Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Usos e ocupações da terra na planície de inundação do baixo curso do rio Piancó-Piranhas-Açu (RN)

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    As inundações são perigos hidrometeorológicos que ocasionam diversos danos. As planícies de inundações são ambientes atingidos periodicamente por pulsos de inundações, e desta forma, tornam-se um lugar inapropriado para a ocupação humana através de construções edificadas. Contudo, o que se observa no histórico do ordenamento territorial do Brasil é a intensa ocupação das margens dos rios e suas respectivas planícies de inundação. Neste contexto, o presente artigo tem como objetivo identificar os pulsos de inundações e analisar quais os usos da terra no baixo curso do rio Piancó-Piranhas-Açu (RN). O pulso de inundação registrado para o ano de 2008 gerou prejuízos à fruticultura irrigada, além da perca de parte da produção, ocasionando uma baixa nas exportações e demissão de funcionários das empresas produtoras. Por ser em recorte espacial fértil e com proximidade de corpos hídricos, esta área atraiu a ocupação humana, tornando-o um ambiente de risco de cheias.

    Seca e sensoriamento remoto: identificação e mapeamento na bacia hidrográfica do Peixe – SC entre 2001 e 2010 utilizando o NDVI

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    A seca foi o tipo de desastre natural que mais afetou a população brasileira entre 1991 e 2010. Um dos locais que apresentam recorrência deste tipo de fenômeno foi a Mesorregião Oeste Catarinense, no qual está inserida a Bacia Hidrográfica do Peixe. O estudo das secas em Santa Catarina por meio de dados de estações meteorológicas é dificultado pela reduzida quantidade de equipamentos além da restrição de acesso aos dados. Sendo assim, uma das maneiras de se identificar e mapear a ocorrência de secas consiste no uso de dados e técnicas de Sensoriamento Remoto. Sendo assim, este artigo teve como objetivo a identificação e mapeamento da estação do ano onde a seca atingiu a maior extensão na Bacia do Rio do Peixe entre 2001 e 2010. Os resultados obtidos indicaram que o fenômeno atingiu a maior extensão na área de estudo no Verão de 2005, afetando aproximadamente 30% da área da bacia. Para esta estação do ano, foi produzida documentação cartográfica temática demonstrando o quadro sinótico estabelecido pelo fenômeno da seca naquela estação.

    Monitoramento contínuo de perfis de praia: quantificação da erosão ocasionada por ondas de tempestade e recuperação natural do estoque sedimentar, litoral do Rio de Janeiro

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    O monitoramento contínuo de praias tem como finalidade conhecer a morfodinâmica, analisar a evolução a curto e médio prazo da linha de costa e ainda detectar eventos anômalos ao clima de ondas, como ressacas excepcionais. O objetivo central desse trabalho foi mostrar a importância do monitoramento contínuo de praia para detecção e análise de impactos ocasionados por ondas de tempestade, bem como quantificar o tempo de recuperação, de duas praias arenosas, após uma tempestade excepcional em abril de 2010. As praias do Peró (intermediária/dissipativa) e Rio das Ostras (refletiva) foram analisadas quanto a variação volumétrica pré e pós-tempestade. Os resultados apontam que em condições morfodinâmicas refletivas, a praia encontra-se mais vulnerável, em decorrência da ausência de bancos arenosos. Apesar disso, a recuperação tende a ocorrer numa maior taxa volumétrica mensal, onde ondas de bom tempo transportam os sedimentos, dos bancos arenosos criados pela tempestade, novamente para a praia.  

    A influência do alinhamento do Paranapanema na configuração do relevo e rede de drenagem na bacia do Ribeirão Faxinal, Itapetininga - SP

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    O trabalho desenvolveu a caracterização geomorfológica da bacia hidrográfica do Ribeirão Faxinal no município de Itapetininga, a fim de compreender as características do relevo e da rede hidrográfica na área de estudos. O método de sistemas ambientais e a classificação das ordens taxonômicas nortearam a análise dos resultados obtidos e sua integração. Mapeamentos temáticos foram realizados. A aplicação dos parâmetros morfométricos também contribuiu para o entendimento sobre a dinâmica morfoestrutural da região. A bacia hidrográfica como unidade espacial de análise integra os elementos presentes na paisagem, destacando o papel da rede de drenagem na evolução do relevo regional ao longo do Quaternário. Os resultados obtidos demonstram que há uma grande influência da tectônica regional, sobretudo na compartimentação do relevo da área e da configuração da rede de drenagem. Oscilações climáticas ao longo do Quaternário certamente atuaram na esculturação do relevo e na distribuição dos depósitos sedimentares na bacia em questão.

    Análise de condicionantes físicos do horizonte A do Latossolo Amarelo como subsídio a compreensão de processos erosivos

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    O estudo em questão visa o entendimento dos processos erosivos em uma encosta a partir das propriedades físicas do horizonte superficial do Latossolo juntamente com o uso e a forma de manejo sobrejacente. Para tal, foi avaliado a distribuição granulométrica, porosidade total, densidade real e aparente, assim como, a estrutura do microagregado no MEV e a identificação dos elementos químicos através do EDS. As propriedades físicas apresentam valores intermediários, resultando em uma baixa erodibilidade do solo, sendo o MEV destacando qualitativamente uma estrutura fortemente compactada e o EDS destacando a presença de óxidos de Fe e Al – com destaque para a formação de argilominerais do tipo caulinita. Tais resultados expressam o entendimento da erosão laminar na encosta estudada, somado a dinâmica espaço temporal da ação do uso e do manejo do solo numa das regiões mais florestadas do Estado do Rio de Janeiro, sob o domínio da Mata Atlântica

    Análise da taxa de evaporação d’água em tanques “classe A” - um estudo de caso no contexto das metrópoles do sudeste brasileiro

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    A diminuição dos fótons que incidem sobre a superfície da Terra por ação da poluição constitui-se num dos poucos eventos ainda carente de estudos apesar das implicações que possui, para o ciclo hidrológico ao impactar sobre a taxa de evaporação de água, repercutindo sobre o volume de precipitação. Em razão disto, algumas análises dos dados diários obtidos nos últimos anos em tanques de evaporação “classe A” de algumas localidades situadas nas imediações das três maiores capitais da Região Sudeste foram feitas com o intuito de aferir qualquer alteração nos últimos anos, estabelecendo sua correlação com o fenômeno mencionado. Devido a concentração de partículas e poluentes na atmosfera, esperava-se que os dados apontassem para uma diminuição da água evaporada no período de 1999 até 2011, entretanto, os mesmos não denunciaram tal tendência, sinalizando que a configuração do padrão atmosférico da América do Sul pode ter interferido favorecendo a dispersão de poluentes

    Inventário do ambiente natural do litoral médio do Rio Grande do Sul como auxílio para análise ambiental

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    O presente trabalho tem como área de estudo o Litoral Médio da Planície Costeira do Rio Grande do Sul (PCRGS) e objetiva desenvolver um compêndio das pesquisas científicas realizadas, até os dias atuais, sobre essa região da costa meridional do Brasil. Comparado ao setor costeiro com maior volume de estudos científicos, que corresponde ao Litoral Norte, o Litoral Médio dispõe de eficientes pesquisas, porém menos numerosas. Durante a compilação de estudos proposta, são referenciadas as discussões iniciais referentes à geologia e geomorfologia da costa do RS ocorridas na década de 1960, as pesquisas seguintes sobre sua caracterização evolutiva e geomorfológica e, por fim, os apontamentos científicos mais recentes sobre o setor costeiro em questão. A explanação sobre o arcabouço teórico em questão possibilita tanto a visualização do contexto regional, quanto a compreensão em termos locais sobre o ambiente natural do Litoral Médio do RS.

    Mapeamento de fragilidade ambiental da bacia hidrográfica do Rio Sapucaia

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    O mapeamento de fragilidade ambiental auxilia tanto na gestão territorial como na contribuição de conhecimentos para os vários ramos da ciência que se empenham em trabalhar com propostas ambientais.  Esta metodologia busca por sintetizar dados quantitativos que são os graus de fragilidade atribuídos a cinco mapeamentos prévios: uso da terra e cobertura vegetal, dissecação do relevo, classes de solo e declividade. Como as bacias hidrográficas são reconhecidas como unidades de planejamento e gestão por leis federais e estaduais, este artigo objetivou realizar um mapeamento de fragilidade ambiental com apoio de sistema de informações geográficas para a bacia costeira do Rio Sapucaia.

    Erosão dos solos em Goiânia-GO sob o enfoque do jornal diário da manhã

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    Como consequência da grande quantidade de problemas ao meio físico e socioeconômico relacionados a desastres naturais como os processos erosivos, essa questão passou a aparecer com mais freqüência nos noticiários. Diante disso, esta pesquisa analisou a abordagem de erosão de solos na cidade de Goiânia pelo jornal Diário da Manhã. Desta forma, propôs-se identificar e quantificar reportagens sobre erosões, sendo que o levantamento das matérias jornalísticas totalizou 59 reportagens que abordavam os processos erosivos e suas repercussões em Goiânia-GO. Foi possível notar que a maioria das notícias e análises sobre os acidentes e/ou riscos de acidentes em áreas afetadas por processos erosivos possuem abordagens pontuais que não enfatizam de forma integrada causas e consequências do fenômeno.

    Risco ambiental do município de Campina Grande - Agreste Paraibano

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    Este trabalho tem como objetivo fundamental identificar e analisar o risco ambiental do município de Campina Grande – PB, utilizando como referencial metodológico a proposta de Alves (2006, 2007). Assim, foi possível identificar, espacializar e analisar as áreas do muncípio que estão inseridas na categoria de risco ambiental. Os resultados deste trabalho constituem-se em elementos essenciais para o planejamento e gestão socioambiental do município, mostrando que 14,7% do território do município está inserido na categoria de risco ambiental, portanto, faz-se necessária a aplicação correta das políticas públicas sociais e ambientais, para que torne-se possível reduzir a vulnerabilidade socioambiental de Campina Grande

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