Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA NA DIALÓGICA ENTRE A GEOGRAFIA E A CARTOGRAFIA NO ENSINO ESCOLAR

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    Este ensaio, trata da relação dialógica entre a Geografia e a Cartografia no Ensino Escolar. Temos ouvido relatos de alunos da graduação em Geografia, que nos municípios em que moram, professores sem formação ensinam Geografia. Ora, como fica, então, a construção do conhecimento cartográfico nas salas de aula desses sujeitos? O que os jovens aprendem nas aulas de Geografia? Como método, optamos pela Complexidade, pois pensamos neste momento ser a Complexidade capaz de gerar (in)satisfação, um estado de busca e, por oferecer novos modos de perceber os desafios da educação contemporânea. Neste diálogo certeza/incerteza, é que estamos ancorando a pesquisa, dialogizando o Ensino Superior com o Ensino Fundamental, pois, para poder dialogar com a realidade que é complexa, parece ser mais prudente pensarmos de maneira dialógica. Como objetivo, estamos estudando a construção do conhecimento da Cartografia na formação do professor de Geografia e as suas implicações no ensino escolar. Assim, estamos identificando a dialógica da construção do conhecimento da Geografia e da Cartografia, para indicarmos provisoriamente como poderá ser a auto-organização espontânea; como resultado de uma organização acompanhada de ordem, ou de desordem, seguida de reorganizações. Portanto, será possível estabelecer dúvidas constantes e certezas provisórias sobre a construção do conhecimento cartográfico no ambiente formador de professores de Geografia e no ambiente escolar, como também das contribuições da Epistemologia Genética para esta compreensão. Deste modo, este trabalho, busca a interface entre a Geografia, a Educação, a Epistemologia Genética num caminho que nos atrevemos a chamar de Epistemologia Complexa. Estas ciências parecem sustentar temporariamente a nossa inquietação

    OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: ENSINANDO CARTOGRAFIA A PARTIR DE NOVOS RECURSOS DIDÁTICOS

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    Sabendo-se que todos vivemos em condição de igualdade, o presente trabalho vem com a proposta de tratar casos de inclusão em sala de aula a partir do desenvolvimento de novas técnicas didáticas. Para a compreensão deste tema sugerimos um tipo de olhar que transponha a deficiência visual e qualquer tipo de impedimento físico. “A Geografia enquanto ciência tem como objeto de estudo o espaço geográfico” (SELBACH, 2010, p. 32), e assim possui a capacidade, em sua forma de ensino, de se encontrar um leque de possibilidades e opções para se ministrar aulas em que o conteúdo possa ser aplicado para crianças com inclusão, fazendo com que a ciência torne-se inclusiva. A cartografia é o maior exemplo dentro dos saberes geográficos, abrindo uma sequência de alternativas para se ensinar a linguagem cartográfica e outros temas como localização, relevo etc. para deficientes visuais. Dessa forma a sugestão de adequação das práticas pedagógicas a fim de incluir todos os alunos é uma necessidade urgente e é por isto que este projeto propõe novos recursos didáticos que possam satisfazer essa necessidade, incluindo não só os alunos com necessidades especiais nas aulas que seriam direcionadas a aqueles que não possuem laudos, mas também incluindo aqueles que não possuem deficiência no mundo dessas crianças com limitações

    NECESSIDADE DE SUPERAÇÃO DE MAPAS EUROCÊNTRICOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA

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    Esse trabalho reflete acerca de como o eurocentrismo está arraigado na cultura da maioria dos países que foram colonizados, como o Brasil, e de certa forma têm traços de submissão que vigoram até os dias de hoje. Um exemplo disso se dá dentro das instituições de ensino, cujo planisfério - um importante instrumento para que a apreensão do ensino seja consolidada, principalmente nas aulas de Geografia - é apresentado na grande maioria dos casos de forma eurocêntrica, destacando assim o imperialismo que configura o planeta desde o século XIV. O objetivo do artigo é de demonstrar possibilidades de utilização de outras configurações dos mapas nas salas de aula. É também de discutir em torno da importância da desconstrução desse modelo atual no qual nossa sociedade está habituada a uma espécie de sujeição em relação aos países considerados desenvolvidos, não no sentido de esquecimento da história, mas para ajudar que a consciência e criticidade se construam por meio de reflexões, e a mudança da maneira de como o mapa é apresentado é um fator que pode ajudar nesse processo. O procedimento metodológico se baseia na leitura de referencial bibliográfico. Considerando a relação entre a Cartografia e Geografia é de suma importância que os dados existentes nessas áreas sejam tratados com veracidade, ou seja, desconstruindo conceitos vigentes

    COMPREENDER O GLOBAL A PARTIR DA CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE LUGAR

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    O presente trabalho tem como objetivo uma proposta de metodologia de ensino em Geografia que possibilite a compreensão do conceito global pelos alunos do ensino Fundamental a partir de estratégias de ensino do conceito de lugar. Acreditamos que o ensino de Geografia na Educação Básica deva possibilitar ao aluno o desenvolvimento de um raciocínio geográfico, para tal, necessita organizar um conjunto de informações e conhecimentos que o ajude a compreender a realidade nas várias escalas geográficas e, cabe ao professor, tornar acessível essa aprendizagem. Sendo assim, o ensino da Geografia a partir das categorias geográficas, como o conceito global, possibilita a compreensão da realidade do aluno a partir da leitura do lugar. Assim, levar a discussão da cotidianidade como conteúdo de Geografia para alunos do ensino fundamental não se trata de um estudo do lugar como conceito fechado e de resistência a elementos de outros lugares (MASSEY, 2000), ao contrário, no lugar se reproduz a totalidade como processo de reprodução ampliada. Contudo, essa análise que relaciona lugar ao global não é uma tarefa simples, exige-se do aluno a reunião de um complexo esforço cognitivo de mediação do conhecimento cotidiano ao conhecimento cientificamente produzido. Para tal, consideramos pensar e lançar proposições metodológicas para a construção dos conceitos geográficos que torne essa relação acessível à aprendizagem do aluno

    O TERRITÓRIO USADO NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR

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    O presente trabalho é parte da pesquisa de dissertação de mestrado que se encontra em desenvolvimento, e que tem por objetivo analisar como a categoria Território Usado é articulada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na educação geográfica. O interesse por essa temática surgiu a partir de questionamentos envolvendo a importância da categoria Território Usado para a educação geográfica e como a BNCC inclui o estudo dessa categoria. Outra questão orientadora da reflexão é a importância de ter uma base comum para a educação brasileira e para a educação geográfica. A proposta de implementação de uma Base Curricular Nacional é fruto de um processo histórico no Brasil, que se inicia na Constituição Federal de 1988. A BNCC indica habilidades que devem ser desenvolvidas ao longo de cada ano, com uma progressão de aprendizagens que permite compreender o sentido da educação geográfica proposto pelo documento para o ensino fundamental. Entender o que é Território Usado e como se articulam habilidades a partir do estudo desta categoria é tarefa necessária diante do desafio de implementação dos currículos em todo o Brasil

    DISCUSSÃO SOBRE URBANIZAÇÃO PELO VIÉS DA LINGUAGEM MUSICAL: UMA EXPERIÊNCIA PROPORCIONADA PELO PIBID

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    O presente trabalho é resultado de uma intervenção realizada pelos bolsistas de Iniciação à Docência-ID, vinculado à ação do Ateliê de Educação Geográfica proposto pelo subprojeto “Educação Geográfica: Diversas linguagens, formação docente e Geografia Escolar”, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), com financiamento pela CAPES, em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus XI, tendo como locus de realização de práticas docentes a turma do 2º ano D do Ensino Médio, turno vespertino, do Colégio Estadual de Biritinga, localizado no município de Biritinga (BA). O objetivo da intervenção pedagógica foi utilizar a música para abordar o conteúdo geográfico de urbanização. Além disso, esta atividade possibilitou aos bolsistas perceberem como o uso das diversas linguagens, neste caso a música, pode mobilizar os estudantes e promover aprendizagem geográfica, pois esta intervenção permitiu identificar o nível de criticidade dos discentes acerca das aulas de Geografia e analisar como a música, enquanto dispositivo didático-pedagógico utilizado pelo professor contribui para a aprendizagem do ensino dos conteúdos geográficos. Dessa forma, o texto, estrutura-se em duas seções: a que caracteriza o objeto de estudo e contextualiza o ponto de vista dos estudantes acerca das aulas de Geografia com a integração da música e a outra que apresenta como esta pesquisa possibilitou aos bolsistas de iniciação à docência compreenderem como vem sendo trabalhada a Geografia Escolar na escola básica, entendendo a perspectiva dos estudantes, sujeitos desta pesquisa, em relação à integração realizada com a música e a compreensão dos conteúdos geográficos. Para desenvolver este trabalho foi necessária uma pesquisa de cunho qualitativo, através de levantamento bibliográfico e feito levantamento de dados com base em dados coletados a partir de questionários aplicados após as intervenções realizadas com a música para abordar conteúdos do currículo da Geografia Escolar, os quais possibilitaram afirmar que a música é um importante dispositivo didático-pedagógico para ensinar e aprender conceitos e temas da Geografia na escola e que ações interventivas como esta, proporcionadas pelo PIBID, têm sido um importante espaço-tempo de formação, tanto para os professores em formação, bolsistas ID, como para os professores que já são do quadro efetivo da educação básica, bolsistas supervisores.&nbsp

    A HORTA COMO PRÁTICA NAS RELAÇÕES VOLTADAS PARA O ENSINO E PARA A APRENDIZAGEM NA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA

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    Este trabalho relata a importância da Residência Pedagógica na formação do futuro professor de Geografia e tem objetivo apresentar os resultados obtidos através das intervenções pedagógicas realizadas pela Residência Pedagógica Geografia/UFS na Escola EMEF José Antônio da Costa Melo ao longo do ano de 2018. Dentre das atividades desenvolvidas, destacase a horta escolar, pois esta proposta prática contribuiu para modificações nos hábitos e nas atitudes dos alunos no ensino fundamental, visando a formação da consciência e do respeito pelo meio ambiente e pelo ambiente escolar. Apreendeu-se também que o docente deve sempre buscar trabalhar a partir da interdisciplinaridade, demonstrando a importância da Geografia para si e para os seus educandos no mundo real, a fim de tornar o conhecimento da Ciência Geográfica algo mais prazeroso e pertinente para ambos os sujeitos do processo de ensino/aprendizagem

    PERCEPÇÕES E IMAGENS DE PROFESSORES MARCANTES: ESTUDO COM ESTAGIÁRIOS DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

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    O referido estudo debruçou-se sobre as percepções e imagens de professores marcantes dos estagiários de Geografia da Universidade Federal da Bahia analisando os impactos dessas marcas nos processos de ensino-aprendizagem. Para tanto, foram desenvolvidos os seguintes procedimentos: entrevistas semiestruturadas com dez estagiários regularmente matriculados no componente curricular de Estágio Supervisionado em Geografia I, no semestre 2018.2. O estudo apoiou-se nas abordagens qualitativas de pesquisa, sendo um estudo exploratório. A compreensão a que se chegou foi que para os estagiários o marcante pode ser percebido enquanto negativo ou positivo, depende muito das sensações e do contato dos sujeitos com o fenômeno em relação às suas experiências prévias. Sobre as percepções e imagens de professores marcantes, no que tange aos aspectos positivos, a maiorias dos sujeitos aponta para imagens de professores que trabalham nas suas aulas com a afetividade, com as emoções e que valorizam os estudantes e os seus saberes vivenciais. Já para as imagens “negativas” de professores marcantes são apontados os sujeitos que desenvolvem as suas aulas de forma autoritária, transmissiva, desencorajadora e despreocupada com a vivência dos estudantes. Dessa forma, foi possível perceber que essas imagens de professores marcantes influenciaram diretamente na escolha da docência enquanto campo de atuação profissional dos estagiários, além de que impactam diretamente nos processos de ensino-aprendizagem, na relação do estudante com o professor, com a disciplina, com o conteúdo e até com a instituição escolar

    A PRÁTICA DE ENSINO EM GEOGRAFIA PARA ALÉM DA RACIONALIDADE TÉCNICA

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    Este trabalho é produto reflexivo das práticas de ensino realizadas no curso de Geografia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), com as turmas de 6º semestre. Objetiva-se com este estudo refletir sobre as práticas de ensino tentando superar a racionalidade técnica da prática docente. Para isso, foram realizados(as): pesquisas sobre as metodologias e os recursos didáticos; estudos sobre concepção de currículo, tendências didático-pedagógicas e procedimentos de ensino. Com base nessa fundamentação teórica, os licenciandos lançaram questionamentos sobre as metodologias, os recursos, enfim, problematizaram as práticas no contexto da sociedade contemporânea. Na sequência, foram desafiados à criação de metodologias e recursos didáticos inovadores. Assim, a escolha por jogos pedagógicos se deu pela possibilidade e necessidade de trabalhar na escola a cooperação e a interação entre os alunos da educação básica. Esses aspectos das relações humanas acabam comprometidos pelo excesso do uso das redes sociais, pois embora aumente a capacidade de comunicação, por outro lado provoca o isolamento

    UMA PROPOSTA METODOLÓGICA PARA ANÁLISE DE CONTEÚDOS DIGITAIS NO ENSINO DE GEOGRAFIA

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    O artigo tem como objetivo explicar uma proposta de metodologia desenvolvida a fim de refletir sobre os procedimentos utilizados para organizar a análise de conteúdo digital de geografia na Educopédia e atender aos objetivos da pesquisa. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, de caráter explicativo e compreensivo, entendendo que abordagens qualitativas trazem contribuições fundamentais na pesquisa educacional, tendo em vista seu caráter descritivo e investigativo, com ênfase nos processos e significados dos fatos. A abordagem qualitativa, através das suas técnicas de análise de conteúdo e ênfase nas percepções dos conteúdos geográficos no ensino fundamental da Educopédia, pode fornecer importantes subsídios aos avanços dessa compreensão, especificamente quando se trata do tipo de geografia contida na Educopédia. O artigo tratará da metodologia qualitativa em educação, da análise de conteúdo digital, instrumentos de pesquisa, área de estudo e procedimentos metodológicos para que se compreenda o caminho traçado para pensar e desenvolver a pesquisa

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