Revista de Arqueologia (SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira)
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    Cronologia e mudança cultural na RDS Amanã (Amazonas): um estudo da fase caiambé da Tradição Borda Incisa

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    A tradição Borda Incisa envolve um debate intenso entre os pesquisadores por uma série de motivos, entre os quais podemos listar, a grande variabilidade estilística e morfológica das cerâmicas, sua ampla distribuição geográfica e sua associação aos contextos de terra preta. Na Amazônia Central, o período relacionado às ocupações dessa tradição é considerado de adensamento populacional e quando as mudanças nas paisagens são mais intensas, associadas aos falantes de línguas Arawak, que teriam desenvolvido um sistema regional multiétnico com circulação de cerâmicas e compartilhamento de uma mesma cosmologia baseada na ocupação de aldeias circulares

    Arqueologia Histórica Amazônida: entre sínteses e perspectivas

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    A Arqueologia na Amazônia vem de uma longa tradição com mais de 150 anos de investigações, porém seu maior foco de estudo na região é a pré-história. Por outro lado, pesquisas pioneiras realizadas em sítios arqueológicos do período histórico da área são orientadas por preceitos cronológicos e tecnológicos, sendo sua maioria em sítios religiosos e militares. Dessa forma, o texto pretende apresentar uma perspectiva antropológica sobre os sítios históricos amazônicos, não somente como outra abordagem de pesquisa, mas também como uma necessidade frente ao enorme patrimônio arqueológico-histórico ainda encoberto na Amazônia

    Late archaic hunter-gatherer lithic technology and function (chipped stone, ground stone, and fire-cracked rock): a study of domestic life, foodways, and seasonal mobility on Grand Island in Michigan's Upper Peninsula

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    This doctoral research highlights the complicated trajectories of hunter-gatherers by offering a case study from an understudied but rich hunter-gatherer landscape, the Late Archaic period (c. 5,000-2,000 BP) on Grand Island in Michigan’s Upper Peninsula, United States. Although there is a paucity of Late Archaic period archaeological data from the mainland of the Upper Peninsula, recent excavations by the Grand Island Archaeological Program (GIAP), directed by James M. Skibo (Illinois State University) and co-directed by Eric C. Drake (Hiawatha National Forest), have yielded a sizable body of evidence of Late Archaic occupations on Grand Island. I have been a staff member and collaborator with GIAP since 2007, conducting research, laboratory work, and co-directing excavations. My analysis of 39,186 lithics from five sites on the island more than doubles the current number of c. 32,000 lithics analyzed in the entire southern shore of Lake Superior in Michigan’s Upper Peninsula from dated Late Archaic sites. Similarly, the 495 faunal remains identified and analyzed by Terrance Martin and Elizabeth Scott for this dissertation also more than doubles the total 296 pieces of animal bones analyzed from dated Late Archaic sites of the Upper Peninsula. In addition, in contrast to those sites, where no complete and finished projectile points have been recovered in context, GIAP have identified a total of five projectile points. These points may contribute to data on diagnostic artifact types in the Upper Peninsula, which is currently almost non-existent, and to our general understanding of exchange practices and social interactions

    Gotas de um oceano: uma análise bibliométrica feminista de um curso de graduação

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    O texto discute as questões de gênero e representatividade observadas a partir de uma análise bibliométrica das disciplinas obrigatórias do curso de Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), suas consequências e desdobramentos, apontando as assimetrias acadêmicas bem como as omissões e os apagamentos perpetuados e institucionalizados pela produção científica a partir da formação e propagação de um conhecimento hegemônico

    The feminist critique: incorporating gender, childhood and identity in archaeological research

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    We discuss the important role of the feminist critique in bringing awareness to gender, childhood, and identity research, and in giving voice to the perspectives of underrepresented groups. As a case study of ancient social lives and gender, we discuss a range of Marajoara identity markers interpreted through the study of ceramic tangas (female pubic coverings) from Marajó Island in the Brazilian Amazon (A.D. 400-1400). There, tangas were made and used by women as a material representation of social position, gender, and individual identity. We argue that identity constitutes a fundamentally important aspect of archaeological research, and that the strongest case studies in identity are those that encompass a variety of gendered inferences to understand social lives of the past.Neste artigo, discutimos o importante papel da crítica feminista na conscientização de pesquisas relacionadas aos estudos de gênero, infância e identidade, e em vocalizar as perspectivas de grupos pouco representados. Como um estudo de caso sobre gênero e vidas sociais antigas, discutimos uma série de marcadores de identidade Marajoara interpretados através do estudo das tangas cerâmicas (coberturas púbicas femininas) na Ilha de Marajó, na Amazônia brasileira (400-1400 A.D.). Estes artefatos foram feitos e usados por mulheres como uma representação material de posição social, gênero e identidade individual. Argumentamos que identidade constitui um aspecto importante e fundamental na pesquisa arqueológica, e que seus mais sólidos estudos de caso constituem aqueles que abrangem uma variedade de inferências sobre gênero para compreender as vidas sociais no passado

    Identidade e sexo: a construção do gênero através do corpo na iconografia Moche

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    Este artigo apresenta reflexões sobre o modo como o gênero foi figurado na iconografia Moche. Além de representações de homens e mulheres, também foram identificados personagens – denominados aqui de seres não humanos – que não correspondiam a estes padrões tradicionais. À luz do conceito do perspectivismo ameríndio de Eduardo Viveiros de Castro (1996, 2002), estes seres puderam ser posicionados adequadamente na discussão atual sobre identidade de gênero. Nesse sentido, é fundamental entender o corpo a partir da capacidade da transformação (metamorfose) como um espaço de perspectivas, já que, nesta iconografia, a corporalidade é expressa de amplas maneiras. Um dos objetivos deste estudo, portanto, foi compreender essas novas formas de ser e repensar os tradicionais padrões fixos de gênero

    A Arqueologia dos grupos indígenas em contextos históricos: problemas e questões

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    Este texto busca identificar alguns dos problemas que cercam o estudo dos indígenas que viveram à época da colonização brasileira e em períodos posteriores, bem como encontrar caminhos possíveis para a análise e interpretação dos vestígios materiais a eles associados. Pretende, com isso, contribuir para o incremento das investigações feitas sobre esses indivíduos, cujas trajetórias e experiências ainda são muito pouco conhecidas na perspectiva da Arqueologia

    Crítica feminista, arqueologia e descolonialidade: sobre resistir na ciência

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    O texto discute a intrínseca relação entre colonialismo, ciência e dicotomia de gênero. A partir de temas e problemas das (ditas) arqueologias pré-histórica e histórica, enfatiza a participação da disciplina na legitimação e naturalização das concepções modernas de sexo e gênero. Discute também a institucionalização dessas assimetrias na arqueologia brasileira, defendendo a necessidade de uma arqueologia feminista e descolonial que expresse as particularidades da disciplina e sujeitos nela envolvidos

    Misoginia e homofobia como elementos de sociabilidade na prática arqueológica

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    O presente artigo tem como objetivo traçar algumas considerações sobre a importância da etnografia arqueológica, da antropologia da ciência e dos estudos de gênero para compor uma prática de construção do conhecimento arqueológico mais pluralizada. Consideramos o conhecimento arqueológico como resultado não apenas do campo teórico e metodológico da disciplina, mas, também, das práticas e cotidianos dos campos arqueológicos que envolvem uma pluralidade de atores sociais

    Pela materialidade dos gêneros: repensando dicotomias, sexualidades e identidades

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    O presente artigo tem por objetivo apresentar reflexões sobre categorias analíticas importantes da arqueologia de gênero desde 1980, relacionadas à questão das dicotomias, identidades e sexualidades, tendo a materialidade humana como personagem principal desse cenário científico. Não vislumbramos esgotar o assunto e resolver polêmicas, mas, com base em diferentes autores, propor novos olhares, de modo especial com respeito à visão binária de gênero dentro da análise e interpretação arqueológica. Desconstruir a polaridade rígida dos gêneros implicaria observar que o polo masculino contém o feminino e vice-versa, além de perceber que cada um deles é internamente fragmentado, dividido

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