Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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O ENSINO DE GEOGRAFIA NOS INICIAIS: UMA REFLEXÃO ACERCA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E SUAS PRÁTICAS.
Ensinar e aprender são o verso e o reverso de uma mesma medalha, a educação, e implicam em uma ação colaborativa, participativa e de construção coletiva. Nesse contexto, este projeto visa pôr em questão de que forma a Geografia, como componente curricular, desde os anos iniciais, pode construir, no processo de formação docente, um saber escolar com base nos conhecimentos geográficos produzidos na Universidade, nos conhecimentos dos professores da educação básica e dos alunos trazidos para a escola, mediante sua vivência com o espaço geográfico e nos métodos, linguagens e técnicas articuladoras de todos esses conhecimentos. Sendo assim, o presente estudo é resultado do projeto de extensão “Ensinar e aprender geografia nos anos iniciais: saberes em diálogo na formação de professores”, da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense e orientado pela Prof. Dra Lorena Lopes Bonomo. A pesquisa foi iniciada no segundo semestre de 2018 e teve por objetivo analisar o ensino de Geografia nos cursos de formação de professores e escolas normalistas do município do Rio de Janeiro, com turmas do 3º ano do ensino médio e a partir disso realizar oficinas nas mesmas com o intuito de sensibilizar sobre a importância do ensino de geografia nos anos iniciais, e de auxiliar as professoras a abordar os conceitos de espaço e de lugar em sala de aula. Os referenciais teóricos que embasaram este estudo fundamentaram-se em autores que abordam os conceitos de espaço e de lugar além de práticas de ensino em Geografia. Desta forma, a pesquisa configurou-se em uma abordagem qualitativa, composta também por observações em sala de aula, conversas informais com as aulas e estudo de caso. Constatou-se então uma grande dificuldade das alunas em abordar os conceitos de espaço e lugar e a partir desta problemática, obteve-se a organização e o desenvolvimento de oficinas contendo duas atividades relacionadas aos conceitos acima, além de uma palestra sobre o que é a geografia e qual o seu sentido na escola. Como resultado da primeira etapa do projeto nas escolas do Município do Rio de Janeiro, as oficinas tiveram umaótima aceitação e participação tanto das alunas, quanto dos professores e da direção, além do engajamento das alunas na construção e participação das atividades, o que possibilitou o desenvolvimento de um olhar diferenciado sobre os conceitos geográficos. Dessa forma, os conteúdos e as possibilidades metodológicas desenvolvidos na palestra e nas oficinas contribuíram para a ampliação da compreensão de mundo, do ensino e da aprendizagem de Geografia das alunas dos cursos de formação de professores
O ENSINO DAS FITOFISIONOMIAS DO CERRADO A PARTIR DA ESTRATÉGIA DE OFICINAS
O presente trabalho é fruto de uma experiência a respeito de uma oficina realizada com uma turma do curso de pedagogia da Universidade Estadual de Goiás (UEG), campus Inhumas. Tem como objetivo apresentar e problematizar as fitofisionomias do Cerrado na disciplina de Geografia. Para isso referenciou-se em trabalhos como de Shulman (2014) para tratar do conhecimento pedagógico do conteúdo, especificamente, e, Anastasiou e Alves (2006) que enfatizam as estratégias de ensino e, Ribeiro e Walter (2008) para tratar das fitofisionomias do Cerrado. Como forma de efetivação da proposta realizou-se uma oficina com discentes do curso de Pedagogia onde se procurou compreender e conhecer as fitofisionomias do Cerrado, por meio da operacionalização de oficinas. Constatou-se assim, que apenas a formação florestal é encontrada no município. Embora, o município faça parte do domínio morfoclimático do Cerrado, as fitofisionomias encontradas são (i) a mata seca, (ii) a mata de galeria e (iii) mata ciliar. A partir do desenvolvimento desse trabalho procura-se buscar alternativas para a contribuição do ensino dessas fitofisionomias existentes no Cerrado. Considerando os desafios da formação de professores, entre à discussão acerca da relação teoria e prática, percebe-se que a oficina torna-se uma estratégia que vem a contribuir no processo de ensino, especificamente na mediação didática do professor
ESCOLA NA PRÁTICA, A IMPORTÂNCIA DOS PROJETOS ESCOLARES NA FORMAÇÃO DO GRADUANDO
Ao longo de uma graduação em cursos de licenciatura é possível para o graduando participar de iniciação cientifica, porém não são todos que resolvem participar, muitos vão para a sala de aula sem ter feito algum projeto ou atividade de oficina como forma de um primeiro contato e ver se ele, o universitário, quer isso para sua vida, ser professor. O Objetivo deste trabalho é mostrar que esses projetos de iniciação cientifica são de extrema importância para o aluno, onde neste muitos terão a sua primeira experiência, os erros e os acertos, e uma bagagem teórica e de conhecimento muito grande para enfim dar aula oficialmente como professor ou regente. Serão compartilhadas atividades e os resultados que elas proporcionaram, atividades estas, muita das vezes criativas e de um grau lúdico, despertando assim nos graduandos um senso de criatividade, uma das características fundamentais para um bom professor. Justificando este trabalho, pode-se levar em consideração a importância da atividade lúdica, os seus benefícios, os seus resultados tanto para os alunos quanto para o próprio estagiário, havendo assim uma conexão entre ambos. O resultado que o presente trabalho busca alcançar é trazer alunos da graduação para participar e fazer parte de projetos que levem-nos para o ambiente escolar, conhecendo um pouco desta vivência o quanto antes possível, onde neste trabalho será mostrado que estudantes que iniciam em projetos escolares tem mais facilidade para dar aula nos estágios obrigatórios, o que facilita muito para o graduando que fez parte desses programas e dificulta para aquele que não fez
A INVESTIGAÇÃO, O DIÁLOGO E A AUTOAVALIAÇÃO NA FORMAÇÃO DE LICENCIANDOS MEDIADOS PELA MONITORIA
O texto narra uma experiência refletida no campo do ensino e da aprendizagem com estudantes de licenciatura, na disciplina de didática, em uma universidade pública no sul do país. Nela a professora e a monitora construíram, juntamente com os licenciandos, um processo educativo balizado pela investigação, pelo diálogo e pela autoavaliação. Em um contexto histórico de efervescência no qual jovens estudantes do ensino básico ocupavam escolas públicas e colocavam à sociedade a instituição escolar como pauta a ser enfrentada, estudantes universitários reivindicavam maior aproximação desse acontecimento, o que gerou movimentos na docente e na jovem monitora. Passados três anos e imersas em retrocessos que afetam profundamente subjetividades, assim como a vida objetiva de cada uma de nós, voltamos à experiência, à beleza dessa construção para levantarmos, não apenas sua memória inspiradora, mas, também, para refletir sobre alguns dos pressupostos que a ampararam. Mesmo na contramão de projetos formativos destilados no individualismo e na competição, reafirmamos o valor da colaboração e da solidariedade na formação de professores, assim como na adesão a metodologias que mobilizem discentes a alcançarem suas aprendizagens pela investigação e pelo diálogo. No caso específico confere destacar o importante papel de mediadora ocupado pela monitora quer tenha sido através da linguagem semelhante ou proximidade geracional, auxiliou a mobilizar aprendizagens e reforçar sua condição de protagonista na sala de aula
ESCOLA ESTADUAL INDÍGENA CACIQUE ONOFRE KANHGREN: DIFICULDADES NA EFETIVAÇÃO DE UMA GEOGRAFIA INTERCULTURAL
A educação indígena se apresenta ainda nos dias atuais com muitas dificuldades em relação a aplicação da educação intercultural nas escolas, são inúmeros os fatores que contribuem para essa deficiência, assim, como são inúmeras as possibilidades de mudanças, neste sentido este trabalho vem com o objetivo de relatar e analisar as dificuldades enfrentadas pelos professores na Escola Indígena Cacique Onofre Kanhgren, em desenvolver metodologias pedagógicas para trabalhar a geografia de maneira diferenciada, assim como as demais disciplinas, além de, despertar uma reflexão sobre possíveis melhorias no ensino e efetivação de uma geografia intercultural
OS DIFERENTES MOMENTOS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: APONTAMENTOS DA CONSTRUÇÃO CURRICULAR DA GEOGRAFIA NO BRASIL
O presente artigo faz um breve percurso histórico do currículo nacional, através da revisão da historiografia a respeito das (re)formulações curriculares, tendo como recorte o currículo e o ensino de Geografia. O objetivo é analisar os diferentes momentos da construção curricular da geografia de forma que possamos entender a proposições atuais para o ensino. Metodologicamente propusemos, resguardados em princípios da pesquisa documental, uma análise temporal dos fatos recorrentes a construção da disciplina Geográfica, perpassando desde as primeiras proposições até chegar ao ensino contemporâneo da Geografia, observando ainda suas contribuições na construção da ciência no Brasil. Este trabalho é uma proposta de interpretação para o panorama educacional brasileiro, e consideramos fundamental discutir a proposição de currículos para construirmos uma educação mais emancipatória. Com base na literatura consultada, pudemos indicar que a Geografia acompanha os cenários de mudança na educação brasileira, fazendo-se como crucial. No entanto, alguns decretos, leis e documentos revelam certo desnível quanto ao tratamento conciso de conceitos e da própria valoração da disciplina na sociedade
A TUTORIA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM: RELATOS DE UM GRUPO DE APRENDIZAGEM COLABORATIVA E INTERDISCIPLINAR
O presente texto é resultado das práticas de ensino e experiências vivenciadas no grupo de tutoria voluntária denominado GACINs - Grupos de Aprendizagem Colaborativa e Interdisciplinar, posto em prática no primeiro semestre de 2018 com onze alunos do sexto ano do ensino fundamental. O citado projeto mostrou-se extremamente profícuo, tanto para a formação dos alunos, que apresentaram ganhos no desempenho escolar, como para os futuros professores, que puderam conciliar teoria e prática no cotidiano da escola
INICIAÇÃO À DOCÊNCIA, PRODUÇÃO DE MAPAS E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: CONHECENDO OS SUJEITOS E O CONTEXTO SOCIAL DA ESCOLA MUNICIPAL MAURO SÉRGIO – ANGRA DOS REIS/ RJ
A Escola Municipal Mauro Sérgio, localizada em um bairro periférico de Angra dos Reis, possui diversas características a serem estudadas relacionadas a sua territorialidade e a questões sócio-espaciais que a envolvem. Por meio da participação no Programa de Iniciação à Docência – PIBID, temos a oportunidade de conhecer e vivenciar o cotidiano da Escola Mauro Sérgio e a sua relação com o contexto social no qual está inserida. Essa experiência tem nos proporcionado vivenciar, junto com o professor supervisor, a prática da docência, na busca de compreender a realidade vivida pelo professor em sala de aula e sua relação com os alunos. Apesar de partir das atividades gerais do projeto do PIBID do Núcleo de Geografia de Angra dos Reis, o qual parte da produção, uso e interpretação de mapas, na construção coletiva e colaborativa de um Atlas Escolar Municipal de Angra dos Reis, que media a inserção dos alunos nas escolas, este artigo, especificamente, visa documentar aspectos que foram percebidos junto aos alunos da Escola Mauro Sérgio, referentes, principalmente, às dificuldades enfrentadas no ensino da geografia, relacionadas diretamente ao ambiente e à territorialidade que esses alunos ocupam
POR UMA GEOGRAFIA DOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS: MAPEANDO A DISTRIBUIÇÃO DOS ESTAGIÁRIOS DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UNICAMP DE 2018
Este texto realiza um piloto cartográfico ligado a pesquisa de Iniciação Científica “a distribuição e o impacto da atuação do estágio das licenciaturas da Unicamp na região metropolitana de Campinas”, com intuito de validação da metodologia. O texto realiza um ensaio sobre a análise da distribuição dos estagiários da disciplina de Estágio Supervisionado de Geografia II, ministrada no segundo semestre de 2018 na Universidade Estadual de Campinas. Há inúmeras tendências possíveis em uma distribuição dos estagiários em uma turma ou disciplina, podendo variar de um curso a outro ou de um período a outro, sendo assim, compreendê-las torna-se fundamental para entender as demandas e a partir disso realizar um planejamento curricular atendendo às demandas específicas. A sistematização dos dados e mapeamento dos estagiários realizados na presente pesquisa, permitirão a criação de um futuro banco de dados para realização de pesquisas comparativas futuras
O TRABALHO DE CAMPO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO: UMA EXPERIÊNCIA POSITIVA COMO PRÁTICA DE ENSINO NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UEMG – BARBACENA - MG
O presente trabalho refere-se a inserção do trabalho de campo como prática de ensino para a formação do pedagogo. A prática foi desenvolvida na disciplina de Conteúdos e Metodologias do Ensino de Geografia no curso de Pedagogia na Unidade de Barbacena da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e relacionou o ensino de geografia à literatura. Nosso objeto de estudo foi a obra de Monteiro Lobato, após as explanações, leituras e discussões em sala de aula embasada pela obra “A Geografia de Dona Benta”, realizou-se o trabalho de campo para a visitação do Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato situado na Cidade de Taubaté – SP. O trabalho de campo é uma prática de ensino que se faz presente no ensino de geografia, o objetivo desta atividade é inserir na formação do Pedagogo a prática do trabalho de campo como uma relevante ferramenta de ensino que possibilita a apreensão dos fenômenos estudados e propicia a observação direta do fenômeno. Após a atividade foram elaborados pelos alunos um relatório de campo, no qual foram elencados os aspectos visíveis da paisagem no percurso do trabalho de campo, as percepções espaciais da cidade de TaubatéSP, a descrição do Museu e o relato de vivência, finalizando, dissertaram sobre a importância do trabalho de campo para o processo de ensino-aprendizagem