Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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BLOCOS-DIAGRAMAS E SUA APLICAÇÃO PARA O ESTUDO DO RELEVO
Os recursos didáticos vão desde livros com ilustrações 2D até os 3D, em que a tridimensionalidade é capaz de dar a noção não só de profundidade, mas de outras sensações ao tocar, e instigar a ver o que tem atrás, por baixo, uma coisa que nos recursos 2D não tem como fazer. O artigo visa apresentar o bloco-diagrama como recursos didático que não somente mostra, mas descreve, instiga o estudante e serve como oportunidade de descrição das ações do tempo impressas nas feições deixadas, tanto no relevo, como na litologia. Aziz Ab´Saber dizia que a paisagem é um conjunto de alterações, sejam elas naturais ou humanas ou ambas, que se moldam no espaço e no tempo. Tendo isto, os blocos-diagramas serão apresentados de forma a trabalhar não somente as feições, mas os processos que por eles foram impressos. E que por meio da confecção possam ser explicados e expostos aos estudantes o meio em que eles estão inseridos, como também contexto do todo, permitindo fazer leituras e compreensão de uma boa convivência com a natureza
CARTOGRAFANDO FLORIANÓPOLIS: OUTRAS POSSIBILIDADES DO MAPA EM SALA DE AULA
O presente trabalho busca ampliar as possibilidades da tradicional cartografia escolar, por meio de oficinas de produção de mapas da cidade de Florianópolis- SC. O conceito de mapa atribuído em sala de aula está atrelado a um caráter essencialmente informacional. Por vezes, acabam se tornando meros recursos de espacialização das percepções da realidade de quem os produz: engenheiros cartógrafos, técnicos e agentes de órgãos públicos. A oficina realizada com a turma do sétimo ano da Escola Básica Municipal Dilma Lúcia dos Santos, buscou mapear a cidade a partir daquilo que os alunos conheciam sobre a mesma. Foi utilizado como base uma mapa mudo, apenas com os traçados do contorno do município, onde os alunos puderam confeccionar seus mapas e uma produção textual utilizando diferentes linguagens na representação espacial. O trabalho teve como objetivo identificar o que os alunos conheciam e consideravam importante na representação de sua cidade. Apoiamos nosso trabalho nas ideias de Freire e na importância de conhecer o espaço vivido dos alunos
COMPONDO O LUGAR POR MEIO DE OUTROS SENTIDOS
O presente artigo é resultado de uma oficina realizada na disciplina de Cartografia Escolar, ministrada para o curso de licenciatura em Geografia, Pela Professora Patrícia Leal, da Universidade Federal do Espírito Santo. A oficina teve como objetivo disparar nos/as participantes a sensibilidade para o ensino de cartografia para estudantes em situação de deficiência visual, buscando instigar e propor outras maneiras possíveis de estar no mundo, mapear e compor paisagens. Movidos por outros sentidos e afetos, a experiência buscou evidenciar o lugar de privilégio em que ocupam os videntes numa sociedade dada e construída, em grande maioria, pela imagem visual, a fim de repensar nosso “comodismo” e nossas práticas didático-pedagógicas. Os relatos dos/as participantes da oficina revelaram que é urgente a necessidade de, num exercício de alteridade, vivenciar, mesmo que de maneira muito parcial, o cotidiano de pessoas em situação de deficiência visual, para propor metodologias e práticas que caminhem para a construção de uma sociedade e de uma escola inclusiva
OS MAPAS MENTAIS COMO LINGUAGEM E REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO ESCOLAR POR ALUNOS DO 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
O presente artigo apresenta o desenvolvimento da oficina Mapeando Minha Escola, originado no PIBID Geografia da Universidade Federal de Pelotas. O mesmo tem por objetivo descrever a prática realizada em uma turma do ensino fundamental da educação básica na cidade de Pelotas – RS. Metodologicamente, a proposta se inspirou em Lima e Kozel (2009), em que afirmam que os mapas mentais usam como referencial, as vivências e percepções do sujeito, possibilitando com isso, ressignificar o espaço geográfico. Desta forma, foram elaborados mapas mentais, os quais possibilitaram discutir conceitos básicos da cartografia, sob a perspectiva da análise do lugar. Pode-se perceber a partir da elaboração dos mapas mentais, que os escolares puderam fazer uso de uma linguagem até então desconhecidas para eles, descortinado assim, um universo de possibilidades que expressam sentimentos diante ao espaço de convívio, que neste caso é o ambiente escolar
O DESENVOLVIMENTO DO RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO NA MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA
Este trabalho tem como objetivo analisar o desenvolvimento do raciocínio geográfico na mediação pedagógica do professor de Geografia. Em busca de alcançar esse propósito, utilizamos a pesquisa qualitativa na produção e análise dos resultados, apropriando-nos do procedimento bibliográfico e de campo. No primeiro, realizamos levantamentos do referencial teórico atinente ao raciocínio geográfico, à mediação pedagógica e às estratégias didáticopedagógicas. Em campo, realizamos observações sistematizadas com um professor de Geografia, durante o segundo semestre de 2018. Os resultados mostraram o raciocínio geográfico como um processo cognitivo, que pode ser desenvolvido no ensino de Geografia pelo professor de Geografia por meio da mobilização dos conhecimentos da ciência geográfica, do pedagógico e das condições do contexto do aluno. Sendo assim, as observações das aulas do professor apresentaram algumas dificuldades em tal desenvolvimento. Isso, pois, não houve a apropriação dos fundamentos da Geografia e nem sua articulação com os conhecimentos didático-pedagógicos
O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO NA BNCC A PARTIR DE METODOLOGIAS ATIVAS
Este trabalho tem a finalidade de apresentar uma discussão acerca do desenvolvimento de um raciocínio geográfico a partir de metodologias ativas no Ensino de Geografia, sobretudo no que tange à formação de conceitos geográficos. Desta forma, se orienta no sentido de destacar a proposta de raciocínio geográfico apresentado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em relação às produções de autores de referência no tema, como Ascenção e Valadão, 2017; Ascenção et al, 2018 e Straforini, 2018. O trabalho procura articular o raciocínio geográfico com o desenvolvimento de competências a partir da autonomia do aluno no processo de ensinoaprendizagem com a finalidade de articular sua capacidade de resolução de problema
PREVENÇÃO DE DESASTRES NATURAIS NO ENSINO BÁSICO DE GEOGRAFIA: USO DE CARTILHAS
Os desastres naturais provocados por eventos naturais extremos têm afetado número crescente de pessoas em todo o mundo, originando danos, prejuízos e perdas de vidas, exigindo ações preventivas e/ou mitigadoras em diversos níveis. O governo federal brasileiro estabeleceu a Lei Nº 12.608/2012 definindo a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC), cujo objetivo é a redução dos riscos de desastres, prestação de socorro e assistência ás populações atingidas. A PNPDEC propõe apoiar a comunidade docente no desenvolvimento de materiais didáticos no sentido de criar uma cultura de prevenção de desastres nos ambientes escolares. A prevenção dos desastres naturais deve ser, portanto, interessar: à Geografia (ciência que estuda a dimensão espacial dos fenômenos sociais, físico-naturais e suas relações); ao ensino de Geografia na Educação Básica (visando estimular o pensamento espacial e o raciocínio geográfico; ao ensino de Geografia Física (aplicando conhecimentos relativos à dinâmica da Natureza à educação geográfica). A difusão de informações de prevenção de riscos de desastres naturais deve ocorrer ao longo de todo o ensino básico. Neste trabalho, sugerimos que os professores de Geografia da educação básica produzam materiais de divulgação de informações sobre a dinâmica de eventos naturais extremos, visando prevenir a comunidade escolar de tais riscos. A proposta aqui é de que cada professor seja capaz de levantar informações sobre riscos locais e desenvolva estratégias para a melhor compreensão dos fenômenos naturais e de como prevenir os riscos localmente mais comuns. A produção e o uso dessas cartilhas podem contribuir para que os alunos entendam mais facilmente as interações entre sociedade e natureza, entendendo seu papel como cidadão que dissemina mecanismos de prevenção de desastres naturais na sociedade
MÚSICA E IMAGINAÇÕES ESPACIAIS: UMA ANÁLISE A PARTIR DE ESTUDANTES DE ESCOLA PÚBLICA DE DOURADOS (MS)
A pesquisa aqui apresentada parte da compreensão sobre a importância de propor novos (ou outros) olhares sobre questões relacionadas ao espaço por meio das diferentes linguagens, entre elas, a música. Observando como a música tem sido cada vez mais presente na vida dos alunos, despertou-se o interesse em compreender, a partir de determinados gêneros, como esta se relaciona com seu cotidiano, identificando os fatores pelos quais eles escutam determinadas músicas de diversos gêneros e sua relação com a realidade que vivenciam. Assim, o objetivo central da pesquisa é analisar de que maneira as preferências musicais dos estudantes de uma escola pública de Dourados (MS) se relacionam com suas vivências, práticas e imaginações espaciais. Para atingir os objetivos propostos na pesquisa, além de iniciarmos a revisão bibliográfica sobre o tema, foi aplicado um questionário junto a alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Dourados (MS). Tal escola está localizada em uma das regiões carentes de Dourados (MS) e os alunos que a frequentam, em geral, possuem perfil socioeconômico de baixa renda e tem contato frequente com situações de violência. Os resultados obtidos indicam os motivos pelos quais os alunos gostam de música, suas principais preferências em termos de gêneros musicais e de músicas e artistas em específico. Notou-se o predomínio do rap/hip-hop, seguido do funk e do sertanejo entre os gêneros que os alunos mais gostam. Tais preferências nos trazem indícios de que há uma identificação, por parte dos alunos, entre as músicas (letras e contexto de produção) e as realidades que vivenciam cotidianamente. Nas próximas etapas da pesquisa analisaremos as letras das músicas mais citadas na preferência dos alunos pesquisados, procurando relacioná-las aos gêneros musicais no intuito de buscarmos elementos que permitam pensar em que medida tais músicas participam da construção das imaginações e práticas espaciais desses alunos
ENSINO DE GEOGRAFIA FÍSICA E LITERATURA: UMA ANÁLISE COM BASE NOS ANAIS DO XIII ENPEG
O presente trabalho é um recorte do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC da autora em conjunção com um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio grande do Sul – FAPERGS. No recorte do projeto, bem como do TCC, é proposto analisar as pesquisas envolvendo a temática Literatura atrelada ao ensino de Geografia Física, tendo como parâmetros de análise as publicações (artigos completos e resumos expandidos) presentes nos anais do Encontro Nacional de Prática de Ensino em Geografia – ENPEG da edição de 2017, avaliando dessa forma o que está sendo pesquisado acerca dessa temática. Como objetivos do trabalho, se baseia em identificar as pesquisas realizadas no âmbito do ENPEG da edição de 2017 que trabalhem a Literatura vinculada ao ensino de Geografia Física, utilizando dessa linguagem para o processo de ensino e aprendizagem dessa temática, bem como identificar as metodologias e práticas utilizadas nos artigos para, assim, classificar quais conteúdos e/ou temáticas ainda possuem demandas de projetos e oficinas voltadas aos conhecimentos da área da Geografia Física. Para a realização do trabalho, foi proposta uma revisão de literatura sobre o tema proposto e o levantamento de dados a partir dos anais do XIII ENPEG, a fim de identificar as pesquisas realizadas, seus locais e temáticas. Utilizar das diversas linguagens presentes atualmente, como a Literatura, promove conhecimentos que instiguem a imaginação e a criatividade, além de trazer um importante hábito à tona, o hábito da leitura, que promove uma melhor escrita e interpretação dos fatos. Foi realizada a pesquisa nos Anais do XIII ENPEG. Ao todo, foram 344 artigos publicados nos anais. A partir da busca pela palavra-chave Literatura, foram encontrados 14 artigos que, ao longo do texto, abordaram a temática da Literatura, ou seja, 4% do total dos artigos. A partir da seleção de artigos, foi feita a leitura dos mesmos para compreender sobre quais temáticas os textos acerca de Literatura e Ensino se tratavam. Dos 14 artigos que dialogavam sobre Literatura, somente 4 abordam a questão da Geografia Física, entre eles citando questões ambientais (lixo e suas consequências), conteúdos como hidrografia (estudo de rios e seus elementos), relevo, solo, aspectos climáticos, vegetação e biomas (no exemplo trabalhado o Bioma Cerrado). Desse modo, percebeu-se que eram trabalhadas diversas questões acerca da Geografia Física, porém nenhum dos trabalhos tratava acerca do relevo do ponto de vista de sua gênese e dos agentes internos e externos, além de outros elementos. A revisão de literatura realizada contribuiu no que tange as pesquisas acerca do ensino de Geografia Física, que vem ganhando destaque nos últimos anos. Além disso, mesclar referências do ensino de Geografia e da Geografia Física com a Literatura propõe uma pesquisa interdisciplinar
IMAGENS QUE SE DESFAZEM: HORTAS ESCOLARES NA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA
O presente texto traz um relato de experiência em uma horta escolar durante três anos de atuação como bolsistas em um programa de extensão. Trabalhamos com uma imagem dada de “horta escolar” e com a atuação do professor de geografia nesses espaços, costurando com a educação ambiental. O possível está dado por uma imagem única de horta e de educação ambiental. Objetivamos com o texto na forma de relato mostrar outros caminhos trilhados a partir dessa imagem única dada às hortas nas escolas. Descreveremos o que acontece quando canteiros ordenados não sustentam mais uma ideia, uma imagem e, ao mesmo tempo, como se movimenta o professor de geografia quando estes canteiros fracassam. Utilizamos de oficinas em educação para tais acompanhamentos: do professor em formação e da horta em transformação. Em nossas narrativas aparecem os momentos desse processo, inclusive o que está no meio, feito uma zona de fronteira: a etapa onde aquele espaço não é horta nem é jardim, é um pouco dos dois, é mistura. Chegamos na hortajardim como um modo de fazer em educação e geografia tanto para os estudantes como para os professores. Este espaço nos permite estudar, geografar, escrever na terra e com a terra e assim fazer outras geografias