Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
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    ESCOLA SEM PARTIDO OU PARTIDO DO MERCADO?

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    A pesquisa busca analisar a Reforma do Ensino Médio (Lei 13.415/2017) e o Projeto Escola Sem Partido (PL867/2015) indicando alguns dos principais impactos para a Geografia Escolar. As inquietações foram desmembradas a partir do cotejamento de leituras de autores sobre Ensino de Geografia: Cavalcanti (1998) e Lacoste(2012), a partir da perspectiva de “espaço” de Massey (2008) e das leituras sobre uma educação ligada a teoria dialógica (Freire, 1993);(FRIGOTO, 2017) e pelo método de investigação da pesquisa-participativa com o uso de entrevistas semiestruturadas com alunos e professores do Colégio Estadual Visconde de Cairu na Zona Norte do município do Rio de Janeiro entre os anos de 2017 e 2018. Assim, considera-se a implementação da Reforma do Ensino Médio e a aprovação de projetos vinculados ao Escola Sem Partido como pautas que não são demandas dos alunos, os quais destacaram a importância da persistência da disciplina no currículo em todos os anos do Ensino Médio, conjuntamente com a liberdade da prática docente em tempos de uma escola com censura

    A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA: A PROPOSTA DE BASE NACIONAL COMUM DO CENTRO PAULA SOUZA (SÃO PAULO)

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    Este ensaio pretende analisar as mudanças trazidas ao contexto e funcionamento do Ensino Médio a partir da aprovação da Lei n.º 13.415/2017, que reformulou pontos de relevância estabelecidos pelas Leis n.º 9.394/1996 e n.º 11.494/2007, impondo à sociedade brasileira um novo modelo de Ensino Médio, pensado para atender às necessidades de forças políticoeconômicas neoliberais que passaram a comandar o Brasil, a partir do impeachment da expresidenta Dilma Rousseff. Como caso de análise se tomará o Centro Paula Souza, autarquia do governo paulista responsável pelas escolas técnicas do estado que se antecipou a colocar em prática o projeto do governo federal, propondo uma Base Nacional Comum Curricular que passou a reger o funcionamento de seus cursos técnicos integrados ao médio de caráter vocacionado, diminuindo a carga horária de componentes relacionados ao Ensino Médio regular, tais quais Geografia e outras Ciências Humanas, e priorizando o ensino de componentes relacionados à linguagens, Matemática e disciplinas de base técnica, com claro objetivo de atender às demandas do mercado de trabalho por mão de obra técnica de baixo custo

    AMBIENTE ESCOLAR E SEGREGAÇÃO SOCIAL

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    A escola pública é parte de uma sociedade marcada por profundas contradições sociais. Qual é o papel que o ambiente escolar cumpre numa escola que é a expressão de uma sociedade segregada? é a problematização que nos move na pesquisa que se apresenta nesse artigo. Ela se efetivou na Escola Estadual Dr. Freitas, em Belém do Pará. Para isso, entre outros, recorremos à Karl Marx, Ana Fani Carlos, Juarez Dayrell, Rafael Straforini, Lana Cavalcanti e Paulo Freire

    OS DESAFIOS DO ENSINO DE GEOGRAFIA NO CONTEXTO DE ESCOLAS MILITARIZADAS DE RORAIMA: DEPOIMENTOS DO COLÉGIO ESTADUAL MILITARIZADO MARIA DOS PRAZERES MOTA

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    Este artigo traz a fala de duas professoras de Geografia que atuam numa escola militarizada de Boa Vista – RR, o Colégio Estadual Militarizado Maria dos Prazeres Mota. A escola passou a adotar o ensino básico militarizado (EBM) em 2017 e desde então alimenta diversos debates sobre o exercício da docência, o cotidiano dos estudantes, entre outras questões. Tendo em vista nossa presença na escola através do PIBID-Geografia da UFRR, começamos a acompanhar a questão e decidimos investigar o que pensam os/as professores/as de Geografia que estão nestas escolas. Neste trabalho, buscamos conhecer como se posicionam sobre a militarização das escolas, sobre a questão da violência escolar, sobre o trabalho com os conteúdos da Geografia e outros aspectos que podem revelar alguma singularidade da escola. Obtivemos as respostas através de entrevista semi-estruturada, acompanhada de nossas reflexões sobre o advento da militarização das escolas em Roraima. Concluímos que a militarização não veio acompanhada de um debate com professores/as e gestores/as, e que a convivência deles com o EBM, apesar de controverso, se revelou recente e que as opiniões tendem a se agruparem em duas vertentes

    QUEM ESCREVE O LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA?

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    Quem são os autores dos livros didáticos de Geografia distribuídos nas escolas públicas brasileiras na última década e meia? Quais suas formações? Que instituições realizaram seus estudos? Em que regiões do Brasil se concentram? Onde atuam profissionalmente? E em que medida pode-se afirmar que tais pessoas realmente escrevem seus livros? Para tentar responder essas e outras questões foram acessados currículos lattes disponíveis na plataforma do CNPq, dados disponíveis nas contracapas dos livros, além de blogs, sites, redes sociais da internet e contato direto com os autores via e-mail. Para discutir a função de autoralidade nos baseamos em Foucault, Maingueneau e Barthes, além de estudos de Bittencourt, Munakata, Apple e Choppin. A formação inicial dos autores, como se esperava, é majoritariamente na área de Geografia (84,5%). Quanto às instituições em que esses autores concluíram suas graduações, 58% a fizeram na Universidade de São Paulo, seguido pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/ SP), com 15% e Universidade Estadual de Londrina (UEL), 7%. Ao levar em consideração as regiões administrativas do IBGE, 80,5% está na região Sudeste; 17,2%, na Sul; 2,3%, na Nordeste e nenhum nas regiões Norte e CentroOeste do país. Há também um predomínio de autores masculinos (62%). Observando o vínculo institucional dos autores, 38% são professores em colégios da rede privada de ensino; 21% lecionam em universidades públicas, ao passo que 16% estão em faculdades privadas. Apenas 7% dos autores de livros didáticos de Geografia atuam na rede pública de ensino básico. Entendemos, no entanto, que a produção de uma obra como o livro didático é coletiva, na qual agem, além dos autores, diferentes atores sociais (educadores, pesquisadores, editores, revisores, professores, alunos, pais, legisladores, jornalistas etc.) e, principalmente, a própria linguagem e o escopo cultural que a define

    A FUNÇÃO SOCIAL DA UNIVERSIDADE E A FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA: O ESTÁGIO SUPERVISIONADO COMO EXTENSÃO

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    Faz-se necessário o entendimento da função universitária na formação docente em geografia, em especial na complexidade da efetivação do tripé universitário. Tal dificuldade acarreta em diversos entraves na formação inicial do professor em geografia. Ao se buscar respostas para uma formação crítica e humana, encontra-se no estágio supervisionado um grande aliado para a aproximação da universidade com a comunidade. Diante essa compreensão, buscou-se através de projeto uma maior efetivação da função social da universidade, em especial através da extensão, viabilizando assim uma maior valorização do tripé universitário. Esse projeto visou fechar acordos com escolas próximas ao IM - UFRRJ, disponibilizando vagas de estágios para discentes do curso de licenciatura em geografia, eliminando assim a busca por estágios, de modo a incentivar a presença de estagiários nessas escolas. Com o estabelecimento dos acordos e o ingresso dos estagiários nessas escolas, os mesmos foram estimulados, por parte da professora de estágio, a cumprirem tarefas, em especial convites e articulações em conjunto com a comunidade escolar. O projeto se fez efetivo com o aumento da presença de estagiários em escolas próximas, possibilitando assim a efetivação do diálogo entre as instituições. Entretanto, as propostas de atividades encontraram dificuldades em se efetivar por falta de interesse e comprometimento por parte dos estagiários. Conclui-se que, o estágio supervisionado se faz eficiente em abarcar o tripé ensino - pesquisa - extensão. O projeto se mostra satisfatório por apresentar aumento da presença de estagiários nas escolas próximas do IM - UFRRJ, possibilitando assim um maior diálogo entre escola e universidade através desse agente. Entretanto, observa-se o baixo comprometimento com a função social da universidade e o entendimento sobre extensão, apontando assim a menor relevância dada a esse eixo em detrimento ao ensino e a pesquisa no meio acadêmico

    GERENCIALISMO PRIVADO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA: O INSTITUTO DE CORRESPONSABILIDADE PELA EDUCAÇÃO (ICE) NA PARAÍBA

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    O neoliberalismo é uma força que vem sendo imposta à logica global, submetendo os países mais diversos à essa forma econômica desumanizadora. Adentra nos países levantando ideais da privatização ao máximo, da diminuição do Estado e da terceirização dos setores que considera não essenciais. No Brasil, sua ação mais incisiva começa na década de 1990. Não demorou para que a educação se tornasse alvo dessas ações e começou-se a perceber a inserção de Organizações Sociais. Atualmente, essas organizações já são responsáveis por políticas especificas da educação, como é o caso do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), responsável por gerir a política de implantação da educação integral no estado da Paraíba, e outros estados da federação, assumindo também a gestão das escolasde tempo integral e pelas orientações pedagógicas nas mesmas. No caso da Paraíba, já chegam a 103 escolas em todo o estado. O ICE, que tem entre seus parceiros grandes empresas nacionais, passa a atuar com um território em rede, articulando suas influências nos âmbitos social, econômico e político do Brasil, favorecendo-se das facilidades técnicas e informacionais. Diante disso, o objetivo do presente estudo é entender a articulação multiescalar do território em rede do ICE na transformação da educação pública no Brasil e na Paraíba. Para tanto, daremos ênfase ao caráter relacional das esferas econômica, cultural e política entre empresas privadas, estado e educação pública. Os caminhos trilhados para a realização foram uma combinação de algumas técnicas metodológicas dentro da pesquisa qualitativa. Dentre as técnicas estão: o estudo de caso exploratório, análise documental e aporte bibliográfico. Entendemos então que o ICE se articula com as forças políticas e econômicas do país na conformação de um território em rede e de atuação espacial multiecalar através da implementação da lógica do capitalismo mundial na educação pública brasileira. Ademais, ficou evidente, com as análises aqui apresentadas que, de acordo com as políticas públicas implementadas no país ao longo dos últimos anos, este modelo de gestão tende a crescer substancialmente

    Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP)

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    A partir do estudo da formação histórica e da urbanização diferenciada do distrito de Barão Geraldo, no município de Campinas (SP), e entrevistas realizadas no entorno da Mata de Santa Genebra (MSG), foi possível apontar as características da dinamização do mercado imobiliário nas proximidades de um bem natural tombado. Objetivou-se a compreensão de algumas das razões que promoveram a dinamização do mercado de imóveis em Barão Geraldo

    O lugar da música caipira

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    Este trabalho faz parte de um projeto de pós-graduação e tem como intenção primordial analisar a relação do homem com o lugar e com a paisagem e como esta afinidade é expressa na música, uma revelação do habitar o lugar. Neste caso específico o recorte será o interior do estado de São Paulo (mais precisamente a região do médio-Tietê) e a manifestação através da música caipira2(nas suas mais variadas cores)

    A educação guarani e a escola: o desafio de educar para a vida

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    O presente artigo apresenta uma breve diferenciação entre educação indígena e educação escolar indígena, de modo a contextualizar a escola nas aldeias guarani no Estado de Santa Catarina, bem como sua interferência no modo de ser Guarani. Também são identificados projetos de formação de professores indígenas que visam proporcionar uma educação de acordo com princípios da própria cultura, como: a Ação Saberes Indígenas na Escola e a Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina. Os acadêmicos Guarani, da referida Licenciatura Intercultural, realizaram um de seus estágios obrigatórios em turmas dos anos finais do ensino fundamental nas escolas de suas aldeias. Formulando projetos interdisciplinares, com temáticas por eles escolhidas, os estudantes conduziram suas aulas valorizando a própria cultura. Durante a elaboração e execução dos projetos de estágio, emergiram dificuldades em decorrência do encontro de saberes: articular saberes tradicionais aos conteúdos escolares convencionais demonstrou ser um desafio. Ampliar conhecimentos para além dos já desenvolvidos nas aldeias se constituiu tarefa árdua, como também a necessidade de suscitar o interesse de alunos adolescentes pela cultura guarani. Tais desafios remeteram aos acadêmicos o questionamento: “afinal para que queremos a escola?”, lançando assim um convite ao exercício de refletir sobre práticas de educação intercultural

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