Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Prováveis efeitos das mudanças climáticas globais no balanço hídrico climatológico do estado de Santa Catarina - Brasil

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    Esse estudo tem como objetivo simular efeitos das mudanças climáticas globais no balanço hídrico climatológico do estado de Santa Catarina. Inicialmente foi feito um levantamento dos dados meteorológicos disponíveis na área de estudo e selecionadas 13 estações, cujas informações estão disponíveis no banco de dados do Instituto Nacional de Meteorologia. Para calcular o balanço hídrico foi utilizada a metodologia de Thornthwaite e Mather (1955). Foi feito o balanço hídrico climatológico de todos os anos da série histórica compreendida entre 1961 e 1990. Em seguida, o mesmo procedimento foi repetido de acordo com as projeções estimadas pelo relatório do IPCC (2007) para o ano de 2080, portanto incluindo as alterações projetadas nos valores da temperatura e da precipitação pluviométrica. Foi possível verificar que em todas as estações meteorológicas adotadas haverá mudanças significativas no padrão de disponibilidade hídrica, com inevitáveis repercussões no zoneamento de culturas agrícolas e em atividades econômicas diversas

    Estudo da influência da circulação local em eventos de precipitação extrema no Vale do Itajaí (SC)

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    Estudos de chuva extrema no litoral catarinense identificaram a presença de um anticiclone no Atlântico Sul, com ausência de frentes frias. Nesse trabalho, analisa-se a influência dos ventos locais na precipitação intensa em Itajaí (SC), para esse padrão atmosférico. Foram utilizados dados de precipitação diária acima de 50 mm e ventos horários locais, de 1998 a 2009 e reanálises do NCEP. Nos 14 casos selecionados, obsevou-se vento sinótico em superfície associado a um anticiclone na costa Sul do Brasil e um cavado no litoral Sudeste do país. A maior parte da chuva diária concentrou-se em 12 horas. Para totais acima de 100 mm, nos horários de chuva mais intensa ocorreu uma intensificação na velocidade do vento local. O caso de vento sudoeste-noroeste, à noite, indica uma possível influência da circulação de vale montanha, enquanto os casos de vento de sudeste/leste no período diurno indicam uma possível influência da circulação de brisa marítima

    Análise da circulação térmica induzida no litoral de Santa Catarina

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    Este estudo caracteriza a circulação térmica induzida (brisa marinha e terrestre) na costa de Santa Catarina (SC), a partir da análise de ciclos diurnos da direção e velocidade do vento, histogramas polares e hodógrafos. Para isso, foram utilizados dados de duas estações meteorológicas, uma em Florianópolis e outra em São Francisco do Sul, localizadas entre o litoral central e norte do estado.Em ambas, predominam ventos locais de sudoeste e sul no período da manhã e de sudeste durante a tarde. De modo geral, o sinal de brisa marítima e terrestre é melhor definido nos meses entre novembro e abril, de maior aquecimento, tanto para Florianópolis quanto para São Francisco do Sul. A entrada da brisa marítima ocorre entre 11h e 13h e da terrestre, entre 20h00min e 0h00min.As maiores velocidades de vento foram observadas em Florianópolis, região com maior influência do vento sul

    O comportamento da precipitação no verão 2013-2014 em São Carlos/SP a partir da classificação dos anos padrões

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    O Estado de São Paulo apresenta índices pluviométricos situados entre 1.200 e 1.600 mm com precipitação concentrada no período situado entre os meses de outubro a março. A passagem de frentes e o processo de frontogênese respondem pelo “input” hídrico. Dada a localização que possui (reverso das Cuestas Basálticas) o município de São Carlos apresenta índices pluviométricos ligeiramente superiores ao seu entorno devido a contribuição que recebe das chuvas orográficas. No verão iniciado em 2013 (outubro) e encerrado em 2014 (março), todo Sudeste, assim como essa área específica sofreu com a diminuição das precipitações ocasionadas por mudanças no padrão atmosférico da América do Sul. Atentando para isso, o presente estudo procurou analisou a dinâmica atmosférica desse período chuvoso (Ano Hidrológico) de 2013/2014, descrevendo e caracterizando a dinâmica dos sistemas atmosféricos que nele atuaram e sua variação dentro dos padrões habituais que possuíam, através da metodologia da análise dinâmica.

    Caracterização da precipitação mensal, sazonal e anual para o estado do Paraná em períodos secos, normais e chuvosos (1977-2006)

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    O objetivo deste estudo foi classificar a precipitação mensal, sazonal e anual no Estado do Paraná, em períodos secos, normais e chuvosos (1977-2006). Para isso, foram utilizados dados de precipitação de 166 pluviômetros, e selecionados dois pluviômetros representativos de cada região homogênea, as quais foram determinadas a partir da técnica de agrupamento k-means. Posteriormente aplicou-se a técnica dos quantis para cada estação, e para a média das 166 estações, a fim de classificar os períodos em muito-secos (Q0,15), secos (Q0,15-Q0,35), normais (Q0,35-Q0,65), chuvosos (Q0,65-Q0,85) e muito-chuvosos (Q0,85); foram elaborados dendogramas para auxiliar nas análises. Dentre os resultados obteve-se que os anos muito-chuvosos foram 1983, 1998, 1997 e 1990; e os anos muito-secos foram 1985, 1978, 1988 e 2006. No ano de 1983, o outono, inverno e a primavera foram as estações do ano classificadas como muito-chuvosas. E em 1985, o inverno e a primavera foram as estações classificadas como muito-secas.

    Análise de dados históricos de radiação solar acumulada coletados pela PCD de Ilhéus-BA

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    Este projeto possui o objetivo de analisar dados históricos de radiação solar acumulada, coletados pela Plataforma de Coleta de Dados Meteorológicos – PCD, localizada no Município de Ilhéus-BA, objetivando subsidiar as atividades de execução do projeto Mapeamento do potencial solar para microgeração de energia elétrica em ambiente urbano: o caso da cidade de Ilhéus-Ba. O método adotado iniciou-se com o acesso ao banco de dados do SINDA - Sistema Integrado de dados Ambientais do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, na área de dados históricos coletados por PCDs espalhadas pelo território brasileiro. Em seguida os dados obtidos em formato de planilha foram filtrados e analisados, correspondentes ao período de 18/10/1997 até 15/10/2016, tendo em vista o entendimento da incidência de radiação solar acumulada no período estudado. Tais dados serão úteis para compor o panorama do potencial solar para geração de energia elétrica na área de abrangência da cidade de Ilhéus-BA

    Análises das variações termo-higrométricas da cidade de Sobral-CE a partir da técnica dos transectos móveis e da aplicação de questionários

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    A presente pesquisa objetiva analisar as variações termo-higrométricas que geram desconforto térmico na cidade de Sobral (CE) pelo processo de urbanização. Para tanto, buscou-se identificar os fatores que contribuem para o aumento de calor no referido espaço urbano. Foram utilizados como referencial metodológico os pressupostos de Monteiro (2003), “Clima Urbano”. Na etapa atual da pesquisa (2016.2), aplicaram-se questionários junto à população dos principais bairros da cidade em estudo, seguindo as rotas onde foi feito, na etapa anterior (2015.2), o levantamento dos parâmetros de temperatura, umidade e ventos por meio dos Transectos Móveis. A associação das análises dos parâmetros climáticos levantados com as informações obtidas pelos questionários sobre a percepção da população local proporcionará as interpretações e conclusões necessárias a respeito da relação entre o desconforto térmico e o crescimento urbano, em que a degradação das áreas verdes e o intenso asfaltamento das vias públicas se procedem de forma acelerada

    Análise do uso e ocupação do solo no entorno do rio Azuis - Tocantins

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    O presente trabalho busca analisar os aspectos relacionados ao uso e ocupação do solo no entorno do rio Azuis, situado no município de Aurora do Tocantins, na região sudeste do estado do Tocantins. A área apresenta grande importância ambiental devido à presença de paisagens cársticas, no entanto as diversas atividades humanas têm aumentado a fragilidade do carste.  Foram realizados trabalhos de campo através do método de caminhamento livre para descrição da paisagem com o intuito de observar as possíveis alterações sofridas, e com a utilização de imagens de satélite Landsat 8 foi produzido um mapa de uso e ocupação do solo por meio da classificação supervisionada. Os resultados obtidos mostram que no entorno do rio Azuis, destacam-se como principais atividades a agricultura, pecuária, desmatamento e queimadas. O turismo também se sobressai, trazendo várias consequências no ambiente como: produção de lixo, pavimentação em áreas impróprias, falta de infraestrutura e fiscalização no local

    O Graben Quaternário do baixo vale do Ribeirão Cotovelo: notas preliminares

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    O baixo vale do Ribeirão Cotovelo é descrito como uma bacia de sedimentação Quaternária, controlada por falhas normais ativas. Esse processo de sedimentação foi intensificado durante o Pleistoceno e o Holoceno, o que é demonstrado pelo acentuada incisão recente dos canais de drenagem, hipótese confirmada pela datação de alúvios pelo método de luminescência oticamente estimulada. Dados estruturais indicam que as falhas ativas possuem direções predominantes SW-NE e SSW-NNE. A morfologia resultante dessa atividade é um graben orientado na mesma direção das falhas e com caimento para sudeste, o que é demonstrado pela migração do leito do Ribeirão Cotovelo neste rumo, abandonando para trás diversos meandros, convertidos em oxbow lakes

    Usos da terra sujeitos às inundações na bacia de drenagem do rio Imbé-Ururaí, região norte do estado do Rio de Janeiro

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    Atualmente a geografia física aplicada têm produzido numerosos trabalhos acerca dos impactos causados por fenômenos naturais extremos. A maior parte das publicações, no âmbito das bacias de drenagem, têm se concentrado em ambiente urbanos, fato explicado pela presença antrópica e o seu potencial de intervenção sobre o meio físico. A despeito da importância nos estudos de bacias urbanas, objetivou-se aqui um estudo numa bacia rural, dividido em dois momentos. No primeiro, realizou-se o mapeamento do uso da terra utilizando o segundo nível taxonômico do Manual Técnico de Uso da Terra (IBGE). No segundo momento analisou-se as séries históricas de precipitação e as maiores manchas de inundação entre 1985 e 2015, identificando no ano de 2009 a maior ocorrência espacial deste fenômeno. Nesta fase também foi realizado o quantitativo dos usos da terra sujeitos as inundações, tendo como referência a maior mancha de inundação registrada na área de estudo

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