a experiência de estágio na E. E. Cel. Joaquim Salles, a observação das aulas de geografia e o seu principal guia de aula, o Caderno do Aluno. Uma breve discussão sobre a ideia de currículo é realizada, para assim, ser feita uma análise do material didático elaborado pelo governo do Estado de São Paulo, que visa homogeneizar o currículo e preparar os estudantes de escolas públicas para avaliações externas, acabando por criar uma lógica de transmissão de conhecimento em detrimentos da construção do conhecimento em sala de aula
A Educação Libertária e a Geografia: Pioyr Kropotkin e Eliseé Reclus Como Críticos da Geografia Escolar
Temos como objetivo discutir de que forma dois importantes geógrafos e anarquistas (Kropotkin e Reclus) compreendiam a Geografia Escolar ministrada no final do século XIX, período marcado pela presença de um forte nacionalismo, bem como pela submissão das chamadas “raças inferiores”
“A torre me protege! ”: o jogo de xadrez e o mapa mental
O conturbado momento político em que passamos é oportuno para ratificar a importância de se aprender Geografia na escola, uma vez que a educação geográfica busca contribuir para a formação cidadã dos sujeitos através do desenvolvimento do pensamento geográfico e espacial. Nesse sentido, elencamos instrumentos que contribui para tal desenvolvimento, como o jogo de xadrez e o mapa mental. Ambos, separadamente, auxiliam em diversos atributos cognitivos, como o exercício de abstração, imaginação, pensamento espacial e geográfico. Contudo, o objetivo deste trabalho é sugerir o jogo de xadrez como recurso metodológico de confecção de mapas mentais com o intuito de potencializar o pensamento geográfico e espacial do sujeito elaborador do mapa. Sendo assim, analisamos um mapa mental produzido por um dos sujeitos colaboradores da pesquisa de mestrado. Discutimos o conceito de lugar a partir da circunstancialidade. A Metodologia Kozel foi elencada para auxiliar na análise do mapa mental, assim como o próprio relato do sujeito participante da pesquisa, que demonstrou uma interessante reflexão sobre o lugar elencado por ele representado, nesse caso a escola em que o mesmo estuda