Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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A AVALIAÇÃO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA
A avalição constitui-se parte integrante da rotina escolar e compõem um conhecimento fundamental ao exercício da docência. Ao longo da história e com o desenvolvimento do capitalismo ela adquiriu um status de controle social, ou seja, era a responsável por distinguir os sujeitos que estavam aptos daqueles que eram inaptos, atribuindo ao professor um poder de decisão – aprovação ou reprovação – sobre o aluno, criando, por consequência, uma fetichização da nota. Todo esse processo mascarou aquilo que deveria ser a real função de qualquer processo avaliativo: uma estratégia de verificação do desenvolvimento das aprendizagens dos alunos, apontando suas dificuldades e facilidades, sendo um processo de caráter qualitativo e não especificamente quantitativo. Assim, o presente trabalho propõe a reflexão sobre o papel da avaliação na formação do professor de Geografia, para tanto, buscou-se na bibliografia elementos que possam enriquecer o debate apontando para a necessidade de avaliação formativa da aprendizagem geográfica, ou seja, uma avaliação que esteja voltada para a melhoria da aprendizagem e a (trans)formação da educação a partir de uma práxis que busque a cidadania. Desse modo, para fins de organização dividiu-se o trabalho em três momentos: o primeiro em que se discute uma concepção de docência, entendendo que ela, incorre numa concepção de avaliação; o segundo momento, constitui-se em uma discussão geral do processo avaliativo e assunção de uma concepção que, num terceiro momento, é discutida à luz da ciência geográfica, explicitada a partir da experiência dos autores e da percepção de docentes em formação. Por fim, constata-se a necessidade de um aprofundamento das discussões teórico/práticas sobre a avaliação, haja vista a importância desse processo no contexto do desenvolvimento de uma relação de ensino-aprendizagem em Geografia
DO PRIMEIRO MAPA DA TERRA AO CÉU COMO ESPAÇO NEGADO
A orientação sobre a superfície terrestre está diretamente relacionada com os movimentos celestes. Durante milhares de anos os seres humanos observaram no céu sinais que lhes proporcionavam apresentar as mudanças vindouras e lhes serviriam para se preparar ao frio intenso do inverno ou à temporada de chuvas, por exemplo. Porém, com o advento tecnológico da leitura do tempo e espaço, a educação da astronomia está perdendo espaço como conteúdo científico abordado nas escolas Brasileiras. O desconhecimento dos docentes em diferentes níveis de tópicos relacionados com o céu agrava a situação. Diversos autores descrevem a carência de conhecimento dos alunos do ensino médio referente ao eixo temático Terra e Universo, além das falências na formação dos professores. Sendo assim, este artigo apresenta um recorte da pesquisa de mestrado “Instrumentos Astronômicos Históricos (IAH´s), diálogos interculturais com estudantes indígenas e conhecimento geográfico”, que traz reflexões acerca do céu como o primeiro mapa da Terra e atualmente como espaço negado como fonte de informação para organização social no espaço geográfico, nos aspectos físico, cultural e científico. Criando assim uma dependência dos dados oficiais obtidos por sensores aerosatelitários e cálculos complexos. Ao perder a ligação com o céu, perdemos também essa conexão. Sugere-se voltar a observar e compreender os fenómenos celestes que acontecem cada dia e noite. O estudo da astronomia topocêntrica, inclusive a partir da observação a olho nu, potencializa a apropriação de conceitos básicos para a orientação espaço-temporal, permitindo a compreensão de vários conteúdos como Sistemas de Coordenados de Referência, mudanças sazonais atreladas ao movimento do sol na abóbada celeste, o tempo/espaço contado pelas diversas etnias, entre outros; que são tratadas em diversas disciplinas como a Geografia, Ciências, Física, Matemática, etc
CONSIDERAÇÕES SOBRE A CARTOGRAFIA ESCOLAR E O DESENVOLVIMENTO DA GEOGRAFIA ESCOLAR NO PERÍODO DA ESCOLA NOVA (1930-1943)
Este trabalho tem como objetivo contextualizar e discutir os arcabouços históricos, sociais e culturais que envolveram a constituição da Geografia no ensino secundário a partir da cartografia escolar de obras de Delgado de Carvalho enquanto representação e linguagem simbólica da identidade da disciplina na escola. Por meio de pesquisa documental e bibliográfica, os indícios mostraram que os mapas presentes nas obras de Delgado são pautados dialeticamente pelo “positivismo educacional” e pela “modernização conservadora” enquanto materialidade simbólica da disciplina
CARTOGRAFIA NARRATIVA E O ENSINO DE GEOGRAFIA: O MAPEAMENTO DE HISTÓRIAS DE VIDA COMO RECURSO METODOLÓGICO NAS ESCOLAS
Atualmente a cartografia não é uma área de estudo exclusiva dos geógrafos, existe uma série de pesquisas que buscam trabalhar de forma interdisciplinar relacionando as linguagens cartográficas com diversas áreas das ciências humanas como literatura, artes e educação. Neste contexto o mapa adquire novos formatos e possibilidades e pensando nisso, este artigo discute as ideias centrais do meu projeto de mestrado no qual busco estudar a potencialidade da utilização da cartografia narrativa- onde o processo de mapeamento e a história contada são tão importantes quanto o mapa resultante no final- como metodologia de ensino de Geografia. Tendo como um dos objetivos finais a elaboração e aplicação de uma atividade prática no Ensino Fundamental que resulte em mapas significativos para os alunos proporcionando uma aproximação com os conteúdos geográficos lecionados tradicionalmente
PRÁTICAS LINGUAGEIRAS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: ESTUDOS DISCURSIVOS SOBRE A CIDADE DE SÃO PAULO
O objetivo desse trabalho é apresentar as possibilidades de aprendizagem a partir de situações proporcionadas pelo professor, por meio das interações entre os estudos críticos do discurso e a Geografia Escolar. Para tanto, apresentaremos uma atividade realizada com uma turma de 2º ano do Curso Técnico em Edificações, pertencente à Escola Técnica Carlos de Campos em São Paulo. Na oportunidade foi debatido a produção do espaço urbano da cidade de São Paulo na atualidade com os alunos e alunas, a partir do tema “condomínios fechados”. A atividade se concretizou com uma análise individual qualitativa de folders de condomínios que estão em fase de divulgação e venda em alguns bairros da capital paulistana. Ao final do trabalho, identificamos que os alunos perceberam uma multiplicidade de sentidos e significados, corroborando com a eficácia do material de divulgação em produzir certos sentidos sobre a cidade; além de também e em alguns casos, ao mesmo tempo, aguçar a percepção desses objetos espaciais como produtores de uma atualizada lógica de produção espacial
REGIÃO E REGIONALIZAÇÃO: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
De acordo com a abordagem Histórico-Cultural e as concepções de ensino de Geografia tendo como objetivo o desenvolvimento do Raciocínio Geográfico, o trabalho do professor é o de mediar o processo de aprendizagem de conceitos científicos por parte dos alunos. Assim, dois bolsistas do Programa Residência Pedagógica planejaram e regeram aulas sobre Região e Regionalização para uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental em uma Escola Municipal de Rio Claro/SP. A intenção era a de possibilitar aos alunos a aprendizagem de diferentes noções de Região e seus critérios para regionalização, além de averiguar e aprimorar os conhecimentos e habilidades cartográficas dos estudantes por meio de atividades como a elaboração de um croqui da sala de aula e de sua regionalização com base nas cores das carteiras, a regionalização da escola utilizando a ferramenta Google My Maps, além da exposição e discussão sobre mapas e imagens de satélite de diferentes locais e escalas. Durante as regências, parte do planejamento precisou ser alterada em função de imprevistos, entretanto, a fundamentação teórico-metodológica e a existência do plano, com as principais orientações e conteúdos, possibilitou a concretização dos objetivos, dentre eles de abordar diferentes temas da Geografia procurando evitar um ensino segmentado, descritivo e memorizador desse componente curricular
A TRANSMIDIAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA LINGUAGEM MOTIVADORA
Este artigo objetiva apresentar a transmidiação como uma linguagem alternativa a ser usada nas aulas de Geografia da educação básica com a finalidade de motivar os alunos à participação nas respectivas aulas. A problemática, a partir da qual nos propomos a elaborar este trabalho, partiu do desinteresse dos estudantes pelas aulas de Geografia, muito comumente por eles manifestado e por nós presenciado ao longo de nossa carreira enquanto docente de Geografia na educação básica. A justificativa para a reflexão aqui apresentada se assenta em teorias que apontam a motivação como um elemento indispensável para a aprendizagem (POZO, 2002). A metodologia utilizada foi estudo bibliográfico. O uso da transmidiação enquanto linguagem nas aulas de Geografia contribui para motivar os alunos a participar de atividades pedagógicas propostas pelo docente por: possibilitar a aproximação do conteúdo geográfico à realidade do aluno; permitir ao estudante fazer uso de suas habilidades pessoais, tanto artísticas quanto técnicas, como: desenho, pintura, histórias em quadrinhos (HQ), teatro, cinema, uso de softwares de computador, smarthphones, outros
O USO DE MÚSICAS COMO RECURSO METODOLÓGICO PARA O ENSINO DA GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Este trabalho tem como objetivo discutir maneiras de aplicar a música como recurso metodológico para o ensino da Geografia no nível médio. Para isso foi desenvolvida uma pesquisa ação com duas turmas de 3º ano do Ensino Médio Técnico, Mineração e Informática, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará Campus Belém. A pesquisa ação contou com cinco etapas, das quais uma foi de observação e sugestão da prática, sendo requisitado que os alunos das turmas se dividissem em grupos, a segunda de elaboração de um roteiro, a terceira com uma discussão de texto sobre música de protesto, a quarta produção de texto e entrevistas e a quinta com apresentações de seminários e uma palestra. A realização das etapas contribuiu para o solucionamento de problemáticas cotidianas observadas, quebra de práticas tradicionais, ao estímulo a uma percepção crítica por parte dos alunos e para um ensino contextualizado Interdisciplinar e Transversal da Geografia e do componente curricular urbanização Brasileira
CARTOGRAFIA SOCIAL NO ASSENTAMENTO ANTÔNIO CONSELHEIRO/ CEARÁ
Este artigo trata de uma leitura sobre oficina didática com a cartografia social desenvolvida na Escola Raimundo Facó no Assentamento Antônio Conselheiro em Aracoiaba no Ceará, através de parceria entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Universidade Federal do Ceará, no período de 2016 e 2018. O objetivo do trabalho é revelar leituras dos educandos sobre a organização territorial do assentamento promovida pela escola do campo, enfatizando questões relativas a importância da leitura espacial do assentamento no desenvolvimento de práticas econômicas, políticas e culturais. A metodologia foi constituída de pesquisa de campo, oficina didática de cartografia social e entrevistas diretas. O mapa social se apresentou como um produto fundamental no reconhecimento das comunidades com seus espaços de moradia, trabalho e cultura; capaz de promover, o aprendizado sobre a organização espacial do assentamento e de ser um documento para fortalecer a luta pela autonomia na autogestão dos espaços pelas comunidades camponesas junto aos órgãos públicos
OLHARES PARA AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: O DESPERTAR PARA A CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS A PARTIR DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICAL
Esse ensaio visa relatar experiências realizadas, a partir de diferentes metodologias de ensino, com base na Educação Ambiental (EA) crítica em Unidades de Conservação (UCs), especialmente na Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado em Campo Grande-MS. Para a realização do Projeto de Ensino foram realizadas as seguintes ações: levantamento bibliográfico e documental; aplicação de questionário diagnóstico; realização do projeto com acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Durante a aplicação do projeto, que envolveu acadêmicos dos Cursos de Mestrado e Graduação em Geografia, Turismo e Arquitetura e Urbanismo da UFMS, foram realizadas atividades como: aplicação de questionário diagnóstico; reuniões formativas acerca da temática abordada; oficina para a produção de zine; dinâmica da sala invertida acerca de UCs e as estratégias de EA crítica utilizadas para dirimir conflitos em UCs; visitas técnicas a APA do Lajeado; construção de maquetes da Bacia Hidrográfica do Lajeado e da APA; oficinas de Educomunicação; e, socialização dos resultados obtidos. O projeto trouxe contribuições no processo de formação acadêmica, pois enquanto futuros profissionais esses alunos tendem a compor equipes interdisciplinares capazes de trabalhar com a EA numa perspectiva crítica