Revista de Arqueologia (SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira)
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    Seguindo o fluxo do tempo, trilhando o caminho das águas: territorialidade Guarani na região do Lago Guaíba

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    Entre 2008 e 2010 foram realizados estudos com o objetivo produzir um relatório de identifcação de terras indígenas Mbyá-guarani na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O foco das atividades estava relacionado à regularização da Aldeia Pindó Mirim e à avaliação de outros locais com potencial de uso tradicional como o Morro do Coco e o Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, e a Ponta da Formiga, em Barra do Ribeiro. Pesquisas arqueológicas foram incluídas nestes levantamentos atendendo às demandas dos Mbyá que entendem que os sítios arqueológicos da área representam uma relação de ancestralidade com o território reivindicado. Nas três áreas pesquisadas foram identifcados 18 sítios da Tradição Guarani, indicando que as ocupações pré-coloniais formavam um horizonte sócio-cultural e ambiental que atualmente também é manifestado pelos Mbyá-guarani

    Corpo, comunicação e conhecimento: reflexões para a socialização da herança arqueológica na Amazônia

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    Este artigo parte de algumas reflexões sobre o papel do arqueólogo no atual contexto de discussões sobre multivocalidade na socialização do patrimônio arqueológico da Amazônia, para apresentar uma proposta conceitual e metodológica de comunicação e transmissão de conhecimento científco mais afnada com uma arqueologia pública do século XXI. Em resumo, trata-se de privilegiar certas áreas da interpretação arqueológica cuja capacidade agentiva de comunicação visual e esferas de reconhecibilidade sejam mais abrangentes e inclusivas quanto aos públicos e audiências em jog

    Historias de arqueologia sudamericana de Javier Nastri e Lúcio Menezes Ferreira

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    Vindo a preencher uma lacuna existente nos estudos de história da arqueologia americana, o livro organizado por Nastri e Menezes Ferreira nos oferece uma rica fonte de análise crítica sobre as histórias de estruturação do campo arqueológico em diferentes contextos nacionais da América do Sul. A idéia deste livro surgiu de um simpósio organizadopelos editores em 2007 por ocasião da VI Reunião Internacional de Teoria Arqueológica na América do Sul (TAAS). Dividido em cinco sessões temáticas, cada uma composta por duas contribuições de países diferentes, Histórias de Arqueología também é um convite a pensar a memória da prática arqueológica a partir do protagonismo de seus agentes

    Arqueo-etnografia de tierradentro

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    A diferença da etnoarqueologia, que procura ampliar a hermenêutica disciplinaria através da utilização metodológica de culturas vivas, a arqueo-etnografa que realizo neste artigo procura etnografar os acontecimentos nos quais participa a disciplina. Neste caso concreto, procuro mostrar como a arqueologia participou de uma proposta de gestão de um parque arqueológico em Colômbia, rejeitado pela comunidade indígena em cujo território foi criado o parque. Analiso essa rejeição desde categorias nativas e intento entende-la no contexto atual, mostrando os resultados de uma relação não hierárquica entre a comunidade, o estabelecimento e a academia

    Cosmo-ontológica Mbyá-guarani: discutindo o estatuto de "objetos" e "recursos naturais"

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    Neste artigo apresento algumas reflexões oriundas da experiência na elaboração de três relatórios circunstanciados de identifcação e delimitação de terras indígenas no Rio Grande do Sul. Este trabalho surgiu como uma demanda dos Guarani e foi realizado em colaboração com a FUNAI, contando com a participação de um grupo técnico composto por antropólogos, arqueólogos, geógrafos, socioambientalistas, botânicos e zoólogos. O território analisado compreendeu áreas geográfcas ao sul de Porto Alegre, conhecidas como Itapuã, Morro do Coco e Ponta da Formiga, situadas às margens do Lago Guaíba ou da Laguna dos Patos. A partir destas experiências, discutimos neste artigo a territorialidade guarani como uma cosmo-ontológica, enfocando as relações, de um lado, entre corpo e território e, de outro, entre natureza e cultura ou objeto e sujeito, discutindo e problematizando as articulações entre os campos da Antropologia e da Arqueologia, tomando como pano de fundo a cosmologia e a ontologia destes coletivos ameríndios

    Territórios em disputa: o papel da pesquisa etnoarqueológica nos estudos de identificação e delimitação das terras indígenas Guarani Ñandeva no sudeste do Estado de São Paulo

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    Em diferentes períodos históricos as terras da região sudeste paulista eram habitadas por populações indígenas Guarani e que durante o processo de colonização foram transferidas para a Terra Indígena Araribá, município de Avaí, região de Bauru, centro oeste do estado, local da criação de um dos primeiros aldeamentos ofciais do SPI. O próprio deslocamento Guarani pelo seu Território demonstra que eles sempre foram da região estudada e que não chegaram por acaso ao local. As migrações aconteciam anteriormente à chegada dos europeus, constituindo-se em aspectos próprios da cultura Guarani. O que se pretende desenvolver nesse artigo é o entendimento de aspectos da dinâmica de ocupação Guarani Ñandeva no vale do rio Itararé, além de informações sobre o grupo no que diz respeito a dados etnoarqueológicos sobre a ocupação das terras indígenas, tendo em vista os aspectos culturais, espaciais e temporais

    Normas editoriais

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    Editorial

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    Arqueologia pelas gentes

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    A expansão desenfreada do grande capital pelo país segue deixando comunidades locais, já marginalizadas, em situações ainda mais precárias. O presente artigo (Manifesto1) traz uma reflexão crítica sobre a atuação de arqueólogos enquanto cúmplices, sendo coniventes e participantes de processos ilegais e ilegítimos de expropriação e de espoliação de territórios tradicionais, bens culturais e recursos naturais. A atuação acrítica da Arqueologia de contrato nas obras do PAC, como exemplo repetido ad nauseum do conundrum em que nos situamos, não é uma inexorabilidade de nossa disciplina, é uma escolha política. Outras arqueologias eram possíveis antes e continuam sendo, mas devem ser retomadas e postas em prática com urgência. Nosso primeiro compromisso é com as gentes, não o capital

    História(s) indígena(s) e a prática arqueológica colaborativa

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    O presente artigo aborda questões teórico-metodológicas da prática arqueológica colaborativa em comunidades indígenas. Abordaremos questões relacionados a como e porquê realizar pesquisas envolvendo populações tradicionais. A fim de encaminhar tal reflexão, apresento uma pesquisa colaborativa entre os Xokleng de Santa Catarina. A co-existência de trajetórias históricas particulares em seu território e o conhecimento deste palimpsesto de ocupações e reocupações é o cerne desta pesquisa. Através de uma prática científca colaborativa, tem-se priorizado a construção de discursos multivocais, permitindo assim a formação e a incorporação de distintas noções de tempo, espaço, história e memória

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