Portal de Revistas Eletrônicas da Universidade FUMEC
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Do ‘Era Uma Vez’ ao ‘Agora’: intertextualidade e desconstrução de gênero na Campanha ‘Novas Fadas’ da Nike
Esse artigo busca trabalhar a intertextualidade proposta por Kristeva (1980) entre contos de fadas e realidade na peça publicitária da Nike de 2021 “Fadas Novas”, na qual a marca utiliza a “fadinha do skate”, Rayssa Leal e o conto “Cinderela”. A skatista se transforma em uma fada dos tempos pós-modernos e motiva meninas brasileiras a conquistarem seu lugar no mundo através do empoderamento feminino pelo esporte, demonstrando que a mulher não precisa esperar pelo príncipe encantado e sim fazer seu destino como uma nova fada. É feita uma abordagem qualitativa e análise semiótica para examinar a peça em questão. Os teóricos que colaboram com nossos estudos são Bourdieu (1998), Foucault (2003), Butler (2019), Kristeva (1980), Santaella (2001), entre outros
A pesquisa sobre jornalismo esportivo em Programas de Pós-Graduação em Comunicação no Brasil (2018-2023)
Haja vista a carência de metapesquisas interessadas em mensurar e averiguar a pesquisa científica sobre jornalismo esportivo em Programas de Pós-Graduação em Comunicação no Brasil, este estudo oferece uma contribuição para preencher tal lacuna. Atenta-se para a forma como a cobertura jornalística de esportes é contemplada (objeto de estudo ou empírico), a metodologia, modalidades e mídias analisadas e enfoque teórico. Ao todo, são examinados trinta trabalhos (n = 30), sendo 23 dissertações de Mestrado e sete teses de Doutorados, defendidos entre 2018 e 2023. A análise é realizada a partir da Metapesquisa (Mainardes, 2016), sendo este o principal procedimento metodológico adotado. Supõe-se que a maioria tem o segmento jornalístico esportivo como objeto empírico, utiliza de métodos qualitativos, analisam o futebol, as mídias impressas e produções de abrangência nacional, e adotam questões de gênero como fundamentação teórica central. Os resultados indicaram a predominância do jornalismo esportivo como objeto de estudo, de métodos qualitativos, de recortes formados por futebol, televisão e produtos jornalísticos nacionais, além de temas relacionados à representação como enfoque teórico principal
Do Tatame ao Mundo: Jiu-Jítsu Brasileiro um fenômeno midiático entre Apropriação Cultural, Disputa Simbólica e Formação Ética
Este artigo analisa a trajetória do jiu-jítsu brasileiro como resultado de um processo de apropriação cultural que transformou uma arte marcial japonesa em um símbolo nacional reconfigurado, impulsionado pela atuação central da família Gracie. Responsáveis pela consolidação técnica, institucional e midiática da prática no Brasil e no exterior, os Gracie protagonizaram a difusão internacional do jiu-jítsu, culminando na criação do Ultimate Fighting Championship, que alçou a arte marcial ao status de fenômeno global e mercado bilionário. A partir de uma abordagem teórico-crítica e interdisciplinar, o estudo examina os tensionamentos simbólicos, genealógicos e pedagógicos que moldaram o campo, com ênfase nos apagamentos históricos de linhagens como a de Oswaldo Fadda e no silenciamento do legado de Carlson Gracie, cuja pedagogia popular e inclusiva rompeu com o elitismo original da prática. Dada a escassez de documentação crítica no campo esportivo tradicional, recorre-se a fontes alternativas — como biografias, reportagens e produções independentes — para mapear experiências periféricas e insurgentes que ressignificam o jiu-jítsu como espaço de formação ética, cuidado e resistência. O artigo também analisa a experiência educacional de Abu Dhabi, onde o jiu-jítsu foi integrado ao currículo escolar, propondo sua adaptação crítica ao contexto brasileiro. Conclui-se que o jiu-jítsu brasileiro deve ser compreendido não apenas como técnica de combate, mas como linguagem cultural em disputa, cuja potência formativa reside na sua capacidade de articular memória, identidade e emancipação coletiva
Pontapé inicial: o novo jornalismo esportivo na era live streaming
As plataformas de streaming e as redes sociais estão cada vez mais presentes na produção de programas e transmissões esportivas, concorrendo até mesmo com a mídia tradicional. Este artigo enfatiza como as plataformas de streaming causaram transformações no jornalismo esportivo com impactos significativos nos processos de produção, nas formas de narração, nas transmissões e na atuação do jornalista especializado. A obra “Comunicação e Mídia do Esporte” (Rocco Junior, 2024) foi utilizada como referência teórica para a aplicação dos procedimentos metodológicos, em particular, as questões em torno da entrevista semiestruturada (Bernal, 2010). O objetivo foi identificar as tendências, esclarecer e coletar informações mais detalhadas a respeito desse novo cenário, por meio de informações coletadas em reportagens e depoimento de jornalistas e especialistas
O papel das representações jornalísticas na Cultura do Estupro
O jornalismo é, ainda na sociedade pós-moderna, um dos principais meios de informação e absorção de conhecimento. Logo, as escolhas narrativas e estruturais feitas no momento de produção das notícias geram um impacto no cotidiano, pois podem influenciar nas percepções do senso comum, afetando a forma como são interpretados, por exemplo, casos de violência sexual. Por isso, o objetivo deste trabalho é compreender se o jornalismo age diretamente na manutenção da cultura do estupro no cotidiano a partir da presença de representações que culpabilizam mulheres e/ou inocentam homens aos relatar casos de estupro. Para isso, partimos da Análise de Conteúdo proposta por Laurence Bardin (2010) para categorizar matérias jornalísticas e perceber padrões que corroboram para a vigência da cultura do estupro. Utilizamos ainda as ideias de Sodré (2009), Thompson (1998) e Kellner (2001) para fundamentar a relevância das representações midiáticas no cotidiano. Compreendemos que esse cenário permissivo a violências é calcado em instituições sociais que reforçam a dominação masculina através de propagações discursivas, garantindo a manutenção de relações de poder em que a mulher é submissa. Entender os fatores que afetam esse padrão é essencial para aprimorar os debates acerca da violência de gênero em nosso cotidiano. As discussões fomentadas nesse estudo podem auxiliar a compreensão do papel do jornalismo no combate à violência contra mulher, acrescentando novos pontos de debate sobre o cenário da cultura do estupro
A Cisheteronormatividade e a invisibilidade no jornalismo: Análise discursiva das representações de pessoas LGBTQIAP+ no gênero notícia
Resumo: O presente artigo propõe uma reflexão acerca do discurso jornalístico, concebendo-o como elemento estruturante na construção de narrativas sociais. O objetivo geral consiste em investigar, a partir de 30 textos publicados no jornal Folha de S. Paulo, os processos de visibilização e invisibilização de identidades e sexualidades por meio das marcas linguístico-discursivas presentes no gênero notícia. Para a operacionalização da análise, adotou-se como base teórico-metodológica o modelo tridimensional de Fairclough e o inventário sócio-semântico, proposto por Theo van Leeuwen. Os resultados indicam que, embora as representações sejam heterogêneas, os processos comunicacionais tendem a refletir e reproduzir normas, valores e estereótipos relacionados a gênero e sexualidade. Ademais, verificou-se a recorrente exclusão ou apagamento das vozes LGBTQIAP+ nas notícias analisadas, sendo a presença de fontes oficiais predominante, ao passo que sujeitos dissidentes aparecem de forma pontual
MANDATOS COLETIVOS COMO ESTRATÉGIA DE APERFEIÇOAMENTO DA REPRESENTATIVIDADE E CIDADANIA
O presente artigo debate os mandatos coletivos, uma prática que surge espontaneamente no Brasil e de modo paralelo a legislação eleitoral. Pelos mandos coletivos um titular é eleito para efetivamente ocupar o cargo, mas assume já durante a campanha eleitoral o compromisso de compartilhar as decisões com um grupo de pessoas denominados coparlamentares. Em que pese os problemas, especialmente pela ausência de regulamentação do instituto, esse modelo se mostra capaz de ampliar a representatividade do mandado eleitoral parlamentar, dando-lhe maior vigor e abertura para a comunidade. Assim, o artigo elabora conceitos e elementos do mandato coletivo e apresenta suas condições para melhoria da qualidade representativa do mandato parlamentar e, consequentemente, sua utilização como forma de aperfeiçoamento da cidadania pela democracia. Este artigo é desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e confronto com as balizas de democracia da Constituição Federal e o instituto informal dos mandatos coletivos.  
O CONTRATO DE DOMINAÇÃO
In order to discuss the history of racial and gender subordination, one needs to rethink how we do political theory. So the purpose is to conduct a review of the contract’s revisionist tradition and turn it to the theorization of gender and racialjustice. My claim will be that the concept of a “domination contract” can be fruitfully employed to overturn the misleading framework of assumptions of mainstream social contract theory, thereby better positioning us to tackle the pressing issues of “nonideal theory” that, far from being marginal, in fact determine the fate of the majority of the population. The understanding that the most significant claim of social contract theory is that political society is a human construct and not an organic growth is indeed revolutionary. I argue that indeed its full revolutionary significance has yet to be fully appreciated and exploited. For once we understand how far the “construction” extends, we will recognize that it can be shown to apply to gender and race also. Once one recognizes how protean the contract has historically been, and how politically pivotal is its insight of the human creation of society and of ourselves as social beings, one should be able to appreciate that its conservative deployment is a result not of its intrinsic features, but of its use by a privileged white male group hegemonic in political theory who have had no motivation to extrapolate its logic.Para abordar a história de subordinação racial e de gênero, é necessário repensar como fazemos teoria política. Assim, o objetivo consiste em uma análise da tradição revisionista do contrato e de sua transformação em uma teorização da justiça racial e de gênero. Meu argumento é de que o conceito de “contrato de dominação” pode ser empregado de forma produtiva para superarmos os descaminhos dos pressupostos gerais da teoria hegemônica do contrato social e, assim, termos melhores condições de lidar com as questões prementes de uma teoria “não ideal” que, longe de ser marginal, de fato determina o destino da maioria da população. É revolucionário o entendimento que considera que a assertiva mais significativa da teoria do contrato social seja a de que a sociedade política é um construto humano, e não um desenvolvimento orgânico. Argumento que essa significância revolucionária ainda não foi valorizada e explorada em sua plenitude. Entendendo até onde vai a “construção”, podemos reconhecer que esse discernimento também se aplica aogênero e à raça. Quando se reconhece quão proteano o contrato historicamente tem se apresentado e quão fundamental do ponto de vista político é sua visão da criação humana de sociedade e de nós mesmos como seres sociais, consegue-se compreender que seu emprego conservador é resultado não de seus aspectos intrínsecos, mas do seu uso por um grupo privilegiado de homens brancos hegemônico na teoria política que tem tido nenhuma motivação para extrapolar a sua lógica
DESAFIOS E OPORTUNIDADES NO TRATAMENTO DE HIPERPIGMENTAÇÃO PÓS-INFLAMATÓRIA EM PELE NEGRA: Uma Revisão Integrativa
Introdução: A hiperpigmentação pós-inflamatória (HPI) que surge após um processo inflamatório ou lesão, é mais frequente e intensa em peles escuras, sendo uma das principais queixas de pessoas com fototipos IV a VI nos tratamentos estéticos. Apesar de sua alta incidência, ainda é pouco abordada nas áreas da dermatologia e estética, reforçando a necessidade de mais estudos sobre o tema. Objetivo: Identificar os desafios e oportunidades para uma abordagem mais eficaz, segura e inclusiva no tratamento de HPI em pele negra. Metodologia: Este trabalho consiste em uma revisão bibliográfica sobre a hiperpigmentação pós-inflamatória (HIP) em pele negra e a atuação do profissional de estética nesse contexto. Para a construção desta revisão, foram selecionados artigos científicos, livros, dissertações, teses e diretrizes de órgãos especializados na área da estética e dermatologia. As fontes de dados consultadas incluem bases de dados como: PubMed, Scielo, Google Acadêmico. Resultados: Os resultados das análises revelam que, apesar da alta prevalência da HPI em peles negras, profissionais de estética ainda enfrentam desafios devido à formação insuficiente e à escassez de protocolos específicos. A individualização do tratamento, com ativos anti-inflamatórios, despigmentantes e fotoprotetores, surge como uma oportunidade para uma abordagem mais segura e eficaz. Conclusão: A presente pesquisa contribui para a valorização da estética como campo que também promove saúde, autoestima e inclusão. Ao destacar a importância do olhar atento à diversidade racial, este estudo reforça o papel transformador do esteticista no cuidado com a pele negra.
Palavras-chave: pele negra; hiperpigmentação; pós-inflamatória; manchas; tratamento.
 
A rede social como estratégia de comunicação e representação no ambiente digital dos Cursos de Bacharelado em Estética
As mudanças no ambiente digital pautadas pelo avanço das tecnologias digitais criaram uma realidade educacional. Esse estudo tem como objetivo compreender como os cursos de Bacharelado Estética se apropriam das redes sociais, investigando suas estratégias comunicacionais para a promoção e construção da imagem institucional. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com revisão sistemática da literatura em bases científicas relevantes. Os resultados esperados buscam oferecer informações sobre as práticas de comunicação adotadas pelas IES no contexto digital contribuindo dessa forma para reflexões no campo da educação e suas atuações para promoção da imagem, marketing e engajamento com público-alvo