Escola Superior de Teologia, São Leopoldo: Periódicos da Faculdades EST
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    VOCAÇÃO POLÍTICA DA IGREJA EM TEMPOS SOMBRIOS: DENÚNCIA DE DIETRICH BONHOEFFER AO MESSIANISMO POLÍTICO

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    O artigo apresenta, posto que em síntese, a importância da política na vida social e, ato contínuo, o conceito de messianismo na política. Isto posto, a partir da compreensão de igreja na teologia de Dietrich Bonhoeffer o artigo traz subsídios para uma crítica ao messianismo político atualmente em voga no Brasil, da parte de alguns setores da igreja evangélica.

    RELIGIÃO MATERIAL. O ESTUDO DAS RELIGIÕES A PARTIR DA CULTURA MATERIAL

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    Os estudos das religiões a partir da cultura material, ainda, não é tão difundido no Brasil. Seu desenvolvimento mais significativo tem ocorrido nas pesquisas voltadas para a experiência da escravidão e do seu legado. A tese de Patrícia Rodrigues de Souza, intitulada Religião Material: O Estudo das Religiões a partir da Cultura Material, quer apresentar a Cultura Material como abordagem aplicada ao estudos das religiões, isto é, mostrar a potencialidade de tal método. A tese oferece, ainda, ricas informações bibliográficas. Nesta Nota Bibliográfica, num primeiro momento teceremos algumas observações de cunho geral sobre a tese e a cultura material, percorremos, em seguida a estrutura da tese e finalizamos indicando alguns tópicos significativos que convidam nossa reflexão

    A CONTRIBUIÇÃO DO PENTECOSTALISMO NA PROMOÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DOS NEGROS

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    O Brasil foi o último país do mundo a abolir o regime escravocrata. A escravidão foi intensa nas terras brasileiras, a ponto de criar costumes, normas e profundas desigualdades. Nos Estados Unidos, especifi camente em Los Angeles, no século XIX e início do século XX, não ter relações com pessoas negras signifi cava boa reputação e dignidade. Igualmente intensa foi (e ainda é) a luta em defesa dos direitos humanos dos negros. Nesse contexto, a Missão da Fé Apostólica, na rua Azusa, em Los Angeles, entre os anos 1906 a 1909 é referência fundamental. Naquela comunidade, homens e mulheres, brancos e negros participavam juntos das reuniões litúrgicas e conviviam em comunhão uns com os outros. O combate ao racismo naquela comunidade pentecostal era uma doutrina ensinada por William Seymour, o bispo da igreja, considerado o fundador do pentecostalismo. O presente texto tem como objetivo apresentar a contribuição do pentecostalismo da Missão da Fé Apostólica na promoção dos direitos humanos dos negros. Para os autores, a comunidade pentecostal sob a liderança de William Seymour é exemplo a ser seguido pelas igrejas cristãs brasileiras no que se refere ao combate a toda discriminação em virtude da cor da pele, contribuindo para a construção de uma sociedade livre e justa, com igualdade e solidariedade

    Editorial

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    Editorial 2020/01

    Promessa, milagre e sacrifício: Aspectos da fenomenologia religiosa do dom e a permanência do impasse d’O Pagador de Promessas

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    Este artigo apresenta uma reflexão acerca das complexas problemáticas religiosas da obra O pagador de promessas (1959), de autoria de Alfredo Dias Gomes. Ao completar 60 anos, a obra teatral continua viva em suas questões centrais: o compromisso de fé, o rigor eclesiástico e a intolerância religiosa, numa teia inconciliável de interpretações entre os actantes. Com base em uma análise da obra literária, das suas versões cinematográfica e televisiva e de estudo bibliográfico, o artigo tem como objetivo destacar e analisar sistematicamente algumas categorias do fenômeno religioso e algumas de suas linguagens: o sagrado, o mito, o rito e a troca. Na análise das fontes, foi utilizado o método fenomenológico, considerando a construção e transação de sentidos entre os sujeitos e suas múltiplas determinantes decorrentes da força das estruturas sociais. Como resultado, temos um exercício dialógico entre expressões artísticas e um estudo empírico e aplicado nas ciências da religião, validando conceitos, categorias e indicadores que, na arte, produzem convergência com os consensos da reflexão científica

    A RELEVÂNCIA DE UMA TEOLOGIA DA CIDADANIA NA CONTEMPORANEIDADE

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    As pesquisas sobre teologia pública têm recebido destaque no contexto brasileiro desde o início dos anos 2000, em especial desde as iniciativas do Instituto Humanitas da UNISINOS com seus Cadernos Teologia Pública e a partir das reflexões oriundas das Faculdades EST também em São Leopoldo, mais especificamente em sua série dedicada à teologia pública. Uma das principais construções nesse horizonte tem sido a assim chamada teologia da cidadania. O presente texto apresenta a análise de um mapeamento acerca da relação entre teologia e cidadania no horizonte da teologia pública, por meio da seguinte estrutura: 1. Apresenta-se o estado da discussão da teologia da cidadania no contexto brasileiro; 2. O segundo momento busca integrar os resultados da revisão de literatura disposta no primeiro tópico com aquela proposta de teologia da cidadania de Rudolf von Sinner. 3. À guisa de conclusão apresenta-se a pertinência de um discurso teológico adequado ao ambiente acadêmico e sensível à realidade daqueles e daquelas mais vulneráveis, sobretudo em tempos de crise como aqueles vividos na contemporaneidade

    A RELAÇÃO ENTRE DIGNIDADE HUMANA E NÃO VIOLÊNCIA NO MAGISTÉRIO PONTIFÍCIO

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    O presente artigo apresenta a correlação entre não violência e dignidade humana a partir de um mapeamento do termo “não violência” nos textos do magistério dos papas. Originada no jainismo, a ideia da não violência foi defendida no último século sobretudo por Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr. Foi absorvida pelos papas do pós-Concílio Vaticano II a partir do diálogo inter-religioso e intercultural, embora seja tida também por eles como inerente à fé cristã. Paulo VI foi o primeiro papa a utilizar a expressão “não violência” em seus textos, sendo que o primeiro uso remonta a 1964. João Paulo II destacou que o fundamento da não violência é o reconhecimento da dignidade humana, no que foi seguido por seus sucessores, Bento XVI e Francisco, cada um a seu próprio modo. Como resultado, nota-se a força de sentido da não violência em sua possibilidade de contribuição a uma ética pública, como elemento de destaque no diálogo inter-religioso e como resistência às formas religiosas de expressão que se caracterizam justamente pelo ódio e pela violência

    ENTRE O REINO E GOVERNO: UMA EXISTÊNCIA PARA ALÉM DO DIREITO POSITIVO E DA PROPRIEDADE

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    No âmbito do método genealógico, este artigo investiga o poder soberano moderno, bem como o estado de exceção que o constitui. Aponta para uma reflexão acerca das possibilidades de uma existência fora da esfera da propriedade e do direito positivo, a partir da compreensão sobre o uso e da ideia de forma-de-vida. Articulando conceitos próprios à teologia e à filosofia, com direta repercussão nos estudos sobre a teologia política e sobre a teologia econômica, apresenta, em um primeiro plano, as teses do pensador contemporâneo Giorgio Agamben referentes à tensão e, ao mesmo tempo, à complementariedade entre os conceitos de autoridade (auctoritas) e de poder (potestas), glória e glorificação, no que ele denomina por máquina governamental. Na sequência, debate a perspectiva agambeniana de desmontagem dos dispositivos atuais de governo no caminho da inoperosidade, ou da forma-de-vida, pelo que se revela a não necessidade da propriedade

    O Magnificat: Maria e Miria, mulheres de uma fé vivida, cantada e ensinada

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    O presente artigo, em forma de uma breve abordagem bíblica, com nuances de hermenêutica e intertextualidade e um fazer memória do trabalho e missão de Miria Kolling, visa demonstrar a relação da mulher com a liturgia, com os elementos do culto litúrgico, destacando-se a música litúrgica, sem deixar de vislumbrar a presença feminina no ato de adorar a Deus. Cantando, ensinando e exultando. Através ‘dos Magnifcat’, o Poderoso é exaltado e adorado em plenitude, e a igreja, mulheres e homens, nas suas celebrações podem cantar ‘Santo é o seu nome’

    Maria Madalena e a ressurreição de Jesus: uma personagem chave no evangelho de João

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    O presente trabalho tem por objetivo analisar a perícope apresentada por João no capítulo 20.1-18, tendo por foco a teologia joanina, e o contexto da revelação de Deus em Jesus. No entanto, a mensagem contida na ressurreição de Jesus pode ser melhor compreendida quando temos algum conhecimento do cenário histórico daquela época. Veremos como a ressurreição influenciou a vida dos discípulos e em especial Maria Madalena, a primeira evangelista da ressurreição. Cumpre destacar que a primeira testemunha da ressurreição foi uma mulher e, no primeiro século, o testemunho das mulheres não tinham peso jurídico. Assim, o relato, da forma que aparece vai de encontro aos padrões da época, fato que indica que o Evangelho de João não teve por objetivo fraudar o relato da ressurreição de Jesus. Para tanto, o presente artigo usará mão a literatura disponível sobre o assunto

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