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A doença do abandono e da perda:história oral com moradores da Comunidade Santa Marcelina, em Rondônia
A partir das narrativas dos moradores da Comunidade Santa Marce!ina, em Rondônia, ex-portadores da hanseníase, discutem-se as percepções sobre o confinamento familiar e social sofrido e, principalmente, se busca compreender qual a visão de mundo e as expectativas de vida dessas pessoas. Também nos interessa pensar as questões de gênero a partir de uma doença que marca no próprio corpo: o estigma. E como isso se relacionava com os discursos sobre a doença, que no principio da formação da comunidade era religioso e passou, com o tempo e com a especialização do hospital, para um discurso médico
Podem estes Ossos Viver? Críticas Feministas à Redenção
Este artigo trata do tema da violência familiar, de como a teologia clássica serviu para legitimar a violência perpetrada por homens contra mulheres e crianças, dentro da família patriarcal. Parafraseando um texto de Ezequiel, ele fala dos "ossos secos" que representam a morte, para os que sofrem e vivem numa situação de violência. Através de imagens, as autoras mostram como a teologia mistificou as relações de violência de gênero, através da doutrina da redenção pela cruz de Jesus, que tentou explicar esta morte como um sacrifício pelo pecado e uma vitória sobre suas conseqüências. A doutrina da redenção, numa variedade de formas, teve conseqüências devastadoras, por prender as vítimas em ciclos de violência. Esta doutrina reapresenta o sofrimento e a vitimização como uma necessidade espiritual e moral. As autoras afirmam que esta foi uma mistificação teológica do cristianismo, porque a execução de Jesus vai permanecer na história como um evento de terrorismo de Estado. Elas dão ênfase na vida, na vida em abundância - carne e sangue - para resistir ao sofrimento e ao mal. Concluem que precisamos de vida - carne e sangue - sobre os velhos ossos secos ..
ENTREVISTA com Maria José Fontelas Rosado Nunes
Por dez anos a professora Maria José, a "Zeca", foi professora na Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo - Umesp - e dedicou-se à coordenação do Núcleo de Estudos Teológicos da Mulher na América Latina - Netmal
Gênero, religião e modernidade
A pergunta pelas novas composições religiosas, fruto da modernidade, não escapa aos questionamentos de gênero. Pensar as mais diversas expressões religiosas, em sua forma institucionalizada ou não, demanda perguntar pelas construções de gênero que marcam seu discurso e suas práticas rituais, sua cosmovisão e seu ethos. Gênero, Religião e Modernidade, a escolha do tema da Mandrágora 1 O traduz a preocupação que acompanha a revista desde o seu primeiro número: entender o binômio gênero e religião a partir do debate de temas que nos tocam em nosso cotidiano
Ilê Leuiwyato - Uma experiência em muitas vidas
Perceber como os papéis sociais são assumidos no interior da comunidade é o objetivo desse artigo. Descreve o espaço sagrado, a relação com os orixá 1 feminino e masculino e o cotidiano profano, no qual mulheres e homens vivem a dicotomia entre o público e o privado
Tragédia, epopeia e lírica: as narrativas das mulheres do Antigo Testamento
Este artigo apresenta uma análise literária dos livros de Rute, Judite e Ester, os únicos livros do Antigo Testamento que têm protagonistas mulheres. Trata-se de uma leitura acerca do caráter de eleição dessas trêsmulheres por conta da ação e função empreendidas por elas dentro de três narrativasbíiblicas estruturadas em três gêneros literários - tragédia, epopeia e lírica
Debate televisivo: espaço aberto para integração de meios de comunicação e do marketing político
O artigo discute como a integração entre dois meios de comunicação pode ampliar a discussão proposta por candidatos ao governo do estado de São Paulo na esfera pública digital. Por meio da análise de contingência de postagens e de sites de mídias sociais durante o debate dos candidatos transmitido pela TV Bandeirantes, em 2022, discutimos o conjunto dos dados a partir da ótica da esfera pública, comunicação política e opinião pública. O resultado aponta que a estratégia usada pelos postulantes gerou repercussão positiva e negativa no Twitter, além de ampliar o market share. Entretanto, apesar dos ganhos obtidos, identificamos a ausência de planejamento para aproveitar as manifestações voluntárias que ocorreram durante o debate, mensagens que carregam elementos indutores para motivar as massas
BUDISMO EM THICH NHAT HANH E EM CHÖGYAM TRUNGPA RINPOCHE NO PENSAMENTO DA EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA DE BELL HOOKS
This article aims to highlight some points of intersection between bell hooks\u27 libertarian education thinking, her Black feminism, and critique of sexism, racism, military imperialism, and dogmatic religiosity, through its relationship with the Buddhism of Thich Nhat Hanh and Chögyam Trungpa Rinponche. Both Hanh\u27s activist and pacifist Zen Buddhism and Tibetan Buddhism, which critiques the self and alienation associated with magic and sexual liberation, brought relevant analytical dimensions of a critical attitude toward the present, through mindfulness and the hope of a process of community teaching associated with transgressive education and positioned against racism, sexism, domination, sexual and gender oppression, as well as a strong critique of weaponry and self-centered religiosity. Thinking with the concomitance of action without losing sight of the common, seeking a critical embrace, was a significant contribution of Buddhism to bell hooks\u27s Black feminist thought, a process of self-care and urban care.Este artículo busca destacar algunos puntos de intersección entre el pensamiento educativo libertario de bell hooks, su feminismo negro y su crítica al sexismo, el racismo, el imperialismo militar y la religiosidad dogmática, a través de su relación con el budismo de Thich Nhat Hanh y Chögyam Trungpa Rinponche. Tanto el budismo zen activista y pacifista de Hanh como el budismo tibetano, que critica el yo y la alienación asociados con la magia y la liberación sexual, aportaron dimensiones analíticas relevantes de una actitud crítica hacia el presente, a través de la atención plena y la esperanza de un proceso de enseñanza comunitaria asociado con una educación transgresora y posicionado contra el racismo, el sexismo, la dominación, la opresión sexual y de género, así como una fuerte crítica al armamento y la religiosidad egocéntrica. Pensar con la concomitancia de la acción sin perder de vista lo común, buscando una aceptación crítica, fue una contribución significativa del budismo al pensamiento feminista negro de bell hooks, un proceso de autocuidado y cuidado urbano.Este artigo visa trazer alguns pontos de intersecção entre o pensamento da educação libertária de bell hooks, no seu feminismo negro de crítica ao sexismo, ao racismo, ao imperialismo bélico-militar e à religiosidade dogmática por meio da sua relação com o budismo de Thich Nhat Hanh e de Chögyam Trungpa Rinponche. Tanto o zen budismo ativista e pacifista de Hanh quanto o budismo tibetano de crítica do eu e da alienação associado à magia e à liberação sexual trouxeram dimensões analíticas relevantes de atitude crítica face ao presente na atenção plena e no esperançar de um processo do ensinar comunidade associado à educação transgressora e posicionada contra o racismo, o sexismo, à dominação, à opressão sexual e de gênero bem como de crítica contundente ao armamento e à religiosidade autocentrada. Pensar com a concomitância da ação sem perder a atenção do comum em busca de um acolhimento com crítica foi uma considerável contribuição do budismo ao pensamento feminista negro de bell hooks para um processo de cuidado de si e da cidade