Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Efeitos de um evento astronômico de superlua na formação de ressacas do mar no litoral do Ceará e suas alterações na morfologia praial
Este trabalho avaliou os efeitos do fenômeno de superlua na formação de um evento de ressaca do mar no litoral do Ceará, tendo como estudo de caso, as alterações morfológicas causadas na Praia do Icaraí, Caucaia-CE. Para a avaliação foram monitorados 3 perfis de praia ao longo de 4 dias (14/11/2016 a 17/11/2016) de ocorrência do evento, os perfis foram levantados com auxílio de uma estação total. A partir dos dados adquiridos foi observado que as ressacas do mar não induziram alterações morfológicas significativas na Praia do Icaraí e tão pouco provocou algum tipo de dano aos equipamentos urbanos ali instalados, contrariando a lógica de um evento apenas destrutivo
Serviços ecossistêmicos em litorais urbanos: o caso de Fortaleza, Ceará, Brasil
Os ecossistemas litorâneos destacam-se pela grande disponibilidade de serviços ecossistêmicos indispensáveis ao bem-estar da sociedade e ao desenvolvimento econômico. As praias se sobressaem como principais pólos de interesse econômico voltado ao turismo. Diante disso, torna-se necessário fazer uma avaliação qualitativa dos serviços ecossistêmicos oferecidos pelas praias da cidade de Fortaleza, capital do estado do Ceará. Para uma avaliação qualitativa dos serviços ecossistêmicos foram realizadas visitas de campo ao longo de aproximadamente 30 km de linha de costa, durante o ano de 2016, onde estão inseridas 12 praias compartimentadas em dois segmentos do litoral (SE/NO e L/O) na qual foram atribuídos critérios para valoração dos serviços, que variaram de baixo (1), médio (2) e alto (3). A Praia da Sabiaguaba apresentou o maior escore dentre todas as demais, chegando ao total de 46, enquanto que a Praia do Mucuripe e Praia de Iracema apresentaram os menores valores, ambas, 26 escores
Cálculo do Índice Espectral CO2FLUX em área de mata atlântica e sua relação com processos gravitacionais no município de Cubatão
A análise da paisagem tem, entre seus objetivos, compreender como a mesma evolui e qual a interferência do homem em sua dinâmica. Nesse sentido, esforços de pesquisadores têm sido feitos em compreender os motivos da elevação da temperatura terrestre e uma maneira de mensurá-la é através do carbono. O presente estudo, se propõe, através do processamento digital de imagens de satélite e metodologias já consolidadas, mensurar o estoque de carbono na vegetação do município de Cubatão-SP, relacionando-o a processos gravitacionais. Para tanto é necessário considerar que a vegetação contribuí na estabilidade das vertentes. A metodologia empregada nesse estudo gerou o CO2flux, índice espectral que utiliza outros dois índices espectrais NDVI e sPRI, na mensuração do estoque de carbono. Os resultados foram satisfatórios, identificando áreas de declividade elevada onde o CO2flux têm valores altos, que indicam uma maior estabilidade na dinâmica de evolução das vertentes
Evolução da linha de costa no flanco norte do delta do rio Paraíba do Sul (RJ) a partir de registros históricos
A planície deltaica do Rio Paraíba do Sul representa uma área extremamente dinâmica onde se verificam alterações proeminentes na linha de costa. Por esse motivo, o delta vem sendo alvo de estudos sistemáticos desde a primeira metade do século XX. Alberto Ribeiro Lamego foi um dos pioneiros nesses estudos, deixando obras de grande importância para a área. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a evolução da linha de costa no flanco Norte do delta do Rio Paraíba do Sul a partir de registros obtidos na obra de Lamego (1934; 1945; 1946) em conjunto com outros registros históricos diversos, fotografias e imagens. Foi possível observar progradação da ordem de 740 m em um determinado ponto da área de estudos com nítida tendência de aumento das taxas de progradação em direção a norte. Mostramos a pertinência do uso de registros históricos em estudos relacionadas a geomorfologia costeira e, em particular, ao delta do Rio Paraíba do Sul
Elaboração de banco de dados geográficos para planejamento e gestão de unidades de conservação
Banco de dados geográficos (BDG) apresenta grande importância enquanto subsídio ao planejamento e à gestão ambiental. Discentes da graduação e pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná desenvolvem desde 2014 uma metodologia para elaboração de BDG, a partir de experiências na produção do diagnóstico ambiental da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba e de outras unidades de conservação (UCs) no litoral norte do Paraná. Objetiva-se apresentar a metodologia em desenvolvimento, elencando resultados na aplicação entre os anos de 2015 e 2016. Os procedimentos metodológicos dividem-se em 4 etapas: avaliação, sistematização organizacional,qualidade e elaboração de produtos cartográficos. Foram organizados 181 dados geoespaciais em 35 categorias temáticas. Ganha destaque a metodologia por aplicar critérios de controle de qualidade, permitindo a interoperabilidade dos dados. Espera-se que a metodologia apresentada continue seu desenvolvimento aliando a teoria da academia com a prática profissional e que seja aplicada em outras UCs
O uso de imagens SENTINEL-2 e do software livre QGIS no zoneamento ambiental: um estudo de caso no município de São Bento, Paraíba, Nordeste do Brasil
Desde a promulgação da Política Nacional do Meio Ambiente em 1981, o zoneamento ambiental vem adqurindo uma considerável visibilidade. As metodologias de zoneamento mais utilizadas muitas vezes são fundamentadas com base em metodologias complexas e softwares de alto custo. Novas metodologias surgem para simplificar o processo de elaboração, assim como a de Costa, Guedes e Rocha (2014). Este estudo objetiva elaborar um roteiro de zoneamento ambiental, fundamentado na referida metodologia mediante a utilização de geotecnologias livres. O recorte espacial escolhido foi o município de São Bento - PB. Para atingir o objetivo proposto utilizaram-se imagens de satélite Sentinel-2 e o software livre QGIS. Foram delimitadas três zonas distintas: zonas de uso restrito, zonas de risco e zonas de recuperação. O zoneamento ambiental alcançado manteve o rigor técnico-científico, imprescindível ao desenvolvimento de políticas públicas de planejamento e gestão ambiental, e apresenta uma linguagem visual de fácil apreensão pelo público leigo
Análise comparativa do albedo de superfície utilizando o algoritmo SEBAL para os sistemas sensores terra/MODIS e Landsat8/OLI no município de Jataí (GO)
O albedo de superfície é definido como a razão entre a radiação solar incidente e a radiação solar refletida. O modelo SEBAL é utilizado para calcular valores de evapotranspiração em superfície, sendo o cálculo do albedo a primeira etapa do modelo. A variação no albedo influencia diretamente nos padrões de evapotranspiração, atingindo o ciclo hidrológico e atuando na variação da precipitação local. O SEBAL foi aplicado para dois tipos de sistemas sensores (TERRA/MODIS e LANDSAT8/OLI) no intuito de fazer uma análise comparativa entre os resultados. Para aplicação do modelo, bem como para o processamento das imagens e geração dos mapas, foi utilizado o software ArcGis 10.1® licenciado para o Laboratório de Geoinformação da Universidade Federal de Goiás/Regional Jataí. Foram utilizadas imagens do dia 07 de outubro de 2016 para o sistema LANDSAT8/OLI e do período entre 07 e 14 de outubro de 2016 para o sistema TERRA/MODIS.
Mapeamento e caracterização ambiental no município de Independência - Ceará
O município de Independência apresenta uma significativa variação paisagística, estando presentes depressão sertaneja, maciços residuais, agrupamento de inselbergs e planícies fluviais, possibilitando a análise setorizada de diferentes elementos naturais constituintes das mesmas (FUNCEME, 2009). O estudo considera a análise geossistêmica, amplamente adotada em pesquisas integradas no semiárido brasileiro, que consiste nas relações mútuas entre os componentes do potencial ecológico e da exploração biológica e destes com a ação antrópica. Os procedimentos da pesquisa decorreram de levantamentos bibliográficos, busca por dados cartográficos, ida a campo e visita técnica a órgãos públicos. O trabalho teve como base as contribuições de Souza (2000) que adotou os procedimentos metodológicos para a região Nordeste, focando seu estudo para o semiárido brasileiro. Como principais resultados desta pesquisa, têm-se o mapeamento e a caracterização ambiental em escala municipal, possibilitando subsídios ao planejamento, ordenamento territorial e atividades sustentáveis
Mapeamento geoambiental de São Vicente do Sul - RS
Através do viés que os estudos geoambientais nos proporcionam, o presente trabalho objetiva a realização do mapeamento geoambiental do município de São Vicente do Sul/RS, localizado no oeste do Rio Grande do Sul. Com a inter-relação de parâmetros do meio físico, como hidrografia, atributos do relevo, solos, litologia e uso e ocupação da terra, foi possível a compartimentação da área de estudo em sistemas geoambientais: Sistema São Vicente, Sistema de Colinas em Arenito, Sistema das áreas Planas do Jaguari e Ibicuí e Sistema dos morros e morrotes isolados. Cada sistema apresenta restrições e aptidões ambientais de acordo com suas caraterísticas. A definição desses sistemas é fundamental no auxílio no planejamento e ordenamento territorial do município
Mapeamento têmporo-espacial das queimadas no Parque Nacional da Serra da Canastra e suas relações com as zonas de planejamento
Este trabalho tem como objetivo geral elaborar a cartografia têmporo-espacial das queimadas ocorridas no Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), localizado a Sudoeste de Minas Gerais, entre 1984 e 2015. Além disso, identificar as áreas de maior recorrência dos eventos desta natureza, avaliando-as pelas três unidades de planejamento do parque: zona de amortecimento, zona regularizadae zonas não regularizadas. No desenvolvimento metodológico, foram obtidos produtos de sensores orbitais Landsat TM, ETM+ e OLI, entre 1984 e 2015, nos quais foram identificados e mapeados, anualmente, os polígonos de áreas atingidas pelo fogo. Calculou-se o Índice de Recorrência de Queimadas (IRQ), o qual indica o grau de repetições do evento no período de trinta anos. As zonas mais afetadas pelas queimadas trata-se das não regularizadas, seguidas pelas zonas regularizadas e de amortecimento. Os maiores IRQ foram identificados também nas zonas não regularizadas e os menores índices na zona de amortecimento.