Revista de Arqueologia (SAB - Sociedade de Arqueologia Brasileira)
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    De múmias e sacrifícios infantis: considerações para uma arqueologia da infância na América do Sul

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    Los sacrificios infantiles no eran infrecuentes en el mundo antiguo; sin embargo la problemática sacrificial ha tendido a ser soslayada de la discusión académica, lo cual representa un obstáculo para el desarrollo de investigaciones orientadas a una arqueología de la niñez en Sudamérica. En el presente trabajo se abordan casos arqueológicos de sacrificios infantiles cuya historicidad ha sido negada en contextos de revival étnico. Nos referimos a las ceremonias incas de capacocha inca en los Andes y a los tofet fenicio-púnicos en Cerdeña, por su relevancia comparativa. Las momias de los niños del volcán Llullaillaco arrojan luz sobre las raíces prehispánicas de las creencias en la eficacia mediadora de las criaturas difuntas, que se traduce en nuestros días en el fenómeno etnográfico de los llamados “angelitos milagrosos”.Os sacrifícios infantis não eram infrequentes no mundo antigo. Entretanto, a problemática sacrificial tende a ser isolada na discussão acadêmica, o que representa um obstáculo para o desenvolvimento de investigações orientadas a uma arqueologia da infância na América do Sul. No presente trabalho aborda-se casos arqueológicos de sacrifícios infantias cuja historicidade tem sido negada em contextos de renovação étnica. Referimo-nos às cerimônias incas de capacocha dos Andes e aos tofet fenício-púnicos em Cerdeña, por sua relevância comparativa. As múmias das crianças do vulcão Llullaillaco revelam as raízes pré-hispânicas das crenças na eficácia mediadora das criaturas defuntas, que se traduz em nossos dias no fenômeno etnográfico dos chamados “angelitos milagrosos”

    Historical racialized toys in the United States

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    O livro Historical Racialized Toys in the United States, de Barton e Somerville, recentemente publicado, apresenta uma abordagem multidisciplinar, contemplando um estudo arqueológico, sociológico e antropológico da cultura Vitoriana nos Estados Unidos, a partir do estudo da cultura material. Os autores compilaram 172 brinquedos advindos de dados de colecionadores e antiquários, de catálogos e coleções de museus. Esses brinquedos foram datados entre os anos de 1865 a 1930

    Uma criança brasileira nasce: introdução ao dossiê temático sobre a Arqueologia da Infância

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    Archaeologists have traditionally assumed children to be invisible agents in their research, often considering them to be unimportant, non-agentive, or impossible to address in archaeological studies. The invisibility of children in archaeological interpretations has been questioned for decades by the feminist critique however. Grete Lillehammer (1989) published the first article calling for the archaeological study of children almost 30 years ago, entitled A child is born. The child's world in an archaeological perspective. Given the importance of this seminal paper to the field of archaeology, I have translated it to Portuguese for this thematic issue in order to make it more accessible to Brazilian archaeologists and students. Permission to publish the translation was granted by Grete Lillehammer and by Francis & Taylor, the publishers of the original article.As arqueólogas e arqueólogos tradicionalmente assumiam que crianças eram agentes invisíveis em suas pesquisas, muitas vezes considerando-as como não importantes e não agentivas, ou como sendo impossíveis de ser endereçadas nos estudos arqueológicos. No entanto, a invisibilidade das crianças na interpretação arqueológica tem sido questionada há décadas pela crítica feminista. Grete Lillehammer (1989) publicou o primeiro artigo pedindo o estudo arqueológico de crianças quase 30 anos atrás, intitulado A child is born. The child's world in an archaeological perspective (Uma criança nasce. O mundo da criança em uma perspectiva arqueológica, tradução minha). Dada a importância deste artigo seminal para a disciplina de arqueologia, eu o traduzi para o português para esta edição temática, a fim de torná-lo mais acessível às arqueólogas, arqueólogos e estudantes brasileiras. A permissão para publicar esta tradução foi concedida por Grete Lillehammer e por Francis & Taylor, os editores do artigo original

    A borda do mar como um lugar cultural: arqueologia de Praias e a dialética étnico-marítima do patrimônio imaterial no sítio da Preguiça, Salvador/Bahia

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    Este estudo é resultante da minha participação no Salvamento Arqueológico Subaquático na área de complementação das obras marítimas do empreendimento da Bahia Marina (2011). A pretensão pós-conclusão do Salvamento consistiu em verificar contingências materiais e imateriais sobre a praia da Preguiça não contempladas pela narrativa do contrato

    Infância, inventos e boneca de pano

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    Na mostra A Mão do Povo Brasileiro, apresentada em 1969, Lina Bo Bardi exibe um nicho, entre vários, dedicado às bonecas de pano. Estas apresentam estética espontânea em sua feitura, o que lhes assegura especificidade. No Brasil, a boneca de pano resistiu culturalmente pelos diferentes desempenhos: ofício doméstico, afeto, valor cultural, programas de incentivo artesanal, fonte de renda familiar e de grupo, mercadoria de valor agregado, consumo conspícuo e bem simbólico. Busca-se, contudo, a compreensão da configuração política desse artefato poético da infância, como dispositivo de afeto pela práxis da artesã

    Fazer-se criança no candomblé: infância, educação formal e gênero

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    Objetiva-se, neste artigo, apresentar como o registro arqueológico é esclarecedor sobre aspectos ideacionais e materiais sobre como dava-se a construção da infância e, por consequência, do gênero em contextos religiosos de um terreiro de candomblé. Apresentamos, para tanto, o resultado parcial das escavações ocorridas no Terreiro da Gomeia (Duque de Caxias/RJ). Desse modo, almeja-se contribuir para a dilatação do conhecimento pretérito acerca dessa religião e da sua forma de organização

    Editorial

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    A Revista de Arqueologia da Sociedade de Arqueologia Brasileira, no seu volume 31, número 2, de 2018, como de praxe, no segundo semestre de publicação do periódico, traz um dossiê temático especial. Organizado pela Profa. Dra. Fernanda Neubauer, o dossiê Arqueologia da Infância trata de um tema atual e relevante para a arqueologia brasileira. Com isso, espera-se que a obra estimule ainda mais pesquisas nessa área, tendo em vista se tratar de um campo de estudo ainda recente no Brasil, em termos de análises e discussões

    Uma criança nasce: o mundo da criança em uma perspectiva arqueológica

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    O mundo da criança foi deixado de fora da pesquisa arqueológica. A principal contribuição do sujeito está no campo da história social. Especial atenção é dada à transferência cultural. É apresentada uma definição do mundo da criança em conjunto com aspectos metodológicos, históricos e étnico-culturais. É feita uma revisão da história da pesquisa escandinava sobre o assunto. A classificação e os problemas na distinção de crianças no registro material são discutidos. O principal obstáculo da arqueologia está em seu conhecimento restrito do antigo mundo adulto. O estudo de material osteológico humano e testes em material lítico é visto como promissor

    Editorial

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    O volume 31, número 1 de 2018 da Revista de Arqueologia da Sociedade de Arqueologia Brasileira, brinda o início de uma nova comissão editorial do periódico, que acompanha a gestão 2018-2020 da Sociedade. Brinda também o final de uma comissão editorial que merece todos os cumprimentos, composta pelos colegas Andres Zarankin, Fernanda Codevilla Soares e José Roberto Pellini. Essa comissão teve o grande mérito de elevar a Revista da SAB ao patamar mais qualificado nos últimos tempos, dando continuidade a um trabalho das gestões anteriores. Ao inserir a revista em um sistema eletrônico e ampliar consideravelmente o número de indexadores, houve um aumento significativo do fluxo de artigos e, consequentemente, um aumento considerável na qualidade das publicações

    Quando a morte vem cedo: uma análise de enterramentos infantis na idade do ferro Bretã

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    A arqueologia da infância continua amplamente marginalizada para o estudo da Idade do Ferro bretã. Este artigo busca reparar tal situação discutindo como um conjunto de diferenças sociais e noções particulares identitárias foram projetadas nos enterramentos de crianças encontradas em East Yorkshire, uma região famosa por seus extensos cemitérios que abrigam inúmeras inumações. Tanto a morfologia dos enterramentos, como também dados artefactuais e bioarqueológicos são levados em consideração. A discussão apresenta uma (re)avaliação crítica dos dados arqueológicos disponíveis para o estudo de crianças em Yorkshire durante a Idade do Ferro, destacando a possibilidade de uma distinção interna sutil dentro do grupo infantil, por volta da idade de 6 anos

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