Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Alfabetização e letramento cartográfico na BNCC - análise dos pressupostos da cartografia escolar da educação infantil ao ensino médio
Professores de Geografia devem promover alfabetização e letramento em mapas, que são textos que dizem respeito ao nosso objeto de estudo, o espaço. Portanto, podemos falar em alfabetização e letramento cartográfico. Os mapas são a síntese da expressão dos fenômenos espaciais cartografados e permeiam o mundo vivido nos noticiários, nos aplicativos de celulares e também nas escolas. Dito isso, neste artigo objetiva-se analisar a BNCC, da Educação Infantil ao Ensino Médio, quanto às suas diretrizes em relação à Cartografia Escolar por meio de uma pesquisa qualitativa com base na discussão de alfabetização e letramento proposta pelo Grupo Nova Londres e por Magda Soares. Os resultados mostram que as bases para o alfaletramento cartográfico já se encontram na Educação Infantil, sendo desenvolvido a partir dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nos Anos Finais desse segmento se intensifica o letramento cartográfico, que contribui para os multiletramentos no Ensino Médio.
Explorando o Chat GPT no ensino médio: uma abordagem crítica da inteligência artificial
O presente trabalho apresenta uma prática educativa que, por meio da metodologia das narrativas, evidencia uma experiência com o terceiro ano do ensino médio em uma escola privada sobre tecnologias, mais especificamente o Chat GPT, para abordar as inteligências artificiais (IA). Nesse sentido, conclui-se, junto aos alunos, a importância do pensamento crítico em relação aos limites e consequências dessas novas tecnologias por meio da atividade de diálogo com o Chat GPT e o conteúdo de Geografia
O impacto dos cursinhos populares de Campinas - SP na formação docente em alunos da graduação em Geografia da Unicamp e a relação entre esses espaços
Os cursinhos populares são ambientes educacionais em que a luta pelo acesso ao ensino superior é a base para o seu funcionamento, nesse espaço professores voluntários oferecem aulas gratuitas que preparam pessoas de diversas realidades para os vestibulares. A geografia está nesse cenário com uma dupla função, uma como disciplina que muitas vezes é lecionada por alunos da graduação e outra como ferramenta de análise desse fenômeno. O trabalho aqui desenvolvido, busca por meio de entrevistas semi-estruturadas compreender como os cursinhos populares sediados em Campinas - SP influenciaram a formação docente de alunos da graduação em geografia pela Universidade Estadual de Campinas, somada isso, as entrevistas almejam entender a relação entre o cursinho popular, as aulas da licenciatura e a própria faculdade
Experiências do programa de residência pedagógica: trabalhando a temática do afro-indígena a partir de jogos e brincadeiras
O presente artigo visa apresentar a experiência interdisciplinar do Programa de residência pedagógica, entre alunos de licenciatura em Geografia e Educação Física, permitindo o aprimoramento na formação docente e na convivência escolar. Com isso, foi possível explorar dentro do Programa de Ensino Integral a experiência de uma disciplina eletiva que abordou a temática Afro-Indígena, com diferentes tipos de linguagens na sala de aula, verbal e corporal, fazendo com que os alunos aprendessem brincando e desenvolvessem a partir de diversas produções artísticas seus conhecimentos
Práticas educacionais no ensino de Geografia: experiências com oitavo ano no programa de residência pedagógica
Neste trabalho, apresentamos e discutimos práticas pedagógicas desenvolvidas simultaneamente por duas duplas de residentes do Programa de Residência Pedagógica -- Subprojeto Educação Física e Geografia da Universidade Estadual de Campinas em duas turmas de oitavo ano em uma escola estadual no primeiro semestre de 2023. Nas aulas, buscamos desenvolver por meio de metodologias ativas as habilidades EF08GE18 e EF08GE19 da Base Nacional Comum Curricular, também previstas no Currículo Paulista, relacionadas a formas de representação e pensamento espacial, envolvendo a interpretação e a elaboração de mapas e outras representações cartográficas, como cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas de informações geográficas especialmente do continente africano, de forma a analisar as redes e as dinâmicas urbanas e rurais, ordenamento territorial, contextos culturais, modo de vida e usos e ocupação do solo. Concluímos que as metodologias utilizadas suscitaram o interesse, a participação e possibilitaram a consolidação de conceitos prévios, ainda que de forma não homogênea entre todos os alunos
A segregação socioespacial através da produção didática de vídeos em 360°: potencialidades para o ensino de Geografia
O ensino de Geografia necessita alcançar a aproximação do educando frente aos conteúdos geográficos através do emprego de recursos tecnológicos, uma vez que a socialização infanto-juvenil é permeada de mediações tecnificadas que produzem diferentes alunos daqueles esperados pela racionalidade escolar vigente. Isto posto, objetiva-se, com esta investigação, fruto de uma pesquisa de mestrado em andamento, produzir vídeos em 360º e aplicar no ensino básico de Geografia no formato de realidade virtual para trabalhar a aprendizagem do conceito de segregação urbana em conjunto com a realidade geográfica do cotidiano dos alunos. Este ambiente será proporcionado pelo uso do Google Cardboard Glasses em sala de aula e pela captação de cenas de segregação urbana do município de Rio Claro (SP) em 360º pela câmera GoPro Fusion. De natureza qualitativa e com base em pesquisa-ação, a proposta de pesquisa se utilizará de observação participante, questionários individuais e revisão bibliográfica do tema para realizar as discussões e análise dos dados. Após a elaboração do material e o trabalho em sala de aula, será aplicado um questionário semiestruturado para obtenção de informações para a dimensão analítica da pesquisa. Tendo em vista que a maioria dos alunos do município vive na cidade e desenvolvem praticamente todas as suas atividades cotidianas na área urbana, vislumbramos com esta investigação possibilitar a realização desta práxis em sala de aula, com a manipulação da tecnologia em prol do conhecimento, abordando a importância do ensino da cidade e do urbano nas aulas de Geografia. Espera-se que o conteúdo de geografia urbana, especialmente o fenômeno da segregação sócio-espacial, trabalhado com o auxílio dessa tecnologia, seja assimilado de maneira que haja a capacidade, por parte dos alunos, de relacionar os conceitos abstratos apresentados em sala de aula à realidade concreta. Isto é, que consigam enxergar a cidade através de um olhar geográfico a partir da apresentação das relações funcionais e estruturais da problemática urbana em relação com os equipamentos sociais públicos
Expediente
Arquivo contendo Capa, Folha de Rosto, Ficha Catalográfica, Expediente, Programação e Sumári
O que dizem os(as) professores(as) iniciantes de Geografia da rede municipal de São Paulo sobre ensino de Geografia e educação das relações étnico-raciais
O texto apresenta a pesquisa realizada com professores (as) de Geografia iniciantes na profissão docente da rede municipal de educação de São Paulo. A pesquisa procurou analisar o que os (as) professores dizem sobre o Ensino de Geografia e a Educação das Relações Étnico-raciais, bem como, identificar como os (as) professores (as) concebem a escola pública em que exercem a docência; analisar como o professor entende o ensino de geografia na escola básica e no ensino fundamental; identificar a partir da fala dos professores (as) como eles articulam o ensino de Geografia e a Educação das relações étnico-raciais em suas práticas pedagógicas. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, documental e bibliográfica. Para a análise de dados foi utilizada a análise de prosa, proposta por ANDRÉ (2003). Espera-se com os resultados desta pesquisa contribuir de forma significativa para um melhor entendimento sobre a percepção de professores (as) iniciantes na profissão docente no que diz respeito ao Ensino de Geografia e à Educação das Relações Étnico-raciais
Juventudes e cartografias na internet: campo de reconhecimento e visibilidade
O avanço das tecnologias digitais vem modificando a forma como os sujeitos se comportam no mundo, o território adquire novos valores e o espaço geográfico se preenche com novas territorialidades impulsionadas pelo advento da Internet. As experiências do mundo cibernético são também presenciais, fazendo com que os sujeitos estejam frequentemente conectados, habitando um espaço multidimensional. Grupos que se destacam na apropriação das mídias digitais e as utilizam como meio de comunicação e expressão das suas subjetividades são as juventudes. No ambiente digital, as juventudes criam novas territorialidades e elaboram o seu lugar no mundo, utilizando as redes sociais virtuais como campo de reconhecimento de si e de seus pares, enfrentando os estigmas que historicamente as colocam em um cenário de constante desproteção social. Esta pesquisa relaciona o uso das redes sociais pelas juventudes e as “novas cartografias”, entendendo que estes jovens ao se expressarem nas redes, manifestam as suas próprias territorialidades, construindo cartografias subjetivas, simbólicas e multidimensionais, construindo um outro espaço, diferente daquele político e histórico que por muitas vezes os invisibiliza, promovendo um campo de trocas reais, reconhecimento e visibilidade