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Editorial
municação & Sociedade, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo (PósCom-Umesp) encerra 2022 com a publicação de artigos científicos de pesquisadores de universidades brasileiras de quatro regiões diferentes, além de trabalhos de pesquisadores internacionais da América Latina e da Europa, de modo a permitir que nossa comunidade científica tenha acesso às pesquisas recentes e de impacto em nossa área de estudos comunicacionais
Morte e epistemicídio: silêncios e ausências nas produções acadêmicas em Comunicação sobre assassinatos
O objetivo deste artigo é compreender como as mortes violentas de pessoas comuns e suas reverberações midiáticas são tratadas no campo da Comunicação, com foco na construção de sentidos sobre a violência e na abordagem de sua condição estrutural. Para isto, analisamos artigos sobre a cobertura midiática de assassinatos, publicados em 26 periódicos do campo comunicacional, classificados com Qualis Capes A2 e B1. A partir dos modos de identificação das vítimas e das circunstâncias de aparição das mortes, em interação com as formas de nomear a violência, presentes nas dimensões empírica e analítica dos artigos, elaboramos um panorama dos silêncios e ausências nas construções epistêmicas midiáticas e acadêmicas sobre a violência no Brasil
Infância, adolescência e TICs: uma década de pesquisa em Educação, Psicologia e Comunicação
Este artigo objetiva mapear pesquisas de mestrado e doutorado sobre crianças, adolescentes e TICs nas áreas de Comunicação, Educação e Psicologia, nos últimos 10 anos. O levantamento usou as bases de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Foram analisados 215 trabalhos, considerando categorias temáticas, sujeitos de pesquisa, métodos e técnicas de coleta e análise de dados. Apesar da fragilidade de indexação das bases de dados, o que resultou em um estudo não exaustivo, a análise revelou que “acesso e uso”, “mediação”, “aprendizagem”, “apropriação” e “consumo” foram as temáticas mais abordadas pelas três áreas. Temas de grande relevância no debate público de hoje sobre a esfera virtual (como cyberbulling, discurso de ódio e direitos digitais) emergiram pouco do corpus. Os adolescentes são os sujeitos prioritários, seguidos por crianças e professores. Prevalecem pesquisas qualitativas e de postura implicada, com uso preferencial de técnicas clássicas das ciências humanas e sociais na obtenção de dados, como observação, entrevista e questionário. Dentre as abordagens metodológicas mais utilizadas, destacaram-se etnografia, pesquisa exploratória, estudo de caso, pesquisa participante e análise de conteúdo
Editorial
O segundo número do volume 45 da revistaComunicação & Sociedade, do Programa de Pós--Graduação em Comunicação Social da UniversidadeMetodista de São Paulo (PósCom-Umesp), traz artigoscientíficos de pesquisadores de universidades públicas,privadas e confessionais de seis estados brasileiros (RioGrande do Sul, Paraná, São Paulo, Distrito Federal,Bahia, Ceará) de quatro regiões, além de pesquisadorinternacional argentino, de modo a permitir que nossacomunidade científica tenha acesso às pesquisasrecentes e de impacto em nossa área de estudoscomunicacionais
Políticas de tecnologias educacionais: interdisciplinaridades e práticas de inclusão digital
O trabalho propõe analisar as políticas de tecnologias educacionais Programa Nacional de Tecnologia Educacional – PROINFO e Programa um Computador por Aluno – PROUCA em diálogo com a interdisciplinaridade. Para abordar os programas como política, utiliza-se como referencial Ball e Bowe (1998) quando discutem o ciclo de políticas. A interdisciplinaridade como relação pedagógica e dialógica é discorrida a partir de Fazenda (2008) em colaboração ainda com Souza e Fazenda (2017), que relacionam tecnologias, currículo e interdisciplinaridade. A discussão sobre inclusão digital como processo de apropriação das tecnologias digitais de forma ativa, participativa e propositiva é contemplada por Pereira (2006) e Bonilla (2005). Conduziu-se a pesquisa a partir de análise documental em documentos oficiais dos programas governamentais. Além disso, um formulário eletrônico foi elaborado e enviado a três docentes de duas escolas públicas, atores de tais propostas. Os resultados evidenciam que as propostas dos programas se apresentam propícias ao desenvolvimento de práticas interdisciplinares, todavia, as lacunas sentidas pelos docentes no contexto da prática, ecoam como fator desfavorável à imersão das tecnologias digitais sob a perspectiva interdisciplinar
Idosos na educação de jovens e adultos no município de João Pessoa: uma realidade visível
Considerando as pesquisas demográficas realizadas no Brasil nos últimos anos, percebe-se o envelhecimento natural da população brasileira. Desse modo, em vários espaços sociais é possível vislumbrar uma forte presença de indivíduos que já ultrapassaram os 60 anos de idade e entraram na categoria dos idosos. À baila desse novo movimento, o presente artigo busca analisar os dados quantitativos que registram a presença de educandos idosos nas escolas municipais de João Pessoa-PB, demostrando, assim, que as unidades que atendem a EJA sinalizam para o estreitamento entre o atendimento de idosos no contexto educacional e o crescimento desse público no contexto da sociedade. Trata-se de um estudo qualitativo, teórico, que busca nos dados apresentados no Censo Escolar de 2014 a 2018 analisar a presença desse substrato social como sujeitos da EJA. Os dados revelados trazem à tona o debate sobre o direito à educação, previsto em diversos documentos oficiais, como o Estatuto do Idoso (2003), entre outros, além de ampliar o debate acerca do papel da escola e sua postura frente a essa demanda que vem se tornando crescente. Diante da presença dos idosos na escola, torna-se necessário preparar essas unidades para um novo desafio social, o envelhecimento da sociedade. Por fim, o estudo possibilitou compreender que os dados numéricos apontam para a presença dos idosos no contexto educacional, favorecendo inclusive a ampliação do debate sobre o modelo de escola que atende a esse outro perfil de educandos
Representações de graduandas de educação física sobre corpo, mulher e mídia
O trabalho problematiza percepções de estudantes sobre a relação entre corpo, mulher e mídia. A perspectiva culturalista e os estudos de gênero foram adotados como aporte teórico para a investigação. O objetivo foi compreender, a partir de suas narrativas, como as representações midiáticas afetam o olhar das estudantes a respeito de seus corpos, bem como qual o impacto que atribuem às influências da mídia na produção do corpo da mulher. A pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, utilizou-se de grupo focal com seis graduandas, as quais se autorrepresentavam como mulheres e cursavam o último período do curso de formação inicial em Educação Física, em uma instituição de ensino superior pública do interior do estado de Minas Gerais. Identificou-se que, para as colaboradoras, “ser” mulher se conecta com representações sociais e que as influências da mídia sob seus corpos se estabelecem na construção de padrões corporais esperados socialmente para as mulheres. De acordo com as estudantes, tal fato produz sentimentos negativos com relação ao próprio corpo, estabelece classificações e hierarquizações entre as mulheres e impacta nas possibilidades de reconhecimento profissional, no que se refere à futura inserção no mercado de trabalho, especialmente quando da atuação como profissional liberal, em acadêmicas de ginástica e musculação
Outras hegemonias em pesquisas sobre currículos transnacionais
Este artigo destaca concepções curriculares contra-hegemônicas aos modelos imperantes e aponta possíveis epistemologias que se contrapõem às matrizes do neoliberalismo. A pergunta central pode, assim, ser resumida: O que é ser contra-hegemônico, ou o que é o “outro” frente às epistemologias neoliberais, os valores da globalização financeira, a ética da produtividade e do consumo sem fim? Desta pergunta, surgem outras. Para respondê-las, o trajeto pelos currículos de quatro países do Mercosul – Paraguai, Uruguai, Argentina e Venezuela –, evidencia formas diferenciadas para que os estudantes possam conhecer, analisar as múltiplas culturas, diagnosticar a realidade dos territórios em que vivem para participar melhor deles. Os currículos investigados apontam, explicitamente, a intencionalidade na construção de uma identidade sul-americana, que apresenta uma combinação entre temáticas universais e abordagem regionalista. Analisa-se aqui o documento-proposta feito em reunião plenária do Conselho Nacional de Educação (CNE), que apresenta os fundamentos para a construção de uma base curricular transnacional para constituir os currículos para a educação pública dos países do Mercosul, buscando uma nova hegemonia para países de culturas, economias e territórios diferentes, mas aproximados pela colonização ibérica e pelos destinos políticos comuns da história recente
Revisão de literatura sobre a experimentação investigativa no Ensino de Ciências
Este trabalho tem por objetivo realizar uma revisão de literatura sobre o assunto Experimentação Investigativa no Ensino de Ciências. Para isso, fez-se uma busca em 6 periódicos de classificação Qualis Capes A1, A2 e B1 de Ensino de Ciências, no período de 2010 a 2019. Nessa busca foram encontrados 83 artigos sobre Experimentação no Ensino de Ciências, sendo que apenas 22 tratavam da Experimentação Investigativa. A partir desses artigos, foram realizadas as leituras que emergiram em duas categorias de análise: i) Experimentação Investigativa na Formação Inicial e Continuada de Professores; ii) Experimentação Investigativa na Educação Básica. Os dados dos artigos foram analisados com embasamento da Análise de Conteúdo de Bardin e, a partir da leitura, pode-se constatar que a Experimentação Investigativa demonstra potencial como estratégia metodológica nos processos de ensino e aprendizagem no Ensino de Ciências e na formação de alunos críticos e investigativos, contribuindo na construção do conhecimento científico
Editorial
A Revista Comunicações tem o prazer de publicar seu vol. 28, nº 2 (2021), o que consideramos um feito grandioso, do qual nós da Comissão Editorial muito nos orgulhamos, levando-se em consideração o contexto pelo qual passamos. A Pandemia da Covid-19 vem arrefecendo neste ano de 2021, mas, ainda em estado de vigilância, lidamos com suas trágicas marcas, com a ausência daqueles que se foram, com as mazelas de uma sociedade muito desigual, com a volta paulatina do ensino presencial para crianças, jovens e adultos de todas as etapas e níveis de ensino