Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
Not a member yet
2307 research outputs found
Sort by
A APLICAÇÃO INTERDISCIPLINAR ENTRE GEOGRAFIA E LITERATURA: UMA ABORDAGEM GEOGRÁFICA NO ENSINO ATRAVÉS DA OBRA MORTE E VIDA SEVERINA
O presente trabalho tem como objetivo destacar o poder da interdisciplinaridade entre Geografia e Literatura para o ensino em Geografia nas escolas de educação básica. A obra utilizada foi Morte e Vida Severina, autoria de João Cabral de Melo Neto, devido sua grande capacidade de representar o espaço geográfico e a realidade social do povo nordestino. A narrativa literária nos fornece a possibilidade de trabalhar com diversos conceitos geográficos expostos em forma de leitura, além das denúncias das injustiças sociais em que o povo nordestino está exposto. A metodologia utilizada se baseia na apresentação de recursos audiovisuais (filmes), discussão dos elementos geográficos encontrados no itinerário de Severino e por fim o desenvolvimento de uma peça teatral baseada na obra literária. O trabalho será realizado sob forma de “relato de experiência” na qual engloba as práticas educativas desenvolvidas com alunos do 1° do Ensino Médio. Tais práticas têm relação com o programa “Residência Pedagógica” da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)
METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: ANÁLISE DESCRITIVA DAS PRODUÇÕES ACADÊMICAS
A Geografia enfrenta os desafios contemporâneos de novas metodologias para o processo de ensino e aprendizagem reiterando-se como disciplina capaz de desenvolver a dimensão espacial do aluno atingindo pensamento crítico e reflexivo acerca da relação sociedade e natureza. A partir disso, de modo que possa romper com o ensino tradicional — mecanizado e tedioso — que apresenta um embate com o crescimento das redes em sala de aula, surgem as metodologias ativas como proposta para o ensino de Geografia. O presente estudo pretende descrever e analisar os estudos acadêmicos que abordam múltiplas linguagens para a Geografia escolar. Para isso, foi necessário utilizar três plataformas de buscas acadêmicas: a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, o Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Google Acadêmico. A pesquisa realizada nessas três plataformas demonstraram que há diversas propostas de metodologias ativas no ensino de Geografia que visam romper com o método tradicional de ensino. Tais propostas podem servir de contribuição acerca da construção de métodos que não sejam de transmissão de conhecimentos do professor para o aluno, ou seja, um método passivo de aprendizagem
A URBANIZAÇÃO BRASILEIRA NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
No ambiente escolar, a disciplina Geografia deve contribuir para o desenvolvimento e o aprofundamento da compreensão, análise e reflexão da dimensão espacial dos estudantes para que sejam capazes de realizar a leitura do seu cotidiano e do mundo. Assim como dos processos e dos fenômenos em seus diferentes níveis e relações escalares. A leitura do mundo é imprescindível para o exercício da cidadania. Os livros de geografia, via de regra, ao abordarem a temática urbana trazem textos, imagens e exemplos das grandes e principais cidades brasileiras, atendendo um mercado editorial em nível nacional. Ao mesmo tempo, não é raro muitos estudantes não conhecerem e se reconhecem como moradores do município em que vivem devido, entre outras coisas, ao afastamento da localidade em que vivem da área central. O objetivo do trabalho é compartilhar uma proposta metodológica para abordar a urbanização brasileira realizada no ensino fundamental (7° ano) na rede pública municipal de Petrópolis-RJ. O intuito é trazer o cotidiano dos estudantes para a sala de aula e possibilitar sua compreensão, análise e reflexão, ampliando e aprofundando a leitura da realidade urbana local e traçando comparações com o que ocorre em outros níveis escalares e tempos. Ao estudar a cidade e o urbano, os estudantes do sétimo ano do ensino fundamental são estimulados a pesquisar a história do local em que vivem e de seus familiares através da aplicação de questionário construído na sala de aula. Ao mesmo tempo em que visa aproximar estudantes e familiares e valorizar suas experiências e vivências
ATELIÊ MULTIDISCIPLINAR: EU NO MUNDO, O MUNDO EM MIM. UM ESTUDO SOBRE AS TRANSFORMAÇÕES NO LUGAR E O MEIO AMBIENTE URBANO NO JARDIM SANTA LÚCIA – CAMPINAS/SP
Trata-se de um relato de uma prática de ensino que ocorreu a partir da problematização da realidade local. Buscou-se envolver os alunos na identificação dos problemas ambientais urbanos do entorno a partir de um aprendizado em campo com observação, reflexão e pesquisa com formulação de possíveis soluções levando em consideração a análise de diferentes escalas. “Nos disseram que antigamente pescavam, lavavam roupas e até nadavam neste rio, então cadê a água que estava aqui?”; “Por que a prefeitura derrubou essas casas”? “Se esta é uma área de risco, então porque as pessoas vieram construir suas casas justamente aqui”? “Como é possível haver enchentes se a quantidade de água é tão pequena?” “Como será que era esse rio antes dele ser assim todo poluído?”. Esta prática insere-se em um contexto de trabalho em Ateliês Multidisciplinares que, tendo início em 2014, traz sua proposta estruturada em três pilares: desenvolvimento da autonomia, trabalho multidisciplinar e rompimento com a lógica da divisão seriada. Esse relato é sobre o Ateliê: “Eu no mundo, o mundo em mim”, que utilizou a linguagem cartográfica para o estudo do meio ambiente urbano tendo envolvido professores de geografia e matemática. É importante destacarmos que o trabalho em Ateliês no Miotti foi reconhecido pelo MEC como inovador e criativo, sendo essa a única escola pública de Campinas e uma das 178 instituições de ensino brasileira a compor o mapa da inovação e criatividade elaborado pelo MEC em 2016
ENSINO DE GEOGRAFIA E A FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: EXPERIÊNCIAS DE SALA DE AULA
Essa proposta pedagógica foi construída ao longo da disciplina Geografia e Educação II, do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e culminou na elaboração de um projeto didático de ensino, tendo como possibilidade didática escolhida o “Ensino de Geografia: ensaios pedagógicos em leitura de imagens e mapas”. O objetivo principal é apresentar aos acadêmicos do referido curso as possibilidades do ensino de Geografia para os anos iniciais do ensino fundamental, priorizando a prática pedagógica por meio de vivências e experiências formativas vinculadas às múltiplas realidades locais. Dessa forma, procurou-se apontar a importância da introdução e do aprofundamento dos conhecimentos referentes à linguagem/alfabetização cartográfica, que contemplam a leitura e a interpretação de mapas simples, croquis e imagens do espaço geográfico. Compreende-se que tal experiência auxilia os futuros professores pedagogos em formação para atuar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental a construírem noções básicas sobre a alfabetização cartográfica e aprendizagens significativas em Geografia, de modo que esta possa, em conjunto com a leitura, a escrita e a alfabetização matemática, contribuir para a compreensão do espaço de vivência local e global, tomando-o como objeto de estudo. Além desses saberes, aos acadêmicos também foi apresentada a possibilidade de exercitar a elaboração das etapas de um projeto didático, que consiste em um ensaio significativo para a trajetória acadêmica
O TRABALHO DE CAMPO COMO METODOLOGIA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA: DO ENSINO SUPERIOR A EDUCAÇÃO BÁSICA
O trabalho de campo é responsável por consolidar os temas teóricos da Geografia, através da demonstração prática dos fenômenos que podem ser vivenciados no ambiente em que os estudantes estão inseridos. Este artigo objetiva analisar a importância da prática pedagógica do Trabalho de Campo, descrevendo a atividade realizada em 2018/1 pelos acadêmicos do V nível do curso de Geografia, da Universidade de Passo Fundo, a qual foi direcionada aos estudantes do Ensino Médio do Instituto Estadual Cardeal Arcoverde/Passo Fundo/RS. Além disso, propõe-se a refletir sobre a relevância da prática de campo como uma metodologia para o ensino de Geografia, focando nos seus potenciais, e também discutir como tal experiência contribuiu para a formação dos acadêmicos que a realizaram. O texto subdividese em três partes, a primeira refere-se a um entendimento teórico do trabalho de campo como prática da Geografia, a segunda diz respeito aos momentos do trabalho de campo, a terceira compreende as considerações finais. Através dessa experiência foi possível aproximar os acadêmicos da realidade da profissão na educação básica, pois os mesmos passaram semanas planejando e discutindo os meios para organizar com o máximo de eficácia a atividade para os estudantes do ensino médio. Além disso, aproximar os acadêmicos com a educação básica através de uma atividade de trabalho de campo foi significativo no que concerne a sua vivência, reflexão e prática pedagógica
QUESTÕES CURRICULARES E FORMAÇÃO DOCENTE POR UMA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA
O artigo discute a importância da educação geográfica na formação docente e escolar dos indivíduos, a partir da reflexão das questões que envolvem o currículo em suas múltiplas possibilidades moventes de transformação do cenário educacional, em especial nas nomenclaturas que estruturam o ensino da Geografia no que se referem à construção da cidadania e compreensão espacial dos fenômenos. O trabalho buscou responder à pergunta: como os documentos curriculares e as políticas educacionais vigentes tencionam uma formação docente e um ensino de Geografia escolar capazes de promover a educação geográfica? O objeto de análise da pesquisa foi um curso de licenciatura em Geografia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e a metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica, análise de documentos do Projeto Político Pedagógico do referido curso, legislações vigentes que norteiam os cursos de formação de professores, bem como a BNCC, na perspectiva de uma análise do processo de implantação do referido documento e dos seus impactos para a formação docente em Geografia
PROFESSORES DE GEOGRAFIA CONSTRUINDO ESPAÇOS DE FORMAÇÃO
O presente trabalho apresenta o resultado de uma pesquisa que buscou investigar os caminhos para a criação de um espaço de formação continuada para os professores de Geografia da rede estadual de ensino articulado com a formação inicial oferecida na licenciatura em Geografia da Unesp/Rio Claro, respeitando-se os limites de espaço-tempo disponibilizados aos professores nas escolas. De natureza qualitativa e na perspectiva de uma ação colaborativa, tendo a participação de um grupo composto por professores em exercício e professores em formação, a pesquisa ocorreu, em sua fase inicial, em reuniões de ATPC pelas trocas de experiências e de reflexão sobre as práticas docentes. Na segunda fase, a pesquisa se deu em dois Ciclos de Estudos do qual participaram professores da rede e alunos da graduação em Geografia. O caminho trilhado pode indicar em que medida é possível, mediante determinações legais, jornadas de trabalho e interesse pela formação continuada, romper as barreiras do instituído para inaugurar novas formas de pensar e fazer a formação docente, articulando as dimensões teórica e prática
PRATICANDO CURRÍCULO INTEGRADO NO ENSINO DE GEOPOLÍTICA
O referido artigo tem como objetivo relatar a prática pedagógica interdisciplinar entre Geografia e História no ensino de Geopolítica. Esta atividade foi desenvolvida envolvendo alunos dos segundo anos de três cursos de Educação Profissional Técnica Integrada ao Ensino Médio – Agropecuária, Eletroeletrônica e Informática – oferecidos pelo Instituto Federal Catarinense (IFC), campus Videira. Essa prática educativa foi realizada com o filme “Adeus, Lênin!” (2003) para problematizar e fomentar a discussão sobre a geopolítica da Alemanha. O objetivo de tal atividade pedagógica foi o de levar os alunos a compreender o processo histórico de formação territorial da Alemanha a partir do século XIX, bem como aprofundar as discussões referentes a singularidade da Alemanha durante a Guerra Fria e, posteriormente, o período de transição da economia planificada para economia de mercado. Assim a referida prática justificou-se pela abordagem crítica que possuiu, bem como por integrar conhecimentos das disciplinas envolvidas, visando a compreensão dos alunos das transformações que se pode verificar de uma economia planificada para uma economia de mercado. O filme, “Adeus, Lênin!”, dirigido por Wolfgang Becker, narra as venturas e desventuras de uma família que vive a experiência do socialismo, na Alemanha Oriental até a queda do muro de Berlim (1989). Tendo em vista os objetivos propostos, optou-se em apreciar o audiovisual no todo. Esta opção se deve ao fato do contexto da Guerra Fria ser apresentado no desenrolar da história dos personagens. Assim, sua exposição na íntegra tornou-se necessária para compreensão do conteúdo e visualização dos traços marcantes existentes no capitalismo e socialismo durante o referido período histórico
Mirando r(existências) quilombolas diante de arranjos sociotécnicos e políticas de “desenvolvimento”
Este artigo aborda as diferentes cosmovisões envolvidas em conflitos territoriais e ambientais de natureza ontológica, a partir da trajetória de resistência da comunidade quilombola Anastácia (Viamão/Rio Grande do sul). As águas do rio Gravataí, que banham o território quilombola, se tornaram objeto de especulação de projetos de desenvolvimento relacionados à produção em grande escala de arroz irrigado, especialmente a partir da década de 1970. Tal situação foi operacionalizada por inúmeros arranjos sociotécnicos que desconsideraram as vidas e projetos afetados por tais intervenções na sociobiodiversidade. Metodologicamente, esta análise foi construída a partir da minha inserção etnográfica na comunidade e da pesquisa documental realizada. Concluo que diferentes arranjos sociotécnicos foram acionados ao longo do tempo para intervir no ambiente e se apropriar da biodiversidade e dos territórios. Por outro lado, observa-se que as relações de reciprocidade demorada da população quilombola com o ambiente são atualizadas no presente