Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
Not a member yet
2307 research outputs found
Sort by
O USO DE MAQUETES COMO RECURSO DIDÁTICO NA GEOGRAFIA ESCOLAR: (RE) CONHECENDO O CONCEITO DE LUGAR NO CONTEXTO DA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE
Neste relato, pretende-se estudar a construção do conceito de lugar na perspectiva da identidade do indivíduo, por meio do uso de maquetes, como recurso didático visando o aprendizado e aprimoramento dos conceitos geográficos para os alunos do oitavo ano (fundamental maior). Sendo que um dos principais pontos de partida para o desenvolvimento deste trabalho, foram as dinâmicas urbanas habitacionais as quais derivaram do contexto de implantação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em Altamira-PA.Com isso, através da metodologia aplicada, (construção e utilização de maquetes) foi possível perceber ao longo do processo que a proporção visual do conceito de lugar, tornou-se mais clara e ampla aos alunos. Julgamos que potencialmente os alunos desenvolveram um processo ativo no dinamismo de aprendizagem e que o uso de tais recursos didáticos contribuem de maneira efetiva para o ensino e aprendizagem dos educandos
A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR PESQUISADOR PARA VISUALIDADE E LEITURA DE MUNDO DOS SURDOS
O professor, enquanto pesquisador, precisa estar em constante movimento e renovação. Nesse aspecto, dentro do estudo da geografia, o docente, deve estar em constante construção de um pensamento crítico diante das diversas questões, principalmente aquelas que atravessam o conjunto com os alunos. Em um contexto de mudanças na questão da inclusão nas escolas regulares, a formação de alunos dentro de suas especificidades e potencialidades torna-se fundamental para uma sociedade plural e inclusiva. Respeitar o surdo enquanto cidadão ativo na sociedade implica a potencialidade da expressão dentro de sua própria língua e cultura. Propor a partir de imagens e fotografias, a leitura das percepções e contradições do espaço, a fim de trabalhar o olhar geográfico como potencial de inclusão e compreensão do mundo e da sociedade, utilizando a cartografia básica como ponto inicial, pois o mapa pode ser uma convergência dos conceitos de imagem e lugar. Por ser uma disciplina interativa e que dialoga com as diversas ciências que circundam o mundo em que vivemos, a Geografia, se torna fundamental no entendimento do mundo e das relações estabelecidas dentro dele. Esse trabalho tem como objetivo traçar a metodologia de pesquisa dentro do contexto escolar sob a perspectiva do professor enquanto pesquisador na procura de construir uma nova forma de se ensinar e aprender geografia, que dialogue com a cultura surda. Metodologicamente, entendemos que como a visão se torna o sentido mais expressivo dentro da cultura surda, este deve ser o primeiro sentido a ser potencializado na educação inclusiva para surdos, e por isso, em nosso estudo recorremos aos geógrafos e naturalistas descritivos para que se recupere a análise do espaço através dos símbolos e signos captados pelas paisagens e representações cartográficas. Apontamos como resultados que assim como a língua portuguesa possui a sua subjetividade implícita que constrói a identidade e a formação interpessoal do aluno ouvinte, as imagens possuem intencionalidades e subjetividades, podem constituir interfaces de leituras e comunicação para os alunos surdos
A LINGUAGEM DO DESENHO E O CONCEITO DE PAISAGEM NO ENSINO DE GEOGRAFIA COM CRIANÇAS ESCOLARES
Este artigo origina-se de uma pesquisa de mestrado já concluída, no campo da Educação, mas que se desdobrou em pesquisa doutoral (em andamento) situada no campo do Ensino de Geografia. Pretende aqui, apresentar algumas reflexões acerca da infância como viés para por em discussão a condição geográfica da criança e a emergência da linguagem do desenho associado ao conceito de paisagem, como vetores que denotam a relevância da compreensão da infância como tempo de vida singular, a ser considerado nas atividades de ensino da Geografia Escolar, dos anos iniciais. Os aportes teóricos que sustentam as discussões perpassam pelo campo da Infância, da Geografia da Infância e do Ensino de Geografia. Os resultados preliminares têm evidenciado, por um lado, importante contribuição da linguagem do desenho vinculado ao conceito de paisagem para atividades de Ensino de Geografia e, por outro, se revelado como estratégia metodológica de pesquisa com crianças escolares
PROJETO DE ENSINO: MINHOCA NA CABEÇA
O Projeto de Ensino Minhoca na Cabeça foi desenvolvido junto aos alunos do Instituto Federal Catarinense–Campus Avançado Sombrio, seu objetivo foi o de facilitar o aprendizado interdisciplinar extraclasse e o desenvolvimento do senso crítico dos alunos por meio de atividades práticas com ênfase na questão do Meio Ambiente. As atividades foram desenvolvidas para se construir um sistema de compostagem de resíduos orgânicos, uma horta, e a reorganização do paisagismo interno do prédio principal do Campus. O público alvo foi composto por alunos das turmas 2A e 2B do curso Técnico em Informática, e da turma 2A do curso Técnico em Hospedagem, ambos Integrados ao Ensino Médio, num total de cerca de 120 alunos. As atividades aconteceram baseadas na observação/aplicabilidade de conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas de Biologia, Geografia, Química e Introdução à Alimentos e Bebidas (A&B). O espaço destinado para as atividades foi a sala de múltiplos usos, coordenada pelo Núcleo de Gestão Ambiental- NGA, denominada de Sala Verde e o espaço em seu entorno, onde foram realizadas a confecção da horta, o manejo do sistema de compostagem e a preparação de mudas para o plantio. As atividades aconteceram em encontros onde os professores envolvidos e os alunos das turmas realizaram as atividades durante parte das aulas das disciplinas e em seus horários destinados a atividades extras como estudos, projetos e monitorias. Os alunos foram orientados quanto à coleta/separação de resíduos, sua disposição na composteira, manejo e preparo do espaço onde a horta foi feita. As atividades (tanto a orientação quanto à execução) foram coordenadas e supervisionadas pelos professores, sendo que houve ainda a parceria dos alunos do Grêmio Estudantil, e do NGA. Desta maneira ao final do ano letivo de 2018, os alunos participantes foram capazes de construir e manter um sistema de compostagem, construir uma horta vertical e reorganizar as plantas presentes nos ambientes do prédio do Campus
A HETEROGENEIDADE BRASILEIRA, OS CONFLITOS MUNDIAIS E AS RELAÇÕES ESCALARES NO ENSINO DE GEOGRAFIA: O LOCAL E O GLOBAL EM DESTAQUE
Este texto apresenta um relato de uma construção metodológica realizada junto aos estudantes de cursos técnicos integrados ao ensino médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMT), Campus Cuiabá, que abordou o conteúdo sobre diversidade étnica e cultural do Brasil e conflitos mundiais, com o objetivo de promover uma análise detalhada da temática partindo de uma abordagem em escala Local a uma escala Global de relações conflituosas, tendo o conceito de território como norteador das discussões e como principal objeto de conquistas das disputas em diversos continentes e, também, perceber o que ocorre quando o território é visto apenas como espaço de governança e como delimitações físicas, não são respeitadas as histórias das pessoas que ali vivem. Para isso, foram realizadas aulas teóricas em conjunto com análise de charges, gráficos, documentário e uma apresentação promovida com os alunos italianos intercambistas, seguida de roda de conversa. O resultado se mostrou bastante satisfatório na medida em que proporcionou aos alunos entender que os conflitos mundiais não ocorrem de forma única e isolada, mas estão presentes em escalas menores e podem ser encontradas dentro do Estado onde vivem. Também se destaca a compreensão, por parte dos alunos, da diversidade étnica e cultural no Brasil, bem como a presença de ações negativas como a visão etnocêntrica, o racismo e violência que é seletiva, atingindo muito mais uma parte da população
GEOGRAFIA ECONÔMICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: O DESENVOLVIMENTO DE UM WEBSITE COMO FERRAMENTA DE MEDIAÇÃO DE CONHECIMENTOS GEOGRÁFICOS
O ensino de geografia na educação básica demanda a diversificação das ferramentas e linguagens para que a mediação dos conteúdos possa acontecer de forma criativa e centrada em estratégias mais colaborativas e inovadoras. A imersão no meio técnico-científicoinformacional há algum tempo, trouxe uma nova dinâmica às relações estabelecidas na escola e, sobretudo, em relação à forma como os professores e alunos entram em contato com os conteúdos formalmente organizados. O fato é que a aprendizagem acontece por diferentes canais, e com a internet o papel dos professores ganha novos desafios: sistematizar essa sinergia cibernética, orientando e auxiliando na construção de conhecimentos científicos que sejam passíveis de uma análise a partir do cotidiano dos alunos. Neste artigo iremos apresentar o projeto do website “comexpuri.com.br”, desenvolvido junto com os alunos dos oitavos anos do Ensino Fundamental II do Colégio Puríssimo Coração de Maria (Rio Claro, São Paulo). O comexpuri surgiu da necessidade apontada pelos próprios alunos de “aproximar o conteúdo” à realidade vivenciada, ou seja, trazer para o campo das experiências o conteúdo que para eles era demasiado abstrato. Na primeira parte do texto, serão apresentadas as etapas do desenvolvimento e as potencialidades do site comexpuri.com.br, bem como os aplicativos utilizados para a elaboração dos seus conteúdos. Na segunda parte, serão discutidas algumas das atividades desenvolvidas dentro do site e como os conceitos geográficos e, em especial, aqueles relacionados à geografia econômica, foram sendo construídos. Neste perfazer de experiências sistematizadas pretende-se suscitar a reflexão sobre o uso das diferentes linguagens do ciberespaço na construção dos conhecimentos geográficos e sobre a constante necessidade de (re)inventarmos nossas práticas pedagógicas
TECNOLOGIAS DIGITAIS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA
O presente trabalho tem por objetivo investigar se, e como vem sendo utilizadas as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação nas aulas de Geografia em três escolas públicas (sendo duas escolas nos anos finais do ensino fundamental e uma escola no ensino médio) da cidade de Maceió/AL. Esta pesquisa foi constituída a partir de visitas nas escolas selecionadas a fim de realizar um mapeamento e registros fotográficos das condições físicas das mesmas. Assim como, a aplicação de questionários com os professores acerca do letramento digital e a utilização das TDIC nas aulas de Geografia. Ressaltamos que os resultados obtidos neste trabalho é parte do projeto de pesquisa intitulado “o Letramento Digital e as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação na Formação Docente e no Ensino de Geografia”, desenvolvido através do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica- PIBIC, da Universidade Federal de Alagoas
A EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS, MOVIMENTOS E POSSIBILIDADES
A sociedade sofreu inúmeras transformações na metade do século XX até os dias de hoje, logo, o processo de globalização vem revolucionando as formas de comunicação e interação no mundo. Aliado a esses processos, a contemporaneidade da educação exige cada vez mais novas práticas pedagógicas que estejam alicerçadas nas transformações constantes da sociedade atual. Entretanto, nem sempre esta realidade é compartilhada por professores no processo de ensino aprendizagem. Diante dos aspectos observados, esse ensaio visa problematizar algumas possibilidades e incertezas presentes a partir da pós modernidade e da utilização de Novas Tecnologias de Ensino de Geografia
A CRISE HÍDRICA DO DISTRITO FEDERAL. UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO DE CLIMATOLOGIA GEOGRÁFICA NO ENSINO MÉDIO
Este artigo é fruto de uma prática pedagógica sobre o ensino de temas em Climatologia, utilizando a construção de climogramas para a análise da crise hídrica do Distrito Federal no ano de 2017. Usando os parâmetros temperatura e precipitação, a atividade se propôs a comparar a última Normal Climatológica do século XX, entre 1961 e 1990, e o período de dados subsequentes, de 2008 a 2017, para a cidade de Brasília - DF, verificando diferenças e semelhanças nos valores de precipitação encontrados. Com base nessas informações, foi possível compreender a crise hídrica pela qual a cidade de Brasília - DF passou entre os anos de 2016 a 2018 e incentivar o manuseio de diversas plataformas de obtenção de dados e de criação de materiais, expandindo o aprendizado dos estudantes em relação à utilização informacional. O resultado da prática demonstrou que a atividade atingiu seus objetivos, uma vez que os alunos foram capazes de distinguir, a partir das informações e dos gráficos produzidos, a relação entre a falta de chuvas e a consequente diminuição do volume de água nos reservatórios que abastecem a cidade
O CERRADO E O ENSINO DE GEOGRAFIA: O TRABALHO DE CAMPO E A MÚSICA COMO PROPOSTAS METODOLÓGICAS
O presente artigo busca colaborar com as discussões realizadas a respeito do Ensino do conteúdo Cerrado, tendo como proposta metodológica o Trabalho de Campo e a Música. Este trabalho é resultado do planejamento do trabalho de campo realizado na disciplina de Metodologia de Ensino de Geografia II, presente no curso de licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Com o objetivo de fomentar a discussão da utilização de novos recursos pedagógicos, utilizou-se o trabalho de campo e a música, para um melhor desenvolvimento do conteúdo Cerrado, destacando a sua relevância, para que o ensino deste ocorra de forma significativa