Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas): Portal de Periódicos do IG
Not a member yet
2307 research outputs found
Sort by
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NA PRÁTICA PROFISSIONAL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA NO PARANÁ: contribuições e limites
Este trabalho apresenta um recorte da dissertação de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), voltada para o estudos das ferramentas empregadas no ensino de Geografia, com destaque para a utilização de tecnologias digitais e metodologias ativas. O objetivo principal é examinar como esses recursos estão sendo utilizados no ambiente escolar e de que forma eles ajudam a criar um ensino mais contextualizado, participativo e relevante para os estudantes. O estudo foi conduzido no estado do Paraná, com foco em instituições de ensino públicas associadas ao Núcleo Regional de Educação de Maringá. Como parte da estratégia metodológica, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com professores de Geografia que atuam em uma cidade integrante desse núcleo. Objetivo foi compreender as práticas pedagógicas adotadas, os desafios enfrentados e as percepções dos docentes quanto ao uso das tecnologias digitais em sala de aula. Os resultados indicam que, apesar dos progressos e iniciativas específicas no uso de ferramentas digitais como aplicativos de mapas, plataformas educacionais e recursos interativos ainda existem barreiras estruturais, como a insuficiência de equipamentos, ausência de formação continuada e falta de tempo para planejamento pedagógico. Em contrapartida, as declarações dos professores destacam o reconhecimento do potencial dessas tecnologias quando integradas a metodologias ativas, capazes de fomentar a participação dos alunos, o protagonismo juvenil e a conexão entre o conteúdo geográfico e a realidade vivida. Nesse cenário, a pesquisa destaca a relevância de uma abordagem pedagógica inovadora que transcenda a mera transmissão de conteúdos e valorize o uso responsável das tecnologias como ferramentas mediadoras no processo de ensino-aprendizagem. Além disso, enfatiza a importância de políticas públicas que assegurem infraestrutura, capacitação contínua dos professores e estímulo à inovação pedagógica no ensino de Geografia. Em conclusão, este recorte da dissertação contribui para a discussão sobre a incorporação crítica e criativa das tecnologias digitais na educação, particularmente no contexto paranaense, além de destacar a importância das experiências dos professores como elementos essenciais para a mudança das práticas escolares
ENSINAR GEOGRAFIA PARA AS JUVENTUDES NA REGIÃO METROPOLITANA DE GOIÂNIA/GO: diálogos e aproximações
Este trabalho discute a relação entre juventudes, Geografia e escola pública, com ênfase na construção de conteúdos geográficos escolares que dialoguem com as vivências dos jovens na região metropolitana de Goiânia/GO (RMG)[1], contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem da Geografia. A pesquisa fundamenta-se em uma perspectiva dialética, compreendendo as juventudes como uma categoria social que na contemporaneidade é atravessada por múltiplas dimensões culturais, identitárias, políticas e espaciais, que conformam a condição juvenil. Reconhecendo os jovens como sujeitos sociais ativos e produtores de espacialidades, o estudo insere-se no campo do Ensino de Geografia e busca refletir sobre como elaborar conteúdos que considerem as especificidades das juventudes, tendo como horizonte a formação do pensamento geográfico. A partir da análise de evidências sobre a condição juvenil em Goiás, coletadas em sites de duas organizações da sociedade civil, o Centro de Juventude Cajueiro e o Levante Popular da Juventude, que atuam diretamente com juventudes no estado, foram identificados elementos da cultura juvenil capazes de subsidiar a formulação de conteúdos escolares mais significativos. Os resultados parciais apontam para a necessidade de articular os elementos constitutivos da condição juvenil à construção de uma abordagem geográfica dos conteúdos escolares, que reconheça e visualize as características das juventudes goianienses.
ALFABETIZAÇÃO CARTOGRÁFICA NOS ANOS INICIAIS: potencialidades para construção do Raciocínio Geográfico
Como linguagem e instrumento para representação do mundo, a cartografia possui um papel central na construção do conhecimento das crianças. Nesse sentido, esta pesquisa busca compreender como uma abordagem cartográfica das categorias e conceitos da geografia podem contribuir para o desenvolvimento do Raciocínio Geográfico, compreendido como uma forma específica de operar o pensamento, que se estrutura a partir dos princípios geográficos, durante as aulas de geografia no ensino fundamental I. Para isso, tendo como base as relações espaciais topológicas, projetivas e euclidianas, foram realizados três testes, com alunos do quarto e quinto ano da escola pública, utilizando diferentes representações com o objetivo de identificar como os conceitos foram apropriados pelos alunos. Os resultados demonstraram que os estudantes são capazes de se articular os conceitos e categorias geográficas, as relações espaciais e as formas de representação, para a construção do Raciocínio Geográfico
CONSIDERAÇÕES E PROPOSIÇÕES DOS PROFESSORES DE GEOGRAFIA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO DISTRITO FEDERAL SOBRE A EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA
Este artigo investigou as percepções e propostas de professores de Geografia da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal (RPE-DF) sobre o ensino da disciplina. O estudo busca compreender como esses educadores avaliam seu próprio conhecimento e suas práticas pedagógicas, essencial para aprimorar a qualidade da educação geográfica e o seu compromisso com a formação cidadã. A pesquisa aborda o que os professores consideram um bom ensino de Geografia, como autoavaliam suas habilidades e quais melhorias propõem para a formação docente, condições de trabalho e a educação geográfica em geral. A metodologia consistiu na análise de conteúdo de 130 formulários eletrônicos preenchidos por professores da RPE-DF no segundo semestre de 2021. Os resultados indicam que as principais propostas para um bom ensino de Geografia focam na melhoria das condições materiais das escolas, incluindo infraestrutura e recursos tecnológicos. Os professores demonstraram maior domínio em Geografia Humana, Geografia Física e saberes da docência, com fragilidades em geoprocessamento, produção científica e tecnologias educacionais. Sobre bom ensino, priorizam o desenvolvimento do pensamento crítico e formação cidadã. As proposições de políticas públicas incluem valorização salarial, melhoria da formação continuada e aprimoramento da estrutura escolar
Relato de Experiência: Estágio Supervisionado I em Geografia no Cursinho Popular Herbert de Souza
Este relato apresenta a experiência no Estágio Supervisionado I, realizado no Cursinho Popular Herbert de Souza, como parte da formação em Licenciatura em Geografia na Unicamp. As atividades foram desenvolvidas em duas turmas com perfis distintos, uma voltada ao Pré-Técnico e outra ao Pré- Vestibular. A proposta pedagógica envolveu a análise de imagens com conteúdo geográfico, com o objetivo de estimular a leitura crítica do espaço e o desenvolvimento de habilidades interpretativas. Inicialmente, os alunos deveriam escolher imagens, analisá-las e produzir textos curtos. Diante da baixa adesão, a proposta foi flexibilizada para incluir diferentes formas de expressão, como vídeos, conversas e debates, o que ampliou a participação dos estudantes. O estágio revelou desafios como o baixo engajamento, a ausência de avaliação formal e as limitações estruturais do cursinho, mas também proporcionou aprendizados significativos no campo didático e na interação com os alunos. A experiência exigiu planejamento contínuo, adaptação de linguagem e atenção às necessidades individuais, favorecendo o desenvolvimento da autonomia docente, a melhoria da comunicação em sala e a compreensão das diversas formas de ensinar e aprender. Ao final do estágio, os estagiários se sentiram mais preparados para os desafios da docência, reconhecendo a importância da prática como elemento essencial da formação profissional
LINGUAGENS COMO MEDIAÇÃO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: uma abordagem da colagem a partir dos conceitos geográficos
As linguagens estão presentes no ensino de Geografia com o objetivo de elucidar as representações do Espaço Geográfico e da realidade política, social, econômica e cultural. Partindo desse pressuposto, desenvolveremos uma atividade a partir de imagens, fotografias e textos para mobilizar as categorias fundamentais da Geografia, com a finalidade de construir uma interlocução do campo geográfico com a arte, através da dinâmica das colagens. Ao correlacionar a Geografia com a Arte, pretende-se abordar a síntese da Colagem como prática experimental e produtora de conhecimento para exemplificar o diálogo destes dois campos científicos a partir das relações interescalares presentes no nível do cotidiano (local-global) e problematizar o processo de aprendizagem no ensino de Geografia. Com isso, relacionamos o Ensino de Geografia e a Arte na medida em que as linguagens podem ser abordadas como uma ação mediadora, na qual a partir da colagem podemos realizar uma transposição didática dos conceitos geográficos, fundamentando-se na arte, promovendo uma melhor integração do processo de ensino-aprendizagem, resultando em uma compreensão crítica da realidade, e consequentemente do Espaço Geográfico, por parte dos alunos. A metodologia consistiu na realização de duas atividades, sendo a primeira na forma de oficina durante a “XIII Semana da Geografia: Geografia em tempos de crise e solidariedade” da Unicamp em outubro de 2024, e depois ocorreu durante a disciplina de Representações e Linguagens no Ensino de Geografia, ministrada pela professora Dra. Tânia Seneme do Canto no Instituto de Geociências (IG - Unicamp) em abril de 2025. Elas foram realizadas em quatro etapas metodológicas: 1. O primeiro momento consistiu na divisão dos participantes em grupos de no máximo 5 pessoas e assistiram aos vídeos problematizadores dos conceitos geográficos; 2. No segundo momento, escolheram alguns escritos sobre os três conceitos da geografia- território, lugar e paisagem nas línguas Romeno, Esperanto e Catalão; 3. Tentaram interpretá-los e partilharam com seus grupos o que foi possível compreender, extrair ou vincular dos trechos disponibilizados sem a utilização de pesquisa na internet; 4. A partir das discussões realizadas em grupo, realizaram uma colagem que exprime o que conseguiram interpretar considerando também a contribuição dos vídeos apresentados anteriormente, utilizando os materiais contidos na mesa para a formulação das colagens. Por fim, os produtos gerados na forma das colagens dos grupos possibilitaram a construção de diferentes entendimentos acerca dos conceitos basilares do campo geográfico - território, lugar e paisagem, conforme os relatos nas apresentações e houve diferenciação dos produtos acerca das diretrizes durante a confecção da colagem em relação a autonomia da escolha do dimensionamento do plano de fundo
CONTRIBUIÇÕES DE UM ESTUDO DE CASO SOBRE A GEOGRAFIA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) NO CENÁRIO POLÍTICO E EDUCACIONAL BRASILEIRO
O presente texto tem por objetivo descrever os resultados da pesquisa de Iniciação Científica (IC) denominada “Perspectivas de um estudo de caso sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no cenário político e educacional brasileiro”. Em um primeiro momento, dissertaremos brevemente sobre o panorama geral da EJA enquanto política pública nacional voltada para a erradicação do analfabetismo. Em seguida, buscaremos problematizar o debate sob uma perspectiva escalar, contrapondo a eficiência dessas políticas de acordo com o nível de abrangência das mesmas, partindo do coletivo, o território brasileiro, para o individual, a unidade escolar. Na sequência, convencidos da tarefa de ampliar o grau de detalhamento por meio de uma análise inscrita no território da escola, apresentaremos os resultados obtidos por meio da pesquisa quali-quantitativa realizada com os estudantes do CIEJA Paulo Emílio Vanzolini. O objetivo central dessa pesquisa foi reconhecer as principais características que mais bem descrevem o perfil discente, sem perder de vista os elementos que compõem uma análise geográfica, como o território, a renda, a identidade e a vida no contexto urbano. Por fim, discutida a diversidade dos aspectos socioeconômicos e identitários que foram observados, relacionaremos os achados da pesquisa com alguns fatores sociais do presente que minam a permanência estudantil na EJA, descrevendo novas barreiras e reforçando desigualdades que ainda se projetam contra a permanência estudantil.
INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO NA AULA DE GEOGRAFIA: uma proposição de percurso didático
O presente trabalho volta-se para a inclusão de estudantes com altas habilidades/superdotação nas aulas de Geografia e tem como objetivo principal: discutir, com base no conceito de mediação didática, uma possibilidade de inclusão de estudantes com altas habilidades/superdotação nas aulas de Geografia, por meio da elaboração de um percurso didático sobre o continente europeu para turma de nono ano dos anos finais do ensino fundamental. A mediação didática é discutida assim como o enriquecimento e a mobilização de múltiplas linguagens ao longo dos momentos do percurso didático. A pesquisa se configura como de caráter qualitativo, utilizando-se dos procedimentos metodológicos da revisão bibliográfica e pesquisa documental, além da elaboração da proposta de percurso didático. Concluí-se, por fim, que é necessário superar a concepção onde se afirma que estudantes com altas habilidades/superdotação não precisam de uma figura mediadora no seu processo de ensino e aprendizagem, sendo todos eles autodidatas buscando assim avançar no debate da inclusão deste público no âmbito educacional
CARTOGRAFIA ESCOLAR E A HISTÓRIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA NO BRASIL (1801-1900): uma revisão sistemática de literatura
Neste artigo se apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre o papel da cartografia no ensino de Geografia no Brasil durante o século XIX, enfocando a história da disciplina e os mapas escolares como objetos didáticos. Pretendemos analisar de forma preliminar a produção historiográfica (dissertações e teses) a respeito do tema - identificando aspectos centrais para caracterizar a relação entre cartografia e Geografia nesse contexto. Como procedimento metodológico, a revisão sistemática é um tipo de pesquisa que utiliza como fonte a literatura sobre determinado tema. Esse tipo de investigação dispõe um resumo das dos dados mediante a aplicação de métodos sistematizados de busca, análise e síntese. Ao realizarmos a busca, encontramos 67 resultados, dos quais 31 eram repetições. Dos 36 títulos únicos, 34 foram eliminados a partir de critérios estabelecidos a partir da centralidade do debate no tema. Dessa forma, nos deparamos com 2 trabalhos, Boligian (2010) e Oliveira (2010), para realizar a análise. Como resultados, verificamos que os mapas não eram comuns em materiais didáticos do século XIX tanto por razões objetivas como as dificuldades para a impressão, tanto pela orientação tradicional e mnemônica que a Geografia assumia até então. Dessa forma, em muitos livros, a cartografia aparece como conteúdo, mas não como representação espacial