Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    PAISAGENS SONORAS E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO DE GEOGRAFIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL

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    O presente texto é fruto das experiências e pesquisas acadêmicas da autora e tem o objetivo de demonstrar teoricamente e com alguns exemplos a importância de atividades que desenvolvam a consciência das crianças sobre paisagens sonoras nas práticas pedagógicas da educação infantil. Para isso, é realizado um diálogo entre a teoria histórico-cultural, geografia da infância e o conceito de paisagem sonora de Murray Schafer. A partir das experiências e dos estudos acadêmicos desenvolvidos, foi possível perceber que ao tomar consciência das sonoridades a qual estão inseridas, as crianças apropriam-se de elementos de sua realidade, de seu território e sua relação com estes

    A ILHA EM QUE EU HABITO: UMA LEITURA DE MUNDO NOS ANOS INICIAIS A PARTIR DE UM OLHAR SOB A CIDADE DE FLORIANÓPOLIS/SC

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    A escola tem papel importante na formação cidadã, formação esta que é de extrema importância para a interpretação da realidade social. Nos anos iniciais do ensino fundamental, quando a criança vivência o seu primeiro contato com a escola, esta tem a função de mediar o seu processo de alfabetização. Todavia, muitas vezes esse processo fica limitado ao controle de técnicas de escrita e leitura, mas a alfabetização vai muito além desta tarefa. É nessa fase que se aprende a ter uma leitura do mundo e seus elementos, bem como compreender seu papel na sociedade. Segundo Callai (2005) é preciso buscar caminhos para se ensinar Geografia nos anos iniciais, e essa busca deve estar centrada no pressuposto básico de que, para além da leitura da palavra, é fundamental que a criança consiga fazer a leitura do mundo. Este trabalho expõe uma prática educativa, aonde através de desenhos, crianças do segundo ano do ensino fundamental representaram sua cidade caracterizando o espaço onde vivem conforme a sua perspectiva. Desse modo é possível analisar as potencialidades da Geografia nos anos iniciais considerando que estas crianças são seres que produzem sua espacialidade, lembrando-se da importância de instigar estas crianças a fazerem sua própria leitura de mundo

    A CARTOGRAFIA TÁTIL: UM RECURSO DIDÁTICO PARA ENSINAR GEOGRAFIA A DEFICIENTES VISUAIS

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    O presente texto, partindo de uma abordagem metodológica qualitativa, e com uso da técnica de Grupo Focal (aplicado em uma escola estadual no Município de Campina Grande-PB, no nordeste do Brasil) para coleta de informações, objetiva apresentar reflexões e considerações acerca do uso da Cartografia Tátil (CT) como recurso de ensino para estudantes com Deficiência Visual em salas comuns regulares do Ensino Básico. Dentro desse objetivo principal destacamos como a CT é apresentada em um contexto acadêmico e escolar por meio de considerações conceituais, e em seguida correlacionamos esse campo do conhecimento com a Geografia. Estruturalmente apresentamos o texto dividido em cinco seções/subtítulos: duas teóricas conceituais, uma de apresentação metodológica, uma de apresentação dos resultados obtidos, e uma última que contém as considerações finais, além das referências de aporte teórico. Inicialmente destacamos que a Cartografia Tátil surge como derivação das técnicas cartográficas, voltada principalmente para o público que apresenta limitação visual, e nesse sentido a entendemos como uma Ciência que é capaz de transmitir uma informação e propiciar a construção de conhecimento, principalmente para aqueles que apresentam limitação no uso da visão, mas que não se destina apenas ao uso desses sujeitos. A mesma possibilita o acesso à informação geográfica e dos processos de representação, análise e interpretação de informações espaciais. O viés da utilização deste recurso de ensino pauta-se no seu uso na mediação dos conhecimentos geográficos em turmas consideradas inclusivas, sendo estas as que apresentam alunos com alguma limitação cotidiana de vida e na aprendizagem de ordem sensorial e/ou motriz (que pode ser chamada de deficiência). Justificamos a importância de tal abordagem no âmbito de pesquisas relacionadas com o eixo do evento pertinente ao Ensino, Formação e Profissionalização da Geografia por acreditar que a temática da inclusão deve ser esmiuçada cada vez mais por todas as Ciências do Conhecimento que estão presentes na Educação Básica e no Ensino Superior. A Geografia, Ciência do conhecimento que se faz presente nas instituições escolares enquanto disciplina, destaca-se potencialmente nas condições recursais-metodológicas no fomento de tal reflexão, e um pequeno viés dessa possibilidade de difundir conhecimentos espaciais, de direito e acesso de todos, é apresentada nesse texto fruto de pesquisa concluída. Como resultado, descrevemos as limitações e avanços no uso da Cartografia Tátil como ferramenta de ensino nas aulas de Geografia, e consideramos a mesma capaz de difundir conhecimento geográfico em turmas inclusivas. Mas, alertamos para entendimento de que esse recurso não resolve todos os problemas no tocante à mediação desse conhecimento, pois existem inúmeros problemas a serem resolvidos a esse respeito, e isto abre caminho para o avanço das pesquisas sobre esta temática. O que podemos mensurar e afirmar com exatidão é que bem mais que um recurso didático de ensino, a Cartografia tátil, aliada ou não a outros recursos (como o uso da sonoridade), apresenta-se como uma ferramenta de facilitação, de inclusão, de suporte para a abertura de horizontes na construção de conhecimento geográfico e formação cidadã

    A CARTOGRAFIA SOCIAL NA ELABORAÇÃO DE MAPAS AFETIVOS SOBRE O ESPAÇO ESCOLAR E SUA(S) REPRESENTATIVIDADE(S)

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    A Cartografia Social tem sido bastante utilizada por viabilizar a participação de grupos sociais na construção de mapas, permitindo o reconhecimento das experiências pessoais no processo, afirmando assim, os aspectos de interesse de um determinado grupo, mostrando-se capaz de representar a opinião e as especificidades consideradas como importantes pelos mesmos. Durante o processo de formação em Geografia, as práticas de extensão demonstram grande relevância, não só enquanto processo formativo dos discentes, mas também como um retorno para a sociedade. Com isso, o Programa de Educação Tutorial Geografia UFC realizou uma oficina de cartografia social em uma escola localizada no município de Quixeré-CE. A atividade possui sua fundamentação na Cartografia Social e buscou, por meio de procedimentos didáticos sobre a cartografia e da elaboração de um mapa afetivo, revelar como o espaço escolar é captado pela subjetividade do corpo estudantil. A escolha pela Cartografia Social se dá devido à facilidade que a mesma traz para a compreensão do espaço vivido pelos alunos diariamente, seja no trajeto para a escola, o bairro onde vivem, ou até mesmo o próprio espaço escolar. Os resultados da intervenção geraram um mapa afetivo da escola, indicando aproximação dos alunos em relação aos diversos ambientes da escola, contribuindo não só para uma reflexão sobre o espaço vivido, mas também como método facilitador na compreensão da cartografia, conteúdo este que, muitas vezes não é abordado nas escolas com a devida importânci

    A IMPORTÂNCIA DA CARTOGRAFIA PARA O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DOS(AS) ALUNO(AS)

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    Os mapas sempre foram fonte de informação e forma de poder desde as grandes navegações e cada vez mais ela tem se tornando importante para a sociedade. Em muitos casos, é possível perceber que os(as) alunos(as) não conseguem compreender a importância da cartografia, além de possuírem dificuldades para ler mapas. Desta forma, esta pesquisa tem como objetivo apresentar a importância da cartografia para o desenvolvimento cognitivo de alunos do Ensino Médio visando a compreensão do espaço geográfico. Buscou-se desta forma, fazer um breve histórico sobre conhecimento cartográfico e depois relacionar a cartografia com o ensino de Geografia por meio de práticas educativas. 24 alunos(as) da Escola Nossa Senhora Aparecida, escola privada, localizada na cidade de Três Rios - RJ, responderam ao questionário referente à leitura cartográfica e pôde-se concluir que o ensino da leitura cartográfica deve ser priorizada também no Ensino Médi

    EXPERIMENTAÇÕES COM IMAGENS NA DICOTOMIA RURAL/ URBANA DO ENSINO DE GEOGRAFIA

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    Essa escrita faz parte da minha pesquisa de doutorado, defendida no mês de agosto de 2018, e se centraliza em experimentações com imagens produzidas dentro de práticas educativas desenvolvidas por mim em uma das minhas práticas como professora de Geografia da Educação Básica em uma escola da rede privada na cidade de Campinas – SP. Trata-se de uma reflexão sobre imagens realizadas pelos estudantes, a partir de propostas de experimentação de outros tipos de imagens no ensino de um tema que compõe a vulgata do ensino de geografia: as relações entre rural-urbano, entre cidade-campo. Essas propostas de contato e produção de outras imagens tiveram como objetivo ultrapassar as fronteiras do currículo habitual, descobrindo potências menores na educação. A tese foi escrita em duas grandes partes. A primeira delas concentrou-se no conjunto de fotografias utilizado pelos livros didáticos de Geografia que dicotomizam as relações entre campo e cidade. Nessa parte, apontou-se que, dentro do âmbito da geografia escolar, os livros didáticos estabelecem dicotomias entre alguns dos conceitos abordados, fazendo deles pares a serem estudados/aprendidos como uma polaridade, tais como: desenvolvido/subdesenvolvido; centro/periferia; rico/pobre e rural/urbano (tema desta pesquisa). O principal incômodo com essas dicotomias é que elas geram elementos formadores fixos para os estudantes. Quando esses conceitos tomam formas visuais impressas, como as imagens e fotografias dos materiais didáticos, elas funcionam quase que exclusivamente como provas ou exemplos do que se afirma no texto escrito que as antecede, sucede ou legenda. Dessa forma, essas imagens participam da criação dessas dicotomias, raramente provocando desvios nelas. Tendo em vista que esses conceitos dicotômicos acerca do rural e do urbano impossibilitam a compreensão da complexidade do espaço geográfico, não o considerando como aberto, contínuo e em movimento, as experimentações com imagens que configuraram a segunda parte da tese utilizaram fotografias e imagens que não estão nos livros didáticos, sendo principalmente obras de fotógrafos e artistas. A segunda parte é sobre as experimentações que visaram realizar uma nova maneira de lidar tanto com os conceitos geográficos de rural-urbano, campo-cidade, quando com as próprias imagens visuais em contexto escolar, criando e testando outros modos de entrar em contato com o conteúdo da geografia e do espaço.De maneira mais geral, essas experimentações buscam permitir uma outra educação visual, usando outras imagens como combates aos pensamentos fixos já estabelecidos, inclusive na própria professora-pesquisadora, tendo como objetivo reimaginar oespaço e suas classificações, bem como reimaginar as imagens que participam dos contextos de escolarização em geografia.&nbsp

    MODOS DE OLHAR OS MAPAS ARTÍSTICOS: UM EXERCÍCIO VISUAL COM ESTUDANTES DE GEOGRAFIA

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    Nos últimos anos os mapas têm integrado numerosas exposições realizadas e até constituiram eixos de curadoria de algumas delas no Brasil e na Argentina. Constata-se uma ampliação expressiva da produção artística com e a partir de mapas. É provável que esse fenômeno seja uma ressonância do crescimento da importância da dimensão espacial na realidade social, o que também se reflete no interior das ciências sociais, onde as abordagens a partir do espaço passam a ser muito valorizadas. Os mapas artísticos não têm a pretensão de serem objetivos, neutros nem cópias da realidade. Na sua materialidade, nos deslocamentos que trazem, nas mudanças que re-fazem esse objeto gráfico conhecido, os artistas nos dizem que o mapa é uma proposição do mundo. Como nós, geógrafos, olhamos estes mapas? Que provocações eles trazem para pensarmos o espaço contemporâneo? O que oferecem os mapas artísticos para o pensamento geográfico e para nossas práticas de ensino? O artigo apresentará e interpretará uma breve pesquisa que vai verificar a percepção de estudantes universitários do Brasil e da Argentina de algumas obras de arte que fazem uso dos mapas. As discussões e as interpretações extraídas desse exercício jogam a favor da ampliação do repertório imagético e dos modos de olhar os mapas no ensino de Geografia

    SOBRE CINEMA E GEOGRAFIA NA ESCOLA: ALGUMASAPROXIMAÇÕES DE PESQUISA

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    Em 2014, a Lei 13.006 tornou obrigatória a exibição de filmes do cinema nacional nas escolas brasileiras, como componente curricular complementar. A obrigatoriedade de exibição de pelo menos duas horas mensais de filmes brasileiros trouxe a tona a discussão a respeito de como (e se) o cinema vem sendo utilizado no âmbito escolar. No ano seguinte, professores pesquisadores da Rede Internacional de Pesquisa Imagens, Geografias e Educação propuseram uma pesquisa comum a todos os polos da Rede (Brasil, Argentina e Colômbia), por meio de um questionário base, afim de averiguar de que forma os professores de Geografia estavam se apropriando desta nova possibilidade na educação. Embora a tabulação dos dados de todos os polos brasileiros ainda esteja sendo finalizada, o presente artigo procura traçar diálogos com as primeiras reflexões trazidas por Oliveira Jr.(2017), a respeito das análises iniciais da pesquisa comum. Assim, este artigo tem como objetivo apresentar algumas das análises preliminares da pesquisa As telas da escola: cinema e professores de geografia, considerando os questionários respondidos por professores de geografia atuantes na educação básica na região da Grande Florianópolis. A partir daí, almejamos colocar em cena o papel educativo das imagens a partir do levantamento dos filmes brasileiros mais utilizados pelos professores de geografia em sala de aula. Nesse sentido, observamos como os filmes têm a potência de marcar o imaginário espacial e cultural dos alunos e, a partir disso, atentar para a necessidade de discussão sobre os filmes apresentados, mostrando-os como um dos pontos de vista da realidade, mas não o único

    O ENSINO DA GEOGRAFIA A PARTIR DO DIÁLOGO DE SABERES: O PROTAGONISMO DO ALUNO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

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    A relação teoria e prática no ensino da Geografia, permite o (re)pensar docente sobre as atividades no ambiente escolar e o estímulo ao protagonismo dos discentes no processo de ensino e aprendizagem. Assim, essa pesquisa teve como objetivo instigar o diálogo de saberes no ensino da Geografia, a partir do protagonismo do aluno. A pesquisa-ação foi realizada no Colégio Joaquim Vieira Sobral em 2018, com a participação de 32 alunos da 1ª série do ensino médio e professores das disciplinas correspondentes à série trabalhada. Como procedimentos metodológicos, foram realizados: levantamento bibliográfico sobre a temática socioambiental decorrentes dos problemas advindos do processo de urbanização no bairro Jabotiana; aulas explicativas e dialogadas; planejamento e diálogo interdisciplinar com base nos diferentes saberes pedagógicos; caminhada e visita in loco para análise e observação sobre os transtornos causados no bairro e, consequentemente à comunidade local; produção e confecção do recurso didático, a Roleta Geoambiental como forma de motivação e sensibilização do aluno sobre os problemas socioambientais que afetam sua comunidade, numa relação local/global; culminância e apresentação dos resultados à comunidade escolar; avaliação e análise das atividades realizadas. Esses procedimentos possibilitaram uma interrelação dos conteúdos trabalhados e dialogados em sala de aula com a realidade vivida pelos discentes no seu local de morada. Através dos resultados, percebeu-se que o diálogo interdisciplinar foi relevante na construção do conhecimento, pois permitiu que alunos e professores compartilhassem saberes, estimulando assim, a capacidade cognitiva e o protagonismo do aluno nas relações diárias no processo de ensino e aprendizagem da geografia. A realidade socioambiental do bairro associada aos conteúdos geográficos, estimulou a criticidade dos discentes bem como possibilitou associar teoria e prática na construção coletiva do conhecimento

    AS RELAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DOS CELULARES: A GEOGRAFIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO MÉDIO

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    Atualmente, evidencia-se uma intensa influência dos celulares no cotidiano da população brasileira e mundial. Simultaneamente, os processos que compreendem a produção dos celulares parecem desaparecer aos olhos da população. Assim, o presente trabalho busca discutir a importância de apreender, nas séries finais do ensino médio, os impactos socioambientais provenientes do modo de produção vigente, a partir dos elementos essenciais que constituem os celulares (plástico, minério e o trabalho). Para tanto, deve relacionar os conteúdos de geografia aplicados no decorrer das séries finais do ensino médio

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