Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Prática de ensino desenvolvida na disciplina de geomorfologia com uso do Google Earth enquanto recurso didático
O ensino de Geomorfologia por meio do emprego de diferentes linguagens, especialmente as ligadas às tecnologias, é uma estratégia que possibilita o enriquecimento das aulas. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho é abordar uso do Google Earth enquanto recurso didático, na disciplina de Geomorfologia, por meio de aplicação de atividade com o tema: Índice de Hack para identificação de setores anômalos e rupturas do relevo, junto aos alunos do curso de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia. Verficou-se que esta prática constituiu uma interessante possibilidade uma vez que, o uso do Google Earth enquanto recurso didático se mostrou eficiente diante do objetivo proposto
Pular o muro da escola para mirar o mundo por lentes: o que se ensina e o que se aprende com a percepção ambiental na geografia
Considerando a Educação Ambiental uma prática política, acredita-se que o aluno pode se revestir e se investir pela cidadania ao se conscientizar da importância social ao conhecer e contribuir para a qualidade de vida do meio ambiente. Pois, contribuir significa se comprometer para exercer direitos e deveres relativos aos cuidados sociais que cerca o cidadão na sua relação com o meio. O presente estudo buscou investigar a percepção ambiental de alunos de escolas da cidade de Campos dos Goytacazes - RJ, moradores do subdistrito de Guarus, para saber o ponto de vista de cada um, sobre as questões relevantes com relação ao seu espaço social-ambiental. Para isso, partiu-se do princípio de que cada um tem diferente forma de observar e de relacionar com o seu espaço-distrito, e com o seu lugar de convivência social. Para fazer o levantamento sobre a percepção ambiental que cada estudante tem com o seu lugar, foram utilizados alguns procedimentos metodológicos para a descrição e a análise dos dados. Um dos instrumentos utilizados foi o registro fotográfico, pois, acredita-se que, a fotografia oferece possibilidades ao observador ao permitir captar elementos imagéticos sobre o meio ambiente que são indispensáveis para a sua leitura.
Conceição do Ibitipoca/MG, o arraial e o parque: desenvolvimento de diferentes atividades no entorno e conservação da biodiversidade
O presente artigo integra parte da tese de doutorado da autora R. F. Rezende, intitulada “O Entorno das Unidades de Conservação: Relações entre Atividade Turística e Uso do Solo no Arraial de Conceição do Ibitipoca, Lima Duarte/MG”. Ressalta-se que os estudos estão ligados à questão dos Parques Estaduais e seus entornos, em Minas Gerais. Nesse sentido, este artigo discute a perspectiva da biogeografia destinada à conservação da biodiversidade, em especial, as áreas protegidas e suas respectivas implicações nos locais onde estas são implantadas. As atividades turísticas associadas às unidades de conservação promovem, em geral, interferências no ordenamento territorial em seu entorno. Estas atividades alteram usos, promovem conflitos e repercutem sobre o planejamento, em geral. Nesta perspectiva, a presente pesquisa abrange a categoria dos Parques Estaduais e, especificamente, o Parque Estadual do Ibitipoca (PEIb) e seu entorno na porção localizada no Distrito (Arraial) de Conceição do Ibitipoca, município de Lima Duarte, Minas Gerais. O Parque apresenta elementos físicos naturais que se expressam em paisagens exuberantes e atrativas à visitação. No distrito ocorre um núcleo turístico, que abriga atrativos próprios (edificações históricas, eventos programados, trilhas, cachoeiras entre outros), além da estrutura de hospedagem e alimentação para receber os visitantes. A atividade turística estimulada pelo Parque e desenvolvida no distrito aumentou consideravelmente no final da década de 1980 e tem promovido mudanças importantes na ocupação e uso do solo local. A pesquisa abrangeu levantamentos bibliográficos e iconográficos da área de estudo, bem como trabalhos de campo com a aplicação de questionários junto aos atores envolvidos na questão do ordenamento territorial. Também foram realizados cruzamentos de informações obtidas nos planos e legislações voltados para o tema em análise, além da elaboração de mapas referentes à área. A situação encontrada na realidade de convivência do PEIb com o seu entorno demonstrou o quanto é importante o envolvimento da população local, principalmente na preparação e recepção das políticas públicas associadas ao turismo. O entorno, com seus moradores e atividades econômicas devem colaborar na jornada da conservação da natureza, sem qualquer exclusão. No entanto, isso só se torna possível quando tais populações são ouvidas e se tornam participativas ao longo das etapas de criação, implantação e gestão das UCs.
Estado de conservação e domínios fitogeográficos das espécies utilizadas pela comunidade quilombola Santa Cruz, Brejo Grande/SE
Pesquisas sobre a biodiversidade brasileira e distribuição geográfica das espécies vegetais se encontram em estágio exploratório. Diante disso, o presente trabalho tem por objetivo analisar o estado de conservação das espécies utilizadas pela comunidade quilombola Santa Cruz, Brejo Grande/SE, identificando os dominios fitogeográficos brasileiros onde as mesmas se distribuem. Os estudos se baseiam nos pressupostos geossistêmicos, que se harmonizam com a análise integrada da paisagem. O material botânico coletado foi herborizado e levado ao Herbário ASE para identificação. As espécies foram classificadas quanto ao grau de ameaça de extinção, enquanto a distribuição fitogeográfica se deu mediante consultas ao banco de dados Flora do Brasil. Os resultados permitiram constatar que a maioria das espécies apresenta ampla distribuição, à exceção das seguintes: joazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.) e gameleiro (Ficus cyclophylla (Miq.) Miq.). As análises também indicaram que a espécie F. cyclophylla se encontra ameaçada, sendo classificada em situação de perigo pelo IUCN
Análise da Região Produtiva Agrícola da soja na bacia hidrográfica do rio Paraná: um ensaio através de índices estatísticos em Climatologia
As atividades agrícolas vem sofrendo intensas transformações no Brasil, com a modernização no campo através do emprego de máquinas sofisticadas e com o surgimento da Agricultura de Precisão, atividades com tecnologia significativa que desempregaram milhares de trabalhadores rurais. Com as transformações no modo de produção vieram as transformações no espaço geográfico e assim, as Regiões Produtivas Agrícolas se constituíram no Brasil. A soja é uma das principais commodities brasileiras, cultivada em quase todo o país, especialmente na bacia do Paraná, área de estudo desta pesquisa, que engloba estados que são grandes produtores, como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul. Com a finalidade de promover os estudos e avanços da Agricultura de Precisao no Brasil, bem como da Região Produtiva Agrícola da soja que se instaurou na bacia, o presente trabalho faz uso de dois índices estatísticos em Climatologia para quantificar a precipitação diária e mensal no território da bacia do Paraná e fazer a devida relação com a produção e rendimento de soja locais neste breve recorte.
Mudanças do clima ou na condição da cobertura e uso do solo próxima às estações meteorológicas (?)
Considerando-se o crescimento das cidades, muitas estações anteriormente localizadas em áreas rurais se encontram atualmente incorporadas às áreas urbanas, refletindo algumas tendências de aumento ou declínio dos elementos climáticos. O presente trabalho tem por objetivo averiguar a condição da cobertura e uso do solo próxima às estações meteorológicas, tendo como recorte amostral a rede de estações meteorológicas (convencional e automática) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Para tanto, as estações meteorológica foram interceptadas por imagem de luzes noturnas estabilizadas na superfície, classificadas em áreas urbanas, semiurbanas e não urbanas. Do total de 710 estações meteorológicas do INMET, 381 estão localizados em áreas urbanas (53,7%), 254 em áreas semiurbanas (35,8%) e 75 em áreas não urbanas (10,6%), indicando que os dados meteorológicos registados atualmente sofram a influência de zonas urbanizadas. Contudo, essa proporção varia entre as regiões brasileiras e, principalmente, entre as estações do tipo convencional e automática.
Compartimentação do relevo baseada em parâmetros morfométricos: uma proposta de índice global de dissecação do relevo
A contribuição do geoprocessamento para o desenvolvimento dos estudos geomorfológicos vem crescendo nos últimos anos, por possibilitar a análise de vários elementos ou fenômenos de forma integrada, pela relativa facilidade de aquisição e manipulação de dados morfométricos em ambiente de Sistema de Informações Geográficas. No entanto, ainda carece de padronização e metodologias flexíveis e, aplicáveis a diferentes regiões. Este trabalho objetiva apresentar uma metodologia de compartimentação do relevo baseada em índices morfométricos, portanto, possui um viés quantitativo. O recorte da área de estudo situa-se na região da Serra do Curral e suas imediações, tendo uma escala de análise regional. Foram calculados o Índice de Concentração da Rugosidade, o Índice de Hack e a Densidade de Drenagem para compor o Índice Global de Dissecação do Relevo. Os resultados obtidos foram comparados com o mapeamento geomorfológico da APA Sul RMBH, realizado pelo CPRM, com o intuito de avaliar a adequação do modelo gerado com um produto cartográfico oficial gerado a partir de dados de campo
Análise dos alagamentos recorrentes na bacia hidrográfica do Córrego São José – Ituiutaba/MG
Esta pesquisa visa efetuar uma análise dos recorrentes alagamentos ocorridos na Bacia Hidrográfica do Córrego São José, localizado no municipio de Ituiutaba/MG e como a urbanização auxiliou nesse processo. Para efetuar tal objetivo, os procedimentos metodológicos foram trabalhos de campo, elaboração de cartas temáticas no QGIS e estudos bibliográficos. É notóreo através dos resultados já obtidos que a expansão territorial urbana que ocupou parte da bacia está auxiliando no processo de alagamento, principalmente decorrentes da forma como o relevo veem sendo ocupado e isso interfere na vida das pessoas que ali vivem. É, também, perceptível que a impermeabilização do solo provocada pelo asfalto e a forte inclinação da vertente fazem com que o fundo de vale, onde está presente o córrego, alague em períodos de chuvas intensas. Conclui-se, então, que a expansão da malha urbana, a ocupação das área de topo das colinas, assim como das vertentes e fundos de vale , a deficiência da drenagem urbana e as intervenções realizadas no canal fluvial estão contribuindo para o aumento do escoamento superfical o que acaba intensificando os alagamentos momentaneos na parte urbanizada da bacia Hidrográfica do Córrego São José
Caracterização morfométrica de um sistema flúvio-lagunar no litoral semiárido do Brasil (Porto do Mangue - RN)
Os sistemas flúvio-lagunares são ambientes comuns nas planícies costeiras mundiais, ocupam aproximadamente 12% da costa Sul-americana, maior número no Brasil. Consideram-se como laguna, corpos d’água rasos, separado do oceano por uma barreira natural. Ao longo do litoral setentrional do Rio Grande do Norte, existe uma variedade de sistemas flúvio-lagunares. Portanto, este trabalho teve como objetivo realizar a caracterização do padrão morfométrico do sistema flúvio-lagunar lagamar de Porto do Mangue (RN), a partir do uso de Sistema de Informações Geográficas e de imagens de satélite Landsat TM 5, Landsat TM 8 e Resourcesat 2 LIS3. O padrão morfométrico atibuíu-se através do índice F que o caracterizou como dendrítico. Constatou-se que o sistema é abastecido na dinâmica de maré alta, através do estuário do rio dos Cavalos. Apresenta ao longo de suas margens um solo hipersalino, vegetação de Savana-Estépica e mangue, com uma área inundada de acordo com a maré
Biogeografia de espécies vegetais da Caatinga em uma área vulnerável à desertificação (Caicó – RN)
O bioma Caatinga ocupa todo o Nordeste brasileiro, uma área de 734.478 km², possui um patrimônio biológico bastante diversificado, sendo este o único bioma exclusivamente brasileiro. A vegetação da Caatinga sofre constantes alterações antrópicas principalmente pelo desmatamento desenfreado, acarretando áreas propicias à desertificação. Para a identificação das espécies vegetais, seguiram-se as chaves de identificação do modelo descrito por Cronquist (1988). As informações geradas na interpretação das imagens foram conferidas por meio de levantamentos de campo, a partir do georreferenciamento da área em estudo, utilizando um aparelho GPS de navegação GARMIN Etrex Legend, com precisão de 7 a 10 metros. Considerando-se o tipo de hábito, foram identificadas 01 trepadeira, 01 herbácea, 10 árvores e 11 arbustos, totalizando 23 espécies. A medição de parâmetros estruturais da vegetação de caatinga se mostrou uma ferramenta necessária para se entender o atual estágio de desenvolvimento dessa vegetação em uma determinada área