Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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UMA ANÁLISE DA REPERCUSSÃO DE FAKE NEWS NAS AULAS DE GEOGRAFIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA
O presente trabalho tem como objetivo analisar e compreender a repercussão das fake news nas aulas de Geografia na Educação Básica e como o professor dessa disciplina da contribui com o processo de desmistificação e ressignificação de fake news no contexto da sala de aula. A partir de então, surgiu o interesse em se investigar como se constrói o pensamento prévio em torno do tema e quais pensamentos e informações são apresentados pelos alunos, partindo do princípio de que todos nós ocupamos e construímos um espaço no âmbito epistemológico. O trabalho apresenta em sua metodologia - uma pesquisa básica; qualitativa; exploratória; descritiva e explicativa. A atividade prática foi realizada com 92 alunos da rede pública estadual do município de São João del Rei
MÚSICA E ENSINO DE GEOGRAFIA: O PIBID NO TERRITÓRIO DO SISAL DA BAHIA
O ensino da Geografia Escolar tem se tornado a cada dia uma prática desafiadora àqueles profissionais licenciados, ou não, e que atuam na rede pública de ensino. Dessa forma, a necessidade de inovar o ensino instiga os professores a desenvolverem metodologias voltadas para a realidade dos estudantes e da escola, como forma de promover uma aprendizagem significativa, além de aguçar a capacidade crítica dos discentes. Neste sentido, pode-se dizer que a introdução da linguagem musical nas aulas de Geografia é bastante significativa para a compreensão das relações socioespaciais em seus diferentes contextos geográficos, por ser uma linguagem de fácil manuseio e por estar inserida no cotidiano dos indivíduos. Diante disso, o presente artigo tem a intenção de socializar um relato de experiência que objetivou discutir o uso da música como um importante dispositivo didático-pedagógico para o ensino de Geografia e relatar as práticas que foram desenvolvidas na turma do 2º ano do ensino médio, do Colégio Estadual Professor Plínio Carneiro, uma unidade escolar da rede pública localizada no município de Barrocas/BA. Essas práticas foram realizadas a partir da parceria entre a referida escola parceira e o Departamento de Educação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tendo a proposta didático-pedagógica do I Ateliê de Educação Geográfica, uma ação do subprojeto “Educação Geográfica: Diversas linguagens, Formação docente e Geografia Escolar” do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) como propulsora de ações didáticas interventivas. Tal experiência revelou que a música é uma linguagem que mobiliza os estudantes da educação básica aprenderem conteúdos geográficos e que o PIBID é um importante espaço-tempo de aprendizagens, tanto para os professores em formação inicial, quanto para os professores em formação continuada por possibilitar trocas e ampliação de saberes específicos da área de Geografia e saberes pedagógicos para o exercício da profissão docente. 
O ESQUETE, UMA PRÁTICA NO ENSINO DE GEOGRAFIA
O trabalho compartilha uma experiência didática pedagógica diferenciada, o ensinar a Geografia com Esquetes e no contexto da sua realização ateve-se momentaneamente ao aporte teórico do Esquete e os estudos relacionados à sua matriz originária que envolve o teatro. Realizada no ano de 2018, no Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta do município de Marechal Cândido do Rondon, região extremo Oeste do Paraná, com alunos do 2° ano do Ensino Médio, na disciplina de Geografia em conjunto com o estudo dos conceitos de urbanização e transformação do espaço das cidades. O Esquete surge da arte do fazer Teatro, mas difere-se da sua matriz formadora pela especificidade apresentativa, em razão da sua duração diferenciada. Destaca-se nesta produção a adoção do Esquete pela teoria teatral, do diretor e ator Bertold Brecht, que adotava em seu teatro o caráter épico, dialético e crítico, salienta nas suas produções a atividade interpretativa dos espectadores, pois favorecia e despertava o seu sentido cognitivo, usa-se este termo como referência para delinear as peças que trazem consigo o contexto histórico do tema. Deste modo, trabalhar em sala com os Esquetes são possibilidades que vem surgindo como alternativas “inovadoras” e “diferenciadas” ao utilizar-se desta prática pelo perfil metodológico essencialista delineado pelo desenvolvimento do aluno, ao promover a liberdade e a criatividade de expressar-se, obtém-se resultados para além da aparência e da interpretação, vê-se no estudo a essência e as relações entre o conteúdo e a realidade vivenciada cotidianamente. 
DO TEMPO AO CLIMA: O USO DA ESTAÇÃO METEOROLÓGICA PARA O ENSINO DE CLIMATOLOGIA ESCOLAR
O estudo da climatologia escolar é parte fundamental para a compreensão do espaço geográfico, pois permite entender as diversas transformações que o mesmo sofre ao longo do tempo. Este trabalho surge a partir de uma série de ações desenvolvidas em uma escola de ensino médio integrado a cursos profissionalizantes, quando se buscou trabalhar e entender a dinâmica dos climas no Brasil e no Mundo. Os resultados gerados permitiram entender as possibilidades de ensino e aprendizado do conteúdo climatologia a partir do uso de uma ferramenta prática em um contexto de aula de campo. Tornou-se objetivo inicial desta pesquisa a utilização de uma estação meteorológica automática para o ensino e aprendizagem de climatologia no ensino médio, para isso os caminhos metodológicos foram fundamentados numa pesquisa-ação. Como conclusão trouxemos uma análise das respostas dos questionários respondidos pelos alunos ao final da atividade proposta. Também destacamos o desejo de aproximar esse debate, das concepções que a escola do campo possui sobre o significado do ensino e aprendizagem do clima nas escolas campesinas
ENTRE SONS E IMAGENS: ENSINO DE GEOGRAFIA E LINGUAGENS
O presente artigo objetiva apresentar as atividades desenvolvidas no Colégio Estadual de Biritinga, no Território de Identidade do Sisal, no semiárido da Bahia, numa classe de 2º ano do Ensino Médio, decorrentes das proposições do I Ateliê de Educação Geográfica, ação do subprojeto do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID/Geografia, intitulado “Educação Geográfica: Diversas linguagens, Formação docente e Geografia Escolar”, em desenvolvimento em três escolas públicas urbanas dos municípios de Barrocas, Biritinga e Serrinha, sob a coordenação de duas professoras da Universidade do Estado da Bahia – UNEB/Campus XI Serrinha. O principal objetivo deste subprojeto é “Possibilitar uma melhor articulação entre a universidade e a escola básica, tendo em vista promover uma educação geográfica, a partir das diversas linguagens (cartográficas, digitais, imagéticas e literárias, música, literatura, charges, histórias em quadrinhos, desenhos, gráficos, infográficos, cinema, dentre outras) enquanto dispositivos didático-pedagógicos intencionando ensinar e aprender diferentes temas e conceitos que emergem da abordagem dos conteúdos da Geografia Escolar.” A proposição do Ateliê de Educação Geográfica tem como objetivo basilar potencializar o uso das diversas linguagens enquanto dispositivos didático-pedagógicos no ensino de Geografia. O I Ateliê de Educação Geográfica elegeu a música como linguagem para nortear as práticas nas escolas. No Colégio Estadual de Biritinga, esta linguagem foi utilizada para abordar o conteúdo “Urbanização Mundial”. Como desdobramentos desta prática, os alunos produziram videoclipes sobre os temas propostos. A partir desta prática, foi possível perceber o envolvimento da classe e a criatividade estudantil na produção dos materiais, os quais também foram considerados como procedimento avaliativo no bimestre. 
ARTE E GEOGRAFIA: GÊNERO E VIOLÊNCIA COSTURANDO A CIDADE DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
Este trabalho tem como objetivo analisar as representações de gênero que os alunos trouxeram através das imagens poéticas presentes nos contos (re)criados por eles. Assim, uma atividade foi trabalhada com o intuito de que os alunos recriassem o conto dos três porquinhos em sua cidade, para melhor compreender como representam a cidade vivida. Então, ao recriar as estórias os alunos projetaram algumas situações em que as relações de gênero vinham acompanhadas da violência, tecendo assim, uma imagem própria da cidade de Campos dos Goytacazes. Entende-se então, que as práticas educativas devem visar o mundo cotidiano dos alunos, pois é nessa esfera que sua existência se constitui e, a partir do desvelamento desse mundo e dos significados construídos pelas imagens que os alunos compuseram nos contos a consciência crítica de mundo pode ser exercitada, haja vista que os estudantes são colocados de frente com o seu mundo, no momento de criação da estória, além de permitir que o professor explore a cotidianidade que compõe a existência dos alunos através da análise de suas estórias cotidianamente construídas
CONSTRUINDO UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA CARTOGRAFIA NO ENSINO BÁSICO
O presente trabalho tem como objetivo expor uma sequência didática dos conteúdos de cartografia básica como proposta metodológica para a utilização das geotecnologias em diferentes níveis de ensino, principalmente na educação básica, experimentada com os alunos do 2º semestre do curso de Licenciatura em Geografia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os procedimentos metodológicos envolveram levantamentos bibliográficos, trabalhos de campo e a utilização das geotecnologias. A partir dos resultados obtidos, foi possível verificar, que ao pôr em prática os conceitos da cartografia básica, é possível construir um aprendizado significativo, trazendo a teoria para explicar situações problemas na construção da sequência didática, por exemplo: questões como adequação das coordenadas geográficas e UTM em um recorte espacial reduzido. Situações essas que envolveram os alunos na sua resolução. Conclui-se que a utilização das geotecnologias além de visar o aprimoramento no aprendizado de conceitos e teorias cartográficas também possibilitam ao aluno a transformação das informações em conhecimento e colaboração no sentido de refletir o uso da tecnologia no ensino da cartografia no meio ao qual se está inserido, despertando, assim, o interesse do aluno sobre o assunto, no intuito de manuseá-las de forma correta no seu cotidiano. 
O USO DO GOOGLE EARTH COMO FERRAMENTA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: ESTUDO DE CASO NO COLÉGIO ESTADUAL PADRE CHAGAS EM GUARAPUAVA- PR
O presente artigo aborda o uso de geotecnologias na prática pedagógica do professor de geografia, bem como suas potencialidades e dificuldades no ensino, para isso fez-se uso do programa Google Earth. Realizou-se uma pesquisa-ação com 27 alunos do 7° ano do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Padre Chagas, Guarapuava-PR e 8 professores de geografia na mesma cidade. Por meio da realização de uma sequência didática e da aplicação de questionários, buscou-se verificar a percepção dos alunos e professores sobre a contribuição e os limites do programa no ensino e aprendizagem dos conteúdos geográficos. A pesquisa evidenciou que o programa é uma ferramenta que pode auxiliar os alunos na compreensão de conteúdos geográficos não só porque eles ficam muito instigados e interessados em manuseá-lo, mas sobretudo porque oferece recursos visuais que potencializam a compreensão dos conteúdos, os recursos de zoom (melhorando a resolução da imagem), as fotos acopladas as imagens de satélite, a autonomia da navegação, são alguns fatores que enriquecem a manipulação das imagens pelos alunos. Porém, entre os professores identificouse que, por mais que também percebam que as geotecnologias possam ser recursos importantes para o ensino, poucos fazem uso delas na sua prática pedagógica, devido à falta de estrutura nos laboratórios de informática das escolas e o limite de acesso à internet
SOCIEDADE EM REDE: O USO DAS TICs NOS PROCESSOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
O atual momento tecnológico tem implicações diretas na construção das opiniões, das posições políticas e até nas efemeridades da vida. Tal situação foi anunciada por diferentes autores, tais como Manuel Castells e Milton Santos. Paralelo a isso, podemos observar um acirramento das posições políticas nos meios de comunicações e nas redes sociais. A escola está inserida nesse contexto, sendo que todas disciplinas são provocadas e convocadas a colaborarem com uma alternativa para compreensão desse cenário. Este relato apresenta uma experiência de trabalho realizada no Ensino Médio Técnico de um Instituto Federal na qual se pretendeu desenvolver o conteúdo sobre “Os Diferentes Modos de Produção”, propostos pelas disciplinas de Geografia e História. Para tanto, foram utilizados recursos tradicionais, como consulta bibliográfica, combinada com expressões de grupos WhatsApp e um questionário on-line disponível na internet. Os alunos conheceram as definições formais das expressões, reconheceram e avaliaram sua aplicação nos diferentes contextos das redes sociais e, finalmente, responderam e avaliaram o questionário quanto à pertinência e relevância da atividade. Entre os resultados, observamos um grande interesse por parte dos alunos, tanto na aplicação dos conceitos em diferentes contextos, como no uso dos celulares para preenchimento do questionário, por meio do qual se obteve um retorno satisfatório da atividade. Os professores concordam que há maior entusiasmo quando diferentes ferramentas são combinadas com o objetivo de ensino/aprendizagem, assim como a mera combinação dessas ferramentas, desalinhadas das ansiedades e expectativas dos alunos, pode ser infrutífera. As redes sociais podem ocupar um importante papel no serviço de informar e integrar os cidadãos, mas seu uso deve ser compreendido e integrado às práticas escolares
A CIDADANIA, O CYBER-ESPAÇO E O ENSINO DE GEOGRAFIA: A REDE SOCIAL INSTAGRAM COMO POSSIBILIDADE NA PRÁTICA PEDAGÓGICA
A abordagem sobre métodos e metodologias no que tange o ensino de geografia por muito passa longe do ideal quando analisada criticamente a efetividade das práticas pedagógicas apresentadas em sala de aula e uma revisão, seguida de uma proposta que não finda em si mesma, fazem-se necessárias na discussão acadêmica e, mais profundamente, institucional. Observado criteriosamente, à luz do método histórico-dialético, constatou-se que a ciência geográfica, nacionalmente, vem perdendo espaços tanto no âmbito escolar quanto no meio acadêmico, e muito dessas perdas se referem à enorme lacuna entre geografia acadêmica e geografia escolar e pelo afastamento da ciência com o meio informacional – apesar de tê-lo como objeto de estudo. Para tanto, observou-se, durante 3 (três) meses a realidade escolar da instituição de ensino público, o colégio Dr. Celso Malcher e no cursinho pré-vestibular da Rede Emancipa, localizadas no bairro Universitário, Belém/PA, a partir do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e do Projeto de Extensão “Apoio à Organização Social de Comunidades Populares a Partir da Cartografia Participativa”, tratando-se de organizações cuja existência estão diretamente ligadas às lutas de movimentos sociais, associações de bairros – passadas e atuais – com o objetivo de analisar como desenvolver formas que consigam relacionar a ciência geográfica (acadêmica) com a geografia escolar, isto é, com o cotidiano vivido dos alunos. O estudo recuperou, portanto, a historiografia tanto da ciência geográfica quanto da localidade do bairro para entender a paisagem do mesmo e como ela é reflexo dos problemas estruturais da cidade de Belém e, principalmente, visualizar as possibilidades de melhora, com a apropriação do conhecimento geográfico e aplicando-o na realidade vivida do alunado. Evidenciou-se, além disso, as possibilidades criadas, com o suporte do uso da rede social Instagram, no âmbito pedagógico e social, promovendo o intercâmbio efetivo entre geografia acadêmica e geografia escolar, colocando os alunos das instituições como protagonistas no processo pedagógico do ensino. Concluiu-se que a geografia, como disciplina escolar e como ciência, pôde recuperar seu verdadeiro papel: de desvendar as desigualdades sociais