Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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Incompatibilidade legal de uso do solo na zona de amortecimento do Parque Estadual do Espinilho: análise do cenário atual e proposição do cenário ideal
As zonas de amortecimento foram criadas no entorno das Unidades de Conservação para diminuir os efeitos negativos dos impactos exercidos pelo ambiente externo a elas. O presente estudo foi realizado na Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Espinilho, situado no extremo oeste do Rio Grande do Sul. Os principais objetivos foram mapear o uso da terra e cobertura vegetal em seu contexto antrópico e natural, discutir o cenário atual e o cenário ideal perante a importância da conservação das Áreas de Preservação Permanente (APPs), na Zona de Amortecimento. O mapeamento foi elaborado através da imagem de satélite LANDSAT 8, de fevereiro de 2016, através da classificação supervisionada. A análise das APPs foi feita considerando a normativa mais restritiva, gerando-se buffers no entorno de rios e nascentes e sobrepondo com o mapeamento de classificação de uso da terra. As APPs da zona de amortecimento encontram-se, em grande parte, em incompatibilidade com a legislação
Análise do uso e cobertura do solo no Parque Estadual da Pedra Branca a partir da cota altimétrica 100 metros com base em técnicas de geoprocessamento nos anos de 2004 e 2016
O Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) está localizado na zona oeste da Cidade do Rio de Janeiro, sendo um dos últimos locais com remanescentes de mata atlântica. O objetivo do trabalho foi analisar o uso e a cobertura do solo nos anos 2004 e 2016 no interior do parque entre as cotas altimétricas 100m e 200m identificando as transformações ocorridas em relação ao uso antrópico. Os métodos utilizados foram baseados em técnicas de geoprocessamento, utilizando arquivos vetoriais do uso e cobertura do solo da Cidade do Rio de Janeiro e as curvas de nível do Estado do Rio de Janeiro a partir das ferramentas de Sistema de Informação Geográfica. Os resultados demonstram que houve aumento da cobertura florestal, porém esse aumento também foi acompanhado pelo acréscimo de áreas residenciais, agrícolas e de exploração mineral, substituindo em algumas ocorrências a cobertura gramíneo lenhosa presente anteriormente
Análise de riscos e/ou acidentes na área urbana de Ilhéus-Bahia
Com o crescimento das cidades na última metade do século passado, as cidades sofrem com problemas de infraestrutura advindos da falta de organização urbana. A intensificação da urbanização na modernidade gerou inúmeros problemas relacionados à qualidade e condições de vida humana nas cidades. No contexto da urbanização brasileira, nota-se que os espaços foram ocupados de modo a refletir as desigualdades sociais presentes na estrutura da nossa sociedade, este padrão de ocupação dos espaços continua nos dias atuais. Desta forma, este artigo objetiva analisar as condições de risco nas localidades Avenida Princesa Isabel e bairro Tapera da cidade de Ilhéus, identificando as principais causas de riscos naturais, tecnológicos e/ou sociais, através de levantamentos e análises documentais e bibliográficas; Pesquisa de campo para reconhecimento; Identificação das áreas de risco com base em mapeamento já realizado por Franco (2008), e sistematização dos dados da Coordenação Municipal de Defesa Civil da Prefeitura de Ilhéus
Impactos ambientais em áreas urbanas da cidade de Ilhéus: uma relação entre dados pluviométricos, movimentos de massa e submoradias
A ocupação dessas encostas em Ilhéus ocasiona um grande problema no contexto sócioeconômico, pois o uso e ocupação destes territórios sucedem-se de forma irregular, fora dos padrões de segurança que garantam a apropriação pelo homem, sem que haja riscos físicos e sociais, podendo levar até a perda de vidas humanas. Assim, há diversas áreas de risco em ilhéus, mas a área de estudo deste trabalho busca analisar apenas três bairros Amparo, Conquista e Teotônio Vilela. A metodologia da pesquisa foi dividida em três (3) fazes a primeira fase foi realizado levantamento e analise documental em gabinete, na segunda fase realizamos o trabalho de campo com visitas aos bairros nos quais foram preenchidas as fichas de observação para caracterizar as área e correlacionar com o índice de precipitação, visando a identificação do grau de riscos de ocupação dos bairros citados. Desta forma, concluímos que os movimentos de massa e as enchentes são deflagrados a partir 45 mm de chuva, por isso é de extrema importância o mapeamento das áreas de risco.
Dinâmica do uso e cobertura das terras na bacia hidrográfica do rio Itaqueri/SP, utilizando-se métodos de classificação digital de imagem
A multitemporalidade das imagens orbitais permite analisar o grau de transformação do uso e cobertura das terras ao longo dos anos e consequentemente as possíveis interferências antrópicas que afetam a funcionalidade e a qualidade ambiental dos territórios. Diante disso, este estudo teve como propósito analisar a dinâmica e a evolução do uso e cobertura das terras da bacia hidrográfica do rio Itaqueri SP, a partir da classificação supervisionada de imagens Landsat TM, adotando-se os classificadores Maxver – ICM e Bhattacharya, do SIG SPRING. Os resultados permitiram comparar a acurácia temática dos algoritmos e revelar, por fim, um panorama do uso e cobertura das terras da referida bacia nos cenários de 1989 e 2009, demonstrando o crescimento das áreas de solo exposto e área urbanizada em relação às áreas agrícolas, pastagem e campo sujo
Dinâmica erosiva de processos tropicais: três décadas da erosão Chitolina
A erosão Chitolina, destaca-se em Goiás por apresentar dinâmica evolutiva complexa e ser a maior erosão no lado goiano na emblemática bacia do Araguaia. Em regiões agrícolas, o monitoramento da evolução desses processos é fundamental para as estratégias de projetos de recuperação. O objetivo do trabalho foi avaliar à dinâmica erosiva evolutiva da erosão Chitolina, considerando os dados do cadastro do processo erosivo realizado em 1998 e a realização de campo com uso de veículo aéreo não tripulado (VANT) em 2016. Os resultados constaram que o processo encontra-se estabilizado com ausência de desenvolvimento remontante, abertura de novas ramificações, o leito da erosão está sendo entulhado com material que se rompe dos taludes e não há curso definido de drenagem; alguns piping na porção média da feição. A utilização do VANT no mapeamento e monitoramento desses processos otimiza recursos físicos e humanos no cadastro e dados automatizados facilmente validados em campo.
Potencialidade a ocorrência de processos erosivos laminares e lineares no município de Chapadão do Céu, Goiás, Brasil
O artigo tem como objetivo avaliar os efeitos da expansão agropecuária frente à potencialidade de ocorrência de processos erosivos laminares e lineares no município de Chapadão do Céu. Os procedimentos metodológicos envolveram a avaliação de suscetibilidades e potencialidades à erosões laminares e lineares. Os resultados indicam que o município se apresenta predominantemente como pouco suscetível à erosão laminar e linear, mas a potencialidade erosiva teve um aumento expressivo na classe II correspondente a médio potencial, apresentando a necessidade de controle com práticas conservacionistas. Utilizando-se de inspeção visual com imagens de satélites de alta resolução foram identificados 219 focos erosivos, sendo 124 lineares e 95 laminares, demostrando assim um manejo inadequado do solo e/ou a implantação de forma errônea de práticas conservacionistas.
Desafios e perspectivas na recuperação de áreas de extração de argila no cerrado
Empreendimentos que envolvem a remoção do solo causam profundas modificações no equilíbrio ambiental dos ecossistemas, sendo importante o teste de hipóteses que modifique as características químicas e físicas do subsolo remanescente. O Brasil possui uma das maiores biodiversidades, e grande parte dela encontra-se no bioma Cerrado, que possui suas especificidades ambientais. Havendo alterações nesse bioma, no caso a remoção de argila, é necessário a revisão dos sistemas de recomposição do extrato orgânico para a formação de um camada superficial de solo, pois o uso de mecanismos que proporcionem melhorias nas características químicas e físicas, como a semeadura de gramíneas e leguminosas (culturas que possuem menor exigência nutricional), são capazes de se desenvolverem em ambiente desfavorável e produz biomassa, proporcionando a cobertura orgânica do subsolo exposto e condições favoráveis ao desenvolvimento de outras espécies (nativas), mais exigentes nutricionalmente
Geoeducação: princípios teóricos e bases legais
Considerando a importância e a amplitude de tudo o que envolve a geodiversidade, incluindo a diversidade litológica, o estudo dos fósseis, a água enquanto recurso limitado e vital à vida, o relevo, os solos e suas condições e implicações para uso e ocupação por parte da sociedade, e, sobremaneira, os registros da história do planeta impressos neste segmento do patrimônio natural; sua valorização e preservação são necessidades inquestionáveis. Por sua vez, entendendo a Educação Ambiental (EA) como uma forma concreta, em suas mais diversas formas de inserção social, para alcançar tais objetivos, propomos o desenvolvimento de uma EA a ser aplicada na geoconservação do patrimônio natural, sobretudo da geodiversidade, a Geoeducação, que deve ser tratada, conforme Moura-Fé et al (2016), fomentada e desenvolvida nos âmbitos formais e/ou não formais do ensino. Aqui, apresentamos e discutimos propostas de princípios teóricos e das bases legais dessa Geoeducação.
Geografia física e geodiversidade: análise da produção científica brasileira entre os anos de 2007 e 2016
O estudo tem como objetivo analisar a produção geográfica brasileira voltada à temática da geodiversidade, com base nos trabalhos publicados em dois eventos tradicionais da geografia física brasileira: o Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada e o Simpósio Nacional de Geomorfologia, a fim de compreender quais abordagens sobre geodiversidade têm sido realizadas por parte dos geógrafos físicos e especialistas em geomorfologia. Foi realizado um levantamento e análise dos artigos publicados nestes dois eventos, abrangendo a temática da geodiversidade, considerando o recorte temporal entre os anos de 2007 e 2016. Foi verificada uma significativa evolução nos estudos sobre geodiversidade durante o recorte espacial analisado, sendo que os geossítios e geoparques reconhecidos já vêm despertando ações por parte das pesquisas atreladas à geografia física e geomorfologia. Este fato evidencia que os geógrafos físicos têm preocupação com os aspectos de reconhecimento, planejamento e gestão da geodiversidade enquanto abordagem integradora da geografia física aplicada