Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos): SEER Unisinos
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    Ensino de línguas no contexto da complexidade: características e dimensões de aprendizagem

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    The aim of this study to investigate the characteristics of Complexity Theory and the main factors involved in the teaching-learning process of languages, in the light of this perspective. It is characterized as an exploratory and bibliographic research in a qualitative approach. The methodological procedures include the selection, organization and analysis of a corpus of works that contemplate language teaching as a complex adaptive system. The analysis was performed using the Sphinx IQ2 software with treatment of the information by content analysis. The results show dynamicity, unpredictability, non-linearity, adaptability and chaoticity as the main characteristics of this approach and point to a set of social, cognitive, psychological, technological, linguistic/ discursive, pedagogical and personal dimensions, whose factors interdependent and heterogeneous, potentially interact and modify the learning process.Este estudo teve como objetivo investigar as características da Teoria da Complexidade e os principais fatores envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de línguas, à luz dessa perspectiva. Caracteriza-se como uma pesquisa exploratória e bibliográfica, de abordagem qualitativa. Os procedimentos metodológicos incluem a seleção, organização e análise de um corpus de trabalhos que contemplam o ensino de línguas como um sistema adaptativo complexo. A análise foi realizada com auxílio do software Sphinx IQ2 com tratamento das informações mediante a análise de conteúdo. Os resultados demonstram a dinamicidade, imprevisibilidade, não linearidade, adaptabilidade e caoticidade como principais características e apontam um conjunto de dimensões, social, cognitiva, psicológica, tecnológica, linguística/discursiva, pedagógica e pessoal, cujos fatores, interdependentes e heterogêneos, interagem potencialmente e modificam o processo de aprendizagem.&nbsp

    Co-designing a collective food service of artisanal gastronomic products with entrepreneurial university students

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    This paper elucidates a co-design process with entrepreneurial university students to develop a food service that deals with artisanal gastronomic products. Employing the Design Science Research methodology, the study unfolds across three distinct yet interconnected cycles: relevance, design, and rigor. This systematic approach materialized as a tangible collaborative commercial service, considering the concepts of service design and co-design in the construction of the artifact. The result of this process includes the implementation of activities with an interdisciplinary team of researchers, as well as the participation of entrepreneurs in co-design workshops. The solution is a service implemented for collective entrepreneurship for university students working around the contexts of sustainable gastronomy. The obtained findings can promote insights into new service offerings that promote sustainable gastronomy entrepreneurship in academic environments and help qualify students as entrepreneurs through co-design and service design approaches

    O direito a ter direitos como uma teoria do reconhecimento: a dignidade humana construída a partir da noção de corporeidade

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    O presente artigo discute o direito a ter direitos, compreendido como a formulação de uma personalidade jurídica a partir da qual são atribuídos direitos legais aos indivíduos. A partir de uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, a problemática desenvolvida nesta pesquisa consiste em ampliar esse conceito para além de seu diagnóstico político-jurídico, compreendendo a ideia de descartabilidade decorrente de sua destituição pelos regimes totalitários como uma consequência da mudança de percepção moral sobre a humanidade. A hipótese a ser analisada é a de que de que o direito a ter direitos pode vir a ser interpretado como uma teoria da dignidade humana à medida em que, para ser efetivado, depende de uma moralidade que permita o reconhecimento mútuo entre os indivíduos e que perceba o corpo como um limite que deve ser respeitado.This article discusses the right to have rights, understood as the formulation of a legal personality from which legal rights are attributed to individuals. Based on a qualitative bibliographical research, the problem developed in this research consists of expanding this concept beyond its political-legal diagnosis, understanding the idea of disposability resulting from its destitution by totalitarian regimes as a consequence of the change in moral perception about humanity. The hypothesis to be analyzed is that the right to have rights can be interpreted as a theory of human dignity to the extent that, to be effective, it depends on a morality that allows mutual recognition between individuals and that perceive the body as a limit that must be respected.O presente artigo discute o direito a ter direitos, compreendido como a formulação de uma personalidade jurídica a partir da qual são atribuídos direitos legais aos indivíduos. A partir de uma pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, a problemática desenvolvida nesta pesquisa consiste em ampliar esse conceito para além de seu diagnóstico político-jurídico, compreendendo a ideia de descartabilidade decorrente de sua destituição pelos regimes totalitários como uma consequência da mudança de percepção moral sobre a humanidade. A hipótese a ser analisada é a de que de que o direito a ter direitos pode vir a ser interpretado como uma teoria da dignidade humana à medida em que, para ser efetivado, depende de uma moralidade que permita o reconhecimento mútuo entre os indivíduos e que perceba o corpo como um limite que deve ser respeitado

    Fernand Deligny e os diferentes registros perceptivos do humano

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    Em Empirismo e subjetividade (1953) Gilles Deleuze irá afirmar que o principal problema do pensamento de Hume é determinar de que modo o espírito devém sujeito. Tomamos essa distinção geral no pensamento humeano para, a partir daí, efetuarmos distinções específicas que colocam em lados distintos animais humanos em sua vida na linguagem e na cultura e certos animais humanos cujos modos de vidas não se conformam aos gabaritos de um padrão majoritário e hegemônico que se tornou, por norma, o traço distintivo do homem-que-nós-somos. Essa questão se alimentará em seus desdobramentos da crítica à linguagem efetuada por Fernand Deligny, em especial a partir de suas experiências com as crianças autistas não verbais com as quais conviveu nas montanhas de Cévennes, que trará uma nova ideia sobre o que é o humano para além de qualquer forma simbólica ou subjetiva.  In Empiricism and subjectivity (1953) Gilles Deleuze will state that the main problem of Hume's thought is to determine how the spirit becomes subject. We take this general distinction in Humean thought to, from there, make specific distinctions that place human animals in different sides in their life in language and culture and certain human animals whose ways of life do not conform to the templates of a majority and hegemonic pattern which has become, as a rule, the distinctive feature of the man-that-we-are. This question will be nourished in its unfolding of the criticism of language carried out by Fernand Deligny, especially from his experiences with the non-verbal autistic children with whom he lived in the Cévennes mountains, who will bring a new idea about what is human beyond any symbolic or subjective form.  Em Empirismo e subjetividade (1953) Gilles Deleuze irá afirmar que o principal problema do pensamento de Hume é determinar de que modo o espírito devém sujeito. Tomamos essa distinção geral no pensamento humeano para, a partir daí, efetuarmos distinções específicas que colocam em lados distintos animais humanos em sua vida na linguagem e na cultura e certos animais humanos cujos modos de vidas não se conformam aos gabaritos de um padrão majoritário e hegemônico que se tornou, por norma, o traço distintivo do homem-que-nós-somos. Essa questão se alimentará em seus desdobramentos da crítica à linguagem efetuada por Fernand Deligny, em especial a partir de suas experiências com as crianças autistas não verbais com as quais conviveu nas montanhas de Cévennes, que trará uma nova ideia sobre o que é o humano para além de qualquer forma simbólica ou subjetiva

    Hannah Arendt e a crise de identidade da filosofia

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    A recepção de Hannah Arendt ocorre principalmente no domínio da filosofia política, de modo a interpretá-la como uma teórica das crises do século XX. Contudo, essa perspectiva perde de vista os pressupostos e compromissos teóricos que a obra arendtiana assume com a tradição filosófica alemã, os quais permitem identificar problemas ainda não tratados em sua recepção. Assim, por meio de uma revisão bibliográfica, aliada à análise de ensaios teóricos da autora, esse artigo objetiva apontar uma lacuna na literatura arendtiana ao verificar, de um lado, a presença de uma estrutura fenomenológica nos textos de Hannah Arendt e, por outro, conexões entre os seus temas e métodos e o problema da crise de identidade da filosofia. Dessa forma, ao evidenciar o tratamento deste problema na obra de Hannah Arendt, amplia-se sua recepção além do domínio da filosofia política.Hannah Arendt's reception takes place mainly in the field of political philosophy, in order to interpret her as a theorist of the crises of the 20th century. However, this perspective loses sight of the theoretical presuppositions and commitments that Arendt's work assumes with the German philosophical tradition, which allow us to identify problems that have not yet been addressed in her reception. Thus, by means of a bibliographical review combined with an analysis of the author's theoretical essays, this article aims to point out a gap in Arendtian literature by verifying, on the one hand, the presence of a phenomenological structure in Hannah Arendt's texts and, on the other, connections between her themes and methods and the problem of philosophy's identity crisis. Thus, by highlighting the treatment of this problem in Hannah Arendt's work, its reception is extended beyond the realm of political philosophy.La recepción de Hannah Arendt, cuando se centra en el campo de la filosofía política, tiende a interpretarla como una teórica de las crisis del siglo XX, especialmente del mundo postotalitario, con énfasis en la ruptura entre la tradición filosófica y lo que ella denominó teoría política. Desde esta perspectiva, sin embargo, se pierden de vista los compromisos teóricos que la obra de Arendt adquiere claramente con la tradición fenomenológica y hermenéutica y que, por otra parte, permitirían identificar problemas que no suelen ser tratados en su recepción. Así, este artículo pretende investigar la recepción del problema de la crisis de identidad de la filosofía del siglo XIX en la obra de Hannah Arendt y sus desarrollos, con el fin de ampliar la comprensión de su obra en diálogo con la tradición fenomenológica, a través de su análisis a la luz de la crisis de la filosofía

    A consciência infeliz hegeliana em Jean Wahl e Gilles Deleuze

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    O objetivo do presente texto é explanar e correlacionar duas interpretações do conceito de consciência infeliz [conscience malhereuse], desenvolvido por Hegel na Phänomenologie des Geistes: a de Jean Wahl, introduzida em Le malheur de la conscience dans la philosophie de Hegel, de 1929; e a de Gilles Deleuze, apresentada em Nietzsche et la philosophie, de 1962. Antes de tudo, expomos a interpretação de Wahl, que, marcada pela defesa da centralidade da noção de consciência infeliz no interior da obra hegeliana, foi determinante para a recepção de Hegel na filosofia francesa do século XX, antes das célebres palestras de Kojève. A seguir, descrevemos de que maneira Deleuze, em Nietzsche et la philosophie, articula uma leitura crítica do hegelianismo, em que também subscreve à centralidade da consciência infeliz, mas associando-a, à sua maneira, ao conceito nietzschiano de má consciência, a ser também tipificado. Por fim, relacionamos as duas leituras apresentadas, o que deve elucidar a maneira pela qual Deleuze retoma as concepções de Wahl no contexto de sua própria crítica a Hegel como, segundo a caracterização deleuziana, filósofo da representação e do ressentimento.O objetivo do presente texto é explanar e correlacionar duas interpretações do conceito de consciência infeliz [conscience malhereuse], desenvolvido por Hegel na Phänomenologie des Geistes: a de Jean Wahl, introduzida em Le malheur de la conscience dans la philosophie de Hegel, de 1929; e a de Gilles Deleuze, apresentada em Nietzsche et la philosophie, de 1962. Antes de tudo, expomos a interpretação de Wahl, que, marcada pela defesa da centralidade da noção de consciência infeliz no interior da obra hegeliana, foi determinante para a recepção de Hegel na filosofia francesa do século XX, antes das célebres palestras de Kojève. A seguir, descrevemos de que maneira Deleuze, em Nietzsche et la philosophie, articula uma leitura crítica do hegelianismo, em que também subscreve à centralidade da consciência infeliz, mas associando-a, à sua maneira, ao conceito nietzschiano de má consciência, a ser também tipificado. Por fim, relacionamos as duas leituras apresentadas, o que deve elucidar a maneira pela qual Deleuze retoma as concepções de Wahl no contexto de sua própria crítica a Hegel como, segundo a caracterização deleuziana, filósofo da representação e do ressentimento.The aim of this text is to explain and correlate two interpretations of the concept of unhappy consciousness [conscience malhereuse], developed by Hegel in the Phänomenologie des Geistes: that of Jean Wahl, introduced in Le malheur de la conscience dans la philosophie de Hegel, 1929; and that of Gilles Deleuze, presented in Nietzsche et la philosophie, 1962. First, we present Wahl's interpretation, which, marked by its defense of the centrality of the notion of unhappy consciousness within the Hegelian work, was decisive for the reception of Hegel in 20th century French philosophy, before the famous Kojève lectures. Next, we describe how Deleuze, in Nietzsche et la philosophie, articulates a critical reading of Hegelianism, in which he also subscribes to the centrality of the unhappy conscience, but associates it, in his own way, with the Nietzschean concept of bad conscience, which is also to be typified. Finally, we relate the two readings presented, which should elucidate the way in which Deleuze takes up Wahl's conceptions in the context of his own critique of Hegel as, according to Deleuze, a philosopher of representation and resentment

    luoghi che individuano: inizio dello studio di una possibile cartografia

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    A partir da observação de que determinadas obras audiovisuais fazem uso do espaço como sintoma, testemunho ou personagem da história, apresentamos um estudo de como esses lugares são representados nos filmes. Identificamos cinco categorias, a saber: o Lugar-mesmo, o Lugar-outro, o Não-lugar, a Zona Autônoma Temporária (T.A.Z.) e o Translugar. Situados dentro de um determinado espaço social geográfico, em uma região, apontam os deslocamentos possíveis entre esses lugares, suas paisagens e as relações com as fronteiras desses territórios, que ao serem delimitadas, podem ser translocadas ou transgredidas.Based on the observation that certain audiovisual works use space as a symptom, witness, or character in history, we present a study of how these places are represented in films. We identified five categories, namely: the Same-Place, the Other-Place, the Non-Place, the Temporary Autonomous Zone (T.A.Z.) or the Transplace. Situated within a given geographic social space, in a region, they point out the possible displacements between these places, their landscapes and the relationships with the borders of these territories, which, when delimited, can be translocated, or transgressed.Partiendo de la observación de que determinadas obras audiovisuales utilizan el espacio como síntoma, testigo o personaje de la historia, presentamos un estudio de cómo estos lugares son representados en las películas. Identificamos cinco categorías, a saber: el Mismo-Lugar, el Otro-Lugar, el No-Lugar, la Zona Autónoma Temporal (T.A.Z.) y el Translugar. Ubicados dentro de un determinado espacio social geográfico, en una región, señalan los posibles desplazamientos entre estos lugares, sus paisajes y las relaciones con las fronteras de estos territorios, que, al ser delimitados, pueden ser translocados o transgredidos.Partant du constat que certaines œuvres audiovisuelles utilisent l'espace comme symptôme, témoin ou personnage de l'histoire, nous présentons une étude de la représentation de ces lieux dans les films. Nous avons identifié cinq catégories, à savoir : le Même-Lieu, l'Autre-Lieu, le Non-Lieu, la Zone Autonome Temporaire (T.A.Z.) et le Transplace. Situés dans un certain espace social géographique, dans une région, ils pointent les déplacements possibles entre ces lieux, leurs paysages et les rapports aux frontières de ces territoires qui, délimités, peuvent être transloqués ou transgressés.Sulla base dell'osservazione che alcune opere audiovisive utilizzano lo spazio come sintomo, testimonianza o personaggio della storia, presentiamo uno studio su come questi luoghi sono rappresentati nei film. Abbiamo individuato cinque categorie, vale a dire: lo Stesso-Luogo, l'Altro-Luogo, il Non-Luogo, la Zona Autonoma Temporanea (T.A.Z.) e il Transplace. Situati all'interno di un certo spazio sociale geografico, in una regione, segnalano i possibili spostamenti tra questi luoghi, i loro paesaggi e le relazioni con i confini di questi territori, che, una volta delimitati, possono essere traslocati o trasgrediti. &nbsp

    Do conceito ao império do direito: o debate Kramer–Postema

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    In this essay, my main goal is to present an important debate in contemporary jurisprudence: the debate between Matthew Kramer and Gerald Postema about the conditions for law itself to exist as a distinctive system of Governance and the demands of legality. Since the debate resonates some of the theses that were first presented by Lon Fuller in The Morality of Law, I also seek to present them in general terms and then defend what seems to me to be their best, most adequate interpretation. This way, drawing precisely upon Fuller’s work — contextualised and correctly understood —, I seek to articulate a defence of Postema’s arguments about the existence and rule of law.Este ensaio apresenta um importante debate na teoria do direito contemporânea: o debate entre Matthew Kramer e Gerald Postema, sobre as condições para a existência do direito propriamente dito, como um sistema distintivo de governança, e as exigências da legalidade. Uma vez que o debate gravita em torno de algumas das teses apresentadas por Lon Fuller em The Morality of Law, o artigo também busca apresentá-las em linhas gerais, defendendo aquela que parece ser sua interpretação mais adequada. Com isso, à luz da proposta de Fuller — contextualizada e corretamente compreendida —, o artigo busca articular uma defesa dos argumentos de Postema acerca da existência e do império do direito

    O CIBERESPAÇO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E RESPONSABILIDADE CIVIL: análise da responsabilização civil dos provedores de conexão e de aplicação nos casos de conteúdo ilícito gerado por terceiro

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    O avanço tecnológico possibilitou a criação de um novo espaço para interações humanas: o ciberespaço. Este, embora tenha facilitado a comunicação e a informação, criou também um canal de possível prática de atos ilícitos, tendo, inclusive, a IA sido empregada para tanto. No Brasil, o Marco Civil da Internet (MCI) regula essa matéria, tendo sido proposta uma nova regulação através do PL nº 2.630/20, que foi arquivado. A partir desse projeto, surgem os seguintes questionamentos: como se daria a responsabilização dos provedores de conexão e de aplicação por danos causados por conteúdo ilícito gerado por terceiros e quais seriam seus novos deveres? O objetivo geral deste artigo é analisar os impactos que o PL teria nos novos deveres e na responsabilização dos provedores pelos atos ilícitos causados por terceiros. Os objetivos específicos são: a) analisar o conceito de ciberespaço e o uso da IA neste, além dos conceitos de provedores de conexão e de aplicação; b) verificar como se dá a responsabilização desses provedores pelos danos causados por conteúdos ilícitos gerados por terceiros e os deveres daqueles, conforme o MCI; e c) analisar como ficaria a questão da responsabilização dos provedores no caso de geração de conteúdo ilícito por terceiros e sobre os novos deveres daqueles, conforme o PL 2.630/20. A partir do método dedutivo, concluiu-se que o PL adicionaria novas hipóteses de responsabilização do provedor de aplicação por conteúdo ilícito gerado por terceiro, sem necessidade de ordem judicial, bem como determinaria novos deveres a serem seguidos por esses provedores.Technological advances have made it possible to create a new space for human interactions: cyberspace. This, although it facilitated communication and information, also created a channel for the possible practice of illegal acts, and AI was even used to do so. In Brazil, the Marco Civil da Internet (MCI) regulates this matter, and a new regulation was proposed through PL nº 2,630/20, which was archived. From this project, the following questions arise: how would connection and application providers be held responsible for damages caused by illicit content generated by third parties and what would their new duties be? The general objective of this article is to analyze the impacts that the PL would have on the new duties and on the liability of providers for illegal acts caused by third parties. The specific objectives are: a) analyze the concept of cyberspace and the use of AI in it, in addition to the concepts of connection and application providers; b) verify how these providers are held responsible for damages caused by illicit content generated by third parties and their duties, according to the MCI; and c) analyze what the issue of provider liability would be like in the case of illegal content being generated by third parties and their new duties, in accordance with PL 2,630/20. Using the deductive method, it was concluded that the PL would add new hypotheses for holding the application provider responsible for illegal content generated by third parties, without the need for a court order, as well as determining new duties to be followed by these providers

    Da estética à ética: senso comum e imaginação na ciência e na hermenêutica do direito

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    O objetivo geral do artigo é conciliar a leitura de Hans-Georg Gadamer por Jesús Conill Sancho com o conceito de imaginação ética desenvolvido por Hannah Arendt. Como se vê pelo decorrer do texto, a preocupação em se apropriar da Crítica da faculdade do juízo (1790) é o ponto de encontro entre estes autores e Arendt. Cientes da ousadia em ir muito além do problema de “hermeneutizar” a “terceira Crítica”, como fez Conill Sancho, a fim de trazer nova luz à interpretação de Immanuel Kant por Gadamer, tentamos também mostrar que a questão da interpretação e aplicação do direito implica em uma questão de colocar-se no lugar do outro e de adentrar ao debate público (Arendt). O artigo, então, tem por objetivo específico colocar à luz a conexão íntima entre ética hermenêutica, ciência do direito e a aplicação das normas jurídicas com a noção de mentalidade alargada. O problema a ser respondido neste artigo é: como a hermenêutica, entendida como tradição ou senso comum ético compartilhado, pode servir como condição e, ao mesmo tempo, limite à neutralidade científica e à discricionariedade interpretativa do direito? E as hipóteses são: a) a de que há um ethos de fundo à ciência do direito e à hermenêutica jurídica; e b) de que este ethos possui dimensão política, viabilizada por aquilo que Arendt chamou de mentalidade largada, imaginação ética e companhia. Justificamos este resultado de pesquisa pela necessidade de se avançar nas críticas à pretensão de neutralidade científica na teoria do direito e à pretensão de se separar o direito e a ética quanto à interpretação jurídica. Em resumo, contrariando o paradigma epistemológico neokantiano das ciências humanas, presente em Max Weber, Hans Kelsen e em Herbert Hart, dentre outros juspositivistas que adotam a tese da separação entre direito e moral, e partindo dos referidos avanços de Conill Sancho na tentativa de “hermeneutizar” o Kant da “terceira Crítica”, o artigo tenta mostrar como a formação de conceitos científicos e a interpretação/aplicação das normas jurídicas envolvem a “imaginação ética” (Arendt) constituída a partir do senso comum. O método utilizado para a elaboração deste artigo é o compreensivo nos termos da tomada da consciência hermenêutica, elaborada desde as críticas de Gadamer, em seu Verdade e Método (1960), à metodologia das ciências humanas do século XIX. Em outras palavras, o método usado aqui parte da experiência com a verdade interpretativa desvelada da leitura da bibliografia selecionada, ainda que tenha sido usada para revisitar criticamente a própria hermenêutica filosófica de Gadamer. E os procedimentos metódicos de pesquisa é o bibliográfico e o qualitativo

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