Revista de Arqueologia (SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira)
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    861 research outputs found

    Arqueologia, memória e história indígena: uma introdução

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    Este volume é resultado de um simpósio realizado em 2012 sobre o tema “Arqueologia, Memória e História Indígena”. O evento foi realizado em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina, e contou com a presença de diversos pesquisadores nacionais e internacionais, a maior parte deles autores deste volume

    A gênese das galerias subterrâneas do planalto sul brasileiro

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    Neste artigo apresentamos reflexões a respeito das origens das galerias subterrâneas do planalto meridional brasileiro. Arqueologicamente elas foram associadas à tradição Taquara, como trabalhos de populações pré-históricas ou aproveitamento de estruturas naturais. Estas mesmas galerias são estudadas pela paleontologia, que as reconhecem como vestígios de paleotocas de animais extintos da megafauna do pleistoceno. A revisão da bibliografia sobre o tema e a escavação de um conjunto de galerias e estruturas semi-subterrâneas em um contexto da tradição Taquara, sob uma perspectiva interdisciplinar, nos permitiu concluirque as populações pré-históricas não escavavam galerias subterrâneas, e que as galerias a elas atribuídas tratam-se de sítios paleontológicos que por vezes foram aproveitados

    Entre abrigos e lagoas: tecnologia lítica e territorialidade em Lagoa Santa (Minas Gerais, Brasil)

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    Neste artigo apresentamos os dados oriundos da análise de um conjunto de sítios localizados no Parque Estadual do Sumidouro, região de Lagoa Santa, centro mineiro. A partir da caracterização tecnológica dos conjuntos líticos associados a cada um desses sítios exploramos os vetores de variabilidade identificados entre eles, principalmente no que se refere à localização diferencial e possível articulação entre os sítios na dinâmica de ocupação da paisagem regional. Entre os sítios enfocados há abrigos sob-rocha – Lapa do Santo eLapa das Boleiras - e sítios à beira da Lagoa do Sumidouro, a céu aberto – Coqueirinho e Sumidouro. Apesar de apresentarem evidências para ocupações em diferentes momentos ao longo do Holoceno, centramos nossa análise nos conjuntos líticos associados à ocupação da região durante o Holoceno Inicial, entre 10.000 e 8.000 anos AP. Com base em dados sobre obtenção e circulação da matéria prima, cadeia operatória e composição do conjunto artefatual apresentamos uma hipótese com relação à dinâmica de ocupação e interação entre estes sítios em escalas locais e extra-locais

    Escavações no sítio LII-29, sambaqui de Sereia do Mar

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    As escavações no Sambaqui de Sereia do Mar caracterizam uma tentativa de reconhecer as estruturas arqueológicas internas deste tipo de sítio arqueológico na Barreira da Itapeva, litoral norte do Rio Grande do Sul. O método de escavação empregado ocorreu através de níveis artificiais com 5cm em uma área total de 18m2. O sítio é basicamente formado por valvas de Mesodesma mactroides (Deshayes, 1854). Não foram identificadas evidências de estruturas de habitação nem sepultamentos. Os artefatos encontrados caracterizam-se por contas de colares e pingentes em ossos e conchas, bem como percutores, lâminas de machados semi-polidas, bigornas e placas polidas líticas. Ocorreram também lascas térmicas e lascas de preparação de instrumentos. As matérias primas líticas selecionadas compõe-se de basalto, diorito e o diabásio

    Construindo histórias : cadeia operatória e história de vida dos machados líticos amazônicos

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    A pesquisa arqueológica realizada teve como objetivo descrever e estudar as etapas do processo produtivo de machados líticos na Amazônia, sua tipologia e distribuição espacial. A opção pela cadeia operatória como abordagem no estudo de tecnologia visa compreender a história de vida dos instrumentos líticos entrelaçada com a história das sociedades que os utilizaram. As lâminas analisadas foram obtidas em vários sítios de áreas no atual Estado do Pará, no sentido norte/sul, próximos ao rio Tapajós, Jamanxim e Curuá; no sentido oeste/leste entre os rios Tapajós e Tocantins; além de artefatos do arquipélago do Marajó

    Polidores-afiadores na Amazônia Um estudo de caso na Ilha de Mosqueiro, Pará, Brasil

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    O objetivo deste artigo é apresentar o levantamento preliminar da ocorrência de polidores-afiadores fixos no litoral Amazônico a partir de pesquisa realizada no sítio arqueológico Maraú, localizado na porção nordeste da Ilha de Mosqueiro - Pará, a mais próxima a Ilha do Marajó. Pouca importância tem sido dada aos polidores e afiadores na Arqueologia brasileira, os parcos estudos realizados tratam de sítios localizados, principalmente, no litoral Sul e Sudeste. Os resultados iniciais desta pesquisa poderão contribuir para o entendimento técnico-simbólico deste tipo de sítio arqueológico no litoral da Amazônia e estimular o desenvolvimento de pesquisas sobre polidores-afiadores em outras partes do país. Assim, sugerimos possibilidades teóricas que poderão nortear futuras pesquisas

    Editorial

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    Editoria

    Public archaeology and heritage value(s): Learning from urban enviroments in central Brazil

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    A pesquisa buscou compreender a principal razão que motiva grupos classificados como não-descendentes a criar vínculos com patrimônios arqueológicos, uma situação relativamente corriqueira em ambientes que reúnem diversos grupos étnicos e/ou culturais, como em áreas urbanas. Para tanto, foi utilizado um estudo de caso que configurou os dois extremos: um patrimônio com idade muito antiga dividindo espaço com populações recentes, no caso sítios líticos em cidades formadas por migrantes no século XX. O estudo decaso escolhido foi uma área de especial interesse ambiental com mais de dois mil hectares, conhecida como ARIE Parque JK (referida ao longo do texto como Parque), localizada à aproximadamente 20 quilômetros de Brasília, entre as cidades-satélite Taguatinga, Ceilândia e Samambaia no Distrito Federal

    Normas editoriais

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    Normas editoriai

    La entidade arqueológica goya-malabrigo (ríos paraná y uruguay) y su filiación arawak

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    Este artigo resume e discute a entidade arqueológica Goya-Malabrigo (González, 1977; Ceruti, 2003) à luz da nova informação gerada no Delta Superior do rio Paraná e no Paraná Médio. Este trabalho tem como objetivo caracterizar esta entidade, apresentar alguns novos traços distintivos e ajustar sua cronologia. Além disto, se propõe integrar-la à arqueologia de bacia inferior do Prata num contexto mais amplo: o da dinâmica cultural das Terras Baixas Tropicais da América do Sul. Para isto, se sintetizam os modelos de expansão ou “diáspora” arawak que têm desafiado os mecanismos clássicos de migração e que estão enfocando a compreensão dos processos de etnogênese. Finalmente, se discute a filiação arawak da entidade Goya-Malabrigo, retomando a proposta inicial de Nordenskiöld (1916) com base nas novas pesquisas sobre os modos de dispersão deste grupo etno/linguístico

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