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Letramento midiático, educação ambiental e tecnologias intermediárias em escolas primárias angolanas: Testando uma abordagem do desvio positivo
Apresentamos resultados parciais de um projeto de pesquisa em curso que articula o letramento midiático e a educação ambiental usando metodologias participativas do tipo "bottom-up" para promover, implementar e documentar próprias da comunidade para o enfrentamento de desafios socioambientais. A metodologia consiste em oferecer quatro oficinas em quatro escolas públicas na província do Cuanza Sul, Angola, numa abordagem típica de baixa tecnologia, que utiliza recursos de mídia disponíveis, cenários, atores sociais e fontes locais de informação. Utilizamos a contribuição do desvio positivo, que, em vez de perguntar "O que está errado?", indaga "O que funciona aqui?"; em vez de "O que falta na comunidade?", pergunta "O que podemos construir aqui?". As oficinas integram os componentes curriculares de quatro disciplinas: Língua Portuguesa, Geografia, Ciências Naturais e Educação Moral e Cívica. Os materiais produzidos pelos participantes e suas manifestações verbais espontâneas durante as oficinas foram analisados com base no conceito de tecnologias intermediárias de Ernst Friedrich Schumacher e seus seguidores, e na leitura crítica da comunicação mediática baseada nos Estudos Culturais. Os resultados parciais sugerem que, mais do que ter recursos tecnológicos disponíveis, é crucial estabelecer um processo autêntico de comunicação, que tire proveito do minimalismo como uma forma de expressão criativa dos alunos, sujeitos que terão de lidar com os desafios diários das mudanças climáticas
OS SINTOMAS DO/NO CORPO FEMININO: DIÁLOGOS ENTRE PSICANÁLISE E ANÁLISE DO DISCURSO MATERIALISTA
O corpo feminino foi historicamente objetificado e submetido a normas que reforçam ideais inalcançáveis, sustentados por discursos midiáticos. Tais ideais geram tensões entre o ideal e o real, contribuindo para o adoecimento psíquico e somático das mulheres. Este artigo propõe uma análise discursiva qualitativa sobre como discursos históricos e contemporâneos contribuem para a inscrição de sintomas psicossomáticos no corpo feminino. A partir da interlocução entre Psicanálise e Análise do Discurso (AD) materialista, desloca-se a noção de corpo biologizante para compreendê-lo como lugar de inscrição de redes de memória constitutivas do eu. Considerando os discursos que circunscrevem o corpo da mulher, evidencia-se como tais construções simbólicas moldam subjetividades. Revisitando os estudos freudianos sobre a histeria, propomos compreender o corpo feminino como palco de tensões culturais e inconscientes. Ao desconstruir a visão biologizante, destacamos o corpo como construção discursiva e social, central para os debates contemporâneos sobre saúde mental, subjetividade e cultura.
 
“JÁ NÃO SOU MAIS INVISÍVEL”: : A UNIDADE AFETIVO-COGNITIVA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
O objetivo deste artigo é apresentar uma pesquisa desenvolvida para a conclusão do curso de Psicologia que buscou compreender e analisar como a unidade afetivo-cognitiva se expressa em estudantes da Educação de Jovens e Adultos em processo de alfabetização. Tendo como estofo teórico-metodológico os estudos de Vigotski e a Psicologia Histórico-Cultural, a coleta de dados contou com a realização de entrevistas semiestruturadas junto a três estudantes da Educação de Jovens e Adultos de uma cidade no interior do estado de São Paulo. Analisando os dados por meio da metodologia dos núcleos de significação, foi possível identificar vivências socioculturais potencialmente atreladas à busca e permanência dessas pessoas pela educação formal e, dessa forma, analisar como a unidade afetivo-cognitiva pode ser entendida como força motivadora para o contexto de alfabetização. A partir disso, entende-se a importância de que os aspectos afetivos sejam tomados enquanto objeto de estudo pela Psicologia e pela Educação para que possam ser utilizados a favor da aprendizagem, levando em conta a influência dos elementos sociais na construção do conhecimento. Constata-se ainda a inegável influência que a unidade afetivo-cognitiva desempenha sobre o desenvolvimento humano como um todo, ao passo que é dialeticamente determinada por ele
La Visión Liberadora de Medellín en la Teología Feminista
En este artículo, la autora explora la problemática central y Ias posibies alternativas para confrontar Ia urgente problemática de la migración en eI contexto actual de la giobalización de los mercados. Tomando como eje articulador de su reflexión eI princípio "subjetividad de la persona humana vivente", la autora argumenta en favor de una reconceptualización teórico-política de la humanidad migrante em términos de rebelión y resistência, y de la globalización en términos democrático-interculturales que hagan viables los derechos humanos. Esta tarea exige tomar en cuenta la experiência religiosa de la humanidad migrante, así como el trabajo activo de las iglesias por la actualización de la justicia y la igualdad en términos sitémicos
A Hokmah bem humorada
Este artigo traz um estudo sobre o símbolo da sabedoria Cf!okmah) apresentada na figura de uma mulher em Provérbios 1-9. Um estudo comparativo desse símbolo dentro da mesma unidade e com outros textos bíblicos leva a perceber suas raízes no fortalecimento da casa, da família e da mulher, no período pós-exílico. O estudo da história das religiões, e descobertas importantes realizadas pela pesquisa arqueológica permitem perceber a memória do culto às deusas do antigo Israel, por trás da elaboração desse símbolo
Religião, literatura e o eu: interfaces do feminino na estética de Adélia Prado
Religião, literatura e o eu:interfaces do feminino naestética de Adélia Prado
Corpo de mulher, corpo culpabilizado
A motivação do presente estudo surgiu no trabalho com grupos populares de mulheres, quando percebi o quanto elas apresentavam, repetidamente, um aspecto na sua vida cotidiana: a culpa. De uma ou de outra forma, esta culpa aparecia especialmente em seminários em fins de semana, longe de suas casas e famílias. Culpa em relação aos filhos/as que ficavam sem os cuidados delas, à casa que ficava "largada" e ao marido que ficava abandonado. Qualquer atividade a que se propW1ha fazer, que saia fora das atividades domésticas obrigatórias e costumeiras, traz no seu bojo este sentimento construído jW1to com a própria identidade da mulher
Mulher negra, adepta do Candomblé e o aborto
De junho a começo de setembro de I 993, periodo em que este trabalho foi realizado, as mulheres entrevistadas tinham de 25 a 63 anos; 10 delas tinham filhos; 5 moravam com seus maridos; 4 com companheiros; 2 eram viúvas; 3 solteiras. Uma das solteiras era contra o aborto; 13 já viveram essa experiência. Todas vivenciavam sua sexualidade
Apresentação
Encontrar mandrágoras nos campos da terra palestinense não era algo freqüente. No caso da produção literária teológica feminista brasileira também não é tão fácil achá-la. Precisamos procurá-la pelos campos. Ainda é fruta rara! E quando a encontramos, alegramo-nos muito. Oferecemos a vocês um pouco destes frutos que colhemos para esta segunda Mandrágora