Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    FONTES, PESQUISA DOCUMENTAL E A HISTÓRIA DA GEOGRAFIA ESCOLAR: caminhos metodológicos e experiências de campo

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    A História da Geografia Escolar tem sido tema de importantes pesquisas ao longo das últimas décadas, possibilitando a discussão e melhor compreensão de como a Geografia, enquanto disciplina escolar, foi institucionalizada nos currículos, os métodos utilizados para o seu ensino e quais eram seus objetivos e finalidades. Nesse sentido, o conceito de cultura material escolar tem nos ajudado a olhar para artefatos historicamente secundarizados pela História. Este trabalho é fruto de uma iniciativa da Rede Nacional de Pesquisa em História da Geografia Escolar a partir de uma pesquisa que promove a busca e catalogação de fontes documentais históricas para disponibilização em ambiente digital, promovendo mais acesso às fontes e facilitando futuras pesquisas. Seu amplo recorte é demarcado pela origem da disciplina no Brasil, datada do século XIX, até 1930, quando a Educação, de fato, passou a ocupar espaço nas preocupações do poder. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo apresentar o percurso metodológico e as experiências de campo do núcleo fluminense desse projeto. A partir da socialização das nossas experiências de forma descritiva-exploratória, discutiremos estratégias e desafios encontrados ao longo do caminho percorrido, buscando contribuir para futuras pesquisas no campo, especialmente as voltadas para a História da Geografia Escolar. Além disso, apresentamos uma sistematização teórica acerca dos procedimentos que balizam nossos trabalhos e nossa relação com a pesquisa documental

    ESTADO DA ARTE DAS “METODOLOGIAS ATIVAS”: levantamento e análise no ensino de Geografia

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    As “Metodologias Ativas” no ensino de Geografia, de um modo geral, representam uma abordagem inovadora, na qual o estudante é visto como protagonista no processo de construção do conhecimento. O objetivo deste trabalho foi realizar uma análise crítica do Estado da Arte sobre “Metodologias Ativas” no processo de ensino-aprendizagem no ensino de Geografia. O trabalho caracterizou-se como exploratório-descritivo (Gil, 2017) e também utiliza uma abordagem qualitativa (Lüdke; André, 2020). Para tanto, fez-se necessário: levantamento de publicações sobre a temática através do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), seguido do fichamento dos artigos encontrados, para posterior análise das principais “Metodologias Ativas” que se destacaram. Neste cenário, observou-se que as “Metodologias Ativas” no ensino de Geografia são ferramentas metodológicas eficazes para o processo de ensino-aprendizagem e que as mesmas merecem destaque, tendo em vista o envolvimento diretos dos estudantes como participantes e/ou protagonistas do processo de produção do conhecimento. Analisando o viés da Geografia escolar pode-se concluir que o uso de “Metodologias Ativas” no ensino de Geografia demanda maior empenho e cuidado dos professores ao pensar suas práticas didáticas, e que mesmo considerando seus benefícios, muitas vezes pela falta de experiência ou mesmo conhecimento, os resultados nem sempre são positivos. Portanto, foi apontado como relevante para este contexto a formação continuada de professores, vinculando o ensino à pesquisa, assim como a necessidade de esmiuçar os pormenores envolvidos na falta de participação e interesse dos estudantes

    O ENSINO DE GEOGRAFIA PELA PRÁTICA DE CINEMA: experiência didática com as categorias geográficas em um cursinho popular

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    Este trabalho apresenta uma atividade interdisciplinar realizada no cursinho pré-vestibular de Educação Popular PROCEU Conhecimento nas aulas de Geografia e Português, que tematiza a significação que os estudantes fazem do cursinho enquanto lugar e território por meio de produções audiovisuais autorais. Os conceitos geográficos foram trabalhados com os alunos previamente, assim como as noções de dispositivo no cinema documental, que guiaram metodologicamente a produção, e aparecem fortemente nas produções dos alunos, principalmente ao tematizarem o senso de pertencimento e os usos desse espaço. As produções foram muito significativas e importantes para docentes e discentes e seu envolvimento com as futuras aulas das disciplinas e para a permanência e valorização das relações no cursinho

    CARTOGRAFIA ESCOLAR E GEOTECNOLOGIAS: Experiência Formativa com o Google Earth

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    Este trabalho discute o uso do software Google Earth para o ensino de Geografia, por meio de uma experiência formativa realizada pela Rede de Pesquisa em Cartografia Escolar do Grupo de Estudos de Cartografia para Escolares (GECE), que possibilitou aos participantes compreenderem como as geotecnologias podem ser mobilizadas no contexto do ensino de Geografia. A experiência formativa foi realizada junto a estudantes de graduação e pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG) e teve como objetivo explorar ferramentas do Google Earth para a análise do uso e ocupação do campus Samambaia - UFG, entre os anos de 2004 a 2024. A metodologia envolveu uma atividade prática de mapeamento, adotando uma abordagem que considerasse o solo de maneira integrada aos demais componentes físico-naturais, assim como às questões sociais. Os resultados indicam que a interação com as geotecnologias proporcionou aos participantes maior familiaridade com as ferramentas digitais, permitindo uma análise mais detalhada das transformações e arranjos espaciais. Conclui-se ainda que a utilização do Google Earth como ferramenta didática tem um grande potencial para a alfabetização cartográfica, permitindo uma análise mais integrada dos componentes físico-naturais e a efetivação de análises geográficas no contexto do ensino de Geografia.

    A IMPORTÂNCIA DE INTRODUZIR A CARTOGRAFIA TÁTIL NAS ESCOLAS COMO FERRAMENTA EDUCACIONAL PARA OS ESTUDANTES

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    O presente trabalho tem como intuito relatar a experiência de trabalhar com mapas táteis em uma escola pública do município de Uberaba – MG. A referida experiência ocorreu pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. A pesquisa foi conduzida em aulas desenvolvidas para uma aluna deficiente visual do 9° ano do Ensino Fundamental, pois acreditamos ser importante introduzir a Cartografia Tátil nas escolas como uma ferramenta educacional para estudantes. Esses contribuem para o aprendizado da pessoa com deficiência visual, visando promover acessibilidade e melhorar a compreensão da geografia. O projeto foi realizado em uma escola estadual do município de Uberaba-MG por uma estudante de licenciatura em Geografia pelo projeto do PIBID. A metodologia utilizada no presente trabalho é qualitativa, de caráter bibliográfico e exploratório. Inicialmente foi realizado um levantamento de referenciais teóricos que abordam temas relacionados à acessibilidade, educação inclusiva e à cartografia tátil, essa etapa teve como objetivo compreender sobre o tema e identificar lacunas existentes em torno do assunto. Além da pesquisa teórica, também foi realizada uma etapa prática, que consistiu na construção e aplicação de mapas táteis para a estudante deficiente visual,  permitindo verificar de maneira concreta o potencial da cartografia tátil como recurso pedagógico voltado para a compreensão espacial e a promoção da inclusão

    O USO DE REALIDADE VIRTUAL NO ENSINO DE GEOGRAFIA: uma pequena revisão de práticas e pesquisas

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    Este estudo apresenta uma análise crítica e comparativa de sete artigos brasileiros que exploram o uso da Realidade Virtual (VR) no ensino de Geografia. A investigação parte do reconhecimento dos desafios históricos enfrentados pelo ensino dessa disciplina, como a abstração espacial e a limitação de acesso a ambientes naturais. Diante disso, nosso objetivo principal é enfatizar se as tecnologias imersivas emergem como ferramentas promissoras para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo, interativo e acessível. Foram selecionados estudos realizados em anos anteriores e posteriores à pandemia de COVID. A ideia de encaixar a pandemia nesta seleção foi a de entendermos se houve algum tipo de mudança em relação ao nosso objetivo principal, supramencionado. A seleção dos estudos seguiu amostragem por conveniência, abrangendo produções entre 2011 e 2024, com distintos recortes metodológicos, níveis de ensino e recursos tecnológicos. Os critérios de seleção ou metodologia dos artigos analisados são mais bem explicitados na introdução deste artigo. De forma geral, podemos dizer que os trabalhos analisados demonstram convergência quanto ao potencial pedagógico da VR em promover o pensamento espacial, o raciocínio geográfico e o engajamento dos estudantes. Entre as finalidades pedagógicas, destacam-se a simulação de ambientes naturais, a ampliação da percepção espacial e a aprendizagem ativa em cenários virtuais. Em relação ao público-alvo, observa-se uma concentração de experiências no Ensino Fundamental, Ensino Médio e pela formação inicial de professores. A análise também evidencia a preferência por tecnologias de baixo custo, como Google Cardboard, vídeos 360°, aplicativos educacionais e recursos gratuitos como Google Earth e Street View, favorecendo a democratização do acesso. Apesar das contribuições, identificam-se lacunas quanto à sistematização de dados avaliativos, à ausência de referenciais teóricos consolidados sobre VR na educação geográfica e à limitação de estudos com caráter longitudinal ou replicável. Ainda assim, os resultados apontam impactos positivos na motivação, no envolvimento dos estudantes e na construção de saberes espaciais mais contextualizados e significativos. Conclui-se que a integração ou complementação crítica e criativa de tecnologias imersivas no ensino de Geografia pode fortalecer práticas pedagógicas mais inclusivas e inovadoras, contribuindo para superar desafios estruturais da área e ampliar o letramento espacial dos estudantes. Recomenda-se o aprofundamento de pesquisas empíricas que articulem aspectos técnicos, metodológicos e epistemológicos da VR no contexto escolar brasileiro

    CARTOGRAFIA COLABORATIVA: REFLEXÕES COM PROFESSORES DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL QUE ATUAM NO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO SP

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    O tema desse artigo é a cartografia colaborativa. O foco se dá em formação docente. É uma pesquisa de abordagem qualitativa, ancorada no método etnográfico. Tem-se como principal objetivo uma reflexão sobre a importância do uso da cartografia colaborativa para o ensino com mapas nas aulas de Geografia, com o propósito de verificar como os professores utilizam os recursos cartográficos nos anos finais do Ensino Fundamental, em suas aulas. O universo de pesquisa foi professores da educação básica do município de Sertãozinho-SP. A amostra foi composta de 10 sujeitos. Para alcançar os objetivos propostos, aplicou-se questionários e entrevistas semiestruturadas para os professores e realizou-se a análise dos instrumentos. Concluiu-se que a cartografia colaborativa nas aulas de geografia ainda não é uma realidade em todas as escolas.  De modo que consolida a ideia da importância de incluir essa modalidade da cartografia, nas aulas de Geografia como estratégia para maior absorção de conceitos cartográficos pelos alunos

    A Cidade de São Paulo como Território Educativo no Ensino Médio Municipal

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    Este artigo analisa a proposta pedagógica “Formação em Movimento”, desenvolvida na EMEFM Vereador Antônio Sampaio (VAS), uma das nove escolas da Rede Municipal de Ensino de São Paulo que ofertam o Ensino Médio. Investiga-se como as saídas pedagógicas e as reuniões de formação docente realizadas fora da escola contribuem para a construção da identidade de que “Hoje a aula é no território!”. O Ensino Médio é marcado por desafios como evasão escolar e desengajamento, sendo necessários a formação contínua, planejamento e reflexão sobre a prática pedagógica para identificar as causas e mudar esse cenário.  Nesse contexto, entender o território como vivido, socialmente produzido e mediador das aprendizagens fortalece o diálogo entre as áreas de conhecimento das Unidades de Percurso. A análise de conteúdo dos depoimentos de estudantes e familiares coletados em redes sociais e WhatsApp identificou categorias como aprendizagem, ampliação de horizontes,vínculo com a comunidade e engajamento escolar. Os resultados indicam a importância de consolidar a dimensão territorial no Projeto Político-Pedagógico (PPP), garantindo a continuidade da prática pedagógica e a articulação interdisciplinar das práticas pedagógicas no Ensino Médio

    O PIBID DE GEOGRAFIA NO INSTITUTO DAS CIDADES DA ZONA LESTE/UNIFESP: Construindo uma consciência sobre a complexidade da realidade escolar em territórios periféricos da Zona Leste de São Paulo

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    O presente trabalho tem por finalidade apresentar os primeiros resultados das experiências realizadas no subprojeto de Geografia do PIBID na Unifesp, campus Instituto das Cidades na zona leste da capital de São Paulo, que se iniciou em janeiro deste ano de 2025. Em sua proposta, o projeto trabalha com quatro eixos que orientam as atividades a serem desenvolvidas ao longo da vigência do edital, e que conversam entre si. Nesse primeiro semestre transitamos, sobretudo, pelo eixo que propõe a “construção de uma consciência sobre a complexidade da realidade escolar em territórios periféricos da Zona Leste de São Paulo”. O subprojeto está presente em quatro escolas municipais e uma escola estadual, todas da região leste da cidade, constituindo dois núcleos de licenciandos/as de iniciação à docência totalizando 48 estudantes, 6 professores/as supervisores/as nas escolas parceiras e 2 coordenadores de área, professores da Unifesp. Nesse período, que compreende a apresentação deste trabalho, o projeto visa promover uma compreensão sobre as diversas camadas que compõem a realidade escolar em territórios periféricos da Zona Leste de São Paulo, enfatizando a necessidade de reconhecer e valorizar as particularidades desses territórios, incluindo aspectos socioeconômicos, culturais, educativos e políticos que influenciam diretamente a dinâmica espacial da escola. O programa de ações coordenadas pelo PIBID tem desenvolvido junto aos/as  licenciandos/as  em formação as especificidades e desafios enfrentados pelas escolas, docentes e estudantes em diferentes contextos da Zona Leste paulistana. Para tal, tem procurado refletir acerca de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade cultural e promovam a consciência da dimensão espacial da escola pública em sua relação com os territórios, direcionando a formação docente aos desafios específicos postos pela dimensão educativa nesses espaços. Já temos tido alguns resultados significativos, tanto nas propostas de sequência dos trabalhos nas escolas, a partir do subprojeto, quanto da reflexão de licenciandos/as que, tanto em reuniões gerais quanto nas atividades desenvolvidas nas escolas, tem demonstrado uma preocupação latente em que o ensino de Geografia considere os aspectos locais dos territórios, em seus diversos aspectos, assim como se consolide como um aprendizado significativos para os/as alunos/as desses territórios

    CARTOGRAFIA ESCOLAR NA FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA: discussão em torno das metodologias e práticas educativas de professores formadores

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    Este estudo discute a Cartografia Escolar como componente essencial na formação docente em Geografia, analisando possibilidades para o aprimoramento desta disciplina a partir de metodologias e práticas educativas relatadas por professores formadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil. A pesquisa, de natureza qualitativa e colaborativa, baseou-se em entrevistas semi-estruturadas com docentes responsáveis pela disciplina de Cartografia Escolar, cujos dados foram tratados por meio da Análise de Conteúdo. Os resultados evidenciaram convergências, como o reconhecimento da Cartografia como linguagem para representar fenômenos geográficos, e divergências, como abordagens metodológicas distintas e níveis variados de autonomia concedida aos licenciandos. Destacou-se a ênfase na articulação entre teoria e prática, principalmente por meio da produção de materiais didáticos, embora persista uma lacuna entre as concepções teóricas e sua materialização efetiva em sala de aula. Além disso, o uso de tecnologias digitais, como QGIS e Google My Maps, mostrou-se incipiente e desigual entre as instituições. Conclui-se que, apesar dos avanços na consolidação da Cartografia Escolar na formação docente, desafios como infraestrutura, carga horária e preparação dos formadores ainda precisam ser superados para promover abordagens mais reflexivas e contextualizadas

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