Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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REFORMAS EDUCACIONAIS QUE ATACAM O ENSINO DE GEOGRAFIA: A BNCC E O ESCOLA SEM PARTIDO COMO FERRAMENTAS DE RETROCESSO
Ao observar a educação na contemporaneidade é possível identificar sua intensa reformulação sob ordens necessárias ao capital a fim de manter uma lógica dependente que legitima as desigualdades, desse modo, as políticas educacionais em tramitação como é o caso da BNCC e do Escola sem Partido, que propagam um ideal totalmente contrário ao que se objetiva com a educação. Nessa linha, o artigo se desenvolve sendo produto da pesquisa – Considerações sobre a nova Base Nacional Comum Curricular e o ensino de Geografia – realizada através do PROLICEN/UFCAT, buscando compreender as políticas atuais para educação, como também, elucidar as consequências advindas com essas mudanças retroativas que atacam diretamente o ensino da Geografia e o seu poder escolar, político e social. No desenvolvimento do trabalho se faz uso de uma pesquisa bibliográfica baseando em autores como Callai, Cavalcanti, Castilho, Frigotto, Girotto, Pontuschka, Saviani e Vesentini. O esperado com a pesquisa é mostrar uma lógica de benefício do capital e dos grupos conservadores, que levam e levarão a uma interrupção no processo emancipatório de educação, confirmando um ataque impetuoso a ciência geográfica, afetando o despertar de consciência dos(as) alunos(as) social e politicamente
CARTOGRAFIA CULTURAL: CONTRIBUIÇÕES PARA O PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA
O presente artigo tem como objetivo trazer para o conhecimento o diagnóstico obtido pelos pibidianos realizado na escola Nossa Senhora das Graças, parceira do pibid e apresentar os eixos articuladores da temática a ser desenvolvida como proposta de atividade para o ano de 2019. A partir da aplicação do questionário, obteve-se como respostas algumas demandas que culminaram numa temática central denominada de Geografia Cultural. Desta temática central tem-se articulado algumas atividades a partir da cartografia cultural, tendo os mapas mentais como articuladores dessa discussão. Com o desenvolvimento desta proposta, pretende-se contribuir com o processo de ensino e aprendizagem, possibilitando o aprofundamento do conhecimento geográfico, a valorização da diversidade cultural e do lugar, o sentimento de pertencimento e a percepção do querer aprender
O TRABALHO COM ESCALAS: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR
Este trabalho apresenta os resultados de uma prática educativa construída com o objetivo de trabalhar conceitos de escala. Foi concebida e trabalhada por dois professores nas disciplinas de Geografia e Matemática. A partir de algumas leituras feitas previamente pelos professores, aplicou-se uma atividade diagnóstica e construiu-se uma sequência didática que levou em conta os conhecimentos prévios dos alunos. Os resultados corroboram com as pesquisas que são feitas sobre o tema e mostrou a pertinência do trabalho conjunto e interdisciplinar. Os preceitos piagetianos foram tomados como embasamento teórico, além das orientações contidas na Base Nacional Curricular Comum para Geografia e Matemática
O contexto filosófico e histórico em Paul Vidal de la Blache
Na passagem do século XIX ao século XX havia uma crise do pensamento geográfico que abalava seus pressupostos científicos, pois o método positivista, que norteara os trabalhos da disciplina institucionalizada, entra em declínio. Criticando o positivismo e difundindo ideias neokantianas os cientistas buscavam a especificidade das ciências humanas separando natureza e história. A crise e a tendência de separação acabam colocando em destaque a Escola Geográfica Francesa e o método regional aí estabelecido, principalmente pelas monografias de Paul Vidal de La Blache (1845-1918)
Território brasileiro: uma análise da difusão regional do RAP no Brasil
O presente trabalho discute o Hip Hop como uma manifestação territorial que tem no Rap uma das suas formas de existir, tendo em vista que este tipo de música, mesmo possuindo uma linguagem universal, assume características regionais distintas, se utilizando cada vez mais dessa diversidade regional para criar sinergias capazes de projetar e de fazer ouvir suas reclamações
O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo – um estudo de caso da favela de Heliópolis
Essa pesquisa tem como objetivo realizar um estudo sobre o atual “Programa de Urbanização de Favelas” da prefeitura municipal de São Paulo. Esse Programa de Urbanização de Favelas está sendo implantando em diversas favelas da cidade de São Paulo, no entanto, nosso estudo abordará a implantação desse Programa na favela de Heliópolis, localizada no distrito do Sacomã, na Zona Sul da cidade
Rosângela Doin de Almeida: Rotas pela Educação, Geografia e Cartografia Escolar
Homenagem à professora Rosângela Doin de Almeid
O CONFLITO ENTRE MEMÓRIAS DOCENTES E DISCENTES: O DESAFIO-OBSTÁCULO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA
O presente trabalho é um recorte de uma tese de doutorado em andamento e tem como objetivo analisar o conflito existente entre memórias de ensino de professores universitários e acadêmicos da licenciatura em Geografia. Considera-se este um desafio-obstáculo no âmbito da formação de professores de Geografia, visto que o distanciamento entre as memórias destes dois grupos de sujeitos (os primeiros atreladas às memórias de academia e os últimos atrelados às memórias de escola) acarreta em uma formação fragilizada no tocante ao “ensinar a ensinar” e/ou “aprender a ensinar”. Por consequência, geram-se repercussões sobre o ensino de Geografia no espaço escolar, o qual tende a manter-se de forma tradicional e reprodutivista, assentado no saber da tradição pedagógica. A linha de pensamento que conduz as afirmações explicitadas no decorrer do texto parte do princípio de que a formação do/da professor/a é um processo contínuo e permanente, desenvolvido ao longo de uma vida. Logo, abrange a formação universitária e a carreira profissional, mas também as vivências anteriores, com destaque para aquelas realizadas na escola no papel de alunos. Considera-se que as memórias de ensino escolar atuam na construção de representações e modelos do que seja a profissão docente e o ato de ensinar. Mais do que elaborar representações sobre a docência, estas memórias orientam as práticas dos sujeitos. Para analisar como estas memórias, que estão relacionadas a saberes não científicos, influenciam a professoralidade dos sujeitos e como a formação inicial lida com as mesmas, o caminho metodológico adotado consiste em uma revisão bibliográfica voltada ao ensino de Geografia e à formação de professores. Além disso, buscou-se referenciais no campo da pesquisa (auto)biográfica. Tal ação se justifica por tratar o conceito de memória, central à perspectiva (auto)biográfica. Dessa maneira, verifica-se a necessidade de que seja introduzida na licenciatura a preocupação com as histórias de vida e as memórias de escola dos sujeitos, pois estas se refletem no que se compõe enquanto ser docente. Cabe ainda, principalmente aos professores universitários das disciplinas específicas, também recorrerem às suas memórias de academia a fim de problematizá-las. Para tanto, propõe-se que dispositivos formativos como narrativas (auto)biográficas e memoriais de formação sejam inseridos na licenciatura visando provocar a reflexão coletiva entre professores formadores e licenciandos sobre seus percursos formativos com o intento de ressignificar a formação inicial e, consequentemente, o ensino de Geografia nas instituições escolares. 
A REDE DE ESCOLAS TÉCNICAS DE ENSINO MÉDIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO NA BAIXADA FLUMINENSE
O artigo é resultado de um estudo para entender a importância do Ensino médio integrado a formação técnica dentro da Baixada Fluminense, uma das regiões do estado do Rio de Janeiro. Foi possível relatar algumas características das escolas técnicas além de analisar o papel do ensino de Geografia nessas instituições. Para a realização deste estudo foram feitos: trabalhos de campo, entrevista com professor e análises documentais. Destacamos o ensino da geografia na rede FAETEC-RJ e suas diferenças em relação às demais redes de ensino, as considerações feitas nesse artigo foram realizadas a partir de estudantes do curso de licenciatura de geografia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
O CONHECIMENTO PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A ABORDAGEM DA REDE HIDROGRÁFICA
Reflexões sobre o conhecimento profissional docente tem encaminhado diversos debates no interior da ciência geográfica. Dentre as discussões, uma pauta tange ao ensino dos componentes físico-naturais do espaço geográfico nas escolas, diante disso, questiona-se como os professores da Educação Básica têm mediado o ensino do solo, relevo, vegetação e rede hidrográfica nas aulas de Geografia? Dentre os diversos componentes físico-naturais optamos em trabalhar com a rede hidrográfica. Várias estratégias podem ser mobilizadas ao mediar os conteúdos geográficos, utilizar a criatividade e a imaginação para o desenvolvimento dos conteúdos é uma atividade válida, porém os conhecimentos dos professores devem estar alicerçados aos conhecimentos didáticos pedagógicos do conteúdo. Dessa forma, buscamos no presente artigo apresentar reflexões obtidas no desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), compreendendo o ensino da rede hidrográfica como o resultado da integridade entre vários componentes físico-naturais do espaço geográfico. A pesquisa tem a abordagem qualitativa em educação, por ter como sujeitos da pesquisa os professores licenciados em Geografia que atuam na Rede Estadual de Educação (REE)de Caldas Novas, considerando-os como singulares em seu processo de formação e atuação pessoal e profissional. Buscando compreender a atuação profissional desses docentes, utilizamos como técnicas de pesquisa a entrevista semiestruturada. Dessa forma, apresentamos e analisamos o conhecimento dos professores relativos ao conteúdo rede hidrográfica no contexto da Geografia Escolar e a importância desses conhecimentos estarem alicerçados a ciência por meio da formação inicial e continuada, visando uma aprendizagem do ensino de rede hidrográfica que seja significativo