Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    Os (des)caminhos das águas do rio Poxim em Aracaju a partir da percepção do discente

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    O processo de urbanização acelerado tem provocado impactos socioambientais e afeta a vida das comunidades. O artigo objetiva avaliar os (des)caminhos das águas do rio Poxim no bairro Jabotiana em Aracaju  a partir da percepção em sala de aula. O artigo é resultado de trabalho realizado com alunos da Escola Estadual Joaquim Vieira Sobral em Aracaju como resultado do processo ensino-aprendizagem para além dos muros escolares. Dentre as ações desenvolvidas, aulas regulares e oficinas pedagógicas,  foram realizadas atividades extraclasse com os  alunos e professores durante aulas de campo e Caminhada Ecológica pelas ruas do bairro objetivando dialogar com os envolvidos sobre os impactos no Rio Poxim. Os resultados apontaram a relevância de ações educativas que possibilitam perceber o papel da escola na formação do cidadão, pois foi possível contribuir na compreensão da importância da conservação dos recursos hídricos urbanos

    Processo de uso e ocupação no estuário do rio Acaraú – Ceará e áreas adjacentes, uma análise multitemporal das formas de uso

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    Os sucessivos ciclos econômicos que se desenvolveram no litoral cearense durante o século XX e nas primeiras décadas do século atual, baseiam-se na extração de sal marinho, na pesca artesanal e na cadeia econômica associada a pesca da lagosta. Recentemente tem se destacado outras atividades como a carcinicultura, o turismo, a expansão imobiliária nas áreas proximas a faixa praial e mesmo nos tabuleiros costeiros, além da implantação dos grandes parques de aerogeradores. Estas atividades no municipio de Acaraú – CE, só demostram a importância estratégica desse espaço. Por isso a importancia de conhecer a evolução espacial e temporal para availiar se estas atividades são ou serão, ambientalmente sustentáveis. O objetivo deste trabalho foi demonstrar a evolução deste ambiente e identificar as principais formas atuais de uso da terra a partir de mapas temáticos da área utilizando técnicas de geoprocessamento a partir de imagens orbitais dsponíveis dos anos 1985, 2001 e 2014.

    Uso de maquetes táteis para o ensino de geomorfologia

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    Este trabalho apresenta um projeto desenvolvivo na disciplina de Geomorfologia da PUC-Rio que teve por objetivo elaborar maquetes táteis com temas da Geografia Física que atendessem tanto as necessidades especiais de uma aluna deficiente visual quanto os alunos normovisuais. As maquetes táteis foram desenvolvidas seguindo as seguintes etapas: (a) seleção de um mapa, uma carta topográfica ou um esquema base; (b) construção dos elementos geomorfológicos com camadas de isopor; (c) diferenciação dos elementos com cores e texturas diferentes. Os resultados apontam que as maquetes devem ter poucas informações para facilitar a compreensão do DV, são necessários alguns exageros e distorções na escala para ajudar a diferenciação dos objetos e devem conter texturas diversas para diferenciar os elementos. O projeto desenvolvido ao longo da disciplina possibilitou aos graduandos (futuros docentes) a oportunidade de elaborar maquetes para a um público que não possui o sentido da visão

    O ensino de solos no curso de licenciatura em geografia: análise curricular do extremo sul do Rio Grande do Sul

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    Este trabalho discute as diferentes abordagens da Ciência do Solo e verifica se o conhecimento adquirido pelos formandos em Licenciatura em Geografia da UFPel atende ao previsto nos PCN’s e nos livros didáticos do Ensino Fundamental – Anos Finais, especificamente a Coleção Projeto Araribá, disponíveis nas escolas de Pelotas/RS. Com base no previsto nesses documentos foram elencadas temáticas relacionados à Ciência do Solo abordadas no Ensino Fundamental. Elaborou-se um questionário acerca dos solos, aplicado aos alunos. A partir dos questionários, os dados foram tabulados e analisados de forma descritiva. Este estudo pode constatar que tanto os PCN’s – Geografia e os livros didáticos para o Ensino Fundamental abordam de forma limitada o conhecimento sobre solos, assim como os dados obtidos do conhecimento dos graduandos pesquisados, possuindo lacunas, sendo restrito para o trabalho com ensino de solos, havendo uma demanda dos próprios alunos para a inclusão no curso de disciplinas sobre solos.

    Parque Nacional de Ilha Grande: caracterização da dinâmica de queimadas entre 1985 e 2016 com base em imagens LANDSAT

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    A dinâmica de queimadas do Parque Nacional de Ilha Grande (PNIG) revela como foram desenvolvidas as atividades de queima da vegetação por causas antrópicas ou naturais. O objetivo desse trabalho foi caracterizar as dinâmicas de queimadas dos períodos anterior (1985 à 1997) e posterior (1998 à 2016) a criação do PNIG, a partir do uso de série temporal de imagens Landsat. Para tal, foram mapeadas as cicatrizes de queimadas e gerados dados estatísticos, que foram enfatizadas as áreas de ocorrências, número de polígonos e frequência de queimadas. Como resultado, foram evidenciadas mudanças nas dinâmicas de queimadas nos períodos anterior e posterior a criação do parque. No período anterior a criação do parque o número de polígonos de áreas queimadas (média de 88) foi maior do que no período posterior (média de 7). Além disso, no geral a frequência de queimada no período anterior foi menor do que no período posterior a criação do parque

    Parques ambientais urbanos de Teresina, Piauí: ambiente, conservação e uso pela população local

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    O presente trabalho buscou traçar um perfil de dois parques da cidade de Teresina-PI: o Parque da Cidade e o Parque Potycabana, abordando aspectos do ambiente, de sua conservação e uso pela população local. A escolha desses Parque deveu-se à sua localização nas margens do rio Poti, em bairros bem servidos de infraestrutura urbana e com facilidade de acesso. A metodologia adotada envolveu leitura e análise de referenciais teóricos e sobre as áreas estudadas, complementadas com observações em campo, utilizando instrumentos como GPS e câmera fotográfica. Para espacializar esses Parques, trabalhou-se os dados coletados utilizando-se os softwares ArcGis, QGis e o Google Earth. Os resultados permitiram identificar-se que, embora ambos estejam localizados nas margens do mesmo rio em locais de fácil acesso, esses Parques se apresentam com características bem distintas em relação ao ambiente natural, sua conservação e formas de uso pela população local

    Tropical Semiúmido e Tropical Semiseco: os tipos climáticos do domínio tropical brasileiro

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    As classificações climáticas são métodos empregados na identificação e caracterização de tipos climáticos, apresentando aplicação em várias áreas que dependem direta ou indiretamente das condições ambientais. O presente trabalho lança uma nova abordagem a respeito do domínio climático tropical, que é subdividido em dois tipos: um semiúmido e outro semiseco. Essa subdivisão é caracterizada pela quantidade de meses secos, que consiste na diferença entre a precipitação pluviométrica e a evapotranpiração potencial (ETP). Dados de temperatura, precipitação e ETP de sete estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) serviram como base para a determinação dos tipos climáticos. Essa metodologia, juntamente com o uso de tecnologias atuais e novas fontes de dados históricos, promove um aperfeiçoamento no sistema de classificação climática utilizado no país.

    Evolução da paisagem e dinâmica sedimentar do rio Tejo em Portugal, durante o plistocénico – registo em perfis longitudinais regularizados com substrato rochoso e nos de leito aluvial

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    Em Portugal, o Rio Tejo desenvolveu seis níveis terraços fluviais desde a superfície culminante do enchimento sedimentar da Bacia Cenozóica do Baixo Tejo até ao leito actual. A unidade culminante, com idade de 3,7 a 1,8 Ma, e que se encontra a ca. +142 a 262 m acima do leito do Tejo, representa ainda um ancestral Tejo, antes do início da etapa de incisão fluvial, durante a qual se desenvolveram os terraços fluviais, enquadrados por vertentes. O terraço T1 e correspondente lateral superfície de erosão N1 (+84 a 180 m; ca. 1Ma a 900 ka), parecem representar um longo período de estabilidade da rede fluvial (steady state) anterior ao Plistocénico Médio. A formação desta unidade morfoestratigráfica deverá ter correspondência com troços “relíquia” regularizados (graded profiles) com substrato rochoso e concavidade elevada, situados nas cabeceiras dos tributários do Tejo. O terraço T2 (+57 a 150 m), com idade estimada em ca. 600 ka, deverá corresponder à fase final da “Revolução do Plistocénico Médio”. Esta unidade está mal representada, provavelmente por ser relativamente antiga e porque o tempo desenvolvimento foi menor que o do terraço T1. Os terraços mais baixos T3, T4, T5 e T6 testemunham o progressivo estreitamento do vale e formaram-se durante o Plistocénico Médio e Final, períodos caracterizados por oscilações climáticas de grande amplitude e intensificação do soerguimento regional. Na área de estudo, para o último milhão de anos, as taxas de incisão fluvial poderão variar, entre 0,38 e 0,12 m/mil anos, dependendo do soerguimento diferencial entre compartimentos limitados por falhas de importância regional

    Características do clima urbano em São Carlos/SP a partir de dados de temperatura e umidade relativa do ar e técnicas de sensoriamento (dos alvos)

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    O processo de urbanização das cidades intensificou as condições de degradação do ambiente e, o clima urbano a partir das ilhas de calor é um dos principais produtos que afeta a qualidade de vida da população. Assim, o presente artigo objetivou a análise das características do clima urbano em São Carlos/SP a partir de dados de temperatura e umidade relativa do ar e técnicas de sensoriamento remoto. Para isso, realizaram-se análises das diferenças termohigrométricas em 8 pontos urbanos no período entre 28 de março a 01 de maio de 2014 às 18h (outono) e, verificação da temperatura de superfície dos alvos no dia 04 de abril de 2014. Neste mesmo dia às 18h foi realizado transecto móvel nos trajetos A-B e C-D. Foram identificadas diferenças térmicas de até 5,5°C e correlação entre as áreas de ocorrência de bolsões de ar e resposta térmica dos alvos em distintos padrões geoambientais

    Análise estatística preliminar de dados pluviométricos mensais, sazonais e anuais para o Estado do Paraná

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    Existem milhares de pluviômetros instalados no Brasil, os quais possibilitam o desenvolvimento de uma gama de estudos. Porém, ao se utilizar os dados são necessários alguns cuidados para averiguar a confiablidade dos mesmos. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi analisar estatisticamente uma série histórica de 30 anos de dados pluviométricos mensais, sazonais e anuais para o Estado do Paraná.  Para isso, foram utilizados dados disponíveis no site da ANA, selecionado o período de 30 anos com o maior número de estações sem falhas; e analisados os dados quanto a sua consistência, presença de outliers, homogeneidade e tendência. O período selecionado foi de 1977 a 2006, a quantidade de estações adequadas por categoria de análise variou de 404 a 467. A média de precipitação anual foi de 1.684,5 mm, a estação mais chuvosa foi o verão com 533,6 mm, e o mês mais chuvoso foi janeiro com 192,4 mm

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