Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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CONTEÚDOS GEOGRÁFICOS NAS ESCALAS LOCAL/REGIONAL, NO CONTEXTO DO EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO (ENEM)
No contexto brasileiro, o Ensino Médio tem passado por significativas mudanças, ressalta-se no âmbito curricular a aproximação com a matriz de referência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste contexto, faz-se pertinente o questionamento: Como o ensino da Geografia é impactado pelas mudanças em curso? A Geografia, pelo menos por enquanto, segue tendo um lugar e uma importância no currículo escolar para promover, sistematicamente, condições indispensáveis para o desenvolvimento da autonomia e da cidadania dos alunos. Se a Geografia nesse nível de ensino tem o papel de construir competências e habilidades que permitam ao aluno a análise do real, revelando as causas e os efeitos, a intensidade e a heterogeneidade dos fenômenos nos diferentes contextos espaciais, então, os contextos local/regional tornam-se uma referência importante na abordagem dos conteúdos geográficos em sala de aula. Como o Enem é pensado para atender a um contexto nacional? Há uma preocupação com relação ao tratamento dos conteúdos geográficos nas escalas local/regional, que podem perder espaço frente a um currículo nacional que não contempla essas escalas de análise? O objetivo é analisar as políticas educacionais vigentes que orientam o Ensino Médio, entre elas, a matriz de referência do Enem, tendo em vista as possibilidades de abordar em sala de aula os conteúdos geográficos na escala local/regional. A metodologia utilizada é a abordagem qualitativa, fundamentada na pesquisa-ação colaborativa, tendo como etapas de trabalho: análise dos documentos oficiais que regem o Ensino Médio; constituição do grupo focal; pesquisa bibliográfica para elaboração de material didático; e a elaboração de materiais didáticos. Da análise de documentos, ressaltamse aquelas feitas em relação às provas do Enem no período de 2011 a 2015, que possibilitaram reconhecer: as questões da prova que tinham conteúdos predominantes de Geografia; a interdisciplinaridade da Geografia com outras disciplinas; as temáticas geográficas presentes nas questões; as competências e habilidades de cada questão de Geografia. Da realização do grupo focal e da aplicação de questionários com professores de Geografia do Ensino Médio ressalta-se como resultados a indicação de falta de material didático geográfico nas escalas locais/regionais bem como a indicação de produção de material didático sobre o tema da relação cidade/campo no estado de Goiás. Como produto da pesquisa tem-se um fascículo didático que tem a intenção de possibilitar a formação do pensamento conceitual geográfico pautado nos elementos locais/regionais. 
O ENSINO DE GEOGRAFIA E OS CONTEXTOS DA EDUCAÇÃO DO CAMPO
O artigo teve como objetivo principal refletir a importância do Ensino de Geografia no processo de construção da Educação do Campo e sua luta por uma educação crítica e de valorização à cultura camponesa. Na metodologia, foram empregados procedimentos de estudos bibliográficos e análise documental, quando buscou-se analisar obras e documentos cujo objetivo principal fosse discutir o Ensino de Geografia e a Educação do Campo. Por fim, discute-se a importância de ensinar Geografia considerando os diferentes contextos em que se pode estar inserido. Os resultados desta pesquisa indicam que: a Geografia escolar é um importante instrumento para o fortalecimento da identidade e cultura dos povos que vivem no Campo; e ensinar Geografia, pensando os diferentes contextos em que está inserido, é se assumir como sujeito de uma reflexão permanente
REVISTA DO ENSINO DA PARAÍBA (1932 -1934): O ENSINO ATIVO NA GEOGRAFIA ESCOLAR A PARTIR DA ABORDAGEM DE UM CENTRO DE INTERESSE
A Revista do Ensino da Paraíba foi um órgão oficial da imprensa educacional do estado que circulou entre os anos de 1932 a 1942. Em nossa pesquisa este período de circulação foi dividido em duas fases: a primeira de 1932-1934, marcada pelo movimento de renovação educacional (inspirado nas ideias da Escola Nova), e a segunda de 1936 – 1942, marcada, com maior ênfase, pela política nacionalista empreendida pelo governo de Getúlio Vargas. Neste trabalho temos por objetivo analisar as propostas didáticas difundidas na Revista do Ensino da Paraíba destinadas a disciplina Geografia durante sua a primeira fase de circulação. Para analisar esse impresso pedagógico local, recorremos a André Chervel (1990) sobre a importância de pesquisas que prezem pelo estudo das disciplinas escolares e pela cultura escolar. Além deste autor, outros como Catani (1996); Albuquerque (2011) e Le Goff (2003) nos deram embasamento teórico sobre a temática tratada. Como procedimentos metodológicos, nos debruçamos na catalogação, análise e sistematização das informações colhidas a partir das fontes, ou seja, dos exemplares da referida Revista, e mais especificamente tratamos de 1 plano de aula intitulado Centro de Interesse. Como resultados, nossa pesquisa mostra quão férteis são os impressos pedagógicos para a compreensão para da Geografia escolar no contexto educacional em que estão inseridas essas publicações, constituindo-se fontes privilegiadas para o campo
O CAMINHO GUARANI NO PARQUE MUNICIPAL DA LAGOA DO PERI COMO ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DO SABER GEOGRÁFICO
O seguinte texto descreve os processos realizados pelo projeto de pesquisa “Experiências educativas da paisagem: uma cartografia do Parque Municipal da Lagoa do Peri” em Florianópolis, Santa Catarina. Este projeto tem como intuito analisar os potenciais naturais e culturais existentes no Parque Municipal da Lagoa do Peri (PMLP), além de educar o olhar dos estudantes e frequentadores do Parque aos aspectos naturais e culturais por meio da elaboração de materiais didático-pedagógicos
MAQUETES INTERATIVAS COMO RECURSO DIDÁTICO: O ESTUDANTE COMO PROTAGONISTA
O artigo a seguir é resultado de um projeto de extensão financiado pela PROEX "Uso de Tecnologia em Maquetes Interativas como Recurso Inclusivo", desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental “José Alves Martins”, na cidade de Ourinhos/SP, durante o ano de 2018. Mostrando o processo da construção da maquete pelos alunos como uma fonte de informações diferenciada no processo de ensino-aprendizagem, onde o aluno se vê como protagonista na construção do conhecimento e assim ressignifica aquilo que está aprendendo, além da adição do recurso tecnológico, o QR Code, que expande ainda mais as possibilidades de trabalho com o recurso
RELEVO NA PALMA DA MÃO: ELABORAÇÃO DE MAQUETE HIPSOMÉTRICA POR ALUNOS(AS) DE ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE SERRA, ESPÍRITO SANTO
Durante o segundo semestre letivo do ano de 2018, foram aplicados conteúdos relacionados à regionalização do Brasil, formas de relevo, cartografia e outros conceitos geográficos, para alunas e alunos das turmas de 7º ano de uma escola pública municipal, localizada em Serra - Espírito Santo. A fim de sistematizar e compreender de forma lúdica e prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas, além de estimular a alfabetização cartográfica, bolsistas do programa Residência Pedagógica para a área de Geografia, junto ao professor de geografia da escola, propuseram a elaboração de uma maquete de relevo do Brasil, dividindo as turmas em grupos de acordo com cada uma das cinco regiões do país. As maquetes auxiliam a tornar os conhecimentos cartográficos mais concretos e tangíveis, ao se manifestarem como representações tridimensionais de modelos bidimensionais (como mapas e cartas). A relevância da alfabetização cartográfica se dá na possibilidade de realizar por conta própria leituras mais dinâmicas, conclusivas e críticas a respeito do espaço e do mundo (Callai 1988 apud Cavalcanti 2013). Utilizou-se como base cartográfica um atlas escolar de fácil acesso, linguagem e manuseio simples, e disponível para todos os alunos na biblioteca da escola. As bases da maquete foram confeccionadas utilizando bandejas de ovos e papelão, e a modelagem de relevo foi feita utilizando papel machê, posteriormente pintado com tinta guache. Na perspectiva da atividade desenvolvida, trabalhar o conteúdo de uma forma prática e tangível traz benefícios para a aprendizagem da geografia a partir do momento em que o aluno é instigado a ler um mapa, entendendo seus elementos
A CARTOGRAFIA SOCIAL E OS PCT’S NA ESCOLA: CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DAS COMUNIDADES CAIÇARAS DO POUSO DA CAJAÍBA E DA PRAIA DO SONO (PARATY - RJ)
Este artigo tem como objetivo relatar e analisar a experiência cartográfica vivenciada pelas escolas das comunidades caiçaras da Praia do Sono e do Pouso da Cajaíba, ambas localizadas na Baía da Ilha Grande, Rio do Janeiro. Essas experiências cartográficas surgiram a partir do envolvimento da Cartografia Social como parte de um projeto pedagógico das escolas intitulado “Guia Turístico”. A partir de uma abordagem decolonial este texto visa contribuir com o debate em torno das representações espaciais e suas implicações sócio-territoriais, discutindo sobretudo as etapas de produção, uso e interpretação de mapas, desde a escola e dos seus sujeitos. Tenta-se explicitar a proveitosa aproximação entre o cotidiano das comunidades e os processos de produção de representações espaciais através da escola
MAPAS: UMA FERRAMENTA SUBESTIMADA NAS AULAS DE GEOGRAFIA
Este trabalho tem como objetivo discutir a importância da utilização de mapas nas aulas de geografia e também apontar as deficiências decorrentes do não uso dessa ferramenta, este artigo baseia-se em um projeto que teve como resultado a elaboração de uma oficina aplicada no 3° ano do curso de geografia na Universidade Estadual de Londrina, com objetivo de contribuir para a formação de professores, por meio da utilização dos mapas em sala de aula como uma ferramenta que auxilia e proporciona ao professor a didática e ao aluno a aprendizagem. Esta oficina teve como base a vivência de estágio de observação em três colégios sendo dois deles localizados no centro da cidade de Londrina-PR e outro na região sudeste da cidade de Cambé-PR
O LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA DO ENSINO MÉDIO: UM OLHAR PARA A LINGUAGEM CARTOGRÁFICA
Este artigo origina-se de uma pesquisa em desenvolvimento realizada no âmbito do Programa de Bolsas de Iniciação a Docência (PROLICEN) no curso de Geografia/Licenciatura da Universidade Federal de Goiás (UFG). Esta investigação tem como meta analisar a linguagem cartográfica presente nos livros didáticos de Geografia para o Ensino Médio aprovados no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2018, na perspectiva de compreender a utilização desta linguagem cartográfica nos livros. O desenvolvimento desse estudo encontrase atrelado a metodologia qualitativa, tendo como técnica de pesquisa a análise documental. Para isso foram selecionadas seis coleções de livros didáticos de Geografia do Ensino Médio que serviram de base para o trabalho de identificação e categorização dos diferentes tipos de mapas, bem como o reconhecimento da perspectiva dessas linguagens em relação a duas propostas da Cartografia Escolar, a saber: Simielli (1999) e Duarte (2016). Contudo, os dados que apresentados neste texto são provenientes da análise de duas coleções, que totalizam seis livros, e que permitiram indicar algumas situações preocupantes em relação a presença do mapa nesses materiais. Como resultados preliminares foi observado que os mapas não encontram-se bem distribuídos nos livros de cada coleção, além de que a comunicação cartográfica proposta está fortemente centrada na perspectiva de leituras mais básicas e elementares do mapa
A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO NOS ANOS INCIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Pensando-se nos diversos estudos que apontam o fracasso no modo tradicional de ensino- aprendizagem, enraizados nos padrões de transmissão de conhecimentos e que não contemplam a formação crítica de cidadãos, o presente artigo visa compreender o papel do ensino de geografia no ensino fundamental, com o intuito de uma aprendizagem baseada na leitura de mundo, vida e espaço vivido, considerando o processo de alfabetização cartográfica que permita aos alunos a pensar e ler o espaço. Para isso foi necessário realizar: a) Revisão bibliográfica e planejamento de aulas, b) realização de atividades escolares, c) Trabalho de Campo, d) Registros fotográficos. Assim foi possível constatar que, o conhecimento geográfico no ensino fundamental, é de extrema importância, pois instiga a curiosidade dos alunos e os impulsiona a encontrar maneiras interessantes de ler e pensar o mundo